CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quinta-feira, 13 de março de 2014

POSSE DE PEDRO BANDEIRA NA ABLC

Fonte: Blog Cantinho da Dalinha

O poeta paraibano Pedro Bandeira  passou a ocupar a cadeira de nº 35 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. A solenidade de posse ocorreu no último dia 11 de março na Confederação das Academias situada no bairro da Lapa no Rio de Janeiro.


               

A poetisa Dalinha Catunda, homenageou o mais novo membro da academia com um caprichado cordel:

 

POSSE DE PEDRO BANDEIRA NA ABLC

POSSE DE PEDRO BANDEIRA NA ABLC<br />1 <br />A Deus peço inspiração,<br />E com a musa converso<br />Para passar com meu verso<br />Nesta minha louvação.<br />No peito meu coração,<br />Já preparou seu roteiro,<br />E o santo de Juazeiro<br />Já me deu seu veredito:<br />- Cante, mas cante bonito!<br /> Pois merece o cavalheiro.<br />2<br />Sei que não sou a primeira<br />A falar deste expoente, <br />Que soube tão habilmente<br />Consagra-se na carreira<br /> É ele, Pedro Bandeira!<br />Violeiro e advogado,<br />Matuto do pé rachado,<br />Que se tornou bacharel<br />Luzindo em cada papel<br />Por ele representado.<br />3<br />Bendito foi o menino,<br />Que entre versos viveu <br />O universo conheceu<br />Do repente nordestino.<br />Junto a Manoel Galdino<br />Seu mestre e avô querido.<br />Sendo menino sabido<br />Com as rimas se entendia.<br />Gostava da cantoria<br />Por ela foi atraído<br />4<br />Filho de mãe poetisa<br />Herdeiro por natureza<br />Na alma guarda a riqueza,<br />Que todo bardo precisa.<br />Entre palavras desliza <br />Sem faltar vocabulário<br />Na mente traz um glossário<br />Onde não lhe falta a rima<br />Pelo bom verso ele prima<br />Pois é esse o seu fadário.<br />5<br />Cada irmão que Pedro tem<br />Traz na veia a poesia<br />Dádiva que contagia,<br />Uma herança do bem,<br />E junto com Pedro vem:<br />Daudeth, Antônio e João,<br />E eles com Francisco são<br />Galhos duma mesma planta,<br />Duma família que encanta<br />No canto de geração.<br />6<br />Na casa de Zé Vicente,<br />Na fazenda Mandasaia,<br />Pedro seus versos ensaia<br />Deixando o povo contente,<br />Ele de lá sai ciente,<br />Que agradou quem assistia.<br />Foi este o primeiro dia<br />Que o vate se apresentou,<br />E seu lugar conquistou<br />Como sonhava e queria.<br />7<br />Ao fazer dezesseis anos<br />Uma viola comprou,<br />esse instrumento abraçou<br />E após fazer os seus planos<br />Sem pensar em desenganos<br />Pegou firme no batente.<br />E dominando o repente<br />Dele fez sua profissão,<br />Seu lazer, seu ganha-pão,<br />Disposto, seguiu em frente.<br />8<br />Riacho da Boa vista<br />A sua terra natal,<br />Ele deixou, afinal,<br />Ao se tornar um artista.<br />A fama de repentista<br />Começou a correr chão<br />Era Pedro no mourão,<br />No martelo agalopado,<br />No galope variado,<br />Em gemedeira e quadrão.<br />9<br />Seguindo seu coração<br />A Cajazeiras deixou.<br />Em Juazeiro ficou<br />Por desejo e devoção<br />A “Padim Ciço” Romão<br />De quem se tornou romeiro,<br />Santo padre milagreiro,<br />Que mesmo sendo cassado<br />Pelo povo é adorado<br />Como santo brasileiro.<br />10<br />Com a popularidade<br />Na profissão escolhida<br />Bandeira ganhou a vida,<br />Também notoriedade.<br />Hoje é celebridade!<br />Faz rádio e televisão,<br />Homem de muita visão<br />É este paraibano<br />Que renasce a cada ano<br />Pondo projeto em ação.<br />11<br />E este cabra da peste<br />Nos louros das suas metas,<br />É o “Príncipe dos poetas<br />Populares do Nordeste”.<br />Título que o bardo veste<br />Orgulhando sua gente,<br />Que proclama alegremente<br />O vate e sua nobreza,<br />Que de posse da destreza<br />Faz da palavra um presente.<br />12<br />Assim fez sua história<br />E por muitos é amado,<br />Aplaudido e festejado<br />Nesta sua trajetória.<br />Na caminhada de glória<br />De quem lutou e venceu<br />E por isso apareceu<br />Encantando gerações<br />Sem orgulho sem senões<br />Com dotes que Deus lhe deu. <br />13<br />A imponente Academia<br />Brasileira de Cordel<br />Convoca pra seu plantel<br />O craque da cantoria,<br />Príncipe da poesia,<br />De carreira laureada,<br />Em sua intensa jornada <br />Nossa cultura ele preza, <br />Pois a cartilha que reza<br /> É popular e sagrada.<br />14<br />Mestre Gonçalo Ferreira <br />Decidido e consciente,<br />Sendo nosso presidente,<br />Convidou Pedro Bandeira<br />Pra assumir uma cadeira<br />Na casa da poesia<br />E o vate com galhardia<br />Sem escusas aceitou.<br />Colegiado aprovou<br />Com aplausos e alegria.<br />15<br />Para ser sua madrinha<br />Por Pedro fui convidada.<br />Bastante lisonjeada<br />Eu tratei de entrar na linha,<br />E cada palavra minha<br />Brotou da admiração,<br />Que inspira este cidadão,<br />Que nas pelejas da vida<br />Aos bons versos deu guarida<br />Tocando meu coração.<br />16<br />Abram alas minha gente<br />Para Pedro o cantador<br />Com seu verso tentador<br />Que bem tempera o repente.<br />Agora adentra contente<br />A morada da cultura,<br />Casa da literatura,<br />Da viola e do saber,<br />Que se alegra em receber<br />Tão importante figura.<br />*<br />Cordel e foto de Dalinha Catunda


1
A Deus peço inspiração,
E com a musa converso
Para passar com meu verso
Nesta minha louvação.
No peito meu coração,
Já preparou seu roteiro,
E o santo de Juazeiro
Já me deu seu veredito:
- Cante, mas cante bonito!
Pois merece o cavalheiro.

2
Sei que não sou a primeira
A falar deste expoente,
Que soube tão habilmente
Consagra-se na carreira
É ele, Pedro Bandeira!
Violeiro e advogado,
Matuto do pé rachado,
Que se tornou bacharel
Luzindo em cada papel
Por ele representado.

3
Bendito foi o menino,
Que entre versos viveu
O universo conheceu
Do repente nordestino.
Junto a Manoel Galdino
Seu mestre e avô querido.
Sendo menino sabido
Com as rimas se entendia.
Gostava da cantoria
Por ela foi atraído

4
Filho de mãe poetisa
Herdeiro por natureza
Na alma guarda a riqueza,
Que todo bardo precisa.
Entre palavras desliza
Sem faltar vocabulário
Na mente traz um glossário
Onde não lhe falta a rima
Pelo bom verso ele prima
Pois é esse o seu fadário.

5
Cada irmão que Pedro tem
Traz na veia a poesia
Dádiva que contagia,
Uma herança do bem,
E junto com Pedro vem:
Daudeth, Antônio e João,
E eles com Francisco são
Galhos duma mesma planta,
Duma família que encanta
No canto de geração.

6
Na casa de Zé Vicente,
Na fazenda Mandasaia,
Pedro seus versos ensaia
Deixando o povo contente,
Ele de lá sai ciente,
Que agradou quem assistia.
Foi este o primeiro dia
Que o vate se apresentou,
E seu lugar conquistou
Como sonhava e queria.

7
Ao fazer dezesseis anos
Uma viola comprou,
esse instrumento abraçou
E após fazer os seus planos
Sem pensar em desenganos
Pegou firme no batente.
E dominando o repente
Dele fez sua profissão,
Seu lazer, seu ganha-pão,
Disposto, seguiu em frente.

8
Riacho da Boa vista
A sua terra natal,
Ele deixou, afinal,
Ao se tornar um artista.
A fama de repentista
Começou a correr chão
Era Pedro no mourão,
No martelo agalopado,
No galope variado,
Em gemedeira e quadrão.

9
Seguindo seu coração
A Cajazeiras deixou.
Em Juazeiro ficou
Por desejo e devoção
A “Padim Ciço” Romão
De quem se tornou romeiro,
Santo padre milagreiro,
Que mesmo sendo cassado
Pelo povo é adorado
Como santo brasileiro.

10
Com a popularidade
Na profissão escolhida
Bandeira ganhou a vida,
Também notoriedade.
Hoje é celebridade!
Faz rádio e televisão,
Homem de muita visão
É este paraibano
Que renasce a cada ano
Pondo projeto em ação.

11
E este cabra da peste
Nos louros das suas metas,
É o “Príncipe dos poetas
Populares do Nordeste”.
Título que o bardo veste
Orgulhando sua gente,
Que proclama alegremente
O vate e sua nobreza,
Que de posse da destreza
Faz da palavra um presente.

12
Assim fez sua história
E por muitos é amado,
Aplaudido e festejado
Nesta sua trajetória.
Na caminhada de glória
De quem lutou e venceu
E por isso apareceu
Encantando gerações
Sem orgulho sem senões
Com dotes que Deus lhe deu.

13
A imponente Academia
Brasileira de Cordel
Convoca pra seu plantel
O craque da cantoria,
Príncipe da poesia,
De carreira laureada,
Em sua intensa jornada
Nossa cultura ele preza,
Pois a cartilha que reza
É popular e sagrada.

14
Mestre Gonçalo Ferreira
Decidido e consciente,
Sendo nosso presidente,
Convidou Pedro Bandeira
Pra assumir uma cadeira
Na casa da poesia
E o vate com galhardia
Sem escusas aceitou.
Colegiado aprovou
Com aplausos e alegria.

15
Para ser sua madrinha
Por Pedro fui convidada.
Bastante lisonjeada
Eu tratei de entrar na linha,
E cada palavra minha
Brotou da admiração,
Que inspira este cidadão,
Que nas pelejas da vida
Aos bons versos deu guarida
Tocando meu coração.

16
Abram alas minha gente
Para Pedro o cantador
Com seu verso tentador
Que bem tempera o repente.
Agora adentra contente
A morada da cultura,
Casa da literatura,
Da viola e do saber,
Que se alegra em receber
Tão importante figura.
*

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