CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sábado, 2 de abril de 2011

Vitrine brasileira em Nova York

          Promover a cultura brasileira no exterior não é tarefa fácil. As dificuldades na empreitada, no entanto, não desanimaram Domício Coutinho, que fundou a Biblioteca Brasileira de Nova York, em 2006, no coração de Manhattan. Organização privada sem fins lucrativos, The Brazilian Endowment for the Arts (BEA) abriga mais de quatro mil títulos, entre livros, CDs, jornais e revistas, além de promover aulas de crítica literária, exibição de filmes, leituras dramáticas. ´Neste ano, a BEA inicia seu processo de internacionalização, abrindo uma filial em Paris, na França, com exposição de um artista pernambucano, que ainda está em negociação, e coordenação de Giovanna de Melo`, adianta Domício Coutinho, que costuma visitar o Recife, onde morou na infância e adolescência, pelo menos uma vez por ano.

 

 

Domício Coutinho está captando recursos para 2011 Foto: Cecilia de Sa Pereira/ Especial para o DP/ DA Press

 

 

          Para 2011, Coutinho também planeja levar a Nova York peças como Auto da Compadecida e Morte e Vida Severina, além de montagens de Nelson Rodrigues, sempre em leituras dramatizadas, pois o espaço da biblioteca não comporta um público muito numeroso. Outro plano é realizar uma série de debates sobre a literatura de cordel, com a participação de repentistas, e ainda um evento sobre o frevo. ´Estamos captando recursos para dar continuidade aos trabalhos. Desde 2004, nos transformamos numa ONG para facilitar estes apoios`, conta ele.
          Um dos objetivos da BEA é a realização de congressos que ajudem a difundir a cultura nacional lá fora. Em 2009, o escritor Machado de Assis foi tema da homenagem. No ano passado, foi a vez do abolicionista Joaquim Nabuco. Domício Coutinho se orgulha ao elencar os escritores famosos e imortais que já visitaram a Biblioteca, a exemplo de Nélida Piñon, Ana Maria Machado, Marcos Vinicios Vilaça, José Sarney (que foi o primeiro patrono da instituição e doou uma coleção de livros do Senado Federal), Sérgio Rouanet, o cineasta Nelson Pereira dos Santos e o quadrinhista Maurício de Sousa, entre outros.
             Um dos programas bancados pela BEA é o de estágio, em que a instituição oferece transporte e comida para quem quiser trabalhar como voluntário no local. É preciso dominar bem o português e o inglês.

          Para mais informações, entrar em contato pelo e-mail contact@brazilianendowment.org.
"Neste ano, a BEA vai abrir uma filial em Paris, com exposição de um pernambucano" Domício Coutinho, fundador .

Por Tatiana Meira
tatianameira.pe@dabr.com.br

Fonte: Diário de Pernambuco: diariodepernambuco.com.br

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