CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sábado, 19 de março de 2011

CORDEL EXALTA O LIRISMO SERTANEJO E A AMIZADE

          Dia 18 de março, a Cantina Lua, no Terrerio de Jesus, Centro Histórico de Salvador, foi o palco de uma festa de lançamento de cordel em que foi exaltado a amizade e o lirismo na Literatura de Cordel. O evento lançou no mundo literário, o poeta Pilô, apelido de infância e pseudônimo de Clímaco Nardes Pires Neto, natural da cidade de Iguaçu, interior da Bahia, apresentando pelos mestres Antonio Barreto e Zewalter Pires, irmão do ‘noviço’.
          A Peleja A Seis Mãos é um folheto de 8 páginas com 21 estrofes em décimas de 7 sílabas e esquema rímico abbaaccddc, encerradas com o mote “Nos dez de queixo caído”, uma bela expressão para os que ficam embasbacado com a cristiva e o poder de penetração cultural que o cordel ainda mantém diante de tanto avanço tecnológico.
           Outra característica especial do folheto “Peleja a Seis Mãos” é o processo virtual de criação que foi realizado através da ferramenta e-mail da Internet. Encantado com o folheto “Um e-mail respostado” do irmão Zewalter com Barreto, Pilô resolveu elogiá-los em versos: “Com Zé Walter e Barreto / O cordel é mais bonito / Nessa dupla eu acredito / Sou fã com muito peito.” Esta primeira estrofe desencadeou uma série de mensagens virtuais que finalizaram nesta “Peleja a Seis Mãos”.
          Na mesa em que os poetas estavam recepcionando os leitores, admiradores e imprensa, estavam à disposição outros títulos de Zewalter: Tributo à Academia Brasileira de Literatura de Cordel e Manoel Cidadão, Coletivos Complicados – O que é panapaná?, Peleja enttre Zewalter de Brumado e Jac de Maceió, Um cordel feito por 3 no Dia do Cordelista (com Creusa Meira e Manoel Monteiro); e, Pilô Apresenta...O desafio de brincadeira de Zé Mascate e Zezim Meira, escrito aos 8 anos pelo poeta.
          Os interessados em conhecer mais estes trabalhos podem entrar em contato com os autores nos seguintes endereços: nardes.pilo@gmail.com abarretocordel@hotmail.com fatorsh@hotmail.com

Fonte: oficinadecordel.blogspot.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário