CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

NOVO TRIBUTO AO SÍTIO LAJES, MEU TORRÃO NATAL

 

O campo é um paraíso
Descoberto de repente
Nos pedestais da saudade
Q vem embalando a gente
Neste mundo de cidade
Competitivo e doente.

O Sertão vai residindo
Dentro de nós, permanente.
Aos poucos distanciado.
Sumindo constantemente.
Brilha um sol sertanejo
No olhar de um filho ausente.

Ó luar de meu Sertão.
Ó noites escurecidas.
Minha Laje, sítio Lajes
Início de minha vida.
O açude Frutuoso
Chorou em minha partida.

Ó Lajes, meu sítio Lajes...
Minhas fogueiras São João...
Meu forró de pé-de-serra...
Minhas roças de feijão...
Meus riachos de piaba...
Meu mungunzá..., meu baião...

Ó Lajes, Meus sítio Lajes...
Chegou a televisão
Roubando a cena da lua.
Roubando a nossa atenção.
Já não se lê mais cordel
Nas debulhas de feijão.

Manoel Messias Belizario Neto

Imagens

    1, a 2ª foi extraída do Google Map

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