CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

SÓ O AMOR PERMANECE O RESTO É FUTILIDADE

CD 18.000 MULTIMIDIA PACK - CD EXPERT - 1997

Fonte: overmundo.com.br

Autor: José Bezerra de Carvalho · Teresina, PI

Veja os lírios do campo
Ele anoitece despido
Se parece velho e feio
Como se estivesse morrido
Amanhece belo e formoso
Como quem foi renascido

Você jovem e bonita
Com uma boa estatura
Pás largas e quadris
Tens uma bela cintura
És como o lírio do campo
Coberto de formosura.

Levas uma vida alegre
No fulgor da mocidade
Se desmanchas em prazer
Aproveitando a idade
Teu corpo é chama acesa
No fogo da vaidade.

Deixa teu orgulho de lado
E tua vaidade morrer
Afoga as tuas magoas
Que sufoca o teu viver
Esquece o teu passado
Assim irás renascer

Seja como a semente
Que morre para nascer
Pois se a semente não morre
Vida nova não vai ter
Mata esquece o passado
Pra vida nova nascer

Quando esqueceres o passado
Todo o teu ser se renova
E sentirás no teu seio
A pulsar uma vida nova
E ao te sentir assim
Tu mesma darás a prova

Só quem ama de verdade
Sofre, mas tudo esquece.
Amor é como fermento
É chama ardente que aquece
Quanto mais se dá amor
Não diminui ele cresce

Só o amor faz viver
Com plena felicidade
Faz viver com harmonia
Com paz e tranqüilidade
Só o amor permanece
O resto é futilidade.

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