CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Notoriedade ao acervo de cordéis

Lourdes Ramalho, o cordelista Paulo Nunes e demais da cultura popular visitaram a biblioteca da UEPB

          Instalada no primeiro andar do prédio da Administração Central da Universidade Estadual da Paraíba, em Campina Grande, a Biblioteca Átila Almeida surge aos pesquisadores como uma valiosa opção aos que desejam analisar volumes raros e raríssimos de livros, cordéis, periódicos e jornais. Possui um acervo de mais de 8 mil cordéis, o que lhe rendeu o título de segunda maior biblioteca de literatura de cordel do Brasil, a biblioteca é grande também pela importância do material e para conferir de perto, a teatróloga campinense Lourdes Ramalho fez uma visita ao acervo e trouxe vários membros de sua família, inclusive o poeta e cordelista Paulo Nunes Batista, contemporâneo de Átila, que possui cordéis no acervo, mas nunca havia conhecido a Biblioteca atual e estava de passagem pela cidade.


A teatróloga levou membros da família para conhecer a estrutura do equipamento. Foto: Katharine Nóbrega/DB/D.A Press.

          Segundo a professora visitante da UEPB e pesquisadora da área de poéticas da oralidade, Joseilda de Sousa Diniz, a reunião causou grande satisfação entre os presentes. "São pessoas que conviveram com o professor Átila Almeida, quepossuem amizade com a sua viúva, Ruth Almeida, com o poeta José Alves Sobrinho e que tiveram e têm uma participação expressiva na cultura popular do Estado", afirmou.
           Acompanhando a visita também estava a pesquisadora holandesa, professora Ria Lemaire, que participou recentemente da 1ª Jornada de Estudo Internacional sobre Poéticas da Oralidade em Campina Grande, efetuada pela UEPB. Durante esta estadia, Lemaire terminou um livro sobre cultura popular juntamente com Lourdes Ramalho, a ser lançado este ano por uma editora espanhola.
Compuseram a visita Lourdes Ramalho, seu primo poeta e cordelista, Paulo Nunes Batista, o filho dele, Francisco Silva Batista, suas sobrinhas Marinalva Batista Pimentel e Alzinete Alencar Pimentel, e suas primas Terezinha Figueiredo, hoje professora aposentada da UEPB e Maria das Graças de Figueiredo, crítica literária.

Poetas
 

Paulo Nunes Batista      

          Paulo Nunes Batista é poeta, cordelista, advogado e jornalista. Paraibano de João Pessoa, onde nasceu em 1924, desfruta de prestígio internacional na Literatura de Cordel, figurando até na Grande Enciclopédia Delta Larousse. Autor de dezenas de livros tem textos poéticos traduzidos para o japonês. Mora em Anápolis, estado de Goiás.

José Alves Sobrinho

          Tem hoje 90 anos. Poeta, cantador, improvisador, violeiro, nômade e autodidata, Sobrinho perdeu no auge da carreira a sua voz magnífica; tornou-se pesquisador em tradições populares e terminou a carreira como docente e pesquisador da Faculdade de Letras da Universidade Federal da Paraíba, atual UFCG. Contribuiu de modo decisivo para o que representa na contemporaneidade o patrimônio de cordéis e de manuscritos da Biblioteca Átila Almeida - acervo dos mais significativos pertencente a uma instituição pública.

Fonte: diariodaborborema.com.br

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