CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Biblioteca Municipal promove a literatura de cordel – Aracuju - SE

Em função de sua responsabilidade com a formação de políticas públicas voltadas à produção e difusão cultural, a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) deu início ao projeto ‘A Hora do Cordel’. Realizado pela Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Funcaju), o projeto acontece mensalmente na Biblioteca Clodomir Silva e nesta quarta-feira, 28, contou com a participação do cordelista Pedro Amaro do Nascimento.
O tema da palestra realizada na manhã desta quarta foi ‘A importância do cordel na formação do leitor’. Pedro Amaro expôs ao público, formado especialmente por estudantes da comunidade, alguns dados históricos dessa modalidade de literatura, além de um pouco do seu trabalho que em mais de cinqüenta anos acumula 104 obras publicadas. O pernambucano de Paudalho, aos 74 anos de idade, tem trabalhado no sentido de manter viva essa forma de manifestação cultural e por isso fez questão de participar da iniciativa.
"A importância social da literatura de cordel é muito grande. Muitas pessoas aprenderam e aprendem a ler com o cordel", afirma o escritor. "Os cordéis são uma forma de expressão que falam das mais diversas situações do cotidiano, sejam elas pessoais ou coletivas. Eles podem contar desde coisas engraçadas a fatos históricos e questões sociais e políticas. São uma forma interessante de transmitir o conhecimento e desenvolver a criatividade, principalmente das crianças", defende Pedro Amaro.
Foi o reconhecimento do potencial desse modelo literário que estimulou o investimento da Biblioteca Clodomir Silva no seu reconhecimento. O início do projeto ‘A Hora do Cordel’, que teve sua primeira edição realizada dia 30 de agosto, marcou também a reinauguração da Cordelteca João Firmino Cabral, que agora conta com um espaço maior, no andar térreo da biblioteca. No espaço há mais de 1000 livretos de cordel disponíveis para leitura, além de um mural de desenhos típicos e uma galeria onde há 35 quadros que expõe a biografia de grandes nomes da literatura de cordel em Sergipe.
Segundo Tarcísio Bruno, diretor da biblioteca, ‘A Hora do Cordel’ e a Cordelteca são iniciativas que além de valorizar essa literatura e seus produtores, também servem para aproximá-la do público. "Faz parte do nosso trabalho desenvolver ações que diminuam as distâncias entre a cultura e comunidade e que também contribuam para que sejam mantidas vivas as manifestações culturais do nosso povo, a exemplo da literatura de cordel", ressalta.
"Nós não podemos deixar que a literatura de cordel morra. E como a maioria dos cordelistas, assim como eu, já tem mais de 70 anos é importantíssimo que a gente divulgue o cordel de todas as formas possíveis e principalmente estimule à juventude e se tornarem produtores", justifica o autor Pedro Amaro do Nascimento.
O projeto ‘A Hora do Cordel' promove atividades variadas que envolvem esse tipo de literatura. As ações acontecem na última quarta-feira de cada mês, na sede da biblioteca. O turno de realização das atividades, por sua vez, muda a cada nova edição como forma de aumentar a diversidade do público e possibilitar que todos os interessados eventualmente possam participar.

Fonte: pref-aracaju.jusbrasil.com.br

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