CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

domingo, 3 de julho de 2011

CORDEL EM EVIDÊNCIA

Fonte: martinhoalves.blogspot.com

           A recente novela apresentada pela Rede Globo de Televisão, sob o título Cordel Encantado, de Thelma Guedes e Duca Rachid, desperta novamente no nosso povo, o interesse pela literatura de cordel, aqui introduzida pelos portugueses na época da colonização.

           Essa literatura muito enraizada nos estados de Paraíba, Pernambuco, Ceará e Grande do Norte, é típica do Nordeste brasileiro e aborda temas muito ligados ao nosso imaginário como o cangaço (Virgulino Ferreira), padre Cícero Romão e frei Damião, suicídio de Getúlio Vargas, grandes secas (1877 e 1899), morte de João Pessoa, vida e obras do padre Ibiapina, etc.
           Os folhetos impressos, eram expostos à apreciação pública, pendurados em cordões estirados entre dois pontos, pelo que passou a ser denominado de cordel, e os poemas ali contidos são recitados ou cantados em forma de repentes, o que atrai muito mais pessoas do povo, nas feiras livres das cidades do nosso Nordeste, principalmente, ou em praças públicas de grandes centros.

           O Maior São João do Mundo realizado no Parque do Povo, na cidade paraibana de Campina Grande, este ano, reservou mais uma vez um espaço para exposição desses trabalhos poéticos, sob a tutela do poeta cordelista Manoel Monteiro, autor celebrizado de mais de duzentos títulos.

Artigo de Daniel Buarque no g1.globo.com

Um comentário:

  1. amigos do cordel Paraiba como e onde fazer projeto para publicar literatura de cordel desculpe o incomido e obrigado

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