CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Professora da Universidade Estadual é convidada a participar de evento sobre cordel nos Estados Unidos

Reproduzido de www.uepb.edu.br

Por Giuliana Rodrigues

Os investimentos que a Universidade Estadual da Paraíba vem realizando na preservação da literatura de cordel e na divulgação desta arte para a cultura regional têm surtido grandes resultados não apenas no Nordeste e no meio acadêmico brasileiro. A ação educativa vai muito além e agora ultrapassa as barreiras da América do Norte. Nos dias 26 e 27 de setembro, a UEPB será representada no simpósio internacional “Literatura de Cordel: Continuity and Change in Brazilian Street Literature”, numa tradução livre, algo como “Literatura de Cordel: continuidade e mudanças na literatura popular brasileira”, evento que acontecerá em Washington D.C., nos Estados Unidos.

Na ocasião, a diretora da Biblioteca Central da UEPB, professora Manuela Eugênio Maia, participará do fórum “Preserving the Past & Embracing the Future: Cordel in an eWorld”, quando discorrerá acerca da conversão digital da literatura de cordel, particularmente sobre questões relacionadas aos direitos de reprodução. O convite a Manuela Maia foi feito pela diretora da Biblioteca do Congresso em Washington, Debra McKern.

Segundo Manuela, hoje em dia, mesmo com as facilidades alcançadas através de pesquisas na Internet, ainda há imensas dificuldades em se disponibilizar o conteúdo dos cordéis na íntegra, justamente em função das limitações legais. “Isso impede a democratização da informação, que deve ser acessível a todos”, opinou. Ela aproveitará a oportunidade para expor o exemplo da biblioteca de cordéis e livros raros Átila Almeida, que funciona na UEPB em Campina Grande, mas que oferta aos usuários, através da web, a catalogação, indexação e descrição dos conteúdos dos cordéis, com sínteses dos assuntos que representam os documentos. “Só não podemos disponibilizar todo conteúdo por conta dos direitos autorais”, lamentou a professora.

Durante o evento, pesquisadores de renome dos Estados Unidos e de outros países ministrarão inúmeras palestras acerca da literatura de cordel, a exemplo de “Cordel, a voz do povo”; “Um retrato do Século XX: Brasil em cordel” (ministrada pelo diretor da Academia Brasileira de Literatura de Cordel do Rio de Janeiro, Gonçalo Ferreira da Silva) e “Criatividade vernacular: o cordel no cenário musical do Brasil”. Além disso, será realizado o painel de discussão “O que o cordel representa para o Brasil nos dias de hoje?”. Também serão abordadas em mesas-redondas questões como “Conversão Digital do Cordel” e “Preservação Digital: arquivando o cordel na web”.

Para a professora Manuela Maia, a possibilidade de participar de um evento deste porte demonstra que existe um bom trabalho sendo realizado pela UEPB em torno da memória da cultura regional, no intuito de preservá-la e divulgá-la ao mundo pela web. Além disso, a Universidade se apresenta como uma das poucas instituições do Brasil a participar deste simpósio internacional.

Imagem:marcohaurelio.blogspot.com

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