CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

domingo, 22 de maio de 2011

PRÊMIO MAIS CULTURA DE LITERATURA DE CORDEL: VERGONHA NACIONAL

           VERGONHA
Por Manoel Belizario
          Tinha tudo para ser um dos maiores momentos de valorização da Literatura de Cordel brasileira, mas o tiro saiu pela culatra. E o pior é q entramos em contato, nos números e emails sugeridos e só nos são dadas respostas vagas. Bem meus amigos, daqui a pouco completa um ano que o edital foi lançado. Todo mundo reclamando pela internet no site do MINC, mas eles  fingem que não nos ouvem. A partir de agora vou publicar poemas meus e de colegas abordando o assunto. Abaixo algumas estrofes que Flávio Domingos Dantas publicou em: http://www.cultura.gov.br/site/2010/06/08/premio-mais-cultura-de-literatura-de-cordel-2010-edicao-patativa-do-assare/
Flávio Domingos Dantas
15 de maio de 2011

O poeta vem voando
Como faz a arribaçã,
Desdeu do alto da serra
Da querida Jaçanã,
Com destino a Brasília
Segunda pela manhã.

Vou voando pelo alto
Cantando feito um canário,
Cortando o meu Brasil
Encantado com o cenário,
Tô buscando o meu prêmio
Me sentindo um otário.

Tô buscando o respeito
Pro poeta do cordel,
Que em janeiro pensava
Por pouco estar no Céu,
E hoje tá amargando
O triste sabor do féu.

Tô chegando em Braília
Tem políticos até demais,
O discurso é bonito
Cada um quer falar mais,
Ministra pague aos poetas
Pois assim retorno em PAZ.

Minha fé tá se acabando
A esperança também,
Pois Lula saiu devendo
E Dilma deve também,
Será que vamos esperar
As eleições, ano que vem.

O poeta tá partindo
Ainda com decepção,
Esperando o seu prêmio
Não pensem que é milhão,
E retorna pro Nordeste
O Poeta do Povão.

Flávio Dantas
51º classificado no concurso
Produção do folheto.

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