CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CONSELHOS AOS SERVOS DO REI SERTÃO

Há um cenário que muda
Em tempo de eleição.
Aparece tanta gente
Afagando o coração
Abraçando com fervor
Os servos do rei Sertão...

Ó Servos do Rei Sertão
Cuidado com os invasores.
São lobos, feras mortais
Disfarçadas de pastores.
São poucos que de verdade
Vão acalmar suas dores.

 

Ó Servos do Rei Sertão
Até quando vais cair
Na lábia do invasor
Ñ era melhor fugir
Das suas garras mortais
Até quando ele partir?

 

 

 

 

 

 

Ó servos do Rei Sertão
Sabes mais do que ninguém:
Quando passa a piracema,
O que a eles convém,
Eles abandonam a ti
E o teu reino também.

Temos, servos sertanejos,
Breve juízo final
Quantas bestas vos perseguem
No tumulto eleitoral?
Ainda há espaço pra mais
Um pecado capital?

 

Manoel Messias Belizario Neto

Imagens: 1, 2,3,4,5,6

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