CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

terça-feira, 7 de maio de 2013

Senador Inácio Arruda (PC do B - CE) quer garantir aposentadoria de repentistas e cordelistas



O Projeto de Lei 7792/2010 da Câmara dos Deputados, de autoria do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), cria a aposentadoria por idade de repentistas e de cordelistas. A matéria, já aprovada no Senado, tramita na Câmara dos Deputados. Os deputados Benedita da Silva (PT-RJ) e Rogério Carvalho (PT-SE) pediram vistas conjuntas e, com isso, adiaram a votação, na Comissão de Seguridade e Família, da Câmara Federal.


No texto, repentistas e cordelistas poderão requerer aposentadoria por idade, no valor de um salário mínimo, durante dez anos, contados do dia 1º de janeiro de 2010, desde que comprovem o exercício da atividade artística, ainda que descontínua, no período imediatamente anterior ao requerimento do benefício, em número de meses idêntico à carência do referido benefício. 

“Esta é uma medida de reparação para com esses artistas e pelo valor cultural e educativo. Embora a concessão do benefício seja transitória, ainda assim será de grande valia para os repentistas e cordelistas, edificadores da cultura popular brasileira”, justifica Inácio.

Típica da região Nordeste, a literatura de cordel é um gênero da poesia popular. Em geral, abordam acontecimentos da vida e causos de figuras míticas para os nordestinos. Os Repentistas criam espontânea e improvisadamente poemas musicados, inserindo-se na tradição da literatura oral e da literatura de cordel. O repentista de viola do interior do Nordeste brasileiro faz a chamada “Cantoria”, na qual desfila versos improvisados em inúmeras modalidades: Sextilhas, Décimas, Oitavas, Martelos e Galopes, por exemplo.

Fonte: Portal Vermelho

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