CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Pinturas / Parede: Literatura de cordel

          Criação e execução: Silvia Schmidt – Artes plásticas & design l Fotos: Ricardo Novelli l Produção: Cristiane Alberto l Ilustrações Omar Garcia

Inspire-se na cultura nordestina para criar peças bonitas e que agregam valor e história

          A literatura de cordel é um estilo de poesia popular que era impressa em folhetos rústicos durante a época medieval em Portugal. Esses folhetos eram pendurados em barbantes ou cordéis para a venda. No Nordeste brasileiro, herdamos o nome e evidenciamos ilustrações sobre cenas e elementos do cotidiano. Esses desenhos ainda hoje são inspirações para criar, por exemplo, uma estante em forma de árvore. Como dica, abuse de tons mais sóbrios na confecção das peças

Materiais utilizados:
• Tinta acrílica marrom
• Pincéis nos 8, 14 e 20
• Trincha
• Fita-crepe de 25 mm
• Trena
• Lápis
• Barbante
• Risco no Material de Apoio

Modo de fazer:
1. Transfira o risco do desenho para a parede: com o auxílio do lápis e da trena, faça um traço horizontal e outro vertical no centro do risco, formando uma cruz e dividindo-a em quatro retângulos. Meça e marque na parede a altura desejada da árvore. Para o desenho ficar proporcional à matriz, com a fita-crepe, prenda o barbante na parede, formando também uma cruz e, em seguida, com o lápis e a trena, trace na parede os desenhos apresentados nos retângulos formados pelas marcações. Para formar o tronco principal, use a fita-crepe saindo do chão até o topo. Dica: se preferir, trace o desenho livremente na parede.
2. Com a trincha, aplique uma demão da tinta em todo o tronco. Aguarde a secagem por 40 minutos e aplique a segunda demão de tinta. Aguarde a secagem por mais 1 hora e meia e aplique a terceira demão de tinta. Enquanto aguarda a secagem, com o pincel nº 20 e a tinta, contorne e pinte os círculos que formam a folhagem das pontas dos galhos e os pequenos círculos vazados. Aguarde os mesmos períodos de secagem do tronco para aplicar a segunda e terceira demãos de tinta das folhagens e círculos.
3. Com o pincel nº 14 e a tinta, preencha as folhas soltas da árvore. Após a secagem do tronco, retire as tiras de fita-crepe e de barbante e pinte os galhos, respeitando também o tempo para a aplicação das três demãos de tinta. Para finalizar, com o pincel n° 8 e a tinta, pinte os detalhes das folhas.
Dica: para evitar as manchas na pintura devido à utilização de tinta escura, é necessário aplicar três demãos de tinta. O tempo de secagem sugerido é o tempo mínimo. Caso o dia esteja úmido, o tempo de secagem deve ser maior.

Onde encontrar:
Silvia Schmidt – Artes plásticas & design - Tel.: (11) 9805-1504, (19) 3834-4533, www.silviaschmidt.com.br

Fonte: portaldeartesanato.uol.com.br

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