CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



quarta-feira, 23 de março de 2011

Literatura de cordel reúne admiradores da cultura popular nordestina (SP)

Biblioteca Belmonte recebe o "7º Encontros de Escritores cordelistas"

          A literatura percorreu diversos caminhos até alcançar as grandes civilizações. Dos papiros às cópias secretas feitas pelos monges, a necessidade de registrar informações sempre esteve ligada diretamente com a “fome” humana por expressar ideias. Fazer desse bem cultural tema de debate e reflexão é o que busca o “7º encontro de Escritores cordelistas”, que acontece na Biblioteca Belmonte, a partir das 19h.

          Para ressaltar ainda mais a riqueza típica das páginas dos cordéis, o poeta João Gomes reproduz o clássico “Alice no país das maravilhas”, no dia 24 de março. Sob a ótica da literatura tradicional nordestina, a Alice de João irá partir da estética estrangeira e se adaptar aos elementos do cordel que serão apresentados e analisados na noite do encontro.

O cordel

          Ainda que no início os textos tendessem sempre para a linguagem erudita, a voz do povo, munida de oralidade, também reclamava seu espaço nas letras. Entre os séculos XVII e XVIII, peregrinos europeus eternizavam suas aventuras nas páginas rústicas de uma das primeiras formas de literatura popular: o cordel.

          Ilustrados através de xilogravura, as poesias ganharam notoriedade em Portugal, onde eram estendidas em cordões e ficavam à disposição das pessoas. Ruas, mercados e lojas ganhavam um “ar” diferente com as cores e desenhos dos cordéis.

Com entrada Catraca Livre, o público confere a versão em cordel do clássico "Alice no país das maravilhas"

           Os folhetos chegaram no Brasil durante o século XVIII e ganharam destaque nas regiões nordeste e sul, onde a cultura popular era mais forte. Com sua forma peculiar e própria de narrar histórias, estórias, lendas, fábulas e abordar astrologia e gastronomia sem se preocupar com regras científicas, o cordel se tornou morada da voz que vinha diretamente do povo. Heróis, criaturas mágicas, acontecimentos políticos, milagres, todos eles alimentam o universo dos escritores.

          Um dos grandes pesquisadores da cultura popular, o teatrólogo e romancista Ariano Suassuna,  conseguiu representar em sua obra, Auto da Compadecida, a tradição oral do povo nordestino com os personagens João Grilo e Chicó. Durante as aventuras e mentiras, cada um conta sua estória e enriquece a tradição da pequena vila no sertão.

Fonte: catracalivre.folha.uol.com.br

Biblioteca Átila Almeida da Universidade Estadual da Paraíba adquire novos títulos de cordéis

        

  Mais de 70 novos volumes de cordéis foram adquiridos recentemente pela Biblioteca Átila Almeida, instalada no Campus I da Universidade Estadual da Paraíba, em Campina Grande. Com a nova aquisição, agora estão disponíveis aos usuários quase 14 mil exemplares de livretos de literatura popular, oriundos de diversas cidades da região Nordeste.

           Dos 76 novos títulos, 60 são de autoria do cordelista e xilogravador pernambucano Marcelo Soares, sendo o restante assinado por seu pai, José Soares (1914-1981), renomado cordelista conhecido como O Poeta Repórter, e por outros poetas regionais, como Leandro Gomes de Barros, Joaquim Quincas, João José da Silva, Rosani Albuquerque e Severino José.

          Ao todo, estão disponíveis 4.641 exemplares de cordéis da coleção de Gilmar Carvalho e 9.283 de Átila Almeida. A coleção chamada “Pós Átila”, que contém livretos assinados por diversos escritores e que foi adquirida posteriormente à coleção de Átila, soma mais de 2 mil exemplares.

          A lista completa com os nomes dos títulos catalogados pela Átila Almeida está disponível no portal http://biblioteca.uepb.edu.br/ . Ao clicar no link “Biblioteca de Cordéis” e, logo em seguida, em “Acervo”, o usuário poderá ter acesso tanto a Lista de Títulos como a Lista de Autores do Acervo de Cordel.

          De acordo com a diretora da Biblioteca Central, professora Manuela Maia, como este novo serviço o usuário não precisa necessariamente vir à biblioteca fazer suas consultas, sendo possível efetuá-las de forma on-line, por meio de catálogos com nomes de autores e títulos. Para utilizar os volumes desejados em pesquisas, o leitor poderá telefonar para o setor e marcar uma visita, sendo prontamente atendido pelas bibliotecárias. Por se tratarem de volumes raros, eles deverão ser utilizados na própria Biblioteca.

           Outras informações podem ser adquiridas através dos telefones: (83) 3315-3424 ou 3315-3377.

Giuliana Rodrigues

Fonte: www.uepb.edu.br

Imagem: socordel.kit.net

terça-feira, 22 de março de 2011

CORDEL PEDAGÓGICO

Teoria, técnicas e práticas da Literatura de Cordel em sala de aula

Por: Jotacê Freitas

           Cordel Pedagógico é um livro revolucionário na medida em que propõe a utilização da Literatura de Cordel como ferramenta para facilitar a aprendizagem da leitura e da escrita, além de estimular a leitura entre as crianças e adolescentes.

           Discriminado por muito tempo como literatura de analfabetos, o Cordel ultrapassou o Século XX como fenômeno cultural de massa e objeto de pesquisa para acadêmicos do mundo inteiro interessados em compreender a relação do povo com a poesia popular.

          As teorias, técnicas e práticas são aqui expostas por quem tem 12 anos de prática na área educacional e é um dos poetas mais produtivos da nova geração de cordelistas na Bahia.

           Parte do texto deste livro é resultado do trabalho de conclusão do Curso de Especialização apresentado como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Artes na Educação, pelo curso de Especialização em Artes na Educação do Instituto de Educação Superior de Afonso Cláudio – ISEAC – ES, orientado pela Profª Márcia Rodrigues do Nascimento em 2010.

Fonte: agbook.com.br

Curiosidades sobre a Literatura de Cordel

          Surgem os primeiros folhetos . Com a invenção da imprensa pelo alemão Johannes Gutenberg, por volta de 1440, os livros impressos ficaram com o custo mais acessível, e mais pessoas vieram a se interessar pela palavra escrita. Foi quando os trovadores perceberam a oportunidade de aumentar seus rendimentos e passaram a oferecer também o texto impresso de seus poemas, ao final de suas apresentações.
          No início, esses versos não tinham ainda o formato de livrinhos encadernados e se constituíam de folhas soltas. Por isso, em Portugal ganharam o nome de folhas volantes. Na Espanha ficaram conhecidas como pliegos sueltos e na França como littérature dcolportage.

A tradição chega ao Brasil

          Junto com os colonizadores portugueses, a tradição dos trovadores e folhetos chegou ao Brasil e aos poucos, começou a se difundir pelo interior do país. E foi no sertão do Nordeste que acabou ganhando mais força e aceitação. Apesar de está presente em nosso país desde o século XVI, somente no final do século IXX é que a literatura de cordel começou a adquirir a forma que conhecemos até hoje: livrinhos - também chamados de folhetos - encadernados e histórias contadas em estrofes de seis versos cada, a sextilhas.
            E nessa mesma época surgiram os primeiros grandes mestres da literatura de cordel, como Ugolino Nunes da Costa, Germano da Lagoa e o mais conhecido de todos, Leandro Gomes de Barros (1868-1918).

 De onde vem o nome cordel


           Para entender a origem do nome, precisamos compreender como trabalhavam os vendedores de folhetos. Em sua eterna correria de feira em feira, viajando a cada dia para um lugarejo diferente, os vendedores tiveram de inventar uma maneira prática e barata de expor seus livros aos clientes e leitores.
           Numa livraria tradicional, os livros são colocados em estantes e prateleiras. como não podem carregar esses móveis pesados com eles, os vendedores de folhetos costumam trazer em suas malas, junto com os livros, vários rolos de barbante. Ao chegar a praça do mercado, eles esticam essas cordinhas (ou cordéis) entre dois postes ou duas árvores e nelas penduram os livrinhos abertos na página central. Foi daí que surgiu o termo literatura de cordel, que conhecemos até hoje. Nos dias de vento, os vendedores prendem os livrinhos com regadores de roupa e pronto: está montada a livraria!

A figura do vendedor de folhetos 
            Nem sempre os livrinhos são vendidos pelo próprio poeta que os escreve. No entanto, a maioria dos vendedores de livrinhos de cordel sabe cantar e declamar os versos que vendem. para aumentar o interesse pela mercadoria, os vendedores costumam reunir uma roda de interessados e, ali, começam a declamar os versos de algum livro de sucesso.
           Se o assunto é interessante, mais pessoas vão se aproximando. Quando a história chega ao momento de maior suspense, o vendedor interrompe a leitura, sorri para a multidão e pisca o olho dizendo:
          - Para conhecer o final da história só comprando o livrinho!
          Todos correm a comprar os folhetos. Logo após o esperto vendedor recomeça com a leitura de um novo livro e assim, num bom dia chega a vender centenas de obras.


A aparência dos folhetos 
          O livrinho - o folheto - de cordel tradicional mede cerca de 10x16cm e tem geralmente 8,16 ou 24 páginas. Raramente chega a 32 e raríssimos são os romances de 64 páginas. O papel é barato, bem fininho e de cor amarelada. O texto é todo em versos, quase sempre estrofes de seis versos cada uma.
          Outra característica dos livros de cordel pode ser encontrada nos últimos versos de um folheto, onde o autor assina sua obra por meio de um ACRÓSTICO. O acróstico é um nome ou palavra resultante da união das primeiras letras de cada um dos versos de uma estrofe.
          Os folhetos de cordel tradicional quase nunca trazem ilustrações em seu interior, mas as capas costumam mostrar gravuras feitas em xilografia. Nessa técnica o artista reproduz o desenho através de um carimbo de madeira, escavado cuidadosamente com canivete ou formão.

Material de autoria do Violeiro Fábio Sombra. Publicado originalmente no folheto “Proseando Sobre Cordel”.

Fonte: portaldopajeu.com.br

LIVRO RETRATO DO BRASIL EM CORDEL

Descrição
          Escrito por Mark J. Curran, um dos maiores especialistas no gênero, este livro aborda diversos temas presentes na Literatura de Cordel como, religião e religiosidade popular; o comportamento moral consequente; os ideais heróicos dos protagonistas dos poemas; os problemas que a população enfrenta há séculos e suas soluções; as distrações e diversões populares; os principais acontecimentos do exterior que afetaram o Brasil e os brasileiros; entre outros. O retrato do Brasil oferecido pelo cordel é profundamente moral, derivado da tradição católica medieval, em que o embate entre o Bem e o Mal ocupa lugar de destaque. É um retrato não-oficial do Brasil, múltiplo e cheio de matizes, como o próprio país e seus habitantes.
Sobre o autor
          Mark J. Curran é professor aposentado de língua portuguesa e estudos brasileiros da Arizona State University. Escreveu vários livros sobre literatura de cordel, como História do Brasil em Cordel (EDUSP, 1998), além de dezenas de artigos sobre o tema, publicados em revistas científicas.

Fonte: 30porcento.com.br

segunda-feira, 21 de março de 2011

Livro de Cordel - A Reforma Política

          O livro de cordel sobre a Reforma Política do escritor Antônio Marinho faz parte do novo curso da Fundação João Mangabeira "Cultura Política Socialista". O curso de formação política tratará sobre os temas: Democracia e Reforma Política – Radicalizando a Democracia; Colonialismo e Neocolonialismo; Política e Cultura; Globalização e Globalizações - Globalização contra-hegemonia e Política Desenvolvimentista no Brasil. Cada tema terá vídeo aula, mais texto explicativo e livro de cordel. O Portal PSB Nacional e a Fundação João Mangabeira disponibilizarão o conteúdo.

          Confira no link abaixo o cordel sobre o tema Reforma Política que será o principal assunto no Congresso Nacional neste primeiro semestre. O PSB entende que o Estado é como um espaço de não-mercado, em que os quesitos econômicos, capitalistas, são antagonizados, relativizados, para que se realize a democracia como valor, ou seja, a igualdade em dignidade dos seres humanos, a celebração de sua diversidade.

          “Reforma Política sem a participação do povo é como imaginar uma democracia sem povo, sem diversidade e sem contraditório”, afirmou o diretor da FJM e primeiro secretário Nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Antônio Marinho

Fonte: www.psbnacional.org.br

O Cordel recordado

Por Tiago Germano

          Bons ventos bafejam nos varais da literatura de cordel. Foi-se o tempo em que os folhetos jaziam à míngua, dependurados nas paredes dos terminais rodoviários do interior do Nordeste, rivalizando com quinquilharias artesanais pela atenção de turistas e transeuntes.
          Deu-se, enfim, o retorno: filho pródigo das narrativas orais dos mais diversos rincões do Brasil, o cordel volta à boca do povo agora renovado.
         Tanto que o poeta paraibano Manoel Monteiro, que irá receber , no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Rio de Janeiro o título de ‘Cordelista do ano de 2010’ pela Academia Brasileira de Literatura de Cordel, já lançou até uma nomenclatura para denominar este cordel menos imbuído do linguajar matuto, que desvia dos clichês da cultura popular, mas que mantém a preocupação de não se descaracterizar: ‘Novo Cordel’.
          Representante desta tradição cordelística recente, Roniere Leite Soares, poeta popular da cidade de Boa Vista, defende que, atualmente, o cordel está passando por um processo de ‘eruditização’, conceito que desenvolve em seu último trabalho, um folheto feito em homenagem ao poeta Edvaldo Perico.
          Segundo ele, ao longo de sua história, o cordel viu se formar em torno de si um preconceito que costuma estar relacionado a um vocabulário mais chulo utilizado por certos cordelistas. “Procuro aproximar minha linguagem da norma culta e variar o tema”, conta Roniere, que assim como Manuel Monteiro já teve seus cordéis utilizados em escolas públicas.
          O patoense Janduhi Dantas Nóbrega é outro caso interessante no que diz respeito a esta filiação catedátrica do cordel, que caminha para se tornar um poderoso instrumento pedagógico nas mãos de docentes de várias instituições do país.
Seu livro Lições de Gramática em Versos de Cordel, após ganhar quatro edições bancadas pelo próprio autor e uma financiada por um edital do Banco do Nordeste, teve seus direitos comprados por uma editora carioca e hoje é bibliografia recomendada por diversos colégios e cursinhos pré-vestibulares.

DOS VARAIS PARA AS TELAS


          O cordel está tão na moda que vai inspirar até novela das seis. Cordel Encantado, nova produção da Rede Globo, que estreia em abril, baseia-se no imaginário mítico da literatura de cordel para compor uma trama cheia de referências ao Sertão nordestino.
          O temor que, de moda, a cultura do cordel passe a modismo também ronda os círculos populares. Beto Brito, artista que no último mês de janeiro lançou Bazófias de um Cantador Pai d’Égua, cordel que terá seu segundo volume preparado ainda este ano e irá pleitear uma vaga no Guinness World Records como o maior do mundo, não acha esta badalação algo negativo: “Vejo isso com muita naturalidade. Não estamos retomando o cordel, ele sempre esteve presente entre nós, de forma bastante singela. A fama permitirá que o público tome conhecimento desta cultura que é simples, mas muito profunda”.

jornaldaparaiba.globo.com

Imagens: picasaweb.google.com; cordelparaiba.blogspot.com

Novela Cordel Encantado contará fábula de país fictício com cangaço e reis

 

           As gravações não começaram ainda, mas a equipe de "Cordel Encantado", próxima novela das 6 da rede Globo, já está a todo vapor. Na segunda-feira (24/01/2011), a emissora apresentou a nova trama à imprensa. O diretor de núcleo, Ricardo Waddington, e a diretora-geral, Amora Mautner, revelaram as novidades da nova trama escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes.
           "Essa será a primeira produção gravada em 24 quadros, que possui uma estética diferente da das novelas que estão no ar. É o mesmo recurso utilizado na série A Cura. Tem uma textura diferente e acho que será o diferencial para contar essa fábula. Nunca se utilizou uma técnica dessas numa produção industrial que é uma novela. É uma vitória!", disse Waddington sobre o recurso típico do cinema.

           "Cordel Encantado" vai contar a história dos reis da fictícia Seráfia do Norte, Augusto (Carmo Dalla Vecchia) e Cristina (Alinne Moraes). O casal viaja com a filha, Aurora, ainda bebê, para o Brasil em busca de um tesouro escondido pelo fundador de seu reino. Na grande aventura, a rainha e sua filha vão sofrer uma emboscada arquitetada pela maquiavélica duquesa Úrsula de Bragança (Débora Bloch), que deseja o trono a qualquer custo.

          Antes de morrer, a rainha salva Aurora e a entrega para ser criada por um casal de lavradores, que a batizam com o nome de Açucena (Bianca Bin). Um outro ponto da trama é o cangaceiro Herculano (Domingos Montagner), que, preocupado com a segurança de seu filho, Jesuíno (Cauã Reymond), e de sua mulher, Benvinda (Cláudia Ohana), os deixa em uma fazenda até que o rapaz possa assumir a liderança do cangaço. O destino irá unir Açucena e Jesuíno numa complicada e linda história de amor.

Fonte: jornaldaparaiba.globo.com

sábado, 19 de março de 2011

OBAMA GO HOME

O Brasil por muito tempo
Vivera da opressão
Do tal Estados Unidos
Q ñ nos dava um tostão
Agora aparece Obama
Dando uma de bonzão.

A posição do Brasil
Era demais humilhante
Pois os Estados Unidos
Com um olhar radiante
Nos emprestava dinheiro
A juros exorbitantes

Mas o Brasil levantou-se
Dividindo sua riqueza
Venceu a crise econômica
Com grandiosa destreza.
#obama vem mendigar
Um pouco desta proeza

#Obama nós brasileiros
Sabemos q a ambição
É a mola propulsora
Q rege vossa nação
Pelo poder vcs matam
Sem dó e nem compaixão.

Obama opressor do mundo
Q prometeu céu e terra
P/ vencer a eleição
Cadê, acabou com a guerra?
Nada mudou c/ vc
Desse jeito o mundo emperra

Por isso que o Brasil
Lhe faz nenhuma homenagem
Contamos cada minuto
Que retome sua viagem
Indo embora do Brasil
Em busca de outra paragem

MANOEL MESSIAS BELIZARIO NETO

Imagens
kasamaproject.org
et7ra.com.br
destruindoababylonia.blogspot.com
migalhas.com.br
almapatria-patriaalma.blogspot.com

CORDEL EXALTA O LIRISMO SERTANEJO E A AMIZADE

          Dia 18 de março, a Cantina Lua, no Terrerio de Jesus, Centro Histórico de Salvador, foi o palco de uma festa de lançamento de cordel em que foi exaltado a amizade e o lirismo na Literatura de Cordel. O evento lançou no mundo literário, o poeta Pilô, apelido de infância e pseudônimo de Clímaco Nardes Pires Neto, natural da cidade de Iguaçu, interior da Bahia, apresentando pelos mestres Antonio Barreto e Zewalter Pires, irmão do ‘noviço’.
          A Peleja A Seis Mãos é um folheto de 8 páginas com 21 estrofes em décimas de 7 sílabas e esquema rímico abbaaccddc, encerradas com o mote “Nos dez de queixo caído”, uma bela expressão para os que ficam embasbacado com a cristiva e o poder de penetração cultural que o cordel ainda mantém diante de tanto avanço tecnológico.
           Outra característica especial do folheto “Peleja a Seis Mãos” é o processo virtual de criação que foi realizado através da ferramenta e-mail da Internet. Encantado com o folheto “Um e-mail respostado” do irmão Zewalter com Barreto, Pilô resolveu elogiá-los em versos: “Com Zé Walter e Barreto / O cordel é mais bonito / Nessa dupla eu acredito / Sou fã com muito peito.” Esta primeira estrofe desencadeou uma série de mensagens virtuais que finalizaram nesta “Peleja a Seis Mãos”.
          Na mesa em que os poetas estavam recepcionando os leitores, admiradores e imprensa, estavam à disposição outros títulos de Zewalter: Tributo à Academia Brasileira de Literatura de Cordel e Manoel Cidadão, Coletivos Complicados – O que é panapaná?, Peleja enttre Zewalter de Brumado e Jac de Maceió, Um cordel feito por 3 no Dia do Cordelista (com Creusa Meira e Manoel Monteiro); e, Pilô Apresenta...O desafio de brincadeira de Zé Mascate e Zezim Meira, escrito aos 8 anos pelo poeta.
          Os interessados em conhecer mais estes trabalhos podem entrar em contato com os autores nos seguintes endereços: nardes.pilo@gmail.com abarretocordel@hotmail.com fatorsh@hotmail.com

Fonte: oficinadecordel.blogspot.com

Trovadores modernos

A literatura de cordel tem origem na Idade Média, mas muitas inovações brasileiras ajudaram a dar cara própria a esse patrimônio único. Do trovador medieval ao cordelista moderno: mudou o meio, mas não a função

Foto: Rafael Campos

Foto: Do trovador medieval ao cordelista moderno: mudou o meio, mas não a função

          De tanto ouvir Roberto Carlos mandar tudo para o inferno, nos versos da canção que dominava as rádios no fim dos anos 1960, o poeta Enéias Tavares dos Santos decidiu que o "rei" havia feito por merecer uma resposta - e do tinhoso em pessoa. Escreveu então o folheto de cordel Carta de Satanás a Roberto Carlos, em que o diabo se dirigia queixoso ao cantor, diretamente da "corte das trevas".
          Ao reunir realidade e ficção, sátira e bom humor, a conversa franca entre Satanás e seu "grande amigo Roberto" tornou-se um dos maiores sucessos da literatura popular em versos brasileira. Rendeu incontáveis reimpressões e inspirou dezenas de folhetos de outros cordelistas, como Resposta de Roberto Carlos a Satanás, de Manuel d’Almeida Filho, e A Mulher que Rasgou o Travesseiro e Mordeu o Marido Sonhando com Roberto Carlos, de Apolônio Alves dos Santos.
          Além da sorte, Enéias Tavares usou a seu favor a astúcia dos grandes cordelistas: conjugou a crendice popular (centrada na figura do diabo) à modernidade do novo ídolo, que estampava capas de revistas e alavancava audiência na televisão ao embalo do iê-iê-iê. O autor soube interpretar um momento de sua época, na mesma toada em que há mais de um século a literatura de cordel retoma tradições e constrói, em forma de poesia, crônicas da sociedade e da política brasileiras.

Texto: Érica Georgino

Fonte: educarparacrescer.abril.com.br

III Fórum de Cultura do Alto Sertão realizará encontro em Patos

           Acontecerá neste sábado, dia 19 de março de 2001, ás 14h, na Fundação Ernani Sátyro (FUNES), em Patos – PB, a terceira reunião ordinária anual, do Fórum de Cultura do Alto Sertão da Paraíba (FOCA), com o objetivo de discutir propostas e intercambiar os acontecimentos culturais desta região.

          Na pauta do encontro, além dos informes gerais, o grupo pontuará os papéis das entidades parceiras da cultura em nosso estado, entre elas o CCBNB, a FUNES e a FUNESC, como espaços para circulação das produções culturais do sertão paraibano.

          Para a ativista cultural e professora Rosália Marques, a reunião oferecerá várias idéias, para que os artistas do sertão formem o seu próprio fórum. “É uma conquista para todos nós que fazemos parte dessa luta inconstante pela cultura da nossa cidade, trazer esse grupo de discussões, que é tão importante para permutarmos conhecimentos, em breve também pretendemos criar o nosso próprio fórum, espelhado na garra desse grupo, que vem movimentando a cultura daquela região com grande destaque”, destacou.

          O evento que será aberto ao público, onde contará com a presença de vários representantes de entidades culturais e artistas do sertão e alto sertão.

Por Junior Misaki/Ascom

Fonte: folhavipdecajazeiras.blogspot.com

Imagem: marciliomedeiros.zip.net

Divulgada Programação oficial da II FLIBO

Pôr-do-sol

A Prefeitura Municipal de Boqueirão e a ABES divulgam a PROGRAMAÇÃO da II edição da Feira Literária de Boqueirão que acontece de 24 a 27 de março, homenageando o Escritor Paraibano Ariano Suassuna, e tratando o tema Diversidade e Identidade Cultural: Preservando os saberes e fazeres de um povo. Este ano muitas novidades literárias irão compor a programação, além de palestras, minicursos, lançamentos literários, batepapo com escritores, a FLIBO ainda terá toda uma programação que envolve as escolas do município e os alunos voluntários no evento, à exemplo da "Poesia ao pé do ouvido" e a I Marcha pela Literatura que irá percorrer as principais ruas da cidade acompanhada das Bandas Marciais e Filarmônica.

Em 2011 a "Cidade das àguas" veste-se de letras e rimas para receber os amantes da literatura. São as águas de março trazendo poesia e literatura da melhor qualidade. Confira a PROGRAMAÇÃO completa do evento e programe-se. A Abertura do Evento acontece no dia 24 de março as 19h30 na Casa de Shows Hitz e Eventos.

A FLIBO é uma realização da Prefeitura Municipal de Boqueirão e da Associação Boqueirãoense de Escritores com apoio do SEBRAE e Governo do Estado, e ainda da Associação Brasileira de Estudos Comparativos (ABRAEC) e FUNJOPE.

Fonte: flibopb2011.blogspot.com

O Soldado que foi para o Céu


Capa da edição portuguesa do folheto de cordel João Soldado (em prosa)

 

Por Marco Haurélio


         Ia uma vez um soldado para casa com baixa; quando ao passar por uma ponte encontrou um pobre de pedir, que não tinha dinheiro para pagar a passagem e estava ali parado. Ora o soldado nunca tinha feito bem a ninguém; mas naquele instante teve pena do velhinho e carregou com ele às costas e passou a ponte. O soldado não pagou nada porque ia às costas do soldado. Logo que chegou ao outro lado, pôs o velho no chão, e ia despedir-se dele, quando o pobre lhe disse:
Camarada, peça alguma coisa, que o que eu quero é agradecer-lhe.
          Ora o que lhe hei-de eu pedir?
          Peça tudo o que quiser.
          O soldado pediu: Que todas as vezes que disser: "Salta aqui à minha mochilinha!" nenhuma coisa deixe de obedecer à minha ordem. E que onde quer que eu assente ninguém me possa mandar levantar
          O velho disse-lhe que estava concedido. Foi-se o soldado muito contente para casa e nunca mais trabalhou, e viveu bem, sem lhe faltar nada. Se queria pão, carne, vinho, dinheiro, dizia: "Salta aqui à minha mochilinha", e tinha logo tudo o que era preciso. Veio o tempo e o soldado estava para morrer; os Diabos vieram logo para lhe levarem a alma, mas o soldado viu-os e gritou: "Saltem aqui já à minha mochilinha!". Os Diabos não tiveram remédio senão obedecer; ele assim que os apanhou dentro da mochila mandou-a a casa do ferreiro para que lhe malhasse em cima até os deixar em estilhas. Por fim o soldado morreu, e como tinha passado sempre na má vida, foi parar ao Inferno. Os Diabos assim que o lá viram começaram a gritar:
Fecha portas e postigos, senão seremos aqui todos batidos.
          E aferrolharam as portas, e o soldado não pôde entrar para lá; foi então bater ás portas do Céu. São Pedro assim que o viu, disse-lhe:
          Vens enganado! Não entras cá. Não te lembras da má vida que levaste?
          Responde-lhe o soldado:
         Ó Senhor São Pedro! no Inferno não me quiseram. Eu agora para onde hei-de ir?
         Arranja-te lá como puderes.
          O soldado viu meia porta do Céu aberta, e pega no barrete e atira-o lá para dentro, e disse:
          Ó Senhor São Pedro, deixe-me ir apanhar o barrete.
         O soldado viu meia porta do Céu aberta, e pega no barrete e atira-o lá para dentro, e disse:
          Ó Senhor São Pedro, deixe-me ir apanhar o barrete.
São Pedro deixou; mas o soldado assim que o viu dentro do portal, sentou-se logo na cadeira dele. São Pedro quis mandá-lo sair mas não pôde e foi dali à pressa queixar-se a Nosso Senhor, que lhe disse:
           Deixa-o entrar Pedro, não tens outro remédio, porque assim lhe estava prometido.
         E o soldado sempre ficou no Céu.

BRAGA, Teófilo, (...), Contos tradicionais do Povo Português I
NOTA: O conto do soldado que recebe o dom de prender qualquer coisa em seu bornal frequenta, além das páginas do cordel, a literatura folclórica de vários países. No Brasil é famosa a versão poética de Antônio Teodoro dos Santos

Fonte: Blog Cordel Atemporal: marcohaurelio.blogspot.com

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Auto da Compadecida e a literatura de cordel


          Foi num folheto de gracejo que Ariano Suassuna encontrou o personagem-símbolo de sua dramaturgia. As Proezas de João Grilo (ver trecho abaixo), história escrita em 1932 por João Ferreira de Lima, trazia como protagonista o célebre amarelinho oriundo dos contos populares portugueses, que, no processo de aculturação, ganhou características idênticas às de outro famoso espertalhão de origem ibérica: Pedro Malazarte. Esse mesmo João Grilo será reaproveitado no Auto da Compadecida, transformado em filme em 2000 por Guel Arraes, com Mateus Nachtergaele (João Grilo) e Selton Melo (Chicó) nos papéis principais.

João Grilo foi um cristão
que nasceu antes do dia,
criou-se sem formosura
mas tinha sabedoria,
e morreu depois da hora
pelas artes que fazia.
(...)
Na noite que João nasceu,
houve um eclipse na lua,
e detonou um vulcão,
que ainda continua.
Naquela noite correu
um lobisomem na rua.
(...)


          Entretanto, a Compadecida se baseia em três folhetos distintos, dois deles escritos por Leandro Gomes de Barros. O primeiro é O Cavalo que Defecava Dinheiro, que mostra como um finório consegue lograr um duque invejoso convencendo-o de que um cavalo é realmente capaz de obrar (sem trocadilho) o prodígio do título. Obviamente quem assistiu à peça ou à uma de suas versões para o cinema, sabe que o cavalo foi transmutado num gato, por motivos mais que compreensíveis. O outro poema de Leandro reaproveitado por Suassuna é O Dinheiro (O Testamento do Cachorro), onde aparecem as figuras do padre e do bispo. A autoria de Leandro é inquestionável, embora a origem dos motivos que compõem a estória seja mais difícil de rastrear. O próprio Ariano reconhece essa dificuldade quando afirma: “- a história do testamento do cachorro, que aparece no Auto da Compadecida, é um conto popular de origem moura e passado, com os árabes, do Norte da África para a Península Ibérica, de onde emigrou para o Nordeste”.
          Além destes dois poemas de caráter marcadamente cômico, o Auto propriamente dito – a última parte – tem por base o folheto O Castigo da Soberba, de autoria desconhecida, embrora alguns atribuam-na a Silvino Pirauá de Lima. A história tem a marcante presença do imaginário medieval que impregna a obra de Gil Vicente, outra evidente fonte de Suassuna. Maria (Nossa Senhora) é a advogada. Jesus o Juiz, e o Diabo o acusador. É a Nossa Senhora – a “advogada nossa” da oração Salve Rainha – que a alma recorre, em vista da iminente condenação. Evocada em nome de seu bendito filho, ela responde à súplica da alma. No final, após ouvir acusação e defesa, Jesus – no folheto também chamado Manuel – decide pela salvação da alma. O Diabo (Cão), vencido, chama os seus comandados. A estrofe abaixo reproduzida, com a última fala do tinhoso, está bem próxima do desfecho do Auto da Compadecida:

Vamos todos nós embora
Que o causo não é o primeiro,
E o pior é que também
Não será o derradeiro...
Home que a mulher domina

Não pode ser justiceiro.


          Os três folhetos, diga-se de passagem, foram coligidos por Leonardo Mota no livro Violeiros do Norte. Indiretamente, este pesquisador cearense, ao reunir as três obras em seu precioso estudo, apontou o caminho que Ariano Suassuna deveria seguir, mesmo apoiando-se em outras tradições populares – especialmente o Bumba-meu-boi, onde os personagens Mateus e Bastião cumprem um papel semelhante ao de João Grilo e Chicó na Compadecida.

          João Grilo marcou presença em outros folhetos de cordel, com destaque para O Professor Sabe-Tudo e as Respostas de João Grilo (de Klévisson Viana), A Professora Indecente e as Respostas de João Grilo (de Arievaldo Viana, João Grilo, um presepeiro no palácio (de Pedro Monteiro) e Presepadas de Chicó e Astúcias de João Grilo (de Marco Haurélio). O sucesso do Auto da Compadecida no cinema parece ter motivado o diretor Moacyr Góes a filmar O Homem que desafiou o Diabo (2007), baseado no livro As Pelejas de Ojuara, de Nei Leandro de Castro, que, por sua vez, parte de folhetos de cordel do ciclo do Demônio Logrado.

Fonte: Cordel Atemporal: marcohaurelio.blogspot.com

Miniaula: Como são as rimas na literatura de cordel

Fonte: Youtube

TÁ CHEGANDO O DIA: FEIRA DE LITERATURA DE CORDEL VAI REUNIR DIVERSOS POETAS EM SERRA TALHADA

          Dia 25/03 no Museu do Cangaço poetas de todas as idades e de todos os cantos do Nordeste mantém viva a tradição com suas publicações que fascinam as pessoas das mais diversas gerações.

           Os versos não mais estão apenas nas feiras, é comum encontrarmos dentro das universidades, na rede mundial de computadores, nas pequenas vilas e grandes metrópoles.

           A I FEIRA DE LITERATURA DE CORDEL DO SERTÃO é pra juntar esse pessoal e fazer um brinde a nossa identidade cultural.

Confira a programação

16h00min – Palestra – Cordel e Identidade Cultural: Aspectos históricos, econômicos, sociais e simbólicos da literatura popular
escrita no Nordeste brasileiro, com Adriano Marcena.

19h30min – Apresentação do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião

20h00min: Recital com os poetas:
Chico Pedrosa
Dedé Monteiro (Lançando seu livro – MEU QUARTO BAÚ DE RIMAS)
Gonga Monteiro (Lançando seu livro – VIDA E VERSO)
Mariana Teles
Kerlle Magalhães
Felipe Júnior
Caio Menezes
Dudu Morais
Dulce Lima
Genildo Santana
Adeval Soares
Neide Nascimento
Paulo Moura
Gilberto Mariano
Rui Grude
Damião Enésio e Zé Pereira

Fonte: Blog do Murilo: calumbiemcontrucao.blogspot.com

Imagem:blogsestadao.com.br

Inserção // Literatura de cordel ganha salas de aula

Por Rayssa Medeiros

          Foi realizado ontem, quarta-feira, 16, o VI Seminário de Literatura de Cordel. Mais de 100 professores de 35 escolas municipais de João Pessoa participaram do evento. O seminário aconteceu no Centro de Capacitação de Professores (Cecapro) e foi ministrado por Hélder Pinheiro, Doutor em literatura.
          O seminário fez parte do projeto, da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec) do município, "Cordel na Sala de Aula". O projeto existe desde 2006 e objetiva incentivar o uso do cordel em sala de aula, não apenas como conteúdo a ser estudado, como instrumento pedagógico.
          Laura Maurício, coordenadora do projeto, conta que tem tido êxito e que o cordel, antes desconhecido dos alunos dessas escolas, hoje é bem aceito e já faz parte do universo das crianças. "Os alunos se empolgam muito, porque o projeto não se restringe à leitura, à apreciação, nós trabalhamos com teatro, recitação e até mesmo a produção coletiva de cordéis".
          Apesar de o projeto "Cordel na Sala de Aula" promovera reinserção desse gênero literário na rotina de crianças e jovens, a palavra "resgate" não é bem aceita por pesquisadores e coordenadores. Como explica Hélder Pinheiro. "Quando se fala em resgate podemos pensar em algo que acabou e foi reiniciado, ou então em algo que caiu em um buraco, que foi interrompido. O cordel nunca se acabou, ele continua atuante, nunca deixamos de ter cordelistas produzindo. O que nós fazemos é trazer o cordel de volta à rotina de crianças e adolescentes."
          Para Angelita Almeida, diretora da escola Municipal Padre Leonel da Franca, que participou do evento, através do projeto os alunos têm a possibilidade de viver experiências socioafetivas reais com o cordel e assim compreender a importância da nossa cultura. "Eu vivi na zona rural, vivi o cordel lido e cantado. É bom saber que essas crianças terão a mesma oportunidade." Angelita contou ainda que muitas crianças, após terem contato com a literatura de cordel se encantam e decidem se aprofundar nesse universo. "Fizemos um trabalhosobre educação no trânsito e as crianças quiseram fazer cordel", disse.

Fonte: jornalonorte.com.br

quarta-feira, 16 de março de 2011

Cordel é tema de encontro no Museu de Folclore

          

           A Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) realiza o II Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria nos dias 17 e 18 de março, no auditório do Museu de Folclore Edison Carneiro. A inciativa é promovida em parceria com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), unidade especial do Iphan, com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.
Constam da programação oficinas, mesas redondas e rodas de cantoria. Após o encontro o poeta Manoel Monteiro, eleito cordelista do ano de 2010, será homenageado em sessão plenária no dia 19 de março, às 16 horas, na sede da ABLC, no bairro de Santa Teresa.
Notícias do Encontro estão disponíveis no blog http://encontrocompoetas.blogspot.com.

Programação:
quinta-feira, 17 de março
14h30 - Oficina O cordel, suas manhas e mumunhas, com Sepalo Campelo
16h - Literatura de cordel: o tempo é hoje! Como a literatura de cordel evoluiu e permanece viva como gênero literário e fragmento da cultura popular transitando entre o simbólico e a resignificação dos códigos. Com Gonçalo Ferreira da Silva, Manoel Monteiro e Maria do Rosário de Fátima Pinto
18h30 - Roda de cantoria, com Mestre Azulão
sexta-feira, 18 de março
14h30 - Oficina A literatura de cordel, evolução e firmamento, com Mestre Campinense
16h - Literatura de cordel, desafio e pelejas: o cordel na contemporaneidade. Como a literatura de cordel se apropriou das novas formas de comunicação e fez material para a divulgação de seu conteúdo e instrumento para o processo identitário nacional. Com
Dalinha Catunda, João Batista Mello e Ivamberto Albuquerque
18h30 - Roda de cantoria, com Sergival e Chico Salles
sábado, 19 de março
16h - Sessão plenária na sede da ABLC (Rua Leopoldo Froes, 37, Santa Teresa, Rio de Janeiro). Homenagem ao poeta Manoel Monteiro, eleito o cordelista do ano de 2010
II Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria
17 e 18 de março de 2011, a partir das 14h30
Auditório do Museu de Folclore Edison Carneiro
Rua do Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro, RJ
Mais informações
Setor de Difusão Cultural -- CNFCP
21-2285-0441 / 0891, ramais 204 e 206
difusao.folclore@iphan.gov.br
www.cnfcp.gov.br

Fonte:www.revistamuseu.com.br

Imagem: fundacaocultural.ba.gov.br

SEGUNDO ENCONTRO DA RODA DE CORDEL

por Varneci Nascimento


          Nosso segundo encontro da Roda de Cordel está marcado para sexta-feira, dia 18 de março, a partir das 19:00h, na Sede da Apeoesp, à Praça da República, 282, Centro de São Paulo. Saiba o que é esse círculo de estudos:
Apresentação
         A Roda de Cordel é um círculo de estudos sobre o cordel brasileiro. Aparecido no final do séc. XIX, no Recife-PE, onde foi impresso e ganhou a forma poética que o distingue, essecordel não ficou estático, congelado no passado como alguns pesquisadores teimam em afirmar. Tampouco é uma literatura de analfabetos ou semi-analfabetos, como querem outros. Vivo e pujante, sempre se reinventando em sua própria forma fixa, o cordel exige, para orientar aos que querem se aprofundar em suas entranhas formais e sociais e culturais, ser observado para burlar os erros, os equívocos e as falácias sobre si: o eixo condutor dessa Roda de Cordel.

Ementa
História do cordel brasileiro. Pioneiros, continuadores e contemporâneos: entre a geração Princesa e a geração Coroada. Elementos fundamentais do cordel brasileiro. Editores e editoras. Escrevivência do cordelismo. O cordel brasileiro hoje.

Programa
1. ARQUEOLOGIA DO CORDEL
a) História: a geração Princesa
Leandro Gomes de Barros e a fundação do cordel
Silvino Pirauá de Lima, o poeta enciclopédico
João Martins de Athayde, o mercador da poesia
Francisco das Chagas Batista e a Popular Editora
b) O Pavão Misterioso, divisor de águas
José Camelo, o helicóptero em forma de pássaro
Delarme Monteiro, as torres e o encantamento
Antonio Teodoro, o poeta garimpeiro
Eneias Tavares, de realidade e ficção
c) Cordel e outras artes
Manoel Camilo, Wladimir Carvalho e Orígenes Lessa: ecos de São Saruê
Leandro Gomes de Barros, José de Alencar e Luís Jardim: o boi misterioso
Azulão, Ariano Suassuna e Guel Arraes: os compadecidos
Pedro Monteiro, Homero Fonseca e Ciro Fernades: romances e madeiras
2. LITERARIEDADE DO CORDEL
a) Conceitos fundamentais do cordel
Métrica, ritmo, rima, estrofação
Cordel e lírica
Cordel e épica
Cordel e drama
b) As adaptações em cordel
Memórias póstumas de Brás Cubas, de Varneci Nascimento
O corcunda de Notre Dame, de João Gomes de Sá
A megera domada, de Marco Haurélio
O alienista, de Rouxinol do Rinaré
Os miseráveis, de Klévisson Viana
c) Erros, equívocos e falácias sobre o cordel
Cordel e repente: um erro concertável
Cordel e xilogravura: um erro acadêmico
Cordel e cantoria: equívoco modal
O cordel brasileiro e o cordel português: distâncias de além-mar
Carga horária e certificação

A Roda de Cordel - círculo de estudos sobre o cordel brasileiro acontece em encontros mensais de aproximadas duas horas e meia por 11 meses, totalizando 27 horas. Dependendo da demanda os encontros podem aumentar seu número. De início acontecerá na Sede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo), à Praça da República, 282, no centro da cidade de São Paulo, mas o seu intuito é ser itinerante por locais a serem divulgados antecipadamente. Alertamos que estamos em conversações com faculdades de Letras para agregar a Roda de Cordel aos seus cursos de extensão para que possamos certificar os particpantes.
Bibliografia
          A bibliografia básica, além dos textos inseridos no próprio corpo do programa requer basicamente: Literatura de cordel: uma poética para os heróis degolados, dissertação de mestrado do professor Aderaldo Luciano e Literatura de cordel: visão e re-visão, do mesmo professor, além de Breve história da literatura de cordel, do pesquisador Marco Haurélio e o Literatura Popular em Verso - Estudos, da Fundação Casa de Rui Barbosa

A Curadoria e a Coordenação
          A Curadoria é de Nando Poeta, professor, formado em Ciências Sociais pela UFRN. Poeta cordelista engajado, autor de vários títulos entre os quais Mulheres em luta e A arte de lutar nos quais atualiza uma antiga tradição do cordel: o engajamento social, inaugurado por Leandro Gomes de Barros e Chagas Batista.
A Mediação é do professor Doutor Aderaldo Luciano.

Fonte: www.fotolog.terra.com.br/varnecicordel

terça-feira, 15 de março de 2011

Literatura de Cordel portuguesa em exposição no Museu de Arte Popular do Recife

 

         O Museu de Arte Popular (MAP) do Recife, Pernambuco, inaugura amanhã (16) a exposição “Teia de Cordéis”, composta por uma colecção de folhetos portugueses, desde  início do século XVII até ao século XX.

          A mostra reúne cerca de 150 "cordéis" com romances, personagens históricos, operetas, manuais, autos, hinos, elegias, canções e sátiras, que fazem parte da colecção do pesquisador português Arnaldo Saraiva, professor da Universidade do Porto - Portugal. Alguns "cordéis" brasileiros e espanhóis também irão compor a exposição, fazendo um paralelo com a literatura portuguesa.

          A exposição é uma realização da Prefeitura do Recife e tem o apoio do Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Cultura e Fundarpe, e da Universidade do Porto, por meio do Centro da Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (CITCEM).

          Conferência - Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a literatura de cordel poderá assistir à conferência “Literatura de Cordel Portuguesa”, do pesquisador e professor Arnaldo Saraiva, na quinta-feira (17), às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife). Em seguida, haverá um recital com o grupo Vozes Femininas e  poetas da União dos Cordelistas de Pernambuco (Unicordel), que apresentarão "cordéis" portugueses e nordestinos.

             Map – O Museu de Arte Popular pertence à  Fundação de Cultura Cidade do Recife – FCCR. Instalado no Pátio de São Pedro desde novembro de 2008, o museu possui um acervo representativo de todos os estados do Nordeste brasileiro, com obras em madeira, gesso e cerâmica (barro), originárias da coleção Galeria Nega-fulô, da pesquisadora Silvia Coimbra.

          Arnaldo Saraiva - é professor universitário, pesquisador, ensaísta, cronista e poeta, nascido em 1939, em Casegas (Covilhã – Portugal). É sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras e professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde ensinou Literatura Portuguesa e Literatura Francesa, Literatura Brasileira e Literaturas Orais e Marginais. É colaborador de várias publicações portuguesas e estrangeiras, inclusive da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Fundador do Centro de Estudos Pessoanos, co-diretor da revista Persona e do Jornal O Boavista.

           Licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, doutorou-se na Faculdade de Letras do Porto, onde exerceu a função de docente de Estudos Brasileiros e Africanos. Fez estudos de pós-graduação no Rio de Janeiro (tese Carlos Drummond de Andrade: do Berço ao Livro), em Paris (França) e em Urbino (Itália).

Literatura de Cordel - uma tradição portuguesa que cruzou o Atlântico

          "A presença da literatura de cordel no Nordeste Brasileiro tem raízes lusitanas; chegou com o romanceiro peninsular, e possivelmente começam estes romances a ser divulgados no Brasil, já no século XVI, ou o mais tardar, no XVII." , refere o Professor Gil Francisco em detalhado artigo sobre as origens desta tradição.

         O primeiro estudioso brasileiro a indicar essas fontes para as narrativas em verso, prosa com registo de factos memoráveis em folhetos ou pequenos livros, foi Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), autor de uma obra fundamental para os estudos etnográficos e antropológicos no Brasil.

         Literatura de Cordel, denominação dada em Portugal e difundida no Brasil, é poesia popular, história contada em versos ou ainda em prosa, em estrofes a rimar, escrita em papel comum feita para ler ou cantar. A capa do folheto é em xilogravura, trabalho artesão que esculpe em madeira um desenho preparando a matriz para reprodução.

         Na região Alentejo (Sul de Portugal), este tipo de literatura era difundida em feiras e romarias, cantada por poetas e vendida em bancas de feira.

      Abertura da exposição “Teia de Cordéis”/ Recife


Quarta-feira (16 de março), às 19h
Até 30 de abril – de segunda a sexta, das 9h às 17h.
Museu de Arte Popular - Casa 49, Pátio de São Pedro, bairro de São José – Recife

Entrada Livre
Informações: 81 3355-3110
3355-4720
Blog: http://museudeartepopular.wordpress.com/
Conferência “Literatura de Cordel Portuguesa”, com Arnaldo Saraiva
Recital com Vozes Femininas e Unicordel
Quinta-feira (17), às 19h
Teatro Hermilo Borba Filho - Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife
Entrada Livre
Informações: 81 3355-3320

Fonte: embaixada-portugal-brasil.blogspot.com

Manoel Monteiro reverenciado

         Sábado que vem, o poeta e cordelista Manoel Monteiro irá receber, no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), no Rio de Janeiro, uma homenagem da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) por ter sido eleito o ‘Cordelista do Ano de 2010’. A homenagem faz parte do 2º Encontro de Poetas Populares e Rodas de Cantoria, que acontece esta semana, entre quinta-feira e sábado, no auditório do Museu de Folclore Edison Carneiro, na rua do Catete, no Rio. Os dois primeiros dias serão para encontros literários, com entrada gratuita, onde estarão acontecendo oficinas, mesas-redondas e rodas de cantoria. Sobre a homenagem, Manoel Monteiro diz ter recebido a notícia sem vaidades. “Isso não me deixa vaidoso, não me faz pensar que sou gente, acredito que esta homenagem veio devido à realização do cordel atual que venho discutindo, produzindo, e que eu chamo de ‘Novo Cordel’”, disse. Manoel Monteiro participa também, no dia 17, do Encontro Literatura de Cordel: o Tempo é Hoje, onde vai falar sobre o tema ‘Como a literatura de cordel evoluiu e permanece viva como gênero literário e fragmento da cultura popular, transitando entre o simbólico e a resignificação dos códigos’, juntamente com o presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva, e Maria Rosário Pinto. Contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura do governo do Estado do Rio de Janeiro, o projeto ‘Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria’ busca difundir o cordel, levando à reflexão, ao debate, discutindo características, temas e abordagens; resgatando e apresentando ao público algumas de suas obras mais notórias, além de fomentar a produção e a formação de novos leitores e poetas. O projeto busca, ainda, resgatar e disseminar a produção intelectual de seus poetas e o seu histórico na literatura nacional. Além disso, mostra a contribuição de autores e estudiosos para a consolidação desse gênero literário. Conduzidos por poetas e cantadores convidados, dentre nomes importantes do universo da literatura de cordel, e que têm atuação constante na ABLC. Estes encontros organizados no formato de aulas-espetáculo, contarão com a participação especial do poeta Manoel Monteiro, de Campina Grande, PB e o presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva. NOVO CORDEL O ‘Novo Cordel’ é descrito pelo poeta como “o cordel do século 21, que está sendo utilizado, com eficiência, pelos professores nas salas de aula”. Para Manoel Monteiro, o cordel, no momento, está em uma evidência muito maior do que nos seus ditos tempos áureos e pioneiros. Para ele, o cordel modernizou-se. “Não é mais aquele cordel da boneca de pano, do cachimbo, do bejú. Continua o cordel da literatura popular, mas com a linguagem atualizada”, explicou. O cordelista lembra que seu primeiro cordel foi publicado em Campina Grande, em 1953. Segundo ele, o trabalho de divulgação já vinha sendo realizado há uns dois ou três anos, nas feiras da cidade. “Saí de casa para alçar voo dessa forma, as minhas asas para levantar voo do ninho paterno foram os folhetos de cordel. E tão bem coladas foram estas asas, que ainda hoje eu continuo voando e tenho certeza que estou no caminho certo, caso contrário não estaria sendo lembrado para esse prêmio”, comenta. Manoel Monteiro diz-se contra a ‘linguagem matuta’ utilizada por muitos no cordel, porque ela descreve um povo que está precisando melhorar sua cultura. “Se quiser ensinar alguém, não mostre o certo e o errado, diga apenas a informação certa, porque ela nunca terá no escaninho da memória outra informação a não ser a correta, por isso o cordel não pode ter uma linguagem que não deve mais ser usada”, disse. O poeta alega que ainda existe hoje muitos poetas populares que usam a linguagem matuta e se dão bem, inclusive financeiramente. “Estas pessoas podem até ser mais espertas do que eu, porque continuam explorando algo que lhes dá retorno financeiro, mas eu não quero que permaneçamos Jeca Tatus, esse não é mais o homem nordestino, o ‘meu’ nordestino só pronuncia e escreve uma palavra errada quando não foi ensinado a fazer a forma correta”, esclarece. Segundo Manoel Monteiro, o cordel não deve ficar estagnado só por estar em evidência. “Se o cordel de ontem era consumido (ou absorvido) basicamente por gente simples e de pouca cultura, um público da periferia, das fazendas, das cidades pequenas do interior, dos mercados, das feiras livres, hoje o cordel é consumido também nas escolas brasileiras; é valorizado nas instituições escolares de todos os graus, inclusive sendo enfocado por mestres e doutores nas suas teses acadêmicas”. (Continua na página 3)

Fonte: www.exkola.com.br

Imagem: olharcomunitario.blogspot.com

Seminário ensina professores a usar cordel nas escolas de JP

          Os professores da rede municipal continuam sendo incentivados a utilizar a literatura em cordel na sala de aula. A partir dessa quarta-feria (16), a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) realiza o VI Seminário Literatura de Cordel. O evento é uma iniciativa da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec) e acontece nos dois turnos, das 08h às 11h30 e das 13h às 17h no Centro de Capacitação de Professores (Cecapro), localizado na Avenida Beira Rio.

          Professores de 35 escolas da rede municipal de ensino, contempladas com o Projeto Cordel na Sala de Aula, estarão participando do seminário que tem como objetivo estimular a apreciação de folhetos de cordel em sala de aula; discutir métodos de abordagem do cordel no ensino fundamental e estudar folhetos cujos temas sejam adequados a faixa etária dos alunos.

          “Este é o 6º ano consecutivo que a Sedec promove um evento como esse que tem como foco formar o professor para que esse saiba utilizar a leitura da literatura de cordel em sala de aula. O projeto aproxima o aluno e a escola de uma cultura que é dele e que se mantém distante”, enfatiza Laura Mauricio, Coordenadora do Projeto Cordel na sala de aula.

          Ministrado pelo professor Doutor em Literatura, Hélder Pinheiro o seminário vai realizar oficinas de leitura e apontar sugestões metodológicas de forma a trabalhar a literatura de cordel na sala de aula.

         Entre os assuntos discutidos estão: abordagem comparativa entre os cordéis que falam das viagens imaginárias com as poesias de viagens de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira; Recontar em forma de cordel as fabulas e os contos; Mostrar o cordel teatralizado e Discutir alguns problemas da presença do cordel em livros didáticos.

          Cordel na sala de aula: O Projeto é realizado desde 2007 em 35 escolas da rede municipal de ensino, abrangendo o Ensino Fundamental I e II e Ensino de Jovens e Adultos (EJA). O objetivo da ação é incentivar o hábito de leitura do cordel dentro das atividades transdisciplinares de cada escola, entendendo esse gênero literário como instrumento pedagógico, principalmente por ser um identificador da verdadeira cultura nordestina.

Fonte: www.snn.com.br

Imagem: mundocordel.blogspot.com

domingo, 13 de março de 2011

Cordéis portugueses raros chegam ao Pátio

          Por Maria Alice Amorim

           Teia de cordéis é o título da exposição que o Museu de Arte Popular (MAP) inaugura quarta-feira, às 19h. Trata-se de uma mostra de literatura de cordel portuguesa em que será possível apreciar publicações do gênero, impressas a partir do século 17. Serão exibidos 250 cordéis do português Arnaldo Saraiva. Reunindo raridades desde os anos 1960 - quando veio pela primeira vez ao Brasil -, Saraiva traz ao Recife expressiva mostra de folhetos portugueses, ´cada vez mais invisíveis, mesmo em sebos`, conforme declara o pesquisador, o importante e raro estudioso do assunto naquele país. É também pela primeira vez que o Brasil recebe uma mostra de literatura de cordel portuguesa.


Poetas José Costa Leite e Marcelo Soares prestigiam a mostra de Arnaldo Saraiva (C) Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

         ´Apesar da vitalidade e importância que a literatura de cordel tem ainda no Brasil, e em especial no Nordeste, uma exposição como esta poderá revelar a muitos brasileiros e portugueses as especificidades desta literatura`, defende o pesquisador, que possui uma coleção constituída de cerca de 700 exemplares portugueses, muitos dos séculos 18 e 19, entre os quais seis dezenas de folhas volantes. Os títulos em exibição no Recife dão uma idéia dos temas, dos períodos, formatos, modalidades textuais que caracterizam a coleção.
          O acervo de Arnaldo Saraiva está registrado no catálogo Folhetos de Cordel e outros da minha colecção, editado em 2006 pela Biblioteca Municipal Almeida Garrett, da cidade do Porto, onde o colecionador expôs cerca de 125 folhetos da coleção de raridades que possui, e onde também já expôs folhetos de cordel brasileiros da sua coleção de cerca de 4 mil exemplares. A exposição dos folhetos portugueses passou, ainda, pela Biblioteca Nacional de Lisboa e agora - ampliada para 250 exemplares - chega ao Recife, precisamente ao Museu de Arte Popular, no Pátio de São Pedro, onde poderá ser visitada no período de 16 de março a 30 de abril.
A inauguração da mostra de cordéis portugueses, na quarta-feira, contará com recital de cordelistas nordestinos. Na quinta-feira, também às 19h, Arnaldo Saraiva ministra uma palestra - a literatura de cordel portuguesa - no Teatro Hermilo Borba Filho, seguida de debate e recital.

Serviço
         Teia de cordéis (Cordéis Portugueses, da Coleção Arnaldo Saraiva)
Quando: 16 de março a
30 de abril de 2011
          Onde: Museu de Arte Popular (MAP) (Pátio de São Pedro, Casa 49)
Informações: 81 - 3355.4720

Fonte: diariodepernambuco.com.br

sábado, 12 de março de 2011

Foi liberado o teaser da próxima novela das seis da TV Globo, “Cordel Encantado”.

           Com uma histórica lúdica, atemporal e com toques de regionalidade, “Cordel Encantado” terá uma plasticidade que poderá garantir seu sucesso. E isso já pode ser constatado em seu teaser.

           O enredo mescla a nobreza de uma corte europeia com as grandes lendas do sertão brasileiro, como o cangaço. Cordel contará a história da princesa Açucena (Bianca Bin), criada por sertanejos, sem saber que faz parte de um família real, e Jesuíno (Cauã Reymond), filho do mais famoso cangaceiro da região.

           A fábula começa quando os reis da fictícia Seráfia do Norte, interpretados por Carmo Dalla Vechia (Augusto) e Aline Moraes (Cristina), viajam para o Brasil em busca de um tesouro perdido e trazem sua pequena filha, Aurora. Só que a grande vilã, a duquesa Úrsula de Bragança, arma uma emboscada para a família real.

           Antes de morrer, Cristina entrega Aurora para uma família de lavradores do sertão que a batizam com o nome de Açucena. Enquanto isso, o cangaceiro Herculano (Domingos Montagner) deixa sua esposa e o pequeno Jesuíno em uma fazenda, afim de protegê-los de suas empreitadas perigosas, prometendo retornar para buscá-los quando o menino se tornar um adulto.

          Vinte anos depois, o rei Augusto descobre que Aurora pode estar viva, morando no sertão nordestino, enquanto Herculano resolve buscar Jesuíno para substituí-lo na liderança do cangaço.

          Observando o teaser e fotos da apresentação do elenco para a imprensa, é possível perceber algumas semelhanças entre “Cordel Encantado” e outras produções da TV Globo, como a microssérie “Hoje é dia de Maria – 1ª e 2ª jornadas”.

         O nome da novela combina totalmente com a linguagem: Cordel (poema popular, de origem portuguesa, que era publicado em folhetos rústicos e expostos para venda em cordas ou cordéis – no Brasil, a literatura de Cordel se apresentou como histórias rimadas e ilustradas por xilogravuras) e Encantado (é uma fábula atemporal, com rei, rainha, princesa e demais elementos de linguagem figurada, sempre com a famosa moral da história apresentada no final).

          Para os telespectadores que curtem programas diferenciados, “Cordel Encantado” parece que será um prato cheio!

“Cordel Encantado” tem estreia prevista para Abril.

Confira o teaser:

 

Fonte: www.cnews.com.br

sexta-feira, 11 de março de 2011

Lançamento: “Meus Romances de Cordel” (Global Editora)

Por Marco Haurélio do blog Cordel Atemporal


          Amigos (as), finalmente saiu, com o selo da Global Editora, o livro que reúne parte significatica de minha produção em cordel. O livro Meus romances de cordel traz sete títulos e abrange vários temas. Entre os textos, estão: O Herói da Montanha Negra (1987), A Briga do Major Ramiro com o Diabo (2005) e Os Três Conselhos Sagrados (2006). 
           Mas, para conhecer melhor a obra, leia o release abaixo, com texto do jornalista Guilherme Loureiro:
Meus romances de cordel
            Contrariando aqueles que pensam que, no Brasil, a literatura de cordel não existe mais ou tenha perdido a força da primeira metade do século XX, a Global Editora, ciente de que ela está mais viva do que nunca, lança Meus romances de cordel, de Marco Haurélio. Nesta obra, estão reunidos os primeiros cordéis publicados por esse poeta baiano, nascido em Ponta da Serra, estudioso da cultura popular e cordelista de primeira linha.
            A apresentação é assinada pela professora Vilma Mota Quintela, doutora em Letras pela UFBA, com estágio doutoral na Universidade de Paris X, e mestre em Teoria Literária pela Unicamp, com dissertação e tese na área de literatura de cordel. A obra traz, ainda, xilogravuras do premiado ilustrador Luciano Tasso.
          A multiplicidade de temas e de persona­gens construídos por seus escritores é um dos principais traços da literatura de cor­del praticada no Brasil. Além desse aspecto que demonstra sua diversidade – marca própria da nossa cultura po­pular –, o cordel também tem conseguido espaço e visibilidade graças ao es­tilo apurado de seus autores.
           Meus romances de cordel reúne sete histórias que lograram grande sucesso na ocasião em que foram lançadas em folheto, formato consagrado por esse gênero de nossa poesia popular. Aqui reunidas, apresentam a profusão de ti­pos construídos pelo autor, incluindo des­de os tradicionais heróis marcados pela bravura até aqueles satirizados por seus gracejos e ingenuidades. Para construir suas narrativas, Marco Haurélio se inspirou tanto na leitura dos clássicos como em sua própria biografia, bebendo informalmente na rica fonte da cultura sertaneja nordestina. A escrita sensível e a capacidade de imaginar e de fazer imaginar do autor mostram que o cordel feito no Brasil tem um hábil ti­moneiro, que conduz o barco numa rota cer­teira e promissora.

Guilherme Loureiro
Imprensa / Comunicação
Editoras GLOBAL, GAIA e GAUDI
Tel.: (11) 3277-7999 ramal 209 / DDR (11) 3382-5802
Rua Pirapitingui, 111 - Liberdade
01508-020 - São Paulo - SP
guilherme@globaleditora.com.br
www.globaleditora.com.br

Fonte:www.marcohaurelio.blogspot.com

Cordelista de Campos Sales (CE) concorre a prêmio com um Curta Metragem em Jacobina (BA)

 

          A cidade de Campos Sales, localizada no Caririro Oeste do Ceará, é destaque no cenário audiovisual nacional. De acordo com o Blog Glob Cine, o poeta da literatura de cordel João Bosco, representante da cidade de Campos Sales-Ceará, foi eternizado pelo cinema atraves do curta metragem " Bosco O filho do Cordel". O filme foi feito na cidade de Jacobina-Ba, onde nosso poeta maior esta residindo, segundo Flaria Reina, poeta e pesquisadora de artistas do Ceará, esse poeta da literatura de cordel representa sua cidade da forma mais ilustre, apesar do sucesso na Bahia, onde já lançou livros com apoio do Governo Bahia, não escondeu suas origens.
           O Blog informa que O filme é um curta metragem com direção do cineasta Paulo Mascarenhas, de Jacobina-Ba, que esta concorrendo ao "Jabuti" FestBrás, um festival importante realizado nos Pampas Gaucho, apesar do pouco recurso, o destaque mesmo é o nosso poeta maior que representa o pequeno e artistico municipio de Campos Sales.
          Segundo o Blog, Os artistas, grupos de teatro, sanfoneiros, violeiros, repentista e cordelistas de Campos Sales estão torcendo pelo filme deste poeta do cordel " João Bosco". que se tornou querido pela lembrança de sua cidade.


Com informações do Blog Glob Cine

Fonte: cearaenoticia.blogspot.com

Desafio Dalinha X Rosário

Desafio entre Dalinha Catunda e Rosário Pinto

Rosário:
Convidei dona Dalinha
pra comigo pelejar
para nesse Informativo
Uma peleja postar
Ela aceitou de pronto:
A peleja tá no ar
Dalinha:

Querida amiga Rosário
Amiga de confraria.
Onde canta seu José
Tem vaga pra Sá Maria
Por isso vamos testar
Se estamos em sintonia

Rosário:
Já que você aceitou
Meu convite pra cantar
Cantaremos as mulheres
Em seus cordéis a fiar
Na peleja também tem
Mulher a desafiar

Dalinha:
As mulheres desafiam,
Desde a sua criação.
Eva lá no paraíso
Provocou o tal Adão.
E ele caiu direitinho.
Na gostosa armação.

Rosário:
Dalinha, pare com isto
Não é esta nossa prosa.
Aqui nestes nossos versos
Você só quer ser garbosa.
Mas este mundo tá cheio,
De mulheres talentosas.

Dalinha:
Não fujo d’uma peleja
Tô pro que der e vier
Se eu quero ser garbosa,
È só porque sou mulher
E não venha me dizer
Que você também não é!

Rosário:
No Ceará conhecemos
As mulheres cordelistas
Publicando seus folhetos
Começando a dar nas vistas
Rimando com maestria
Nunca perdendo as pistas

Dalinha:
Você também tá na pista,
Neste desafio virtual.
Pois o seu gosto por versos,
Nasceu lá em Bacabal
Juntinho com o seu pai
Em sua cidade Natal.

Rosário:
Esta sua afirmação
É verdade, verdadeira
Seu Hugo me ensinou
A gostar da brincadeira
Tomei gosto pelo verso
E isto não é besteira

Dalinha:
Sendo para ressaltar
A mulher e sua conquista.
Eu me irmano com você
Seguindo a mesma pista.
Com mulheres no cordel
Um novo tempo se avista.

Rosário:
Os poetas reconhecem
Belas métrica, oração.
As mulheres cantadoras
Cantam com o coração.
No litoral ou na serra,
Sobretudo no sertão!

Dalinha:
Os poetas lá de cima
Apoiam a mulherada.
Pois elas já colocaram
Há muito, o pé na estrada.
Cantando com maestria,
Desde coco à embolada.

Rosário:
Quem diria, miga Dalinha,
Que pelejas eu faria
Você me incentivando,
Tempos atrás, eu temia
Que poetas descobrissem
A tamanha ousadia!

Dalinha:
Você é tão importante
Em nossa literatura.
Catalogando cordel
E divulgando a cultura.
Se hoje faz os seus versos,
É porque tem estrutura.

Rosário:
De tanto ler cordel,
De tanto catalogar,
Tomei gosto pelo verso,
E cultura popular.
Agora que tomei gosto,
Vai ser difícil parar.

Dalinha:
E é assim que se fala
Querida amiga minha.
No rumo da poesia
Você faceira caminha
Para andar de braços dados
Com sua amiga Dalinha.

FIM
Rio de Janeiro, novembro de 2010.

Foto do acervo Cordel de SAIA

Fonte:cordeldesaia.blogspot.com

Riqueza das histórias do folclore brasileiro em cordel

“O folclore brasileiro,
é fruto de rica cultura,
que passa de geração
pra geração com bravura,
através da oralidade,
e também da boa leitura.
(...)
Contarei para vocês,
em estrofes de cordel
as nossas lendas e mitos
em sextilhas como mel.
Na gostosa brincadeira,
Acompanhe-me, menestrel.”


          Com entusiasmo pela diversidade das histórias e personagens que regem a cultura brasileira, Nireuda Longobardi apresenta no novo livro da Paulus, Mitos e Lendas do Brasil em Cordel, as lendas e mitos do folclore do País na forma de literatura de cordel.
          “Crescemos ouvindo essas histórias, por intermédio de nossos avós, pais, professores e contadores de histórias. (...) Hoje, não contamos mais histórias como antigamente, muitas vezes por falta de tempo, outras porque ficamos em frente à televisão, ao computador, que tomam conta das nossas horas de folga e do nosso ‘lazer’ e até o diálogo em família”, explica a autora.
           O livro busca resgatar a riqueza dos personagens e lendas do País e oferece às crianças e aos jovens alguns dos contos que, de acordo com Longobardi, falam de guardiões da nossa fauna e flora, como o saci, o boto, a Iara, o lobisomem, o curupira, a mula-sem-cabeça, entre muitos outros. Histórias que fazem parte do patrimônio cultural do País e que, por meio da literatura de cordel – caracterizada por versos rimados –, são mais fáceis de serem memorizadas pelos jovens leitores.
          Mitos e Lendas do Brasil em Cordel é ilustrado por lindas xilogravuras – desenhos esculpidos na madeira –, que remetem às capas originais dos cordéis. Ao final da obra, Nireuda explica didaticamente a origem e história da literatura de cordel, a xilogravura, as rimas, e ainda oferece atividades pedagógicas relacionadas à temática desenvolvida no livro.
           Mitos e Lendas do Brasil em Cordel, da Paulus, pertence à coleção Mistura Brasileira, que, em seus diversos títulos, busca recontar histórias que constituem o folclore e a cultura do País, como Zumbi dos Palmares e a Lenda do Saci.
          Nireuda Longobardi graduou-se em artes plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e fez especialização em educação ambiental pela Universidade de Santo Amaro. É professora de artes, ilustradora de livros e xilografia. Desenvolve capas em xilogravura para vários poetas de literatura de cordel. É sócia da Casa de Gravura de Juazeiro do Norte, da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantojuvenil (Aei-Lij) e da Sociedade dos Observadores de Saci (Sosaci). Desevolve oficinas de gravura e oficinas com materiais que possam ser reutilizados, trabalhando, dessa forma, a questão ecológica. Este é o seu primeiro livro em cordel.


Serviço
Mitos e Lendas do Brasil em Cordel
- Catálogo: Infantojuvenil
- Coleção: Mistura Brasileira
- Autora: Nireuda Longobardi
- Ilustração: Nireuda Longobardi
- Páginas: 56
- Preço: 25 rreais
- Editora: Paulus Editora
- Gênero: História, Geografia, Língua Portuguesa e Artes

Por Maicon Rodrigues
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Fonte: folhablu.com.br