CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

UM RIO DE ÀGUA

Fonte: cantinhodadalinha.blogspot.com

AUTORA: DALINHA CATUNDA

UM RIO DE ÀGUA
*
O Céu todo escureceu
A chuva grossa caiu
O transito paralisado
Meu olhar atento viu
Nosso Rio de Janeiro
Em água se consumiu.
*
A correnteza nas ruas
Atraiam a atenção.
O relâmpago riscava
E pipocava o trovão
Desligando num estalo,
Computador, televisão.
*
E num engarrafamento,
Parte da população,
Ficou mesmo à deriva
Que sinistra situação,
Boiando dentro de carros
Sem chance de reação.
*
Duas horas da manhã
Em cima do elevado,
A chuva ainda caia
E o transito parado
Sofria o trabalhador
Encurralado e cansado.
*
Nosso Rio de Janeiro,
Padece com temporais.
E na hora do aperto
É o povão quem sofre mais
Mas não vejo solução,
Só manchetes em jornais.
*
As olimpíadas vêm aí
E eu só queria saber
Se cair um temporal
O que vai acontecer!
Pois sei que o maracanã,
Garanto que vai encher.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda
Visite também: www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.rosarioecordel.blogspot.com

Um comentário:

  1. Olá amigo Belizário,
    Obrigada por postar o Rio de águas da nossa Dalinha Catunda. Estas denúncias são muito importantes nos dias de hoje em que as autoridades pensam em tudo, MENOS no bem estar das populações, sejam urbanas ou rurais. Vivemos um descalabro e ainda temos pretenções de arremedar países desenvolvidos, como os europeus, que podem sediar jogos e Copas, em condições adequadas. Vamos lutar para que estas atividades não venham a nos trazer vergonhas e traumas.
    Um abraço,
    Maria Rosário Pinto

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