CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

VERSOS DE PATATIVA DO ASSARÉ (II) -

Nordestino SIM, NÃO NORDESTINADO


Nunca diga nordestino
Que Deus LHE DEU UM Destino
Causador do padecer
Nunca diga Que É o Pecado
Que LHE Deixa fracassado
Sem Condições de viver

Não guarde nenhum pensamento
Que Estamos sem Sofrimento
É Pagando o Que devemos
A Divina Providência
Não nsa DEU uma triste sina
Sofrer De que sofremos o

o Deus da Criação autor
Nos dotou com uma Razão
Bem livres de preconceitos de
Mas OS ingratos da terra
Com opressão e guerra com
Negam OS Nossos Direitos

Não castiga nsa Quem é Deus
Nem É uma seca Que Obriga
Sofrermos dura Sentença
Não Somos nordestinados
NÓS Somos injustiçados
Tratados com indiferença

Sofremos em Nossa Vida
Uma batalha renhida
Do Irmão contra o Irmão
NÓS Somos injustiçados
Nordestinos explorados
Mas nordestinados Não

HA Muita gente Que Chora
Vagando de estrada afora
Sem terra, sem lar, sem pão
Crianças esfarrapadas
Famintas, escaveiradas
Morrendo de inanição

Sofre o neto, o Filho e o pai
Para onde vai o pobre
Sempre Encontra o Mesmo mal
ESTA miséria campeia
Desde a Aldeia à Cidade
Do Sertão à capital

Aqueles Pobres Mendigos
Vão à Procura de abrigos
Cheios de Necessidade
Nesta tamanha miséria
Se nd acabam terra estranha
Sofrendo fome e saudade

Mas não é o Pai Celeste
Que Faz Sair do Nordeste
Legiões de retirantes
Os grandes SEUS Martírios
Não É permissão de Deus
É culpa dos Governantes

Já Sabemos Muito bem
Nasce De onde e de onde vem
A raiz do grande mal
Vem da Situação crítica
Política Desigualdade
Econômica e social

Somente a Fraternidade
Nos Traz A Felicidade
Precisamos dar como Mãos
Para Que Vaidade e Orgulho
Guerra, Questão e barulho
Dos Irmãos Irmãos contra OS

Jesus Cristo, o Salvador
Pregou uma paz e o amor
Na santa doutrina SUA
O Direito do bangueiro
É o Direito do trapeiro
Que apanha OS trapos na Rua

Uma Vez Que o conformismo
Faz Crescer o egoísmo
E uma injustiça Aumentar
Em favor do Bem Comum
É dever de CADA UM
Lutar Pelos Direitos

Por isso vamos Lutar
NÓS vamos reivindicar
O Direito e a Liberdade
Procurando em CADA Irmão
Justiça, Paz e União
Amor e Fraternidade

Somente o Amor É Capaz
E Dentro de hum País Faz
Um povo tão unido Bem
Um povo Que gozará
Porquê assim Já Não HÁ
Nem oprimido Opressor

Texto: http://www.fisica.ufpb.br/ ~ romero / port / ga_pa.htm # Nem
Imagem: http://altacultura.files.wordpress.com/2009/03/pata.jpg

Nenhum comentário:

Postar um comentário