CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

segunda-feira, 3 de março de 2014

BECO SEM SAÍDA OU SEM LUZES NO FIM DO TÚNEL

Por Manoel Belizario

Nuvens de obscuridade
Envolvem nossa nação
Carente de liberdade
Com circo à disposição
Sem saúde, segurança
Nem pensa em educação.

                                                       
Uma nação que não vai,
De corpo e alma, à escola
Se vai fica ‘viajando’
Às aulas nunca dá bola
Nada aprende e ainda diz
Que o professor só enrola. 






Uma nação que não dá
Nenhum valor à cultura
Qualquer esterco por droga
Lhe assalta a estrutura
O que aguarda esse povo
Além de uma sepultura?




                                                     
                                                      
Nesta nação as quadrilhas
Assumiram o poder
Ai daqueles que se opõem
Que não querem se vender
Aí pra quem quiser ver.




Os bandidos no poder
Alienam nossa gente
Só beneficia a eles
A legislação vigente
Bandido fazendo lei
Podia ser diferente?

Não adianta querer
Uma nova ditadura
Trazer de volta os censores?
Trazer de volta a tortura?
Isso tudo só iria
Aumentar nossa amargura



.
Nesse beco sem saída
Sem encontrarmos um nome
Que faça erradicação
De todo  tipo de fome
Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come.



Imagens da internet

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