CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

William J. G. Pinto “CORDEL VELHO E CORDEL NOVO”

Fonte: Blog Cordel de Saia cordeldesaia.blogspot.com

Minha querida Dalinha
Preste bastante atenção
Pois vou falar de Cordel
E da sua evolução
Cordel Velho e Cordel Novo
Um bom tema em questão

Minha querida Rosário
Cordel velho é a raiz
É o inicio de tudo
D’um tempo bom e feliz
E quem estudou Leandro
Sabe bem o que ele diz.

João Martins e Leandro
Nosso mestre de pombal
Junto a João Melchiades
Esse trio é imortal
Pra transformar o Cordel
Num bem imaterial

Se no passado falou-se
Do Pavão Misterioso
Da Saga de Lampeão
Um Cangaceiro Odioso
Hoje o tema pro Cordel
É muito mais assombroso.

A princesa do passado
Hoje mora na favela
Engravida aos 12 anos
Não tem uma vida bela
Hoje temos que pintar
É uma outra aquarela

O ladrão de hoje é rico
Usa terno e tem família
Não vive mais na Caatinga
Mora mesmo é em Brasilia
Ganha pra trocar por mês
Carro, mulher e mobília

A Rima metrificada
Do nosso velho Cordel
Regula o cordel novo
Quando passa pro papel
Avançamos pro futuro
Sendo ao passado fiel

Na casa da Poesia
No Alto em Santa Teresa
Tem Poetas de primeira
Pra sentar em qualquer mesa
Fazendo belos poemas
Com gosto de framboesa

Rio de Janeiro 04 de abril, 2011
William José Gomes Pinto

Imagem: lereumabeleza.blogspot.com

Um comentário:

  1. Seria Dr. William da clínica de S. Cristovão?
    Se for um abraço.
    Se não for um abraço também.

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