CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Poeta faz versão da Declaração dos Direitos Humanos

Por Sara Saar
Do Diário do Grande ABC

          Poeta popular de Diadema, Moreira de Acopiara prepara o lançamento do cordel ilustrado "Declaração Universal dos Direitos Humanos" (Ensinamento, R$ 19, 48 páginas), em edição bilíngue - português e espanhol. Todas as figuras têm autoria do brasiliense Rafael Correa.
          O lançamento do título está previsto para 12 de maio, na Biblioteca Olíria de Campos Barros (Avenida Sete de Setembro, 468. Tel.: 4055-9208), em Diadema. Além de fazer a apresentação, o poeta deve ler o livro "para que todos se familiarizem com o ritmo do cordel", arte originalmente oral.
         O projeto de converter a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) para a literatura de cordel partiu de iniciativa da Secretaria de Educação, de São Bernardo. Entre 2009 e 2010, às sexta-feiras, Moreira ensinava a arte para os alunos do programa EJA (Educação para jovens e Adultos). "Eles se identificavam bastante. Muitos eram nordestinos ou descendentes", associa o poeta nascido em Acopiara, sertão do Ceará. "O cordel tem linguagem fácil de ser assimilada".
          Ao perceber o interesse dos estudantes, a Secretaria solicitou em setembro que o poeta transformasse o documento universal em cordel com a finalidade de distribuir 10 mil exemplares do texto para os alunos do EJA.
          Dez dias foram mais que suficientes para a produção ser finalizada: "Gosto de escrever sob pressão, por encomenda mesmo. Quando a data de entrega está próxima, o texto flui", explica Moreira, que trabalhou em sextilhas com sete síbalas poéticas.
Também bastou circular para a produção crescer, ou seja, a editora contatar Moreira, interessada na sua publicação. "Só assinei o contrato", afirma. E completa: "Não precisei mandar o texto. Eles já o tinham. Depois, só recebi a prova em PDF para ver as ilustrações. O texto é o mesmo".
          Satisfeito com o trabalho desenvolvido com os estudantes do EJA, o poeta que escreveu os primeiros versos de cordel aos 12 anos agora espera a renovação do contrato.

Fonte: dgabc.com.br

Imagem: hjnoticias.blogspot.com

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