CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Clube Literário do Amazonas apresenta a Literatura de Cordel

Versos impressos em papel, que muitas vezes são pendurados em cordas ou barbantes, eis a Literatura de Cordel

Versos impressos em papel, que muitas vezes são pendurados em cordas ou barbantes, eis a Literatura de Cordel

Por Dheik Praia

jornalismoam@band.com.br

Um estilo popular de escrever poemas, onde os versos são compostos por rimas que muitas vezes acompanham a xilogravura. Geralmente, quando recitados, os poemas são acompanhados de viola, para chamar atenção dos compradores.
A origem é de Portugal, mas no Brasil também é possível encontrar grandes cordelistas, principalmente no Nordeste, representados por Leandro Gomes de Barros e João Martins Athayde.
Os cordelistas são considerados o representante do povo, responsáveis pela reprodução de suas dores e seus amores, de forma exagerada ou simplória, mas o que vale mesmo é a diversão.
Tendo como objetivo aproximar o público amazonense desse estilo de poema, o Clube Literário do Amazonas (CLAM), realiza na quinta-feira, 28, a partir das 19h, no Espaço Cultural da Livraria Valer, a Quinta-Smithiana, que destacará a Literatura de Cordel.
Na ocasião, o cearense Edvan Rafael, que tem como característica de sua produção literária o cordel, comandará o sarau apresentando obras de própria autoria e de diversos cordelistas.
Para saborear um pouco desse estilo, um poema do carioca Zé da Luz, Ai! Se sêsse!...
Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dois se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?
E se eu me arriminasse
e tu cum insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse??
Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!

Fonte: .band.com.br

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