CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sábado, 10 de agosto de 2013

Secretaria de educação promove Curso de Literatura de Cordel– Nova Alvorada do Sul (MS)

 

Prefeito Neto com alunos do curso

Alunos do curso

Nova Alvorada do Sul (05) – Pensando na contribuição que a literatura de cordel pode oferecer no processo de alfabetização e na ação de aprendizagem dentro da sala de aula, que a Secretaria de educação oferece o curso de Literatura de Cordel para professores da rede pública de ensino.

A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizados desenhos e clichês zincografados.

Prefeito Juvenal Neto com cordelista Abdias Campos

Prefeito Juvenal Neto com cordelista Abdias Campos

O professor e cordelista, Abdias Campos, destaca que o cordel ganhou este nome em Portugal, onde eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas. “As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, oucordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas, com esta ferramenta de ensino as aulas ganham um atrativo a mais” aponta Abdias.

“Com base em pesquisas, as crianças que desenvolvem um trabalho com a música apresentam melhor desempenho na escola e na vida como um todo e geralmente apresentam notas mais elevadas quanto à aptidão escolar, imagine unificar a música e a literatura através do cordel”, aponta Juvenal Neto.

RAFAEL DOMINGOS

Fonte: Site da Prefeitura

domingo, 26 de maio de 2013

Confira um poema da literatura de cordel sobre o direito à saúde pública - Joinville, SC


Durante o Ato contra as Organizações Sociais no Hospital Regional de Joinville, que aconteceu nesta terça-feira (22/05), o poeta Osni Leopoldo Batista leu um lindo poema sobre o direito à saúde pública, oriundo da literatura de cordel de Recife.
A SAÚDE É DIREITO UNIVERSAL
A ganância dos grupos de saúde,
Tem gerado milhões de internamentos.
Porém basta sustar os pagamentos,
Prá sofrer uma conseqüência rude.
Se o governo tomasse outra atitude,
Tornaria esse fato sem efeito,
Acabando de vez o preconceito,
Contra a pobre camada social.
A saúde é direito universal,
É um crime negar esse direito
(Repete após cada estrofe).
II
Ninguém pode viver na indigência,
Esse fato cruel não é possível.
Injustiça tamanha é inconcebível,
Governante é prá ter mais consciência,
Igualdade da gente é evidência,
E o pobre precisa de respeito.
No Brasil pouca coisa se tem feito,
Relativo à saúde e hospital.
III
Uma mãe de família proletária,
Não consegue internar uma criança.
Mesmo tendo na sua vizinhança,
A melhor unidade sanitária.
Um gari, um contínuo e secretária,
Tem que ter um bilhete do prefeito.

Está aí uma falta de respeito,
É um ato indevido e imoral.
IV
Brasil pela tecnologia,
Nós sabemos que tá meio avançado.
Em saúde se está ele atrasado,
Talvez seja evidente covardia.
É preciso botar as leis em dia,
Prá pobre na saúde ser aceito,
Pois Brasil hoje está do mesmo jeito,
De uma Serra Leoa e Senegal.
V
Comprar hoje remédio é um dilema,
Num país que só gasta em luxo e prédios.
Se se desse uma cesta de remédios,
Acabava a metade do problema.
Mas eu acho que a culpa é do sistema,
Pouca coisa prá isso ele tem feito.
A desgraça que vejo eu não aceito,
Que a miséria eu acho o pior mal.
VI
A saúde é a luz da esperança,
É o brilho que serve prá viver.
Todo mundo a saúde deve ter,
É a força de nossa confiança.
Ninguém pode é ter uma criança,
Sem ter casa, comida e sem ter leito,
Sem ter papa, mingau e sem ter peito,
Sem escola, remédio e hospital.

(Ivanidlo Vila Nova e Oliveira de Panelas, Caravana da Saúde – Aracaju-SE).
Fonte: Site SindSaúde

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Primeiro livro sobre histórias da enfermagem utilizando a literatura de cordel


Onã Silva é uma enfermeira com múltiplas facetas. Mestre em Educação, com doutorado em andamento pela Universidade de Brasília, também é formada em Artes Cênicas e pós-graduada em Saúde Pública.
Ela entra para o RankBrasil em 2013 graças ao seu livro Histórias da Enfermagem no Universo do Cordel.  A obra é fruto de um árduo trabalho de pesquisa que durou quatro anos e passou por diversas fases.
Iniciou com o estudo de 85 referências e materiais documentais de diversas fontes e foi até a última etapa de ressignificação do material de estudo para a literatura de cordel.
Segundo a autora, o objetivo do livro é a popularização da ciência, divulgando e democratizando as histórias e os saberes da enfermagem para outras áreas e para a sociedade em geral, fugindo de uma linguagem técnica ou científica e, para isso, escolheu a literatura de cordel, como estímulo à diversidade científica e cultural.

A literatura de cordel
Cordel é um tipo de poema popular, oral ou impresso, escrito de forma rimada e geralmente ilustrado com xilogravuras. Por ser filha de pai nordestino, Onã Silva conta que já tinha alguma familiaridade com o universo encantador do cordel que, de certo modo, também faz parte da sua história de vida e vivência no mundo literário.
O resultado foi um livro inédito e original com 28 cordéis, escritos em estrofes de seis versos, chamadas sextilhas, que contam histórias de lutas, conquistas e personagens históricos ligados à enfermagem, entre eles: Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna e a brasileira Anna Nery, voluntária na Guerra do Paraguai.
Mas o livro apresenta também homenagens a personalidades da atualidade que estão construindo a história da enfermagem, destaca as entidades de classe, os principais pesquisadores, entre outros assuntos.
Além de atuar como professora universitária na área de enfermagem, Onã Silva também já escreveu, dirigiu e apresentou peças teatrais. Ela conta que, futuramente, pretende levar ao palco algumas das histórias do livro.
Mas esta não é a primeira incursão literária da enfermeira-escritora. Ela iniciou na literatura no início da década de 1980 e já escreveu diversos originais e também tem outros livros publicados, individualmente ou dividindo a autoria.
Ela diz que entrar para o RankBrasil representa um marco em sua história: “Estou muito feliz e honrada. Considero que este reconhecimento não é só uma homenagem ao meu trabalho, mas à enfermagem, ao cordel e à literatura como um todo. Ser agraciada com este título do RankBrasil é espetacular, principalmente no mês de maio, durante a Semana Brasileira de Enfermagem”, fala.
A recordista agradece a algumas pessoas que foram fundamentais para a realização do livro: o esposo Maurício Apolinário e o filho Nicolas Augusto, o orientador de doutorado, Dr. Elioenai Dornelles Alves; a prefaciadora do livro, a enfermeira Francisca Valda da Silva; escritor e consultor sobre a literatura de cordel, Dr. João Bosco Bezerra Bonfim; a ilustradora Silvana de Paula e o editor Victor Tagore Alegria (Editora Thesaurus de Brasília).
Fonte: Rank Brasil
Via noticianahora.com

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Obras da série Guerra dos Tronos ganham capas inspiradas em literatura de cordel



Já pensou como seria interessante ter uma das suas obras literárias favoritas transformadas em literatura de cordel? 

Pois é, o designer brasileiro Tenement Funster se inspirou nas pinturas de xilogravura para dar uma nova cara aos livros do autor George R. R. Martin. 

As cinco obras já publicadas no Brasil ganharam edição da Editora LeYa. 

Confira as imagens:


Fonte: Site Diário de Pernambuco

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Literatura de Cordel: A Luta dos Catadores de Lixo do Jangurussu - Fortaleza


Cordel de Marcos Bandeira
Eu disse que avisava
e todos são sabedores
Ihes trago mais uma história
de homens trabalhadores
vou falar neste cordel
da luta dos Catadores

Primeiro eu vou falar
me acompanhe leitor
do trabalho e do esforço
e demonstrar o valor
desses homens e mulheres
que se chamam catador

Trabalham de sol a sol
ao pino do meio dia
sem ter lanche, sem ter nada
e pouquíssima quantia
eles quase não tem força
quase não tem alegria

Não tem plano de saúde
ferramentas nem pensar
a maioria não sabe
o seu nome assinar
e pra aumentar o problema
o salário que não há 
Fonte:  Lixo.com via bibliotecaprt21.wordpress.com

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Docente da França conhece acervo de Cordel na BC - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL) - PR

Agência UEL 


Raimunda Batista, José Júlio Ferreira, Anne-Marie Lemos e Izabel Aguiar

A professora Anne-Marie Lemos, da Universidade de Poitiers de Letras e Línguas, na França, esteve visitando hoje à tarde (9/5) o acervo de folhetos de Literatura de Cordel da Biblioteca Central da UEL. Nascida em Portugal, mas vivendo na França, Anne-Marie é professora de Língua e Cultura Portuguesa e Brasileira em Poitiers. Ela traduziu para o francês seis folhetos de cordel brasileiro.
Ela está na UEL por intermédio de convênio entre as duas universidades e aproveitou para conhecer o acervo de sete mil exemplares de Literatura de Cordel da BC que, em grande parte, foram doados pelo professor Alcides Carvalho. Anne-Marie esteve acompanhada da professora Raimunda Batista, pesquisadora de Literatura de Cordel, no Departamento de Ciências Sociais (CCH), do professor José Júlio Nunes Ferreira, coordenador do projeto de Literatura de Cordel do Departamento de Ciências Sociais e da bibliotecária Izabel Maria de Aguiar.
Anne-Marie também foi recebida pela diretora BC, professora Maria Elisabete Catarino. No período da manhã ela participou de uma reunião na Assessoria de Relações Internacionais (ARI), com o professor Manoel Simões.
E no final da tarde, em visita a reitora Nádina Moreno, a professora Anne-Marie discutiu a possibilidade de aprofundar ainda mais a relação entre as duas instituições. O assessor de Relações Internacionais da UEL, Manuel Simões, informou que a UEL vem defendendo a destinação de recursos próprios para proporcionar a mobilidade de estudantes da área de Humanas. As solicitações já foram encaminhadas a Fundação Araucária, Secretaria de de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e Ministério da Educação.  

FONTE/REPRODUÇÃO: SITE AGÊNCIA UEL.BR

domingo, 19 de maio de 2013

LANÇAMENTO DO LIVRO ANTOLOGIA DE CORDEL II - CENTRAL (BA)


Poeta Zé Carlos

O Poeta Zé Carlos, do povoado de Mandacaru Município de Central Bahia, no dia 04 de maio de 2013, mais uma vez mostrou a sua competência como poeta autodidata laçando mais uma literatura de Cordel intitulada Antologia de Cordel II, com temas realmente relevantes.
O lançamento foi sem duvidas um sucesso, dentre as ilustres presenças de artistas da região, eu Enoque Viola, por reconhecer a importância da cultura e por ser um grande divulgador da mesma, também estive ali presente dando cobertura ao evento, além de ter a honra de participar com a digitação e capa do Livro.

Fotos:


Cantor Amauri
Poeta Pedro Viola
Tocadores de São Gabriel
Jovem Multiplciador Enoque Viola e o Poeta Zé Carlos
FONTE/REPRODUÇÃO: BLOG DO JOVEM MULTIPLICADOR ENOQUE VIOLA

sábado, 18 de maio de 2013

O TEMA 'BULLYING' EM LITERATURA DE CORDEL



                        

BULLYING ESCOLAR:
A peleja da covardia com a senhora educação
Autores: Advs. ISAAC LUNA E INÁCIO FEITOSA
I
Esse cordel tão modesto
Mas feito com consciência
Pretende sintetizar
Com clareza e eficiência
O significado de bullying
Como assédio ou violência

II
O bullying pode ocorrer
No ambiente de emprego
No parque ou no futebol
Causando desassossego
Espalhando a discórdia
A violência e o medo
III
Tem também o cyberbullying
Que ocorre no Orkut
Nos sites da internet
No twitter ou facebook
Qualquer um pode ser vítima
Seja pobre, rico ou Cult
IV
Até mesmo na escola
Lugar de cidadania
Do respeito às diferenças
Palco da democracia
Há o bullying escolar
Uma tremenda covardia
V
Isso mesmo meu amigo
Se atualize sem demora
Preste muita atenção
Ao que vou dizer agora
O Bullying também ocorre
No chão das nossas escolas!
VI
E é sobre esse último caso
Que agora vou falar
A terrível violência
Que vive a nos rodear
Principalmente a que ocorre
No ambiente escolar
VII
A discriminação é a base
Do assédio praticado
Com o intuito de humilhar
O sujeito atacado
Constranger ou meter medo
Pra deixá lo acuado
VIII
Também há o preconceito
Como chave desse mal
Seja ele de estética
Ou de classe social
De racismo deslavado
Ou de escolha sexual
IX
Apelidos humilhantes
Xingamentos raciais
Palavrões e ameaças
Atitudes imorais
Esses são alguns exemplos
Mais existe muito mais…
X
O importante é entender
Que bullying é covardia
É o ato do valentão
Praticado dia a dia
Contra aquele que é mais fraco
Ou que está em minoria
XI
A violência se apresenta
De maneira variada
Pode ser psicológica
Quase sempre com piadas
Ou então pode ser física
Na base da cassetada
XII
O resultado é a dor
E o sofrimento da criança
O afastamento social
E a perda da esperança
Pra dar basta a essa moléstia
É preciso haver mudança
XIII
Pensando nisso educadores
Preocupados com a questão
Reunidos em debate
Da Confraria da Educação
Propuseram uma lei
Pra regulamentar a questão
XIV
A Assembleia Legislativa
Do Estado de Pernambuco
Recebeu esse projeto
E depois de muito estudo
Aprovou a nova lei
Pra acabar com esse absurdo
XV
Com a Lei 13.995 de 2009
Qualquer um pode fazer
Uma denúncia contra o bullying
Na polícia ou na OAB
A um promotor de justiça
Também dito MP
XVI
Mas é bom não esquecer
Que é uma lei estadual
E é preciso unir forças
Pra torná la federal
Aprovando o seu texto
no congresso nacional
XVII
O bullying é uma vergonha
É pura contradição
É a derrota da escola
Da universidade e da nação
Diante da prepotência
Do covarde valentão
XVIII
Por isso é preciso haver
Grande mobilização
Pra não se fazer vista grossa
A essa situação
Enfraquecendo o valor
Da real educação
XIX
O professor é responsável
O coordenador também
Os pais e os alunos
Todo mundo e mais alguém
No combate contra o bullying
Não se isenta seu ninguém
XX
A OAB de Pernambuco
E a Confraria da Educação
De mãos dadas com a sociedade
Ao bullying dizem não
Em respeito à cidadania
E aos direitos do cidadão.
Texto: Advs. ISAAC LUNA E INÁCIO FEITOSA
Ilustrações: Ivo Andrade
Diagramação: Osvaldo Morais Recife: 2010


FONTE: http://danipsicopedagogia.blogspot.com/
VIA BLOG ESPAÇO ALFALETRAR