CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SERTÂNIA TEM OFICINA INÉDITA DE LITERATURA DE CORDEL COM O CONSAGRADO POETA ABDIAS CAMPOS

          A Fundação Nacional de Artes - FUNARTE, MINC. está realizando este ano de 2011, interferências literárias em municípios das regiões classificadas como Territórios da Cidadania, em todo o Brasil, pela Bolsa Funarte de Circulação Literária.

           No caso de Sertânia, esta ação está sendo realizada através da oficina Recursos Culturais e Educativos da Poesia de Cordel, ministrada pelo poeta Abdias Campos, escolhida por ele por já haver uma demanda da cidade para esta interferência literária. Além de Sertânia será levada para Monteiro na Paraíba e Almenara em Minas Gerais.

           Destinada a professores da rede pública, arte-educadores e poetas, objetivando a capacitação de um grupo de multiplicadores em Literatura de Cordel como gênero textual capaz de repassar saberes da cultura e educação. Esta oficina leva aos participantes os recursos extraordinários da Literatura de Cordel, como instrumento facilitador para veiculação do pensamento humano (criação e relato). Além de trazer embutido na sua estrutura física, a organização métrica dos versos, a rima e as modalidades de estrofes que compõem a feitura dos versos populares, ampliando o conhecimento pela prática. Outro ponto propositivo e importante é a abordagem acerca das variadas vocações literárias manifestadas através da poesia de cordel, como: jornalismo popular, histórias regionais, emblemas medievais, o historiado sintético de inúmeros temas de interesse local, regional e nacional, atualidade e saberes específicos, repassados através do gracejo dos versos e, às vezes, melhor assimilado pela forma sucinta e agradável de leitura. No conteúdo programático apresentamos: A história da literatura de cordel; modalidades de poesia de cordel; versos; estrofes; tema; construção de métricas; linguagem pessoal; escolha de tema; roteirização do conteúdo, desenvolvimento e fechamento de tema; formato do folheto; número de páginas e de estrofes por folheto; e por fim, como resultado da oficina em sala de aula, a produção coletiva de um folheto com tema escolhido pela turma focado em sua região

Fonte: tribunadomoxoto.com

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