CORDEL PARAÍBA

**

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



Mostrando postagens com marcador CORDEL NA SALA DE AULA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CORDEL NA SALA DE AULA. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de junho de 2019

Estudantes da rede estadual de ensino recebem oficinas de xilogravura (RN)

Projeto busca resgatar cultura e tradições nordestinas
Por Redação
Com o intuito de resgatar a cultura, tradições e história do Nordeste, a Rede Potiguar de Televisão Educativa (RPTV), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte (SEEC), está realizando oficinas temáticas, entre elas, a de xilogravura.
A xilogravura é  uma das marcas da identidade da cultura nordestina. A arte consiste na técnica de talhar um pedaço de madeira usando faca e, em seguida, pintar as depressões entalhadas. Alunos da rede de educação pública estadual aprendem essa técnica e outros temas em oficinas temáticas realizadas pela Rede Potiguar de Televisão Educativa (RPTV) e pela Secretaria de Educação e Cultura (Seec).
No projeto, quem ministra a oficina de xilogravura é Erick Lima, professor da rede estadual e artista. Há cerca de 13 anos, ele trabalha com xilografia, técnica que aprendeu a partir da literatura de cordel, outro símbolo da cultura nordestina. Para Erick, o aprendizado sobre xilogravura nas escolas reforça o resgate de tradições e da cultura regional.
Uma das escolas estaduais que realizou a oficina foi a Nestor Lima, localizada no bairro de Lagoa Seca, em Natal. A ideia de levar a oficina para sala de aula foi da professora Vilka Lorena, docente de matemática. Para Lorena, a atividade motivou os alunos, que saíram satisfeitos com o resultado. “Parte dos alunos não conheciam a técnica e se revelaram naquele momento. O brilho nos olhos foi a beleza final da oficina”, relata de forma contente a educadora.
Muito dos estudantes que participaram das oficinas, tiveram contato com a xilogravura pela primeira vez durante a atividade. Ryan Silva, estudante da 1ª série do ensino médio da escola estadual Nestor Lima, relata que a dinâmica foi significativa. “Foi uma experiência muito boa, conheci uma nova arte e consegui aplicar os conhecimentos na prática”, explica o aluno.
Raimundo Melo, coordenador das oficinas de Arte, Cultura e Comunicação realizadas pela RPTV, vinculada a SEEC, explica que as atividades servem como estratégias para o desenvolvimento do ensino e aprendizagem. “Ao desenvolver metodologias diferenciadas e participativas que coloca em evidência o protagonismo do aluno, isso gera um interesse maior do estudante trabalhar com essas linguagens e estimula o aprendizado, criando novas possibilidades”, destaca Raimundo.
Outras oficinas estão marcadas para serem desenvolvidas durante o próximo semestre. Uma das escolas que será contemplada com a oficina de xilogravura e outras, será a Dioscoro Vale, localizada em Natal.
Fonte: Portal no ar

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Projeto leva literatura de cordel para a escola Geraldo Veloso (Marabá, PA)

Por Karine Sued
O cordelista Adão Almeida e a coordenadora do projeto, a professora Cley / Fotos: Divulgação

Como forma de incentivo à leitura, a Escola Geraldo Veloso inova ao desenvolver um projeto voltado para os alunos do 7º ao 9º ano do ensino fundamental. O “Dia D Cordel” levou para os estudantes uma expressão viva da valorização da cultura nordestina através da contação de histórias da literatura e da ocina de elaboração dos livretos. 

Desenvolvido pela professora, poeta e coordenadora, Cley Ferreira Araújo, o projeto contou com o apoio e incentivo da diretora Ingrid Brandão e da vice-diretora Aurelice Queiroz. Além de incentivar a leitura, o tem o intuito de valorizar e respeitar a multiculturalidade própria do país e os signicados de coletividade e experiência comunitária presentes na produção do cordel. 

De acordo com a coordenadora, através da xilogravura, que é uma arte milenar que marca a identidade da cultura do Nordeste, os alunos puderam conhecer a riqueza da literatura por meio da escrita, leitura e da linguagem não verbal. “Nós quisemos proporcionar a inclusão da literatura de cordel porque as pessoas olham e acham que é uma literatura de cunho popular que só vende em feira. É a melhor leitura para se fazer em sala de aula e os meninos gostam”, explica. 


“Os alunos conheceram o cordel através de pesquisas e zemos isso justamente para aproximá-los da cultura popular nordestina e também a valorização da leitura”, esclareceu. 

A convite da coordenação do projeto, o poeta e cordelista Adão Almeida deu vida às histórias. Foi ele o responsável por contar aos alunos as histórias durante a ocina, que ocorreu no início deste mês. Segundo ele, os alunos se mostraram muito interessados na literatura ao questioná-lo sobre como deve ser a forma de escrita das histórias. “Falei sobre meu histórico de vida, biograa e na roda de conversa eles abordaram diversas curiosidades em torno do cordel am de se aprofundarem”, armou. 

Questionado pela Reportagem do CORREIO, o cordelista, membro da Academia de Letras do Brasil (ALB), arma que, de fato, por meio do projeto “Dia D Cordel”, os alunos passam a ler, apreciar e produzir cordéis que aproximam a música nordestina e a cultura popular da realidade de cada um deles. “Seu principal objetivo é incentivar o prazer no hábito da leitura”, destacou.


Entenda 

O cordel é uma manifestação cultural que aborda a leitura, o canto, o aspecto rítmico compassado das declamações e a ilustração das capas, por meio de xilogravura, desenho, foto ou pintura. Além disso, o cordel possibilita a memorização de fatos históricos ou acontecimentos e deixa um registro na memória nem sempre possível no texto em prosa. 

A literatura com rima e ritmo, favorece a aprendizagem e estimula a valorização do lugar de pertencimento, ao mesmo tempo em que proporciona aos estudantes vislumbrar novas perspectivas de assimilação e de busca do conhecimento. 

No espaço escolar o cordel pode ser usado para estimular a criatividade. Como é uma leitura que pode ser cantada, acompanhada de um ou vários instrumentos musicais como viola, rabeca, sanfona, violão, pífano, zabumba, auta, pandeiro ou outro de interesse do professor. 

Por ser confeccionado com material simples, o folheto de cordel tradicionalmente teve preço acessível e as pessoas de baixo poder aquisitivo sempre tiveram oportunidade de adquiri-lo. 

terça-feira, 25 de junho de 2019

Festival de cordel mobiliza alunos de escola municipal (Cachoeiro do Itapemirim, MG)

Por Assessoria de Comunicação

A atividade foi voltada para estudantes dos 7º e 9º anos do ensino fundamental

Aprender os diferentes tipos de gêneros textuais foi um dos principais objetivos do “Festival de Cordel”, que aconteceu no último dia 14, na escola municipal “Galdino Theodoro da Silva”, no bairro Jardim Itapemirim, em Cachoeiro.
Voltada para estudantes dos 7º e 9º anos do ensino fundamental, essa proposta pedagógica foi elaborada por professores de história e língua portuguesa, juntamente a coordenadores, pedagogos e gestora.
O projeto possibilitou o conhecimento sobre o gênero textual cordel, o forró – ritmo musical tipicamente nordestino – e, também, o entendimento sobre movimentos sociais de contestação ao conorelismo (comum no período da Primeira República, no qual os movimentos do cangaço ficaram conhecidos).
As famílias participaram ativamente. Os estudantes produziram seus cordéis para a apresentação e os ensaios aconteceram em casa, o que mobilizou pais e responsáveis. A comunidade também foi envolvida. Um grupo de sanfoneiros do bairro foi convidado para fazer uma apresentação ao final da leitura das produções.
“Através dessa atividade, mergulhamos no universo nordestino. Tivemos contato com a literatura de cordel, com os ritmos característicos da região e aprendemos sobre a história do cangaço. Foi uma experiência maravilhosa e muito significativa para nós”, afirmou a aluna Kyeilla Victória Miranda Queiroz, do 9º ano.
“Esse movimento na escola só comprova o quanto todos os dias professores e estudantes produzem atividades inovadoras partindo dos conteúdos obrigatórios. São situações de aprendizagem que envolvem a comunidade escolar e famílias, o que contribui diretamente para o desenvolvimento de cada estudante”, ressaltou a secretária municipal de Educação, Cristina Lens.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Biblioteca Virgílio Urbano de Araújo realiza projeto “Festa Junina em Cordel” (Natal)

Na ocasião, seguindo as orientações do cordelista, as crianças da unidade de ensino municipal, participaram da aula interativa e produziram seus próprios cordéis, apresentando-lhes ao final da aula


Em especial para ações pedagógicas, o cordelista Hélio Gomes, falou da história, de alguns temas, da utilidade, enredo e a estrutura do cordel


Com o objetivo de apresentar novos estilos literários, a Indústria do Conhecimento: Biblioteca Virgílio Urbano de Araújo, localizada no bairro das Rocas, realizou a “Festa Junina em Cordel”, na tarde desta quarta-feira, 12, com a presença dos alunos do 5° ano da Escola Municipal Santos Reis.
Em especial para ações pedagógicas, o cordelista Hélio Gomes, falou da história, de alguns temas, da utilidade, enredo e a estrutura do cordel. Na ocasião, seguindo as orientações do cordelista, as crianças da unidade de ensino municipal, participaram da aula interativa e produziram seus próprios cordéis, apresentando-lhes ao final da aula.
Hélio Gomes é um dos fundadores da Academia Norte-Riograndense de Literatura de Cordel, e hoje, ocupa o cargo de vice-presidente. Ele defende o cordel pedagógico e terapêutico, com algumas experiências nas terapias de saúde mental. Hélio tem publicados mais de 100 títulos de cordel.
A gestora da biblioteca, a professora Jeana Magalhães, tem organizado mensalmente projetos com temas que tenham destaque naquele período. “Já que estamos no mês junino, vamos comemorar não só com quadrilhas. Resolvemos inovar, fazendo a junção da festa junina, que é uma comemoração popular nordestina, com o cordel, que é uma forma de literatura popular”.
As alunas da Escola Municipal Santos Reis, Geovana Moura e Mariana Soares apresentaram seus cordéis para os colegas da turma. Geovana externou: “o cordel é maravilhoso, gostei muito de fazer as rimas”. E Mariana completou dizendo “a gente aprende e se diverte”.
Representando a secretária municipal de Educação de Natal, as assessoras pedagógicas do Departamento de Ensino Fundamental (DEF), Graças Silvestre e Adriana Ferreira, elogiaram o projeto. “É um projeto grandioso para a comunidade, onde é trabalhada a leitura literária, afirmou Adriana Ferreira. “Somos testemunhas dos excelentes trabalhos que acontecem na Biblioteca Urbano de Araújo, já que estivemos presentes em vários encontros”, afirmou Graças Silvestre.
Fonte: agorarn

sábado, 15 de junho de 2019

Ativista cultural do cordel participa de projeto de educomunicação em Livramento (PB)


O ativista cultural e poeta cordelista Neto Ferreira, da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, participou de encontro com estudantes e professores da Escola Maria Salomé de Almeida, em Livramento, Paraíba, em 5 de junho, onde ministrou oficina de cordel para 120 estudantes do ensino fundamental, onde falou sobre a importância do cordel na educação, no ambiente escolar. Além de Neto Ferreira, participaram o poeta Leandro Leite e as poetisas Paloma Brito e Tata Brito.

José Ferreira de Lima Neto é o mais jovem integrante da Academia de Cordel do Vale do Paraíba e tem uma ação constante na difusão e produção de literatura de cordel na região do cariri paraibano.

sábado, 8 de junho de 2019

Alunos da EJA viajam para conhecer cultura nordestina (Nova Friburgo, RJ)

.
Neste ano, a coordenação da Educação de Jovens e Adultos (EJA) está desenvolvendo um projeto literário voltado à literatura de cordel em sala de aula, reconhecendo-a como patrimônio social e cultural do povo brasileiro. O cordel é uma manifestação cultural que retrata o cotidiano, a realidade do Brasil e suas peculiaridades. O objetivo do projeto “O Cordel Encantado na EJA” é promover situações de leitura e escrita baseadas nesse assunto para a produção do conhecimento do aluno.
À medida que o projeto foi sendo realizado, o interesse dos alunos pela cultura nordestina cresceu ao ponto de se interessarem em conhecer a feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, local onde se concentram muitos nordestinos com vendendo comidas, bebidas e artesanatos típicos, além de shows específicos.
.
Além dos integrantes da equipe da EJA, alunos de cinco escolas participaram do passeio, que começou com uma visita ao entorno do Museu do Amanhã e terminou na Feira de São Cristóvão. São elas: Escola Cypriano Mendes da Veiga, Colégio Dermeval Barbosa Moreira, Escola Hermenegildo Gripp, Escola Hermínia Condack e Escola Hermínia S. Silva. Os alunos divertiram-se muito e ficaram encantados com a cultura nordestina. Para a coordenadora da equipe da EJA, Marilea Vizzoni, foi uma oportunidade muito gratificante poder unir o conhecimento de sala à viagem.
Sobre a Feira de São Cristóvão – data de 1945 o início dos primeiros movimentos que deram origem à Feira de São Cristóvão, ou Feira dos Nordestinos, como é conhecida no estado do Rio. Nesta época, retirantes nordestinos chegavam ao Campo de São Cristóvão em caminhões, vindos para trabalhar na construção civil. A animada festa, com muita música e comida típica, gerada pelo encontro dos recém-chegados com parentes e conterrâneos, deu origem à feira, que permaneceu ao redor do Campo de São Cristóvão por 58 anos.
.
Em 2003, o antigo pavilhão foi reformado pela Prefeitura do Rio e transformado no Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Hoje, não só nordestinos frequentam a feira para matar saudades e resgatar um pouco de sua cultura, como também cariocas e turistas de todo o país.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Palestra discute literatura de cordel em sala de aula (Sergipe)



Por Kelly Monique Oliveira – Rede Alese


Na expectativa que o projeto de lei nº 18/2019 de autoria da parlamentar Maria Mendonça (PSDB) seja aprovado pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a professora e presidente da Academia Sergipana de Cordel Izabel Nascimento proferiu palestra na manhã desta quinta-feira, 09, no plenário da casa legislativa, sobre a importância das escolas públicas e privadas colocarem na grade curricular o programa de fomento à Literatura de Cordel, objetivando preservar a cultura do cordel.
De acordo com a cordelista, a escola tem um papel fundamental no que diz respeito à promoção da 
cultura. “A proposta é falar sobre a importância de ter a literatura de cordel na prática pedagógica e na formação de pessoas no ambiente escolar. Com isso, os professores passam para os alunos a valorização da nossa poesia, dos nossos poetas e da literatura de cordel como patrimônio da literatura brasileira”, destacou.

Dia Municipal da Literatura de Cordel
O dia Municipal da Literatura de Cordel é comemorado no dia 19 de julho. A data é uma homenagem a um dos grandes ícones do Cordel em Sergipe e no Brasil, João Firmino Cabral, que nesta data, o sergipano tomou posse na Academia Brasileira de Literatura de Cordel.
O itabaianense João Firmino, que morreu em fevereiro de 2013, era bastante conhecido dos sergipanos e dos turistas que visitavam o Mercado Antônio Franco, onde mantinha uma banca de venda de inúmeros
Entre as suas obras mais famosas estão “Uma profecia do Padre Cícero” (sua primeira produção), “Antônio Conselheiro, o guerreiro de Canudos”, “Luiz Gonzaga, o Rei do Baião”, “Nascimento, vida e morte do cangaceiro Zé Baiano” e, a principal delas, “Lampião: herói ou bandido”, de 2010, o seu folheto de Cordel mais vendido.

Fotos: Jadilson Simões


sábado, 11 de maio de 2019

Semana Estadual de Divulgação da Literatura de Cordel nas Escolas deve entrar para calendário oficial do Estado (Pernambuco)




Um Projeto de Lei Ordinária (P.L.O. nº 173/2019) de autoria do deputado estadual Rogério Leão (PR), que inclui a Semana Estadual de Divulgação da Literatura de Cordel nas Escolas no Calendário Oficial do Estado entra em tramitação na Assembleia Legislativa de Pernambuco nesta terça-feira (7). A proposição passa por três comissões da Alepe: Comissão de Constituição e Justiça, Administração Pública e por fim na Comissão de Educação.
De acordo com o Projeto, os seis dias que antecedem 19 de setembro – data em que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu a literatura de cordel como patrimônio cultural imaterial do Brasil – devem ser comemorados nas escolas de Pernambuco o estilo literário que retrata o universo sertanejo.
Para o deputado Rogério Leão a Literatura de Cordel, “que já foi muito estigmatizada”, deve ser preservada e promovida. “Devido ao linguajar despreocupado e regionalizado, este estilo literário antes exprobrado agora merece total reconhecimento. Por outro lado, a escola tem um papel fundamental no fomento e promoção da cultura nacional e nordestina, trazendo a sua valorização para os estudantes e auxiliando na prevenção e erradicação do preconceito quanto à regionalização”, justifica o parlamentar.
Nos objetivos, incluem a difusão na comunidade escolar da literatura de cordel; prevenção a erradicação da literatura popular em verso; diminuição a discriminação relacionada à cultura regional, em especial a nordestina. Devem ser promovidas durante a Semana, ações de identificação e catalogação de obras literárias, projetos que estimulem a difusão da literatura e oficinas para produção de obras de cordel.
Escrito frequentemente na forma rimada, o Cordel tem sua origem no Século XVI através de relatos orais, que depois foram impressos em folhetos e ficavam pendurados em cordas. Tal forma de expressão literária é inspirada na literatura Francesa de Colportage, nos romances e pliegos sueltos ibéricos, e na própria literatura de cordel portuguesa.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Presos são premiados em concurso de literatura de cordel em MT

Uma banca de professores foi formada para avaliar os trabalhos e três deles foram escolhidos como os melhores.


Por G1 MT

Trabalho de literatura de cordel. — Foto: Sejudh/Assessoria
Após aulas de literatura, artes e português, reeducandos de unidades prisionais feminina e masculina de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, apresentaram trabalhos em forma de literatura de cordel.

Uma banca de professores foi formada para avaliar os trabalhos e três deles foram escolhidos como os melhores. Os presos que ganharam em primeiro, segundo e terceiro lugar receberam medalhas e brindes.

Literatura de cordel — Foto: Sejudh/Assessoria

Literatura de cordel — Foto: Sejudh/Assessoria


Os assuntos relacionados ao concurso foram discutidos entre os meses de outubro e novembro de 2018 durante as aulas do ensino médio da Escola Estadual Nova Chance, dentro das duas unidades prisionais.

A professora Patrícia Andréia Blanco Lino, responsável pelo concurso, explica que antes de escreverem os cordéis os alunos aprenderam sobre a história da literatura de cordel por meio de textos, artigos e vídeos, estrutura de cordel e xilogravuras retratando a cultura nordestina, assim como conteúdos sobre alguns poetas do passado, entre eles, Leandro Gomes de Barros e João Martins de Athayde, e contemporâneos, como Bráulio Bessa e Tião Simpatia.

Na unidade feminina, as apresentações dos trabalhos ocorreram em forma de declamação, acompanhada por um fundo musical específico para cada texto. Na unidade masculina os trabalhos foram avaliados por uma banca formada pelos professores das turmas.

Fonte: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2019/01/02/presos-sao-premiados-em-concurso-de-literatura-de-cordel-em-mt.ghtml

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Estudantes criam obras de Literatura de Cordel, Ipanema, RJ

destaque site

Reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em agosto, como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, a Literatura de Cordel inspirou uma Atividade Diversificada, proposta pela docente de Língua Portuguesa, Luciana Araújo, aos estudantes do 7º Ano do Ensino Fundamental do Colégio Notre Dame Ipanema.
ZLE_8514
Com caráter interdisciplinar, ela desafiou-os a produzir o seu próprio cordel, respeitando as características do gênero. Cada educando, então, escolheu um tema já abordado nas aulas de Geografia, como migração, seca, fome e pobreza, para elaborar o seu poema. Além disso, confeccionaram as capas para as obras, utilizando a técnica que, tradicionalmente, ilustra tais livretos: a xilografia. Para isso, reutilizaram embalagens de isopor.

Seguindo a tradição, após prontas, elas foram penduradas em um varal literário, disponibilizado na passarela que conduz à piscina, para que fossem prestigiadas pela comunidade escolar.
A Literatura de Cordel:
Inserida na cultura brasileira no final do século XIX, é um tipo de poema popular, resultante da conexão entre as tradições orais e escritas, presentes na formação social brasileira.
Sua denominação é de origem portuguesa, pois, o país europeu cultivava a tradição de pendurar folhetos em barbantes.

Fonte: http://ipanema.notredame.org.br/estudantes-criam-obras-de-literatura-de-cordel/

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

ALUNOS DA EJA LEVAM POEMAS DE CORDEL PARA A 30ª NOITE NACIONAL DA POESIA (CAMPO GRANDE, MS)

FOTO (23)
Campo Grande, 10/10/2018 às 15:46

Cerca de 30 alunos da Educação de Jovens e Adultos da Escola Municipal Doutor Tertuliano Meirelles levaram nessa terça-feira, 9, poemas em cordel para a 30ª Noite Nacional da Poesia, realizada no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) e da União Brasileira dos Escritores (UBE-MS).
Os 40 poemas expostos foram elaborados pelos próprios estudantes após a turma desenvolver trabalhos de literatura durante o ano, conforme afirmação da secretária municipal de Educação Elza Fernandes.
“O projeto de literatura está inserido na matriz curricular deles, contudo, sabemos que estudantes da EJA trabalham o dia todo e alguns sentem dificuldade em, inclusive, concluir o ano letivo. Trazer eles para ver o trabalho do Bráulio Bessa, um poeta renomado, é de grande valia”, analisa a titular da Semed.
A aluna Clarice Silva, alagoana que reside em Campo Grande, relembra a emoção de escrever cordel. “É uma experiência enorme, e chegou a me emocionar este trabalho. Melhorei muito meu português com as aulas e sou fã do poeta Bráulio, das declamações 
FOTO (144)
dele”, explicou a aluna do último ano da EJA.

O professor de Língua Portuguesa, Drayton Pereira Lima, que trabalhou com os alunos durante o semestre a literatura de cordel, comenta que a prática estimula a leitura e desenvolve a escrita dos estudantes.
“Comecei a falar do cordel com eles mostrando slides, com informações da origem do cordel desde a Europa até o Brasil e a intensidade que ele tem na região nordestina do País”, disse o docente.
No final do evento, a secretária Elza entregou  ao poeta Bráulio Bessa, uma placa com texto alusivo aos 50 anos da Escola Municipal Tertuliano Meirelles, comemorados este ano.
Fonte: http://www.campogrande.ms.gov.br/cgnoticias/noticias/alunos-da-eja-levam-poemas-de-cordel-para-a-30a-noite-nacional-da-poesia

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Alunos da Escola João Neves Pereira desenvolvem trabalhos sobre Literatura de Cordel (ES)

          Os alunos dos 7º anos da Escola Municipal de Ensino Fundamental João Neves Pereira desenvolveram um projeto tendo como tema a Literatura de Cordel, típica da região Nordeste do Brasil. A culminância do projeto aconteceu na manhã desta quarta-feira (12) e contou com a participação dos alunos e professores da escola, da equipe da Secretaria Municipal de Educação e do vereador Paulão. Outra presença especial foram os alunos dos 5º anos da EMEf Pedro Balbino de Menezes, que também trabalharam com o tema e foram prestigiar as apresentaões dos colegas.
 


         Os alunos apresentaram cordéis elaborados durante as atividades em sala de aula, além de ambientaram a sala com a exposição de objetos característicos do nordeste brasileiros e obviamente os cordéis confeccionados pelos alunos. No pátio da escola os visitantes podem são recepcionados por um bonito painel ressaltando o estilo literário.
 

          A escola João Neves Pereira sofre com ingerências deixadas por antigas administrações o que ocasionou os problemas em sua estrutura física. Porém a Prefeitura do município juntamente com a Secretaria Municipal de Educação já se comprometeu a realizar uma reforma na escola durante o recesso do final de ano, proporcionando mais qualidade de vida para os alunos assim que o ano letivo reiniciar. Contudo, aos problemas mais urgentes e pontuais será dada a devida atenção sempre que solicitado de forma oficial pela direção da escola.
Clique aqui e confira uma galeria de fotos completa.
Por Edilson Lopes
Assessor de Comunicação e Imprensa
Fonte: http://www.sooretama.es.gov.br

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Secretaria de Educação realiza abertura do Projeto “Nos Encantos do Cordel” (Altinho, PE)


A Prefeitura do Altinho, por meio da Secretaria de Educação, realizou no dia 28 de agosto de 2018 um festival de cordel que foi apresentado pelos alunos das Escolas Dr. Moraes Rêgo e Maria do Socorro Rodrigues da Silva. O evento aconteceu no Millennium Club e contou com a presença do Prefeito Orlando José, dos Secretários Dilson Melo (Cultura) e Glorivaldo Barros (Educação), do Diretor de Ensino, Luciano Omena, de professores e Diretores das escolas.
Essa atividade objetivou dar o pontapé inicial ao Projeto “Nos Encantos do Cordel” sob a coordenação da Profª de Língua Portuguesa, Andréa Cristina. Um projeto que tem como objetivo trabalhar o gênero popular da literatura de cordel, desenvolver o gosto pela leitura, reconhecer a diversidade literária do Brasil, resgatar a poesia popular, conhecer os aspectos da história nordestina, promover uma aproximação com a cultura popular nordestina e retratar o cotidiano, a realidade do povo brasileiro e suas peculiaridades.
Na oportunidade, vários alunos dos 8ºs e 9ºs anos das duas escolas recitaram alguns cordéis, bem como fizeram apresentação de danças e coreografias através de músicas regionais. Eles deram um show nas apresentações. O resultado do trabalho realizado por eles, além de ser um incentivo à leitura, à pesquisa, à participação oral e escrita, busca evidenciar um marcante traço cultural da nossa região Nordeste, que é o cordel, de grande importância para a nossa literatura.
O tema agora será trabalho em sala de aula, objeto de muitas pesquisas e produção dos discentes. A culminância está prevista para o final de setembro com produções dos próprios alunos.
O evento contou com a participação de Dorge Tabosa, professor e cordelista, membro da Academia Caruaruense de Cordéis, que presenteou todos os presentes com declamações de obras de sua autoria.
E para encerrar a programação teve a participação do cantor Felipe Santos, fechando o evento em grande estilo, tocando os sucessos do momento para os alunos.
O Cordel são folhetos contendo poemas populares, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas.
Fonte: http://altinho.pe.gov.br

sábado, 8 de setembro de 2018

Estudantes contam em Cordel, história do bairro Batateiras, no Crato - CE



Uma escola da rede privada de ensino de Crato, localizada no Bairro Gisélia Pinheiro (Batateiras), desenvolveu um projeto cultural que oportunizou aos estudantes o acesso a literatura de Cordel.
As crianças têm idades entre 8 e 10 anos e frequentam as séries, 3º, 4º e 5º, da Escola de Ensino e Fundamental Alegria de Viver. Conforme explicou Lucivania Barros, diretora da instituição, o objetivo é incentivar as crianças e pré-adolescentes o gosto pela leitura e pela literatura de Cordel, bem como homenagear a cultura do município.
O projeto contou com oficinas e resultou na confecção de um cordel, com 24 estrofes, que conta a história do bairro. Facilitou a oficina a poetisa, cordelista e professora aposentada, Fátima Correia, integrante da Academia dos Cordelistas do Crato- ACC. Ela possui vários cordéis lançados sobre a cidade e diversos temas.
As oficinas foram realizadas na própria instituição pela poetisa que orientou a garotada sobre rima, métrica e conteúdo. A culminância do projeto aconteceu no mês de junho e os cordéis foram distribuídos na comunidade. “Eles (estudantes), tem o máximo de potencial e a escola quer que futuramente a nasçam cordelistas. Eles são determinados e estão num bairro que exala cultura”, destacou Fátima Correia.
 O BAIRRO O nome do bairro é Gisélia Pinheiro, no entanto a população chama carinhosamente, de Batateiras. A localidade é considerada principal reduto cultural, com a presença de grupos folclóricos, entre eles, o Coco da Batateira, da Mestre Edite, os remanescentes dos irmãos Aniceto, entre outras manifestações culturais.    (Blog Papo Reto Cariri)

Fonte: http://www.gazetadocariri.com/

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Alunos participam de oficina de xilogravura na Biblioteca Pública (Varginha, MG)

Foto: Agnaldo Montesso
Cerca de 50 alunos do 5º ano da E.E. Gabriel Penha de Paiva tiveram uma tarde diferente nesta sexta-feira (24/08). Eles aprenderam sobre o Literatura de Cordel e ainda participaram de uma oficina sobre xilogravura, que é a técnica usada para imprimir os livros escritos neste estilo. A atividade fez parte da exposição “O Imaginário do Cordel”, que está sendo realizada pela Biblioteca Pública de Varginha desde a última terça-feira (21/08).
A oficina foi ministrada pelas professoras Eliana Coimbra e Heloísa Coimbra. “Nós utilizamos placas de isopor e tinta à base d’água para simular a técnica da xilogravura. Após criarem um desenho no isopor, os alunos passavam um rolinho com tinta e aplicavam em uma folha A4”, explica Eliana Coimbra, que também é a curadora da exposição.

Mateus Ricardo Mendes, de 10 anos, mostrou bastante criatividade ao fazer um fundo do mar e aplicar várias cores ao isopor deixando o desenho todo colorido. “Gostei muito de vir e aprender a fazer isso”, falou o menino.
A professora Thaís Batista Souza ressaltou a importância da iniciativa. Segundo ela, a exposição “mostrou para eles a realidade do nordeste e eles ainda aprenderam sobre a Literatura de Cordel que faz parte do conteúdo programático do 5º ano”

                                                           http://www.varginhaonline.com.br

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Escola municipal incentiva leitura de cordel (Feira de Santana, Bahia)



Escola municipal incentiva leitura de cordel
A atividade é uma oportunidade para os estudantes terem contato com uma das mais expressivas e marcantes formas de cultura nordestina: a literatura de cordel.

         Os estudantes do quarto ano da Escola Municipal Chico Mendes estudaram durante os meses de julho e agosto a sequência didática “encantos de cordel”. A atividade é uma oportunidade para os estudantes terem contato com uma das mais expressivas e marcantes formas de cultura nordestina: a literatura de cordel.

         Os estudantes aprenderam sobre a articulação das várias linguagens - verbal, oral, escrita, musical e gráfica no cordel. Outro traço importante é o acesso a temas diversificados que são abordados nos folhetos.

       De acordo com a professora Thagliany Lopes, coordenadora pedagógica da escola, a iniciativa promoveu “um contato dos estudantes com a cultura popular, já que valoriza e incentiva o respeito à multiculturalidade do nosso país. Também difunde os significados de coletividade e experiência, presentes na produção do cordel”, argumenta.

https://www.jornalfolhadoestado.com

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Escola Estadual Amâncio de Moraes realiza dia D da leitura com a literatura de cordel como tema (TO)



Fotos: Divulgação

A Escola Estadual Amâncio de Moraes, de Paraíso, realizou nesta sexta-feira, 31, o Dia D da Leitura. Participaram do evento cerca de 280 estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental dos turnos matutino e vespertino. O objetivo é despertar o gosto pela leitura, além de trabalhar as características dos diversos gêneros e tipos de textos, abordando o conhecimento de forma contextualizada.
Os estudantes das turmas de 8º ano matutino e vespertino cantaram a canção Feira de Mangaio, composta por Sivuca, e que ganhou o mundo na voz de Clara Nunes, e foram aplaudidos pela apresentação.
Suelen Alves Fernandes, aluna do 8º ano, pontuou como destaque do evento a literatura de cordel, muito difundida pela cultura nordestina. “Gosto muito desse tipo de leitura e adoro recitar poema. Vou ler o poema Mulheres Ignoradas, no cordel de Dalinha Catunda. Percebo que as mulheres devem estar mais presentes em todos os espaços sociais”, comentou.
Fotos: Divulgação

Juliana Soares dos Santos, também aluna do 8º ano, concorda que a leitura contribui para melhorar o conhecimento. “A leitura leva a pessoa onde ela jamais pensaria em ir, por meio dos livros a gente viaja”, disse.
Conforme, Ana Paula Honorato e Alcilene Caldeira, coordenadoras pedagógicas, esta é culminância do projeto Dia D do Cordel. “No decorrer do ano letivo incentivamos a leitura por diversas formas. Sabemos que a leitura deve ser motivada, e principalmente o professor é um dos pontos fortes nesse trabalho de incentivo ao aluno para a leitura de diversos tipos de textos que circulam na sociedade, considerando o livro, mas também a situação prática de uso da leitura e da escrita para a vida”, ponderou Ana Paula.

Fotos: Divulgação

Segundo Maria Aparecida Araújo, professora de Língua Portuguesa e uma das mentoras do projeto, a informação está presente nos livros e deve ser colocada em situações práticas para os alunos. “Trabalhamos durante alguns dias as características da literatura de cordel como a formação dos poemas, os temas abordados nesses poemas, além da escrita e interpretação desse textos pelos alunos. Fazemos com que a leitura seja mais agradável para nosso alunos e esperamos que eles se despertem para continuar lendo outros gêneros textuais”, destacou.
Quem participou do evento foi César Augusto Marques Filho, voluntário na escola Amâncio de Moraes. Ele pediu para escrever um verso sobre inclusão e realmente se expressou de forma contundente na escrita, além de falar de forma clara e defender seus ideais.
          De acordo com Maria Célia Santos Sousa de Oliveira, intérprete de Língua Brasileira de Sinais, é preciso dar acesso a todos os alunos. “O aluno surdo necessita de um intérprete para poder compreender as informações repassadas nas comunicações. Isso também é uma forma de acessibilidade. Todos têm direito de ser incluídos”, finalizou.

Fonte: http://surgiu.com.br


domingo, 9 de março de 2014

Por que trabalhar literatura de cordel na Escola?

Por Gracita no blog gracitacordel.blogspot.com.br


A literatura de cordel é uma ferramenta excepcional para desenvolver na garotada o comportamento leitor, pois, a poesia de cordel é um instrumento capaz de estimular o hábito de leitura, já que os aprendizes estão em fase de construção dessas habilidades. Além disso, as características do cordel costumam encantar as crianças, sendo a principal delas a musicalidade das rimas. A literatura de cordel apresenta uma linguagem bem simples aproximando-se do cotiano dos alunos, por isso, corrobora para a compreensão do enredo proposto pelo cordelista, tendo em vista que o seu uso em sala de aula está direcionado à leitores iniciantes em fase de desenvolvimento das habilidades e competências de leitura e escrita. O trabalho com poesia de cordel favorece a melhoria da fala, já que os textos são embasados na oralidade além de elencarem fatos do cotidiano, por isso,oportunizam o acúmulo de conhecimentos culturais que irão dar suporte aos pequenos aprendizes para a construção do seu conhecimento e fomentar elementos que serão a base para que eles possam criar seus próprios poemas de cordel.