CORDEL PARAÍBA

O que somos? Aonde vamos /Ora, somos um cordel. /Nossa imagem é a capa, /Nosso corpo é o papel, /Nossa alma são as letras /Q serão lidas no céu... (Manoel Belizario)

segunda-feira, 31 de março de 2014

Poeta Marco Haurélio Lança livro “Doze Trabalhos de Hércules” em cordel

 

Héracles, mais conhecido pelo nome romano Hércules, é filho do soberano dos deuses, Zeus, com a mortal Alcmena, esposa de Anfitrião, rei de Tebas. É, por isso, perseguido por Hera, esposa traída de Zeus, desde o nascimento. Uma condição imposta por Zeus daria ao descendente de Perseu que nascesse primeiro o direito de reinar sobre os tronos de Micenas, Tirinto e Mideia, na Argólida. Hércules e Euristeu, concebidos no mesmo período, eram os descendentes do grande herói vencedor da Medusa. Segundo uma das muitas versões da lenda, Hera, auxiliada por Ilítia, a deusa que presidia aos partos, faz que Euristeu nasça de sete meses, o que não só lhe dá direito ao trono, como também estabelece uma relação senhorial com o filho de Alcmena, que, para se livrar do jugo, terá de realizar 12 trabalhos.

Há, porém, versões controversas quanto ao número de trabalhos realizados por Hércules, bem como sobre seus reais motivos. A tradição mais aceita aponta como causa a tentativa de purificação do herói que, em um acesso de loucura enviado por Hera, ateia fogo na casa em que vivia, matando, sem saber, a esposa, Mégara, e os três filhos. No entanto, uma versão tardia, presente na peça Héracles, de Eurípides, atribui os trabalhos à condição imposta por um tirano, Lico, usurpador do trono de Argos, segundo a qual o herói poderá entrar na cidade, onde sua família estava refugiada, somente após a realização das tarefas.

Os primeiros trabalhos foram realizados no Peloponeso: o Leão de Nemeia, a Hidra de Lerna, o Javali de Erimanto, a Cerva Cerinita, os Pássaros do Lago Estinfalo e os estábulos de Augias. Os seis últimos levaram o herói além dos limites do mundo conhecido (pelos gregos): o Touro de Creta, os Cavalos do tirano Diomedes (Trácia), o cinto de Hipólita, a rainha das Amazonas (Cítia), os Bois do gigante Gerião (Península Ibérica), a captura de Cérbero (Infernos) e As maçãs douradas do país das Hespérides (Ocidente). Ao fim dos trabalhos, purificado, o herói parte para outras aventuras, até o momento em que, despedindo-se da vida, ganha lugar entre as estrelas. É admitido entre os deuses, tornando-se, ele próprio, um deus, cujo culto era muito popular na Grécia Antiga.

Sobre o livro

O livro Os 12 Trabalhos de Hércules (Cortez Editora) é uma releitura das grandes façanhas do herói grego Hércules. É composto por poemas escritos em diferentes modalidades, que ora se aproximam da sátira (o Leão de Nemeia, os estábulos de Augias), ora se rendem ao lirismo das imagens concebidas pelo ilustrador Luciano Tasso (o cinto de Hipólita, as maçãs de ouro das Hespérides). Os feitos de Hércules são recontados em quadras, sextilhas, setilhas, oitavas e décimas com métricas e esquemas de rimas variados.

Esta obra, que dialoga com a literatura de cordel e com outros gêneros poéticos, é prova inconteste de que, livre das amarras, a poesia pode ir além das fronteiras estabelecidas entre o erudito e o popular. Texto e ilustrações podem ser lidos em conjunto ou separadamente, e a ordem dos trabalhos aqui escolhida não implica, necessariamente, a ordem a ser seguida pelo leitor.

Os 12 Trabalhos de Hércules

Autor: Marco Haurélio

Ilustrador: Luciano Tasso

Editor: Amir Piedade

ISBN: 9788524920431 / Editora: Cortez / Edição: 1ª / Acabamento: Brochura / Formato: 20.50x28.00 cm / Páginas: 64

Lançamento

Quando? 12 de abril (sábado), às 15h

Onde? Livraria Cortez, rua Monte Alegre,1074 – Perdizes, São Paulo (SP)

Na ocasião, haverá contação de histórias.

Fonte: Blog Cordel Atemporal

sábado, 29 de março de 2014

Biblioteca de Araraquara (SP) divulga Literatura de Cordel

 

altA biblioteca do Campus Araraquara está expondo, desde 17 de março, folhetos de cordéis em seu Varal.

O Varal é uma atividade permanente desenvolvida pela biblioteca. Neste mês, a literatura de cordel foi escolhida para ser divulgada entre os alunos e servidores do campus. Para tanto, foram confeccionados folhetos com informações sobre a literatura de cordel, bem como alguns cordéis. A iniciativa foi divulgada nosite do campus e no Facebook.

A literatura de cordel é um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e que são, posteriormente, impressos em folhetos.

Outras edições do Varal na biblioteca do Campus Araraquara divulgaram a música, a poesia e o livro.

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Fonte: http://www.ifsp.edu.br/

quinta-feira, 27 de março de 2014

ESTUDANTE DE BIBLIOTECONOMIA DANIELLE BELISARIO DEFENDE MONOGRAFIA AVALIANDO IMPACTO DE PROJETO DE CORDEL NAS ESCOLAS DE JOÃO PESSOA–PB

 

                                         


A estudante de Biblioteconomia e mais nova bibliotecária Danielle Belisario defendeu na noite de ontem (26/03/14) a monografia intitulada "Impacto do Projeto 'Cordel no Espaço Escolar nas bibliotecas escolares de João Pessoa'". O projeto foi uma iniciativa de seu esposo, o cordelista Manoel Belizario, financiada pelo Ministério da Cultura por meio do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel.A proposta distribuiu cinquenta e seis folhetos em cinquenta escolas públicas de João Pessoa - a fim de incentivar a leitura da Literatura de Cordel no ambiente estudantil . A monografia foi orientada pela professora Dra. Elizabeth Baltar - renomada pesquisadora de Literatura de Cordel - e apresentou um panorama acerca da execução das propostas do projeto nas escolas beneficiadas.  Foi lançada uma versão do trabalho em cordel a qual está disponibilizada abaixo:

O CORDEL

A Paraíba é o berço
Do ilustre menestrel
Leandro Gomes de Barros,
Nas rimas o mais fiel,
Pai dessa literatura
A qual chamamos cordel.

Com ele o cordel voou
Para o resto do Brasil
Logrando uma imensa fama
Nos rincões da mãe gentil.
Seus poemas encantaram
Do idoso ao infantil.

O cordel é um lugar
Por onde escorre cultura,
Uma manifestação
Bela de literatura.
Por ser criativo sempre
E sucesso de leitura.

Porém não teve sucesso
De maneira universal
No ambiente escolar
Espaço onde afinal
A arte é utilizada
Com fim educacional.

Há muitos livros na escola
Há muita literatura
O MEC seleciona
O tipo de escritura
Excluindo o cordel
Numa incorreta postura.

Essa análise levou
O poeta Manoel
Belizario a tentar
Cumprir com o seu papel
De cidadão incluindo
Na escola o cordel.

Assim ele planejou
Fazer distribuição
De folhetos nas escolas
Para a apreciação
Dos alunos e assim
Dar sua contribuição.
Porque, leitor, nosso mundo
Tá farto de teoria.
Precisamos pôr em prática
As ações no dia a dia
As quais cremos serem atos
Que gerem cidadania.

Além de distribuir
Folhetos o tal projeto
Também orientaria
De um modo bem concreto
Os professores na lida
Com aqueles objetos.

Porque Manoel partiu
Da própria experiência,
Sendo professor de Letras
Já vinha com antecedência
Trabalhando com cordel
Durante a sua docência.

Por algum tempo a ideia
Permaneceu no papel
Feito amigo em coração
Ou soldado num quartel
Residindo sem pagar
Um tostão de aluguel.

Foi quando em 2010
O governo federal
Resolveu dar atenção
Ao cordel num edital
Por meio do ministério
Que trata do cultural.

Dessa forma o ministério
Da cultura coletiva
Abriu edital de um prêmio
Por nome de “Patativa
De Assaré” para o cordel.
Que boa iniciativa!

Foi aí que Manoel
Teve a oportunidade
De fazer a sua ideia
Se tornar realidade
Para beneficiar
A nossa comunidade.

Inscreveu o seu projeto
O mesmo foi contemplado
Com o recurso necessário
Para ser executado
E a estrutura do mesmo
Por nós será relatado.

O MINC financiou
Quatro mil e novecentos
Reais para serem feitos
Os dois mil e oitocentos
Folhetos pra ser doados
Nos estabelecimentos.

Mil e cinquenta folhetos
Ao autor foram doados.
Os estabelecimentos
De ensino contemplados
Totalizando cinquenta
Entre município e estado.

Cada escola recebeu
Cinquenta e seis exemplares.
Seis folhetos diferentes
Com temáticas singulares
Rimadas, versificadas
Em estrofes populares.

Cartazes explicativos,
Informe, claro, direto.
Folder dando dica como
Trabalharem o projeto
Assim Manoel tornou
O seu desejo concreto.

Porém como observar
Se houve a execução;
Que fim foi dado aos folhetos;
Se foram lidos ou não;
Se as escolas incluíram
Em algum plano de ação?

Pensando nisso a aluna
Danielle Belisario
Decidiu analisar
Como anda tal cenário
Marcado pela presença
Do projeto literário.

Danielle é estudante
De Biblioteconomia
O tal projeto foi tema
De sua monografia,
Sendo esposa do autor
Lhe deu bastante alegria.

Teve a orientação
Da ilustre professora
Elizabeth Baltar
Competente educadora
Que do cordel também é
Constante pesquisadora.


Para fazer esta análise
Danielle visitou
Treze, das cinquenta escolas
Onde o projeto passou
E um breve questionário
Com um funcionário aplicou.

Danielle constatou
Que na grande maioria
Das escolas visitadas
O projeto persistia
E para várias ações
Tinha muita serventia

Como: a realização
De projetos de leitura,
Recitais, saraus poéticos,
Exposições de cultura,
Oficinas de teatro,
Aulas com reescritura.

Ficam nas bibliotecas
Ou nas salas de leitura
Auxiliando os leitores
Nas viagens e aventuras
Cujo impacto no intelecto
Me diz quem é que mensura?

Com sua monografia
Dany pôde observar
O impacto do projeto
“Cordel no espaço escolar”
Nas escolas onde o mesmo
Veio a se concretizar.

Deu um presente ao esposo
Autor da iniciativa,
Pois um resultado desses
Imensamente o motiva
Para novas empreitadas
Estimula, incentiva.

Manoel Belizario