CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Poesia Portão Cultural tem Roda de Leitura e mostra sobre cordel - CURITIBA (PR)


(foto: Divulgação)
Redação Bem Paraná com assessoria
A literatura de cordel chegou ao Brasil no século 18 e tornou-se popular principalmente na Região Nordeste do Brasil
A literatura de cordel, que é a poesia popular impressa e divulgada em folhetos ilustrados com a técnica de xilogravura, bastante conhecida no nordeste brasileiro, ganha destaque em espaços do Portão Cultural, com Roda de Leitura e a exposição “Xilogravuras e Cordéis”. As sessões gratuitas da Roda de Leitura acontecem às 9h e às 14h de terça e quinta (14 e 16) e às 10h de sábado (18), na Casa da Leitura Wilson Bueno. Na Sala Célia Neves Lazzarotto do MuMA – Museu Municipal de Arte, pode ser apreciada até o dia 30 de junho de 2013 a mostra que reúne mais de uma centena de xilogravuras e folhetos de cordéis, pertencentes à coleção Poty Lazzarotto.

Nascida em Portugal, a literatura de cordel recebeu esse nome em razão de ser exposta ao povo amarrada em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas. Os textos são ilustrados com imagens obtidas na técnica da xilogravura, na qual os desenhos são gravados na madeira para posterior reprodução.

A literatura de cordel chegou ao Brasil no século 18 e tornou-se popular principalmente na Região Nordeste do Brasil, porém a tradição do barbante não se manteve. Atualmente, os pequenos livros – geralmente de baixo custo e vendidos pelos próprios autores – podem ser encontrados em lonas ou malas expostas em feiras.

Centrados na importância da manifestação artística popular da literatura de cordel, os mediadores da Roda de Leitura – Emanuele Assini, João Henrique Morais e Lucas Buchile – desenvolverão os trabalhos em três etapas: a leitura musicada do texto de cordel, o momento de conversa sobre as impressões do texto e as imagens da obra abordada e a produção de uma imagem por meio da técnica de gravura, utilizando materiais alternativos, com recortes e colagens. Destinada a crianças com idade a partir de oito anos, cada sessão de Roda de Leitura terá duração de duas horas, oferecendo 30 vagas. A participação é gratuita.

Acervo – A exposição “Xilogravuras e Cordéis”, que toma conta da Sala Célia Neves Lazzarotto do MuMA – Museu Municipal de Arte, coloca ao alcance do público mais de uma centena de xilogravuras e folhetos de cordéis, pertencentes à coleção Poty Lazzarotto. Produção típica do Nordeste, em especial nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará, a literatura de cordel, que se utiliza da xilogravura para ilustrar os textos, hoje também está presente em outras regiões, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

A xilogravura é uma linguagem gráfica milenar, incisiva e simples. No Brasil é ligada de maneira peculiar à tradição dos cordelistas. Nesta exposição é possível contemplar parte da produção de artistas brasileiros que utilizam a técnica da xilogravura como meio de expressão, enriquecendo a estética da arte brasileira, em especial da arte popular nordestina.Podem ser conferidos trabalhos de artistas como Mestre Noza, João Martins de Athayde, Antônio Batista, José Costa Leite, Dila, Manoel Apolinário, J.Borges, Ciro Fernandes, Hamurabi Batista, Damásio Paulo, Delarme Monteiro Silva, entre outros que são ligados particularmente à estética do cordel. Também integram a mostra obras dos artistas Newton Cavalcanti, Calasans Neto, Emanoel Araújo, Marcelo Grassmann, Hansen Bahia, nos quais se verificam temas relacionados à vida do povo do Nordeste brasileiro, além de criações de Oswaldo Goeldi, que foi um dos precursores na utilização da linguagem da xilogravura no Brasil.

Serviço:
Local: Casa da Leitura Wilson Bueno

Endereço: Portão Cultural – Av. República Argentina, 3.430 – Portão

Data e horários: dias 14 e 16 de maio de 2013 (terça e quinta), às 9h e às 14h; e dia 18 de maio de 2013 (sábado), às 10h.
Preço: Entrada franca.

Reprodução do Site: Bem Paraná

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