CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sábado, 27 de agosto de 2011

REDE NO ALPENDRE

Reproduzido de cantinhodadalinha.blogspot.com

Autora: Dalinha Catunda

*

Uma rede num alpendre

E um ventinho sedutor

Vento que vem do açude

Para abanar meu calor

São delícias que desfruto

Quando estou no interior.

*

Vejo o voo das marrecas

Em bando ao entardecer

Num mágico ritual

Girando antes de descer

Para pernoitar nas águas,

Como costumam fazer.

*

No balançado da rede

No sertão é lindo ver

O fim do dia chegando

Com o sol a esmorecer,

Cedendo lugar a lua

Que não tarda a aparecer.

*

Um bando de pirilampos

Bordando a escuridão

Enriquecem o cenário,

Das noites do meu rincão

Da minha rede eu vejo

Quão mágico é meu sertão!
*
Foto de Dalinha Catunda

Nenhum comentário:

Postar um comentário