CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cordelista João Firmino vai ser homenageado pela sua obra em SE

Fonte: G1 Sergipe

Homenagem póstuma será na Biblioteca Clodomir Silva em Aracaju.
Firmino morreu aos 73 anos no dia 1º de fevereiro.

Firmino Cabral era cordelista há mais de 50 anos (Foto: Setur / Divulgação)
Firmino Cabral era cordelista há mais de 50 anos
(Foto: Setur / Divulgação)
No dia 1º de fevereiro, a cultura sergipana perdeu uma de suas mais importantes referências na literatura de cordel. Aos 73 anos, faleceu, vítima da leucemia, o escritor João Firmino Cabral. O poeta dá nome à primeira cordelteca do Brasil, instalada na Biblioteca Municipal Clodomir Silva, uma das unidades da Secretaria Municipal de Cultura e Eventos (SMCE).
No dia 28 de fevereiro, a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através da SMCE, realizará o Sarau Poético em Homenagem a João Firmino, a partir das 18h, na Biblioteca.
João Firmino deu início a sua carreira como cordelista ainda na adolescência, quando trabalhava na lavoura em Itabaiana, cidade natal de João.  Com o auxilio do poeta Manoel D'Almeida Filho, seu mestre, produziu o primeiro folheto, onde descrevia uma profecia de Padre Cícero em versos. Esse trabalho o levou a receber, em 2002, a medalha de Mérito Cultural Serigy, concedida pela PMA. Com a morte, o escritor deixa vaga também a cadeira de número 36, da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), que ocupava desde 2008.
A banca instalada no Mercado Municipal Antônio Franco, no Centro de Aracaju, era onde João Firmino comercializava seus livretos de cordel, sem deixar de incentivar e inclusive patrocinar a produção de outros cordelistas locais. O acervo de títulos postos a venda pelo poeta só não era superior, em número, ao conjunto de obras disponíveis para consulta na cordelteca que ele é patrono na Bliblioteca Clodomir Silva, o qual contribuiu também, escrevendo considerável parcela dos exemplares expostos.
Segundo a coordenadora de Extensão e Eventos da Clodomir Silva, Maria José, o poeta mantinha um estreito relacionamento com a Biblioteca. "Sua última visita foi em maio de 2012, participando como escritor convidado para uma oficina literária que reuniu professores e estudantes da rede pública de ensino. Foi uma perda muito grande para literatura de Sergipe, pois galgou seu espaço, com seus folhetos de cordel em sua banquinha. Nós da Biblioteca temos uma grande honra em ter a cordelteca com o nome dele, foi uma escolha magnífica", comenta.
A diretora da Biblioteca Clodomir Silva, Fátima Góes, fala sobre a homenagem do dia 28 deste mês. "Estamos reunindo amigos e admiradores de João Firmino, que são cordelistas, para um sarau poético, onde serão declamados versos do escritor. A família também foi convidada e de imediato aceitou comparecer a homenagem", revelou, convidando toda comunidade aracajuana para o evento.
Antônia Amorosa de Menezes, Coordenadora de Cultura da Secretaria Municipal de Cultura e Eventos (SMCE), visualiza no legado deixado pelo poeta um exemplo para as futuras gerações. "Com a perda de João Firmino renasce a importância de repensarmos novos projetos em favor da literatura de cordel, que façam surgir novos Joões Firminos", comenta Amorosa, que estuda um projeto que integre as Bibliotecas da Secretaria à rede municipal de ensino, a fim de incentivar a produção da literatura de cordel entre os estudantes.
A Cordelteca João Firmino Cabral foi criada em 2003 e possui mais de 500 títulos, escritos por cerca de 36 cordelistas sergipanos e de outros locais, como Alda Cruz, Eduardo Fiscina, Chiquinho de Além Mar, Agulão e Pedro Amaro. Todo acervo fica à disposição, para consulta, dos frequentadores da Biblioteca Municipal Clodomir Silva, localizada na rua Santa Catarina, nº 314, bairro Siqueira Campos.




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