CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

LITERATURA DE CORDEL MONTEMORENSE (SP) É DOADA PARA MUSEU

Publicado em Sexta, 15 Fevereiro 2013 20:24

Uma literatura diferenciada e genuinamente nacional. É assim que a literatura de cordel é conhecida nos quatro cantos do Brasil. Em Monte Mor, a grande maioria das pessoas desconhece a existência de um escritor de cordel no município. Por meio desta literatura, Antonio Eloy Lobo, o “Nego Lobo”, escreveu uma série de quatro volumes de cordéis intitulados “Água Choca”, editados há mais de dez anos.
Esse precioso acervo, que conta um pouco da história da cidade e de seus antigos moradores, a partir de agora, pode ser conferido pelos moradores de Monte Mor. Nego Lobo, ao ler uma notícia sobre doações de peças antigas e livros para o Museu Municipal “Elisabeth Aythai”, não pensou duas vezes. Foi até o museu e doou os volumes 2, 3 e 4 da sua coleção de cordéis “Água Choca”.
Para a encarregada do museu, Zilda Rangel, receber a doação de literatura de cordel e que conta particularidades da história de Monte Mor é motivo de muita satisfação. “O museu preserva boa parte da história da nossa cidade e ter esses livros com literatura de cordel, além de enriquecer o nosso acervo, contribuirá para que a memória seja compartilhada entre as pessoas”, comentou Zilda.
Uma das publicações conta um pouco a história da Rua Capitão Aguirre. Nela, o escritor detalha as características do local, retratada por ele como “via estreita de uma só mão”, e conta “causos” de moradores com a linguagem característica de cordel. Em seu texto, Nego Lobo faz citações a Cristiano Tameio, Hage do Armazém, Henrique Albrecht, entre outros antigos moradores.
Os livros doados serão catalogados e nos próximos dias estarão à disposição dos frequentadores do museu, que fica localizado na Rua Siquera Campos, 196, Centro. Mais informações pelo telefone (19) 3879-2174.
Bebido da fonte na sombra oiticica de Prefeitura de Monte Mor

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