CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

II Encontro Nordestino de Cordel em Brasília

Por Manoel Belizario

Entre os dias 13 e 15 de fevereiro de 2013 ocorreu em Brasília o 2º Encontro Nordestino de Cordel. O encontro discutiu o cenário pós-lei 12198/2010 que cria a profissão de repentista, pauta atendida pelo ex-presidente Lula a partir de reivindicações da categoria ocorridas no primeiro encontro de cordel realizado em 2009. Vejamos um trecho da lei:

Dispõe sobre o exercício da profissão de Repentista

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Fica reconhecida a atividade de Repentista como profissão artística.

Art. 2o Repentista é o profissional que utiliza o improviso rimado como meio de expressão artística cantada, falada ou escrita, compondo de imediato ou recolhendo composições de origem anônima ou da tradição popular.

Art. 3o Consideram-se repentistas, além de outros que as entidades de classe possam reconhecer, os seguintes profissionais:

I - cantadores e violeiros improvisadores;

II - os emboladores e cantadores de Coco;

III - poetas repentistas e os contadores e declamadores de causos da cultura popular;

IV - escritores da literatura de cordel. (ver texto integral aqui)

 

A lei motivou os repentistas a discutirem a situação da profissão no país. Para tanto, o encontro seguiu as seguintes pautas de discussão:

Acompanhamento das reivindicações do I encontro;

O espaço da poesia popular nordestina na mídia e repente e cordel como patrimônio imaterial;

Direitos previdenciários;

Criação de sindicato para o repente e o cordel;

A poesia e a xilogravura como negócio;

Repente e cordel nas escolas;

Oficina de literatura de cordel.

O ponto de pauta relativo à criação do sindicato tinha duas propostas: a criação de sindicatos estaduais ou de um sindicato nacional. Foi eleita a segunda proposta com a perspectiva de que o sindicato nacional possa auxiliar na criação dos sindicatos estaduais. Foi designada uma comissão de doze repentistas entre cantadores e violeiros, emboladores, cantadores de coco, declamadores e cordelistas para organizarem a criação do sindicato nacional.

O evento  foi patrocinado pela Caixa Cultural e teve como produtora executiva Marta Cristina; a coordenação do poeta Chico de Assis e o poeta Crispiniano Neto como curador.

No correr desta semana,postaremos fotos de vários momentos do encontro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário