CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Desde escritor renomado/A cordelista sem fama;/Do doutor ao não letrado./Verso, seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Ei, cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso seu folheto seja/Por algum deus desdenhado:/Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.***

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belizario)

domingo, 23 de setembro de 2018

Vida longa ao cordel (CE)

Cordelistas falam ao O POVO sobre a recente decisão do Iphan, que elevou a expressão artística ao título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil




O cordel é o novo Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Após um processo que se estendeu por oito anos e envolveu pesquisas em diversas partes do País, entrevistas e elaboração de um documento explicativo - o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) elevou a literatura de cordel ao nível de patrimônio imaterial. Entre cordelistas de diversas idades e modos de perceber a arte, o clima é de contentamento e esperança. Categorizado durante décadas como uma arte menor, o cordel se disseminou "pelas beiradas" e seguiu ganhando público, espaços populares e abrangência.
"Comparando com outras manifestações, o cordel está muito, muito, muito bem e não corre o risco de morrer. A academia reconheceu, os jovens estão produzindo. Esse reconhecimento do Iphan é bom e vem para fortalecer", pontua a artista cearense Julie Oliveira. Izabel Nascimento, cordelista natural de Sergipe, explica que a Academia Brasileira de Literatura de Cordel enviou, em 2010, uma solicitação para o Iphan. A partir daí foi iniciada pesquisa sobre essa expressão popular que envolve palavras, música e artes visuais. "Tenho convicção de que esse novo título traz muita responsabilidade tanto para os cordelistas quanto para o Estado, que deve preservar e valorizar", pontua. A expectativa entre os artistas, a partir de agora, é que o cordel seja incluído e tenha espaço próprio em editais e em outras formas de fomento. "O título é uma porta que se abre e que vai referenciar algo que a sociedade já sabe", completa Izabel.
No material que divulgou, o Iphan define o cordel como "gênero literário, veículo de comunicação, ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos". Ainda segundo as informações do instituto, o novo patrimônio cultural imaterial surgiu nos estados nortistas e nordestinos, mas se espalha por todas as regiões. "O cordel se inseriu na cultura brasileira em fins do século XIX, forjado como a variação escrita da poesia musicada por duplas de cantadores de viola, de improviso, conhecida como repente", explica o documento. Vindo da tradição oral, ele se materializa em livretos comercializados em feiras. "A literatura de cordel é um gênero poético que resultou da conexão entre as tradições orais e escritas presentes na formação social brasileira e carrega vínculos com as culturas africana, indígena e europeia e árabe".
A cordelista Bia Lopes lembra que antes mesmo do acesso ao rádio e à televisão ser difundido, o cordel já cumpria a função de informar a população que não tinha acesso aos jornais. Com narrativas bem explicadas e de fácil acesso, além de ter baixo custo, essa ferramenta abordava as novidades e polêmicas sociais. "Ele foi evoluindo conforme evoluía o conceito de sociedade, e se tornou para nós uma referência e um exemplo de resistência", acredita Bia. O cordel, na opinião dela, não apenas sobreviveu, mas se adaptou e soube usar as ferramentas tecnológicas. Pelas redes de bate-papo da internet, cordelistas abrem diálogos e trocas de experiências- que são transformados em publicações físicas. "Um poeta aqui e outro em outro estado, fazem o duelo. Como seria possível sem a internet? Ela favorece! A chegada dessas ferramentas fez o cordel criar uma nova perspectiva de comunicação", diz Bia.
Fonte: https://www.opovo.com.br

sábado, 22 de setembro de 2018

Cordel, mais que um patrimônio (PE)


A poesia popular, contando de forma rimada 'causos' da vida cotidiana, enfrentou e ainda hoje enfrenta preconceitos. Mas, na verdade, carrega em si uma riqueza cultural sem tamanho.


Leusa Santos, editora-executiva da Folha de Pernambuco
Leusa Santos, editora-executiva da Folha de PernambucoFoto: Arthur de Souza/Arquivo Folha
Qualquer pessoa que entre em contato com um livreto de cordel, ao ler seus versos, geralmente é tomada pela sonoridade textual de seu enredo. Ou seria textualidade sonora? Quando lemos um verso, principalmente em voz alta, nosso cérebro fica um pouco dividido entre música e texto. Afinal, é música ou é texto? Já experimentou? Eu fiz essa tentativa e realmente é salutar. Digo isso porque, ao lermos um texto rimado, nosso cérebro é acionado em áreas diferentes, proporcionando estímulos que contribuem para a memória. Isso foi alvo de vários estudos científicos.
Mas voltemos à dualidade música/texto. Na semana passada, a literatura de cordel recebeu o título de patrimônio cultural do Brasil. Reconhecimento merecido, porém tardio, como geralmente é para as coisas da cultura nesse Brasil, só para não entrar na seara do descaso, cuja vítima mais recente foi o Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Mas voltemos ao cordel, sobre o qual falamos mais um pouco hoje neste bate-papo e também no caderno de Arte. Esse gênero carrega duas principais tradições. Uma delas são os trovadores medievais, cujos relatos passaram a ser impressos na época da renascença, entre os séculos 15 e 16.

No Brasil, nos chegou no século 19, pelas mãos dos portugueses - a Europa já estava toda conquistada pelo movimento renascentista. A poesia popular, contando de forma rimada 'causos' da vida cotidiana, enfrentou e ainda hoje enfrenta preconceitos. Mas, na verdade, carrega em si uma riqueza cultural sem tamanho.

Os folhetos de cordel contêm ilustrações chamadas xilogravuras. É a segunda tradição que o cordel carrega. Ao falarmos delas, saímos da Europa e vamos até a Ásia Oriental buscar a sua origem. A xilogravura é a arte de reproduzir no papel uma imagem talhada em uma madeira matriz. Remonta ao século 6 e provavelmente foi criada pelos chineses. Ainda não há afirmações categóricas dos historiadores.

J.Borges, um artista que reúne as duas técnicas - o cordel e a xilogravura, é reconhecido no mundo inteiro. Pernambucano de Bezerros. Desbravador da literatura de cordel no Sertão, que ganhou o mundo. “Era o jornalismo nosso”, diz ele em entrevista nesta edição. E continua até hoje desbravador, lutando contra o preconceito, descreve o Nordeste para o mundo e já deu aulas sobre a xilogravura e o cordel para vários países. Cordel, trovadores, gravuras, poesia, música, história, passado, presente e futuro. Um gênero artístico multifacetado, com forte presença da cultura popular e, ainda, faz bem à saúde.

Tentei trazer a você, leitor
Um pouco de uma paixão
Que faz parte da história
Perpetua a nossa memória
E tem exemplos de dedicação
Muito mais teria a dizer
Mas lhe desejo, a essa altura
Que tenha uma ótima leitura!

Fonte: https://www.folhape.com.br

Cordel será o tema do encontro do Núcleo de Contadores de Histórias de Ribeirão Preto (SP)

O evento também oferecerá brincadeiras que proporcionarão muita interação entre os participantes

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O evento será realizado neste sábado, 22; a entrada é gratuita

O Núcleo de Contadores de Histórias, que é mantido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, já definiu o tema do encontro deste mês: “Versos em Brasa: O Cordel”. O evento, que será realizado neste sábado, 22, das 9h às 12h, ocorrerá na sede da entidade, localizada na Rua Professor Mariano Siqueira, 81, no Jardim América, Zona Sul de Ribeirão Preto.

Neste mês, o tema possibilitará que os participantes conheçam um pouco mais sobre o gênero literário. Para isso, a fundação receberá os convidados Marcio Fabiano Monteiro, Arnaldo Martinez Jr. e Bruno Diniz, que vão expor seus trabalhos e falar como a literatura de cordel tem contribuído para o desenvolvimento da criatividade em sala de aula. 

Além da contação de histórias, o evento oferecerá brincadeiras que proporcionarão muita interação entre os participantes.

A proposta é que os convidados mostrem como é a literatura de cordel e seus diversos gêneros, como humor, épico, aventura, realismo fantástico, entre outros. “O Cordel não é apenas entretenimento. Ele é hoje uma fabulosa ferramenta de aprendizagem e de fomento da criatividade, além de ser reconhecidamente, portador de textos que incentivam e instigam os jovens à leitura”, explica a atriz e contadora de histórias, Míriam Fontana, coordenadora do Núcleo de Contadores de Histórias. 

O encontro, ainda, permitirá que, além de ouvinte, o público tenha um ambiente livre para narrar suas histórias e se envolver inteiramente com as atividades. “Conceder espaço para as pessoas presentes participarem ativamente da ação é uma proposta enriquecedora, porque oferece novas histórias e experiências, tanto para quem ouve, quanto para quem narra”, explica Míriam. 

Serviço
Quando: Sábado, dia 22 de setembro, das 9h às 12h.
Onde: Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto (Rua Professor Mariano Siqueira, 81, no Jardim América).
Quanto: Atividade gratuita. 
Informações: (16) 3911-1050.

Fonte: https://www.revide.com.br

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Emicida lança single “Inácio da Catingueira”

O ano é 2018, os avanços tecnológicos acontecem a uma velocidade cada vez maior, porém nosso progresso como sociedade parece seguir a passos um pouco mais lentos. As redes sociais são um grande exemplo disso, espaço idealizado para que pessoas troquem ideias, sonhos e até seus problemas procurando acolhimento, um lugar que tinha tudo para ser pacífico, mas que hoje vive inundado com uma grande carga de comentários negativos, brigas e debates sem sentido.
As vitórias individuais que poderiam ser celebradas pelo coletivo, viram discórdia na internet, fazendo com que muitas vezes sobre espaço apenas para a crítica. Até o que vai ser dito, seja você uma pessoa pública ou não, precisa ser muito bem pensado para que não seja mal interpretado. Tempos complexos.
Antes das redes sociais sonharem em existir, em uma época em que o povo negro apenas levava vantagem quando conseguia dar nó em pingo d’água, eis que viveu Inácio da Catingueira. Uns dizem que existiu, outros que é só lenda, mas sabemos que era um escravo que travou uma peleja com Romano Caluete, pequeno proprietário rural da Paraíba, ali por volta de 1870. Poeta, Catingueira debateu ideias por oito dias a fio e nisso ganhou sua liberdade no papo, mostrando toda a sua habilidade de argumentação.
Com Emicida não foi muito diferente. Quem conhece sua história, sabe que ele veio de condições adversas e por meio da sua maestria com as palavras venceu discussões, Rinha de MCs, Batalha da Santa Cruz e a famosa Liga dos MC`s. A palavra, em ambos os casos, foi a responsável pela libertação. Mas uma pergunta que fica é: esse país está pronto para ver pessoas pretas realmente livres? Muitas tentativas de distorcer algumas das maiores conquistas da cultura hip-hop brasileira alcançadas pelo Zica da Rima e seu time, partem de mentes viciadas em aceitar pessoas de pele escura somente em lugares subalternos, a intenção desta distorção passa claramente o recado “volte para o seu lugar”.
Ocupar os espaços que o rapper e a Laboratório Fantasma tem alcançado no mercado e no imaginário brasileiro segue sendo uma afronta sem precedentes. Manter o foco na grandeza da história que está sendo construída e na importância dela para o presente, o passado e o futuro, sempre foram uma característica de Emicida porém, em tempos de fake news, é importante colocar alguns pingos nos “is” e separar o joio do trigo.
“O frustrante quando você luta contra essas estruturas é que por mais que você alcance sua liberdade individual, no coletivo seus irmãos tão tudo acorrentado. E a maior coisa que você pode ter, que é a sua liberdade, acaba se tornando uma coisa menor porque quando você olha no entorno as correntes estão em todo mundo menos em você. Aí cê se sente mal por isso também, tá ligado?”, reflete Emicida.
Por meio da música, Emicida se expressa como ninguém. E em “Inácio da Catingueira”, single lançado hoje, 18 de setembro, sua verborragia lírica vem com foco e dispara contra quem quer mais barulho sem sentido do que ideias trocadas em prol da evolução. Com instrumental de seu parceiro de longa data, DJ Duh, a música ganhou um lyric vídeo tão impactante quanto a rima, dirigido por André Maciel, artista plástico, ilustrador e fundador do estúdio Black Madre Atelier.
“A estética escolhida para este clipe está ligada diretamente ao personagem Inácio da Catingueira, que foi um escravo e por cantar Cordel usamos a xilogravura como estética geral, ambos fazer parte do mesmo universo, sendo a xilogravura usada na parte da literatura de Cordel. O clipe tem um formato de lyric vídeo”, finaliza André Maciel.
O single “Inácio da Catingueira” é uma realização Laboratório Fantasma Produções, já disponível no canal do YouTube do Emicida e também em todas as plataformas de streaming.
Emicida se apresenta dias 22 e 23 de setembro em São Paulo, na Casa Natura Musical. O show de abertura ficará por conta da MC e cantora Drik Barbosa.

Fonte: https://portalrapmais.com
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=kBIwIvzFlpM

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Literatura de cordel recebe título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro

Reconhecimento foi feito nesta quarta-feira (19), pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Por G1 PE
19/09/2018

Literatura de cordel foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro — Foto: Oton Veiga/TV Globo

A literatura de cordel foi reconhecida, nesta quarta-feira (19), como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. O título foi concedido por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A reunião ocorreu no Rio de Janeiro, com presença de representantes do Ministério da Cultura e da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Em Pernambuco, o gênero ganha destaque em festivais e com o Museu do Cordel Olegário Fernandes, em Caruaru, reformado em 2013.
No mesmo município, a literatura também é valorizada pela Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC), criada em 2005 com o objetivo de valorizar os poetas do passado e incentivar os futuros cordelistas. As homenagens ao gênero são feitas sobretudo em novembro, mês em que é celebrado o Dia da Literatura de Cordel.
De acordo com a pesquisadora e escritora Maria Alice Amorim, que estudou a literatura de cordel no mestrado e doutorado, o título é uma forma de reconhecer um gênero que já sofreu preconceitos.
"Embora seja uma tradição reconhecida e admirada, ela também sofre uma série de preconceitos e, consequentemente, exclusões de alguns nichos literários devido ao caráter popular", explica.

Literatura de cordel é comumente exibida em cordões em feiras e editoras — Foto: Oton Veiga/TV Globo
Literatura de cordel é comumente exibida em cordões em feiras e editoras — Foto: Oton Veiga/TV Globo

Maria Alice, no entanto, acredita que a riqueza do gênero supera as discriminações já sofridas pelas produções e pelos escritores.
"Por ter esse caráter de uma tradição popular, de livros que são feitos de uma forma mais artesanal, com materiais mais baratos, existe esse preconceito. Só que na verdade, enquanto discurso poético, o cordel é muito rico e refinado, porque necessita de uma técnica de métrica e rima", observa.
Com o título, a pesquisadora acredita que a literatura de cordel ganha força para ser perpetuada. "Essa salvaguarda vai garantir que a tradição permaneça viva e que outras pessoas possam desenvolver o talento poético pra poesia de cordel", afirma.

Estilo
Em texto postado no site, o Iphan informa que a literatura de cordel teve início no Norte e no Nordeste e o estilo se espalhou por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração populacional.
Hoje, de acordo com o Instituto, o gênero circula com maior intensidade na Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.
A expressão cultural retrata o imaginário coletivo, a memória social e o ponto de vista dos poetas a respeito de acontecimentos vividos ou imaginados.

Fonte: https://g1.globo.com/pe


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Alunos da Escola João Neves Pereira desenvolvem trabalhos sobre Literatura de Cordel (ES)

          Os alunos dos 7º anos da Escola Municipal de Ensino Fundamental João Neves Pereira desenvolveram um projeto tendo como tema a Literatura de Cordel, típica da região Nordeste do Brasil. A culminância do projeto aconteceu na manhã desta quarta-feira (12) e contou com a participação dos alunos e professores da escola, da equipe da Secretaria Municipal de Educação e do vereador Paulão. Outra presença especial foram os alunos dos 5º anos da EMEf Pedro Balbino de Menezes, que também trabalharam com o tema e foram prestigiar as apresentaões dos colegas.
 


         Os alunos apresentaram cordéis elaborados durante as atividades em sala de aula, além de ambientaram a sala com a exposição de objetos característicos do nordeste brasileiros e obviamente os cordéis confeccionados pelos alunos. No pátio da escola os visitantes podem são recepcionados por um bonito painel ressaltando o estilo literário.
 

          A escola João Neves Pereira sofre com ingerências deixadas por antigas administrações o que ocasionou os problemas em sua estrutura física. Porém a Prefeitura do município juntamente com a Secretaria Municipal de Educação já se comprometeu a realizar uma reforma na escola durante o recesso do final de ano, proporcionando mais qualidade de vida para os alunos assim que o ano letivo reiniciar. Contudo, aos problemas mais urgentes e pontuais será dada a devida atenção sempre que solicitado de forma oficial pela direção da escola.
Clique aqui e confira uma galeria de fotos completa.
Por Edilson Lopes
Assessor de Comunicação e Imprensa
Fonte: http://www.sooretama.es.gov.br

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Secretaria de Educação realiza abertura do Projeto “Nos Encantos do Cordel” (Altinho, PE)


A Prefeitura do Altinho, por meio da Secretaria de Educação, realizou no dia 28 de agosto de 2018 um festival de cordel que foi apresentado pelos alunos das Escolas Dr. Moraes Rêgo e Maria do Socorro Rodrigues da Silva. O evento aconteceu no Millennium Club e contou com a presença do Prefeito Orlando José, dos Secretários Dilson Melo (Cultura) e Glorivaldo Barros (Educação), do Diretor de Ensino, Luciano Omena, de professores e Diretores das escolas.
Essa atividade objetivou dar o pontapé inicial ao Projeto “Nos Encantos do Cordel” sob a coordenação da Profª de Língua Portuguesa, Andréa Cristina. Um projeto que tem como objetivo trabalhar o gênero popular da literatura de cordel, desenvolver o gosto pela leitura, reconhecer a diversidade literária do Brasil, resgatar a poesia popular, conhecer os aspectos da história nordestina, promover uma aproximação com a cultura popular nordestina e retratar o cotidiano, a realidade do povo brasileiro e suas peculiaridades.
Na oportunidade, vários alunos dos 8ºs e 9ºs anos das duas escolas recitaram alguns cordéis, bem como fizeram apresentação de danças e coreografias através de músicas regionais. Eles deram um show nas apresentações. O resultado do trabalho realizado por eles, além de ser um incentivo à leitura, à pesquisa, à participação oral e escrita, busca evidenciar um marcante traço cultural da nossa região Nordeste, que é o cordel, de grande importância para a nossa literatura.
O tema agora será trabalho em sala de aula, objeto de muitas pesquisas e produção dos discentes. A culminância está prevista para o final de setembro com produções dos próprios alunos.
O evento contou com a participação de Dorge Tabosa, professor e cordelista, membro da Academia Caruaruense de Cordéis, que presenteou todos os presentes com declamações de obras de sua autoria.
E para encerrar a programação teve a participação do cantor Felipe Santos, fechando o evento em grande estilo, tocando os sucessos do momento para os alunos.
O Cordel são folhetos contendo poemas populares, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas.
Fonte: http://altinho.pe.gov.br

domingo, 16 de setembro de 2018

Literatura de cordel vira patrimônio cultural e vive momento de efervescência (RJ)

Reconhecimento do Iphan chega no momento em que a internet promove desafios entre cordelistas do Brasil e do exterior, difundindo mais ainda a cultura

               Especial Cordel, Um título histórico - Dalinha Catunda. Foto - Divulgação

sábado, 15 de setembro de 2018

“Vira-Lata”: Livro infantil em formato de cordel é lançado em Belo Horizonte

Evento acontece neste sábado no Centro Cultural Minas Tênis Clube
POR ANTÔNIO PEDRO DE SOUZA



O escritor Ricardo Rachid e a ilustradora Iara Rachid lançam hoje, a partir das 18h, o livro “Vira-Lata”, no Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube (Rua da Bahia, 2244, Lourdes – BH). A entrada para o evento é gratuita e a classificação é livre.
Vira-Lata conta as desventuras de um cãozinho ouro-pretano após engolir um osso! A história é contada em versos, como num folheto de cordel, e distribuída em 17 páginas ricamente ilustradas.
Ricardo Rachid nasceu em Sete Lagoas e tem livros publicados nas coleções infantis Cordel para CriançaCordel na Escola e Coleção de CharadasVira-Lata é a sétima publicação ilustrada por Iara Rachid, natural de Divinópolis. E que traz no currículo títulos como “O Pente Penteia’’“A Estrelinha que Virou Gente”“A História de Lucas”“Bilô Desembolô”“Geraldinho” e “O Monstro Raspador”.
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Serviço:
Lançamento do livro “Vira-Lata”, de Ricardo Rachid, ilustrado por Iara Rachid.
Data: Quinta-Feira, 13/09/2018
Horário: Das 18:00 às 22:00
Local: Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube – Rua da Bahia, 2244, Lourdes – BH
Entrada Gratuita
Classificação Livre
Mais informações: (31) 3516-1023.
Estacionamento com acesso interno: entrada pela rua da Bahia, ao lado do Teatro. Valores: R$ 12, para sócios, e R$ 24, para não sócios.
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FOTO: REPRODUÇÃO DA ILUSTRAÇÃO DE IARA RACHID
Fonte: https://www.feiracultural.art.br

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O CORDEL E SUAS CANTORIAS” PROMOVE CULTURA NORDESTINA (CEILÂNDIA, DF)

O Cordel e Suas Cantorias é um projeto que realiza um encontro entre poetas, declamadores e repentistas. A primeira edição ocorrerá na Casa do Cantador, em Ceilândia, nos dias 28 e 30 de setembro
O evento é gratuito e promete encantar os apreciadores da poesia matuta, literatura de cordel e causos populares. As programações remetem ao nordeste e à cultura popular, buscando mostrar o universo histórico e artístico da cultura tradicional e contemporânea do nordeste.
Ao todo são dez apresentações de poesia matuta, literatura de cordel e causos populares. Além disso, serão realizados dois shows com duplas de cantores repentistas. Uma oficina de composição será oferecida para os participantes ensinando elementos da métrica e da rima na poesia de cordel (as inscrições para essa atividade serão abertas posteriormente).
Por fim, será exibida simultaneamente com outras programações a exposição “Mais de Mil Cordéis”, com banca de cordéis e performances dos personagens ligados ao mundo cordelístico da poesia.
Antes do evento, poetas e cordelistas passarão por cinco escolas de Ceilândia convidando os alunos para participarem. A ação também será marcada pelo lançamento do livro “O cordel e suas cantorias”, produzido com a participação dos poetas convidados.
A apresentação do material promoverá um importante diálogo entre narradores, estudantes e educadores. O livro será distribuído para as escolas de Ceilândia e poderá ser utilizado na grade curricular dos alunos em disciplinas como artes, literatura, língua portuguesa, geografia e história.
Serviço

O CORDEL E SUAS CANTORIAS

Data: 28 e 30 de setembro
Local: Casa do Cantador
(Quadra 32 Área Especial G – Ceilândia Sul, Brasília – DF)
Horário: 20h
*A oficina começa no dia 28/09 às 14h e as atividades continuam até o dia 30/09 (programação será encaminhada para os participantes que se inscreverem)
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 13 anos

Fonte: https://aquitemdiversao.com.br