CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quinta-feira, 6 de março de 2014

A CONFUSÃO DO IPED


Por Manoel Belizario

Passou na rua um pedinte
Num alarido sem fim
Esmolando uma moeda?
"Ai, ai, ai, que vida ruim!"
"Iped!" gritou o jovem
Ambulante Serafim.



"Iped!" continuava
Serafim pra todo lado
Uns populares disseram
"Vejam só que desgraçado
Rindo da situação
Daquele pobre coitado."


"Iped pra todo mundo!
Iped! Ó o Iped truta!"
Serafim gritava alto
Naquela sua labuta
E os populares diziam
“Isto é um filho da puta.”

"Iped aí cidadão?"
O pedinte revoltado
Disse peço sim seu moço,
Mas ninguém é obrigado
A dar uma só roela
Eu estou certo ou errado?"

"Seu moço, seu moço eu
Poderia estar roubando,
Batendo bolsa e carteira,
À mão armada assaltando,
Porém preferi pedir
Eu estou lhe incomodando?"

"Continuarei pedindo
O senhor goste ou desgoste."
Serafim não percebeu
A raiva daquela hoste
Por continuar gritando
Foi amarrado a um poste.


Fonte Imagens na ordem em que aparecem no poema

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