CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Literatura de Cordel em Serranópolis do Iguaçu (PR)

A Cultura Nordestina passada a alunos Serranópolitanos

          Como estímulo à leitura e aprendizado sobre a cultura nordestina, centenas de estudantes lotaram o Centro de Cultura Loreci Terezinha Sehn Morás na última semana. Os alunos da rede municipal e estadual de Serranópolis do Iguaçu ouviram atentos a oficina de literatura, conhecida como Poema de Cordel, apresentada pelo sergipano da cidade de Nossa Senhora da Glória, Luis Carlos de Oliveira, autor de 28 livros.
          Há 13 anos Luis Carlos segue pelo Brasil e, segundo ele, para completar o ciclo das 399 cidades paranaenses, faltam apenas 46 municípios para visitar. "Já passei por vários estados, gosto muito de estar em contato com estudantes, assim ensino sobre minha literatura e também aprendo com eles", diz.
          Para uma poesia ser considerada Literatura de Cordel, as características fundamentais são simplicidade, através do uso de termos compreensíveis, sem necessariamente compor um texto forçado; relato, considerando que a poesia de cordel deve conter uma história; e rima, dentro daqueles estilos tradicionais
          Cordel pode ser considerada como uma poesia narrativa, impressa e popular. Só se manifesta através da escrita, até porque sua característica mais particular está na forma de expor - que lhe deu o próprio nome - folhetos pendurados em cordéis. Existem rimas feitas de improviso que se assemelham aos poemas de cordel, porém, ganham outra conotação, como por exemplo, a embolada e outros repentes.
          Além de mostrar aos alunos de Serranópolis uma cultura diferente da encontrada nos livros didáticos, o autor disseminou ainda importantes alertas, como cuidados e prevenção contra a dengue.
          Utilizar a arte como ferramenta pedagógica é motivar a aprendizagem, pois dessa forma, trabalhos em sala podem ficar mais divertidos e também desafiadores, produzindo no gosto dos alunos a vontade de conhecer novas ideias, ter novas experiências e praticá-las em conjunto com os colegas.

Fonte: guiamedianeira.com.br

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