CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

À Direção da Novela Cordel Encantado

Fonte: projetocordel.com.br

Por Francisco Diniz

           Prezados,

          Como cordelista estou feliz por vocês abrirem um espaço tão importante para a cultura popular ao produzirem a novela Cordel Encantado, que irá ao ar em breve. Tenho certeza que será uma colaboração grandiosa na divulgação e consolidação do resgate do folheto de cordel. Teremos milhões de pessoas discutindo a poesia popular. 
     Em nosso site: http://literaturadecordel.vilabol.uol.com.br/entrevista2.htm temos uma entrevista onde, sobre a divulgação do cordel, dizemos em 19 de novembro de 2005 o seguinte para as estudantes da Universidade Metodista de São Paulo Thaís Gonçalves e Amanda Prado, responsáveis pelo blog http://cordelsp.zip.net/: "... Também acredito que quando a grande mídia, especialmente a rede globo, veicular em sua programação jornalística, novelas, entrevistas, programas de auditório e em anúncios publicitários sobre a importância do cordel, teremos um grande avanço na comercialização dos títulos".
           Espero e torço para que, no decorrer da novela, seja mantida a originalidade na formatação dos exemplares a ser exibidos, bem como os textos de cordel respeitando-se a métrica e a formulação das estrofes conforme a tradição, assim respeitaremos a própria história do folheto popular.
           Perdoem-me a ousadia, mas gostaria de ver um personagem na novela a percorrer feiras, praças e casas das pessoas com sua mala de folhetos declamando-os, cantando-os, vendendo-os e interagindo com os demais integrantes da trama. Acho que isso ajudaria a lembrar dos folheteiros que faziam este papel nas feiras de todo o Nordeste brasileiro e pelo Brasil afora. Este trabalho sustentava famílias, levava entretenimento e conhecimento às pessoas. Muitos aprenderam a ler e escrever através do cordel e isso prova o poder didático que tem a nossa poesia.

         Um grande abraço e muito sucesso!
         Atenciosamente,
         Cordelista Francisco Diniz, 02.04.2011.
www.projetocordel.com.br

Um comentário:

  1. O Blog está de parabéns!
    Estou lhe seguindo, se puder me seguir!

    Além disso, meu blog trata-se de arte e comunicação. Com raízes paraíbanas prgulhoso como sou, estou feliz em ver esse blog, para melhor me opor a dor dos nordestinos do sudeste, que são machos cabra da peste!

    http://www.junatchos.com/

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