CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

terça-feira, 4 de março de 2014

CANDIDATOS "A" E "B" OU CONVENIÊNCIAS (VERSO 01)

Por Manoel Belizario

Havia dois candidatos
Um ao outro era contrário
O primeiro relatava
Que o segundo era arbitrário
Já para este, aquele
Era um grande salafrário.




Certo dia “A” decide
Convocar todo o seu povo
“Eleitorado fiel”
A fim de um ataque novo:
Quando “B” subiu ao palco
Cobriram ele de ovo.



Dali para a baixaria
Não durou nem um segundo
“B” numa convocatória
Um palavrório fecundo
Reuniu simpatizantes
De toda parte do mundo.

“A” discursava contente
Para seu eleitorado
Quando sentiu no pescoço
Escorrer algo melado
Jogaram nele de longe
Um baita esterco de gado.

Fruta podre, ovo, tomate
Parecia carnaval
O chão logo foi tomado
Por  intenso lamaçal
Estava assim declarada
Uma guerra eleitoral.



Porém de hora pra outra
Na iminente maldade
“A” e “B” surgiram juntos
Numa tão grande amizade
Que deixou muito assustada
Toda a gente da cidade.



Cobriam-se de elogios
Assim dizia “A” pra “B”
Para sermos bons amigos
Nós houvemos de nascer
Tê-lo em minha residência
É mais que grande prazer.

“B” dizia para “  A”
"Uma amizade sincera
Quando surge como a nossa
No raiar da primavera
É como maná celeste
Um pedaço de quimera."



Assim “B” apoiou “A”
Desistiu da eleição
Os eleitores dos dois
Viviam em tanta “união”
Andavam de braços dados
Da capital ao sertão.



Imagens da internet

(Continua)

Nenhum comentário:

Postar um comentário