CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vertentes e Evolução da Literatura de Cordel

Por Elmano Rodrigues Pinheiro


Como na letra da música Sertão grã-fino, Luiz Gonzaga e Marcos Valentim, o baião migrou para os salões e ganhou status de valsa. Graças à força de Chiquinha Gonzaga (Ô abre alas) e do próprio Luiz Gonzaga (Asa Branca). Finalmente a mídia reconhece que “a voz do povo é a voz de Deus”. E aborda temáticas populares em minisséries e novelas. Ariano Suassuna, no Auto da Compadecida inspirou-se em três cordéis: O cavalo que defecava dinheiro e O julgamento do cachorro, de Leandro Gomes de Barros, e O castigo da soberba, de Silvino Pirauá, e deu no que deu: retumbante sucesso.
O cordel, sem distinguir classes sociais, sempre andou de boca em boca por todos os rincões do País. A exemplo do rádio, que não perdeu terreno para a TV, e da música popular que invadiu os salões para aliar-se à valsa, a literatura popular conquistou seu lugar ao sol, ao assimilar o formato de livro para adultos, e do colorido infantojuvenil.
O cordel conquistou as escolas, virou tema de dissertações e teses em universidades do mundo inteiro e tomou posse em academias, para colher os frutos cultivados por poetas e xilogravuristas.
Vertentes e Evolução da Literatura de Cordel, de Gonçalo Ferreira da Silva, não tem pretensão de esgotar o tema, pois o trata com flexibilidade, ao abrir espaço para outras abordagens.

Reproduzido do blogdocrato.blogspot.com

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