CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Desde escritor renomado/A cordelista sem fama;/Do doutor ao não letrado./Verso, seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Ei, cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso seu folheto seja/Por algum deus desdenhado:/Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.***

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belizario)

sábado, 17 de novembro de 2018

Cordel na cena da Rede Municipal, RJ

Por Márcia Pimentel


Cordel Mulheres1 interna
Cena do espetáculo encenado por professoras da Rede. Divulgação
O cordel foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial brasileiro em setembro deste ano, mas antes disso, o gênero literário já estava em alta na Rede Pública de Ensino da cidade do Rio de Janeiro. Desde meados de 2017, um grupo de 10 professoras vem encenando o espetáculo teatralMulheres no Cordel e cerca de outras 35 têm participado do projeto Versos de Cordel na Cena Carioca, realizado pela Gerência de Leitura e Audiovisual (GLA) da Secretaria Municipal de Educação.

As oficinas do projeto são ministradas pela atriz e arte-educadora Beth Araújo e pela cordelista Rosário Pinto, que ensina a estrutura, a métrica e as rimas do gênero. Escrever uma história de cordel pode ser tarefa fácil para quem, como ela, cresceu ouvindo suas narrativas. Mas para a maioria das professoras participantes, que não foram criadas dentro desta tradição oral, conceber poesias em forma de sextilhas* ou setilhas** (ou ainda outros tipos de estrofes características) é um grande e laborioso aprendizado.
O objetivo do projeto, contudo, não é formar virtuoses nesse gênero de literatura e sim fornecer às professoras ferramentas que estimulem os alunos a conhecer o cordel, valorizando-o como tradição cultural e possível meio de expressão e inspiração. Como se trata de poesia com forte viés oral, Beth Araújo capricha nas oficinas de expressão cênica – da interpretação à confecção dos cenários, figurinos e adereços –, sem esquecer da perspectiva escrita. Além das técnicas de composição literária aprendidas com Rosário Pinto, as participantes colocam a mão na massa para fazer seus folhetos, incluindo capa e gravura características.

Cordel PoesiaEncena Interna
Atividade do projeto Poesia Encena, promovido pela SME. Divulgação
Tanto as oficinas Versos de Cordel na Cena Carioca como a peça Mulheres no Cordel são desdobramentos do projeto Poesia Encena, iniciado em 2013, com o objetivo de levar aos professores da Rede uma compreensão mais ampla dos diversos processos poéticos e dar suporte a um outro projeto mais amplo: o Poesia na Escola. Desde então, o empreendimento vem acontecendo todos os anos sob a batuta da atriz e arte-educadora Beth Araújo.

Segundo ela, Poesia Encena trabalha com uma metodologia que inclui três etapas: uma pequena parte teórica acerca do movimento artístico do qual o poema faz parte; uma reflexão de como ele pode ser adaptado para a escola; e, finalmente, uma prática sobre as análises feitas. “Buscamos dar ao professor instrumentos para que ele brinque de poesia com os alunos, usando os elementos do teatro”, explica.
Gerando frutos
Cordel Mulheres2 interna
Mulheres no Cordel. Divulgação
Na edição de 2016, o projeto ganhou desdobramento: a criação da Cia. de Teatro Poesia Encena, que produziu seu primeiro espetáculo: Colar de Cora, Colares de Coralina. No ano seguinte, aconteceu a montagem de Mulheres no Cordel, utilizando recursos multimídia e narrando a história de autoras do gênero literário, a começar pela primeira delas: Maria José das Neves Pimentel, que, em 1936, publicou O Violino do Diabo ou o Valor da Honestidade com o pseudônimo Altino Alagoano (seu marido).

“O espetáculo é impactante. Tem projeção de slides, música ao vivo... Muita gente sai sem acreditar que ele tenha sido feito só por professoras”, conta Clarice Campos, professora de Língua Portuguesa e da Sala de Leitura da E.M. Eunice Weaver (7ª CRE). “O processo de criação do espetáculo foi muito interessante. A Rosário Pinto nos ajudou, entrando em contato com um grupo forte de cordelistas do Crato e do Juazeiro do Norte, no Ceará. Eles nos enviaram várias informações fundamentais à criação do texto”, relata Beth Araújo.

Quando a equipe da SME tomou conhecimento da peça e de sua cuidadosa produção, convocou Beth para a realização de oficinas específicas, só do gênero literário, para os professores da Rede. “Isso tudo aconteceu bem antes do cordel ser proclamado patrimônio imaterial brasileiro”, diz ela, feliz pela coincidência.
Cordel Versos Interna
Oficina Versos de Cordel na Cena Carioca. Divulgação
E assim nasceu o projeto Versos de Cordel na Cena Carioca, cuja culminância acontece neste mês de novembro, no Ciep Tancredo Neves (2ª CRE), no Catete, onde os participantes estão apresentando o resultado de suas criações.
----------

* Sextilha - É a estrofe mais comum no cordel, formada por seis versos de sete sílabas poéticas, com o segundo, o quarto e o sexto rimados.
** Setilha ou septilha - A estrofe possui sete versos: o segundo, o quarto e o sétimo verso rimam entre si; o quinto e sexto formam uma segunda rima. 



Fonte: http://multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/14598-cordel-na-cena-da-rede-municipal

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Literatura de cordel tem espaço especial na Feira do Livro, Porto Alegre

Cordelteca e exposição podem ser visitadas até o dia 18 de novembro


Literatura de cordel tem espaço especial na Feira do Livro Crédito: Pedro Heinrich / Divulgação / CP

Literatura de cordel tem espaço especial na Feira do Livro Crédito: Pedro Heinrich / Divulgação / CP

Correio do Povo
Quem visitar a 64ª Feira do Livro de Porto Alegre poderá entrar em contato com a literatura de cordel, reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Brasil. Uma cordelteca e uma exposição ficarão abrigadas até o dia 18 de novembro na Biblioteca Moacyr Scliar (andar térreo do Memorial do Rio Grande do Sul). A exposição aborda a trajetória do autor paraibano Leandro Gomes de Barros. A mostra foi organizada em 2015 pelo Museu de Arte Popular da Paraíba, de Campina Grande, sob a curadoria de Joseilda de Souza Diniz, entre as comemorações do sesquicentenário de nascimento do pioneiro autor. Já o projeto itinerante Cordelteca Leandro Gomes de Barros participa do evento com dezenas de exemplares de mais de 50 autores. As obras foram trazidas diariamente da Paraíba, o berço do cordel.

Fonte: https://noticias.r7.com/cidades/correio-do-povo/literatura-de-cordel-tem-espaco-especial-na-feira-do-livro-05112018

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Evento em homenagem ao cordel movimenta Natal a partir desta quinta


Terceira edição do Círculo Natalense do Cordel acontece nos dias 15, 16 e 17 de novembro
novembro 13, 2018 às 18:24 - Por: Redação OP9
Evento gratuito acontece a partir de quinta-feira na Praça Padre João Maria, Cidade Alta. Foto: Agência Brasil/Divulgação
Evento gratuito acontece a partir de quinta-feira na Praça Padre João Maria, Cidade Alta. Foto: Agência Brasil/Divulgação

Promover o cordel enquanto gênero literário, incentivar a produção e difundir a riqueza da cultura popular. Esses são objetivos da terceira edição do Círculo Natalense do Cordel, que acontece nos dias 15, 16 e 17 de novembro, na Praça Padre João Maria, no centro de Natal. A iniciativa é uma realização da Associação Cultural Estação do Cordel, em parceria com a Academia Norte Rio-Grandense de Literatura de Cordel (ANLIC) e a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN (SPVA). O evento é gratuito e aberto a toda a população.
O evento busca explorar a dimensão pedagógica da literatura, sobretudo no contexto educacional, no qual o cordel atua como ferramenta auxiliar no processo de ensino-aprendizagem. “Entendemos que uma das potencialidades do cordel, senão a maior, é a pedagógica, que contribui com o processo formativo do cidadão, no qual os professores são agentes indispensáveis na mediação do saber”, destaca Nando Poeta, professor, cordelista e um dos idealizadores do Círculo Natalense do Cordel.
Na programação dos três dias do Círculo Natalense do Cordel, serão realizadas palestras, oficinas, exposições, feira de livros e apresentações literárias e musicais. A ação é também uma homenagem ao Dia Nacional do Cordelista, celebrado em 19 de novembro, e vai reunir estudiosos, escritores e amantes do gênero cordel, tanto locais quanto nacionais. A iniciativa pretende aproximar ainda mais a população do Rio Grande do Norte da cultura cordelista, viabilizando o intercâmbio de saberes, do popular ao erudito, do informal ao formal.
Fonte: https://www.op9.com.br/rn/pop9/evento-em-homenagem-ao-cordel-movimenta-natal-a-partir-de-quinta-feira/

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Estudantes criam obras de Literatura de Cordel, Ipanema, RJ

destaque site

Reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em agosto, como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, a Literatura de Cordel inspirou uma Atividade Diversificada, proposta pela docente de Língua Portuguesa, Luciana Araújo, aos estudantes do 7º Ano do Ensino Fundamental do Colégio Notre Dame Ipanema.
ZLE_8514
Com caráter interdisciplinar, ela desafiou-os a produzir o seu próprio cordel, respeitando as características do gênero. Cada educando, então, escolheu um tema já abordado nas aulas de Geografia, como migração, seca, fome e pobreza, para elaborar o seu poema. Além disso, confeccionaram as capas para as obras, utilizando a técnica que, tradicionalmente, ilustra tais livretos: a xilografia. Para isso, reutilizaram embalagens de isopor.

Seguindo a tradição, após prontas, elas foram penduradas em um varal literário, disponibilizado na passarela que conduz à piscina, para que fossem prestigiadas pela comunidade escolar.
A Literatura de Cordel:
Inserida na cultura brasileira no final do século XIX, é um tipo de poema popular, resultante da conexão entre as tradições orais e escritas, presentes na formação social brasileira.
Sua denominação é de origem portuguesa, pois, o país europeu cultivava a tradição de pendurar folhetos em barbantes.

Fonte: http://ipanema.notredame.org.br/estudantes-criam-obras-de-literatura-de-cordel/

domingo, 28 de outubro de 2018

Cordel se adapta à tecnologia e tem até desafio repentista por WhatsApp, diz pesquisadora francesa

sábado, 27 de outubro de 2018

ONU lança cordel comemorativo para Dia Mundial do Habitat e das Cidades (Maceió)

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) lançou na sexta-feira (19) em Maceió (AL) um cordel comemorativo para o “Outubro Urbano”, mês em que a organização lembra o Dia Mundial do Habitat e o Dia Mundial das Cidades.
A publicação também foi lançada para lembrar o primeiro ano do escritório do ONU-HABITAT em Alagoas, onde a equipe local organizou uma série de eventos para comemorar a efeméride.
Página de cordel comemorativo feito pelo ONU-HABITAT. Foto: Reprodução
Página de cordel comemorativo feito pelo ONU-HABITAT. Foto: Reprodução
O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) lançou na sexta-feira (19) em Maceió (AL) um cordel comemorativo para o “Outubro Urbano”, mês em que a organização lembra o Dia Mundial do Habitat e o Dia Mundial das Cidades.
A publicação também foi lançada para lembrar o primeiro ano do escritório do ONU-HABITAT em Alagoas, onde a equipe local organizou uma série de eventos para comemorar a efeméride.
No dia 16, foi promovida uma atividade com crianças atendidas pela organização não governamental Visão Mundial, na região da Baixada Lagunar, para promover o aprendizado sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) por meio do jogo de tabuleiro “Viva os Objetivos!”, criado pela ONU este ano.
No dia 19, a equipe local organizou a “Manhã Urbana”, atividade voltada para os servidores estaduais das secretarias com as quais o ONU-HABITAT tem tido interlocução no projeto “Prosperidade Urbana Sustentável e Inclusiva no Estado de Alagoas: Uma Iniciativa Integrada”, implementado em cooperação técnica com o Governo do Estado de Alagoas.
O objetivo da atividade foi apresentar os principais conceitos dos ODS e da Nova Agenda Urbana, bem como atualizar os servidores sobre o andamento de cada um dos resultados esperados do projeto e das demais atividades desenvolvidas pelo escritório local desde a sua inauguração, em outubro de 2017.
Ao finalizar a “Manhã Urbana”, foi lançado o cordel, um tipo de literatura em forma de versos, impressa em folhetos ilustrados por xilogravuras, que consiste em uma tradição nordestina e um patrimônio cultural imaterial do Brasil.
O lançamento do cordel buscou celebrar as datas do “Outubro Urbano” e homenagear as manifestações populares da região Nordeste – onde está localizado o primeiro escritório do ONU-HABITAT fora da sua sede no Rio de Janeiro.

Sobre o Outubro Urbano de 2018

O mês de outubro é considerado pelo ONU-Habitat como “Outubro Urbano” porque se inicia com a comemoração do Dia Mundial do Habitat na primeira segunda-feira do mês e termina com a celebração do Dia Mundial das Cidades no dia 31 de outubro.
Em junho de 2017, o Governo do Estado de Alagoas e o ONU-HABITAT assinaram um acordo de contribuição para implementação do projeto “Prosperidade Urbana Sustentável e Inclusiva no Estado de Alagoas: uma Iniciativa Integrada”.
Como resultado desse acordo, em outubro do mesmo ano o ONU-HABITAT inaugurou um escritório local em Maceió para implementação do projeto.
A iniciativa têm como objetivo produzir dados qualificados e diagnósticos para uma melhor compreensão dos espaços urbanos de Maceió, dando especial ênfase para os assentamentos informais (grotas), e propor estratégias de ação para o estabelecimento ou aperfeiçoamento de políticas públicas, planos e programas por parte do Governo do Estado de Alagoas.
O projeto contempla cinco diferentes resultados: Iniciativa de Prosperidade das Cidades: medir, monitorar e promover a prosperidade urbana em Maceió; Assentamentos informais (grotas): produzir dados territoriais qualificados e estratégias de urbanização das grotas; Segurança nos espaços públicos de Maceió: diagnosticar desafios e propor estratégias de segurança urbana e de promoção de espaços públicos mais seguros.
Outros objetivos incluem o Desenvolvimento econômico local: diagnosticar e avaliar receitas e recursos e propor estratégias de financiamento sustentável; e Capacitação e treinamento: identificar, diagnosticar e analisar necessidades de formação dos servidores estaduais.
Fonte:https://nacoesunidas.org/onu-lanca-cordel-comemorativo-para-dia-mundial-do-habitat-e-das-cidades/

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Secult Assaré realiza lançamento do Cordel João 3.16, de autoria da aluna Danielly Ramos da Escola Batistina Braga (Assaré, CE)


          Poesia é arte, é música, é amor, é cultura, poesia popular é vida. È com esse sentimento que a   Secretaria da Cultura, Turismo, Desportos e Lazer de Assaré em parceria com o SESC Crato vem a cada mês realizando grandes eventos de lançamentos de cordéis de poetas assareenses através do Projeto Cordel na Feira de Assaré.  Com o apoio da administração Assaré de Todos, o evento vem sendo realizado a cada mês e o mesmo em cada edição vem crescendo e conquistando grande público que participam diretamente do momento cultural.
          Neste mês de outubro de 2018 a SECULT Assaré, juntamente com o Sesc Crato e em parceria com a Escola Batistina Braga realizaram o lançamento do Cordel João 3.16 de autoria da aluna Danielly Ramos. A Escola Batistina se fez presente ao evento com um grande número de alunos, professores e membros do Núcleo Gestor. Para abrir os trabalhos do evento a Fanfarra da Escola realizou uma belíssima apresentação cultural com muito som e dança, a qual tem  como maestro o jovem Raonir Leite. Logo em seguida tivemos a abertura oficial do evento com a apresentação do agente cultural da SECULT, o professor Luisão, que fez a acolhida aos presentes e em seguida tivemos a fala oficial das autoridades, abrindo com as palavras do Secretário de Cultura Vavá Gois, que falou da importância do projeto para a nossa cultura e falou da felicidade de ver que as escolas e alunos estão procurando a SECULT ASSARÉ para apresentar seus trabalhos e terem os mesmos lançados no Projeto Cordel na Feira de Assaré, isso é muito gratificante e mostra que estamos no caminho certo, valorizando a nossa cultura, a nossa gente, a nossa poesia popular, que hoje é patrimônio cultural do Brasil, ressaltou Vavá. 
         O prefeito Evanderto Almeida, amante da poesia popular e grande incentivador da literatura de cordel esteve presente para prestigiar a aluna Danielly e o lançamento do Cordel.
Depois fizeram uso da palavra o Diretor da Escola Batistina Braga Mário Daniel, a autora do cordel a jovem Danielly Ramos, o professor Teodomiro e a Secretária de Educação Edelvanha Souza, que se fez presente ao evento acompanhada de coordenadores e agentes de sua pasta.   
         O cordel foi recitado por um grupo de alunos da Escola Batistina, que juntamente com a autora do cordel passaram todo encanto dos versos escritos para o público presente. Em seguida a autora e os agentes culturais da SECULT realizaram a distribuição do cordel a cada presente.
         A literatura de Cordel está sendo cada vez mais valorizada e trabalhada no ambiente escolar, nessa perspectiva e dentro das ações do Cordel na Feira  tivemos o recital de poesia da Escola Antonio Ângelo da Silva e Escola Patativa do Assaré com alunos vindos da Serra de Santana que falaram sobre o projeto de pesquisa “Viva a Poesia – Ponha mais poesia na sua vida”, que irá representar a escola na XI Feira de Ciências, Cultura e Tecnologia da CREDE 18, no mês de novembro e tem como coordenador o professor Júnior Vieira.
         Após o lançamento do Cordel tivemos várias apresentações artístico-culturais, dentre elas a belíssima apresentação do tecladista Mateusinho, aluno da Escola Batistina Braga, que fez sua apresentação junto ao cantor Beto Moura e outros artistas da terra.
         Se apresentaram também os artistas: Raimundinho do Juá, Raimundo das Aroeiras, Walter e Geovani do Cavaquinho, seu Cildo do acordeon, Daniel do Assaré, Toinho da Serrinha, Sandoval do Acordeon, Manel do Cego, Ceci do Assaré e muitos outros.
          Com o sucesso deste lançamento toda a equipe da Secult Assaré ficou bastante satisfeita, e assim, já se programam para o próximo lançamento do mês de novembro, que será o cordel da Poetisa Rosinha Cunha. Viva a poesia viva, viva a literatura popular.
Veja dezenas de fotos do evento acessando o link abaixo: 

Fonte;https://blogdoamauryalencar.blogspot.com/2018/10/secult-assare-realiza-lancamento-do.html

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

O cordel é patrimônio brasileiro! Bauruenses comentam sobre o gênero literário (Bauru, SP)

De Juliana Oba

O cordel é patrimônio brasileiro! Bauruenses comentam sobre o gênero literário

A literatura de cordel é um gênero literário diversificado e pode ser encontrado em forma de contos, música e ilustração. Em setembro deste ano, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu o cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.Mas esse tipo de expressão poética faz parte da cultura brasileira há muito tempo. No Brasil, a literatura de cordel chegou no século XVIII, com os portugueses.
“O cordel é derivado da tradição oral. Isto é, surge da fala comum das pessoas, e também das histórias como contadas por elas. A tradição chegou ao Nordeste do Brasil e, ao longo dos séculos, adquiriu características próprias”, explica Antonio Walter Ribeiro de Barros Junior, professor de Literatura , Folclore e Cultura Brasileira.
Apesar das origens nordestinas, o cordel está disseminado pelo país e, inclusive, em Bauru. João Nicodemos A. Neto é poeta cordelista e, como ele mesmo disse, “me [de]morei em Bauru por alguns anos”. Na cidade, ele participou de diversos grupos de literatura e conta a importância do reconhecimento deste tipo de arte.
“[A literatura de cordel] tem uma história belíssima. Ela foi ferramenta de educação, alfabetização, informação e formação de características culturais muito específicas. Pra mim, representa isso tudo e ainda mais: um meio de expressão de ideias e conceitos que podem aproximar as pessoas e uma forma de arte”, diz.
João Nicodemos é cordelista
O cordel ainda continua ligado à educação. Aqui em Bauru, alunos da Escola Municipal Lídia Alexandrina Nava Cury aprendem e criam cordéis por meio de um projeto. Segundo o professor Antonio, esse trabalho é muito importante.
“Na nossa região, o cordel acaba sendo um trabalho de resgate folclórico. Na escola, a cultura é resgatada para mostrar o valor e é reproduzida pelos alunos como uma forma de expressão. Isso mostra a importância do resgate dessa tradição”.

Afinal, o que é literatura de cordel?

Reproduzido de forma oral, a origem dos cordéis remonta das cantigas de trovadores medievais. Eles comentavam as notícias da época, usando versos cantados, frequentemente de forma cômica.
Assim, quando a literatura de cordel se consolidou com características próprias, os poetas desenvolveram um modo de comercializar seus livros nos mercados e feiras livres. Eles montavam uma banca onde exibiam seus folhetos e para chamar a atenção, os poetas costumavam cantar em voz alta trechos dos poemas, contando dramas, tragédias, romances e sátiras.
No Brasil, inicialmente, quase todos os autores da literatura de cordel brasileira eram cantadores, explica o professor. “Estes improvisavam os versos na hora que estavam cantando, viajavam pelas fazendas, vilarejos e pequenas cidades do sertão”, esclarece.
Segundo o Iphan, o cordel trata-se de um fenômeno cultural vinculado às narrativas orais (contos e histórias de origem africana, indígena e europeia), à poesia (cantada e declamada) e à adaptação para a poesia dos romances em prosa trazidos pelos colonizadores portugueses.

Para conhecer o cordel

Quem quiser conhecer a literatura de cordel, a dica de João Nicodemos são os clássicos de Leandro Gomes de Barros, os poemas de Patativa do Assaré e J. Borjes.
Já o professor Antonio indica os estudos do Professor Câmara Cascudo. Outras indicações são: “Histórias de cordéis e folhetos”, de Márcia Abreu e a obra de Ana Maria de Oliveira Galvão “Cordel: leitores e ouvintes”.
Fonte: https://www.socialbauru.com.br/2018/10/22/cordel-genero-literario/

terça-feira, 23 de outubro de 2018

ANTONIO FRANCISCO, O POETA DA PAZ A CAMINHO DOS 70 ANOS (RN)

                

O poeta Antonio Francisco completou ontem 21, os 69 anos de nascimento. Graduado em História pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Poeta popular, cordelista, xilógrafo e compositor, ainda confecciona placas. 
Aos 46 anos, muito tardiamente, começou sua carreira literária, já que era dedicado ao esporte, fazia muitas viagens de bicicleta pelo Nordeste e não tinha tempo para outras atividades. 
Muitos de seus poemas já são alvo de estudo de vários compositores do Rio Grande do Norte e de outros estados brasileiros, interessados na grande musicalidade que possuem. Em 15 de Maio de 2006, tomou posse na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, na cadeira de número 15, cujo patrono é o saudoso poeta cearense Patativa do Assaré. 
"Como pode a natureza Num Clima tão quente e seco Numa terra indefesa Com tanta adversidade Criar Tamanha beleza. Não temos coragem de cortar uma árvore bela pra fazer uma cadeira somente pra sentar nela. Achamos melhor ficarmos sentados na sombra dela"!
Os versos são de Antonio Francisco e o diretor da editora Queima Bucha, Gustavo Luz comenta que o poeta Antonio Francisco é um caso raro!
Antonio é simples, sempre de bom humor com a vida. Nos dias atuais, onde a ganancia humana não tem limite é uma Riqueza saber da existência de Antonio Francisco. "Seu coração é de uma pureza rara, de uma bondade tão grande que é um pregador da Paz".
O sonho de Antonio Francisco é sempre de Paz. 
Antonio Francisco sabe usar a palavra para dizer as coisas mais difíceis. O poeta Antonio Francisco nasceu em Mossoró, Rio Grande do Norte,  filho de Francisco Petronilo de Melo e Pedra Teixeira de Melo. Graduado em História pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Poeta, cordelista, xilografo e compositor.
Somente aos 46 anos começou a carreira literária, já que era dedicado ao esporte, fazia muitas viagens de bicicleta pelo Nordeste. Muitos de seus poemas  são alvos de estudos e pesquisas de vários compositores do Rio Grande do Norte e de outros estados brasileiros, interessados na grande musicalidade que possuem. Antonio Francisco é atualmente tema de tese de mestrado e doutorados.
Antonio Francisco teve o livro 'Dez Cordeis num cordel só" indicado para o vestibular da Universidade do Rio Grande do Norte.

Redação Blog Foto: Reprodução TV Globo
Via www.geraldojose.com.br/mobile/?sessao=noticia&cod_noticia=109055 

sábado, 20 de outubro de 2018

Biblioteca Municipal Clodomir Silva promove reflexão com a Hora do Cordel (Aracaju, SE)

clique para ampliarclique para ampliarCom o objetivo de disseminar a literatura de cordel em Aracaju, a Biblioteca Municipal Clodomir Silva, unidade vinculada à Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), propôs nesta quarta-feira, 17, um diálogo sobre a cultura popular, realizando a 13ª edição do projeto ‘Hora do Cordel’. Intitulado “O Brasil Que Queremos”, com os cordelistas Erika Santos e Everton Silva, o evento contou com a presença dos estudantes do 1º ano do Ensino Médio do colégio Unificado, localizado no bairro Siqueira Campos.
 
Para a cordelista mais nova de Sergipe, Erika Santos, o projeto Hora do Cordel, permite uma interação entre os jovens para falar sobre a cultura nordestina. “Estamos em uma era onde a geração anda cada vez mais conectada e, com isso, encontro como estes são cada vez mais raros. Mas, com força de vontade e com amor a cultura, iremos mudar essa país”, pontuou.
 
O ‘Hora do Cordel’ já existe há alguns anos na biblioteca mas, desde de 2017, o projeto vem se destacando no tocante ao resgate dos valores nordestinos e populares, incentivando a literatura em suas diferentes formas. “A parceria com a Clodomir Silva surgiu através do convite feito pela coordenadora da unidade, Fabiana Bispo. Hoje, chegamos a 13ª edição debatendo e incentivando a juventude a pesquisar mais sobre a nossa identidade cultural”, destacou Erika.
 
Já o cordelista Everton Silva, comentou que o projeto é relevante para a valorização da arte das rimas e métricas. “É de extrema importância essa iniciativa. Estar inserido nela pra mim, que só tenho 15 anos e amo a literatura de cordel, é um prazer inexplicável. Ainda mais quando estamos de frente para essa turma de alunos que é o futuro do Brasil. Esse papel exercido pela biblioteca reforça a identidade cultural nordestina”.
 
clique para ampliarAtento ao sarau, o estudante Pedro Rocha enfatizou que é necessário essa ação com cordelistas na biblioteca para a geração ‘Y’. “Gostei muito de tudo que presenciei. Essa iniciativa do poder público municipal traz uma aproximação maior com a literatura de cordel e, ao mesmo tempo, nos enriquece de conhecimento sobre cultura popular e valoriza essa arte. Todos os organizadores estão de parabéns. É uma oportunidade de aprendizado fora do âmbito escolar”, disse.
 
clique para ampliarO coordenador pedagógico do colégio Unificado, Maurício Menezes, elogiou a atividade desenvolvida pela biblioteca. “Somos vizinhos e essa parceria com a escola traz benefícios para estes estudantes. Eles são privilegiados por participarem dessa ação que fomenta a cultura sergipana e incentiva essa arte que é respeitada no mundo inteiro. É gratificante poder trazer esses alunos e aplaudir de perto o trabalho, não só da biblioteca, como desses dois jovens cordelistas. É esse país que queremos regado a muita cultura e arte”, finalizou.  
Imagens: Lucas Oliver
Fonte: https://www.aracaju.se.gov.br/noticias/78539