CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



sexta-feira, 17 de maio de 2013

LITERATURA FONTE DE INSPIRAÇÃO – PROJETO CORDEL - MACEIÓ




Projeto Literatura de Cordel - NOTURNO EJA
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E DO ESPORTE
14ª COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO
ESCOLA ESTADUAL GERALDO MELO DOS SANTOSRua G1, Qd. J6, s/n – Conj. Residencial Graciliano Ramos
 Tabuleiro do Martins – Maceió/AL
CNPJ: 06.522.998/001-70 - Fone: 3315 -7940

LITERATURA FONTE DE INSPIRAÇÃO – 2013

TEMA: Literatura de Cordel, cultura popular nordestina.

OBJETIVO GERAL: Compreender e reconhecer a função social do gênero cordel, bem como suas características básicas através de práticas de leitura, produção e análise lingüística reconhecendo sua importância na cultura popular.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
-Despertar o gosto e o desejo pela leitura;
-Compreender o contexto de produção próprio da literatura de cordel e reconhecer em exemplares do gênero a estrutura básica de uma composição poética (tema abordado, organização espacial das palavras, verso, estrofe, rima, ritmo, métrica);
-Interpretar recursos lingüísticos empregados em textos poéticos dos gêneros, em especial a rima;
-Criar coletivamente um poema de cordel, produzindo um folheto ilustrado e apresentando-o oralmente para outras turmas da escola.

JUSTIFICATIVA: A literatura de Cordel nas escolas não é muito conhecida nem explorada, pois a mesma é vista de forma avessa pelos alunos, não trazem consigo o sabor de que “Literatura é vida, é arte” devido essa percepção a respeito da falta de divulgação e conhecimento sobre literatura de cordel nas salas de aula, tornou-se necessário que os alunos conheçam a riqueza que existe nos versos da literatura de cordel para que possam produzi textos, enriquecer como leitor e conhecer uma das mais ricas manifestações da língua.

TURMAS PARTICIPANTESTodas as turmas do Ensino fundamental e do ensino médio EJA do turno noturno da Escola Estadual Geraldo Melo dos Santos.

INSCRIÇÕES: Cada turma deverá fazer sua inscrição com seus representantes de turmas que deverá oficializá-la na coordenada de 8 a 10 de maio.
OBS. Só receberão a devida pontuação os alunos devidamente inscritos no prazo estipulado.

PONTUAÇÃO: Instrumento avaliativo de 0 a 25 pontos para todas as disciplinas do semestre de 2013.
SENDO: -Criação do cordel por turma – 5 pontos
-Trabalho digitado ou documentário – 5 pontos
-Painel Ilustrativo (padronizado com 2 folhas de papel 40Kg.) - 5 pontos
-Criação e apresentação da Métrica (peleja) – 5 pontos
-Apresentação teatral do cordel lido – 5 pontos

OBS. O aluno que não fizer sua inscrição receberá nota “0” no projeto sem direito a reposição.

ETAPAS DO PROJETO

Para atingir os objetivos e metodologia empregada, segue uma linha de ações que pode ser:
1-LANÇAMENTO DO PROJETO- Um professor (a) irá ficar como orientador de cada turma, onde o mesmo fará o acompanhamento, usando metodologias aplicáveis a sua disciplina e fazer a avaliação do projeto.

2-PESQUISANDO E CONHECENDO A LITERATURA DE CORDEL

Ensino fundamental - Cada turma deverá elaborar um trabalho digitado sobre a história, surgimento e principais características da literatura de cordel, assim como fazer um painel fotográfico de acordo com o assunto abordado. O trabalho deverá ser bem elaborado, com todos os requisitos de um trabalho escolar, podendo a turma a fazer sua exposição com tudo encontrado sobre a literatura de Cordel.

Ensino médio – Cada turma deverá elaborar um documentário onde deverá conter imagens, fotos, textos sobre a história, surgimento e principais características da literatura de cordel. O trabalho deverá ser bem elaborado, com todos os requisitos de um trabalho escolar. Sugestões:painel ilustrativo (Padronizado em duas folhas de papel 40Kg), jornal impresso, painel fotográfico etc.

3-CRIAÇÕES

-Cada turma receberá um cordel, onde deverá ser trabalhado em sala de aula com seu professor orientador, montando uma pequena apresentação de no máximo 10 min. narrando o cordel lido em forma de encenação teatral.
-Cada turma deverá criar um livro de cordel com temas da nossa atualidade para fazer uma pequena exposição junto com o trabalho digitado e o documentário.
-Cada turma deverá criar uma métrica (Mais conhecido como peleja) onde dois alunos (as) deverão apresentar sua peleja para as demais turmas.
-Cada turma deverá fazer uma xilogravura (Arte de esculpir) de acordo com o cordel que irá apresentar. (como fazer no final do projeto).

4-DATAS DE REALIZAÇÕES

-Inscrições: de 08 a 10 de maio na coordenação.

.Um responsável da turma ficará com a lista de sala para inscrição oficial na coordenação até dia 10.

-abertura e exposição de produção: 10 de junho.

.Neste dia o aluno irá expor em local ainda a ser definido na escola as produções elaboradas como: -O cordel criados pela turma.
-O trabalho digitado ou documentário.
-O painel fotográfico e ilustrativo.
-Expor a xilogravura criada.



-culminância final(APRESENTAÇÔES): 11 de junho.

.Cada turma irá apresentar uma peleja de acordo com a literatura de Cordel.
.Cada turma irá apresentar o Cordel sugerido em forma de mini teatro contando a literatura lida.


ATIVIDADES

1)Exposição.

2)Apresentação da peleja.

3)Apresentação teatral.

INSTRUÇÕES GERAIS

1-os alunos deverão fazer sua inscrição com um representante que deverá oficializar na coordenação.
2-A turma não poderá trocar a obra sorteada.
3-A apresentação deverá ser direcionada para a obra sorteada dando ênfase ao compromisso (deveres) dos alunos para com a Escola Geraldo melo e o respeito pelo outro.
4-A turma deverá ser criativa com o teatro a ser apresentado.



Boa sorte!
Fonte: Blog Escola Geraldo Melo

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Meu encontro com o cordel - Por Marco Haurélio


Cordel




O escritor e pesquisador Marco Haurélio acaba de publicar o livro Literatura de cordel: do sertão à sala de aula (São Paulo, Paulus), que será lançado na Paulus Livraria Vila Mariana (Rua Dr. Pinto Ferraz, 207, próximo ao metrô Vila Mariana, São Paulo), neste sábado, 18, às 10h30. Prosa Poesia & Arte publica, aqui, dois capítulos do livro, gentilmente cedidos pelo autor.

Meu encontro com o cordel

Por Marco Haurélio



Nasci num lugarejo chamado Ponta da Serra, município de Riacho de Santana, no sertão carrascoso da Bahia. Ao lado da casa de meu pai ficava a da minha avó, Luzia Josefina de Farias, uma das pessoas mais inteligentes que conheci, espécie de porta-voz de civilizações há muito defuntas. Nunca esqueci os velhos romances ibéricos cantados por ela nem as histórias de Trancoso, que, passados tantos anos, aos poucos, vou adaptando para o cordel. Um exemplo é A História de Belisfronte, o filho do pescador, publicada pela editora Luzeiro, que faz parte, também, do livro Contos folclóricos brasileiros (Paulus, 2010).
                                                      

Marco Haurélio
Lembro-me ainda de ouvi-la declamando a História da princesa Rosa, que depois descobrir ser de autoria de Silvino Pirauá de Lima, um dos pioneiros do cordel. Aprendi a ler com seis anos e, nas noites iluminadas por candeeiros movidos a querosene, buscava nas gavetas de Dona Luzia as histórias de cordel que tanto me auxiliaram na decifração do código escrito. Além de alguns folhetos publicados em tipografias baianas, de autoria de Minelvino Francisco Silva e Rodolfo Coelho Cavalcante, chamavam minha atenção os de formato maior, coloridos, como João Soldado, de Antônio Teodoro dos Santos, e Dimas e Madalena, de Manoel Pereira Sobrinho. Foi esse o meu primeiro contato com a editora Luzeiro, com seus cordéis com capas coloridas. Descobri, mais tarde, que esse formato havia sido execrado pelos pesquisadores puristas, justamente por fazer sucesso junto às classes ditas marginalizadas, das quais os sacerdotes da razão se julgam representantes.

Juvenal e o dragão, de Leandro Gomes de Barros, era a história mais atraente, pelo menos àquela época. Achava soberbo também O verdadeiro romance do herói João de Calais, de Severino Borges Silva. O assassino da honra ou a louca do jardim, de Caetano Cosme Silva, era outro romance lido e relido por mim e pela família. Minha avó deixou este mundo em 1982, quando eu tinha sete anos, e já morava em Igaporã. Nessa época já havia escrito alguns romances de cordel.

Aos treze anos pensei ter atingido a maturidade literária. Data dessa época, 1987, o cordel O herói da Montanha Negra, o qual, ousadamente, enviei para a Luzeiro. Duas semanas depois, a editora devolveu os originais, sob a alegação de que havia muitos títulos a serem lançados, já negociados com os autores. Na verdade, a minha história primava pela ousadia, fusão de linguagem de HQ sword and sorcery com mitologia grega de filme em stop-motion — e pelas situações incomuns, nunca vistas numa história de encantamento.

Uma amostra:

Leia esta história, leitor,
Até o último momento.
Veja os fatos mitológicos
Num mundo de encantamento,
Onde a Magia é descrita
Muito além do pensamento.


Onde guerreiros valentes,
Destros e admiráveis
Mostram valor enfrentando
Criaturas miseráveis,
Partindo em busca do amor
E façanhas memoráveis.



Onde os gestos mais nobres
Se confundem com a loucura,
Em uma época imprecisa
Passou-se esta aventura
Que valoriza a coragem
E enobrece a bravura.

No final da década de 1990, fui a São Paulo, onde conheci o poeta popular cearense Costa Senna. Regressei à Bahia em 2000. Ingressei no curso de Letras da Universidade do Estado da Bahia, em Caetité, terra natal de Anísio Teixeira. Antes de terminar o curso, retornando a São Paulo, resolvi peregrinar pelos sebos dessa cidade em busca de livros que abordassem tanto a literatura de cordel quanto o conto popular, pensando em ampliar as referências bibliográficas para um mestrado, que terminou ficando em milésimo plano. Acabei me esbarrando com a editora Luzeiro, já dirigida por Gregório Nicoló. Conversa vai, conversa vem, ele, gentilmente, acabou por me convidar para trabalhar na revisão e seleção dos textos de cordel editados pela casa, atividade que desenvolvi por dois anos. 

A experiência amealhada com a labuta no meio editorial e a leitura de milhares de folhetos são as razões deste livro que ora apresento. Ampliando algumas ideias do anterior, Breve história da literatura de cordel(Claridade), e propondo um olhar atual sobre a literatura dita popular, hoje inserida nas escolas, mais do que um estudioso, as minhas credenciais são as do poeta que, quando escreve, é fiel à escola tradicional, que tem em Leandro Gomes de Barros sua principal referência.

Acreditando na cultura popular como sinônimo de resistência, e no cordel como manifesto dessa cultura que não entrega os pontos, vou espargindo versos sobre o papel com o mesmo respeito e cuidado do agricultor que lança a semente e, com ela, a esperança, no ventre da terra.

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O cordel pede passagem

Entre abril e maio de 2001, uma mostra no SESC Pompeia, em São Paulo, com curadoria do escritor e jornalista Audálio Dantas, celebrou os cem anos da literatura de cordel brasileira. Poetas, ilustradores, editores e repentistas se revezaram em apresentações, exposições, palestras e oficinas. Tudo certo, não fosse um detalhe: a literatura de cordel brasileira, em 2001, já havia ultrapassado um século de existência. O que, evidentemente, não ofuscou o brilho do evento, nem diminuiu a importância da iniciativa. A dificuldade em se apontar o marco inicial se deve em parte à escassez de referência bibliográfica do período. Sílvio Romero, pioneiro dos estudos etnográficos e historiador literário, já fazia uso do termo “literatura de cordel" em Estudos sobre a poesia popular, de 1885. Por outro lado, Romero não destaca nenhum poeta em particular, à exceção de João Sant’Anna de Maria, o que leva a crer que estas publicações incipientes ainda não haviam atingido o padrão que imortalizaria o gênero na memória popular e na cultura brasileira.

A travessia fatalmente seria feita. E, num Nordeste com forte presença do imaginário da Idade Média, dominado pelo misticismo e por crenças impregnadas do ideário cavaleiresco, em especial da gesta de Carlos Magno, foi Leandro Gomes de Barros, poeta paraibano radicado no velho Recife, o herói desbravador da seara do cordel e o modelo a ser seguido por todos os poetas do gênero. São dele alguns dos maiores clássicos do cordel: Juvenal e o dragão, O cachorro dos mortos, História da Donzela Teodora, Os sofrimentos de Alzira, Peleja de Manoel Riachão com o Diabo, O cavalo que defecava dinheiro etc. A partir da gesta de Carlos Magno, Leandro escreveu A batalha de Oliveiros com Ferrabrás A prisão de Oliveiros. Obras que já ultrapassaram com folga a casa dos milhões de exemplares vendidos, e são reeditadas há mais de cem anos, ininterruptamente, fazendo de seu autor o mais importante criador da poesia popular brasileira. 


Leandro teve — e tem — muitos seguidores. João Martins de Athayde, seu sucessor, é o mais conhecido e controverso deles. Admirador de Leandro, criou uma peleja fictícia com o ídolo, mesmo antes de conhecê-lo. Depois da morte do grande poeta, comprou junto à viúva deste, Dona Venustiniana Eulália de Barros, os direitos de publicação de sua obra. Com o tempo, passou a suprimir a informação sobre a autoria de Leandro das capas dos folhetos e, não satisfeito, passou a assinar os títulos como se fossem de sua lavra. Athayde, paraibano de Ingá do Bacamarte, se estabeleceu no Recife, onde criou um importante parque gráfico. Publicou os principais autores de seu tempo, entre eles, José Camelo de Melo Resende, João Melchíades Ferreira da Silva, Silvino Pirauá de Lima, José Pacheco da Rocha, Pacífico Pacato Cordeiro Manso e até mesmo o desafeto Francisco das Chagas Batista, que fora o grande amigo de Leandro. Estes e mais alguns outros, hoje pouco lembrados, são a geração primeira do cordel, os patriarcas, todos nascidos em meados ou nas últimas décadas do século XIX.

O trabalho dos patriarcas irrigou o terreno da poesia popular e ensejou o surgimento de uma importante geração de autores nas primeiras décadas do século XX: o pernambucano João Ferreira de Lima, autor deProezas de João Grilo e da História de Mariquinha e José de Souza Leão, é um exemplo. Foi a Paraíba, no entanto, o berço dos autores de maior brilho: Manoel D’Almeida Filho, Joaquim Batista de Sena, Manoel Camilo dos Santos, Cícero Vieira da Silva, Natanael de Lima, Apolônio Alves dos Santos, entre outros. Todos nascidos no interior e estabelecidos, por força da necessidade, em grandes centros, onde conciliavam a atividade de criadores de versos populares com a luta pela sobrevivência. Uma exceção é Delarme Monteiro da Silva. Nascido em Recife, foi ajudante na tipografia de João Martins de Athayde. Frequentador dos cinemas da capital pernambucana, buscou nos filmes e nos livros inspiração para seus romances de enredo impactante e fluência notável.

Vinculados às tipografias tradicionais, os autores de cordel, quase sempre, abriam mão de suas obras por preços irrisórios ou em troca de exemplares editados dos livrinhos cedidos definitivamente aos editores-proprietários. Na maioria dos folhetos sequer constava o nome do autor na capa. Quando muito, aparecia uma referência em acróstico, ficando para o leitor a tarefa de identificá-lo. Até hoje, em trabalhos acadêmicos, muitos títulos clássicos do cordel brasileiro são atribuídos ao editor-proprietário.

Paraíba e Pernambuco eram, até a primeira metade do século XX, os centros da produção cordelística no Nordeste. Os outros estados nordestinos eram a periferia. Isso começa a mudar com a chegada do alagoano Rodolfo Coelho Cavalcante à Bahia. Instalado em Salvador, esse poeta, que também foi uma grande liderança, fez do Mercado Modelo um centro difusor da lira popular. No interior do estado, percorrendo várias cidades, o poeta, xilógrafo e impressor Minelvino Francisco Silva semeava poesia desde Itabuna, no sudoeste baiano, até o norte de Minas Gerais.

Essa geração, responsável pela consolidação do cordel, e a seguinte, que tem entre seus expoentes poetas do calibre de Cícero Vieira da Silva, José João dos Santos (Azulão), Eneias Tavares e João Firmino Cabral, sofreram com as sucessivas crises econômicas, cujas consequências não cabe aqui discutir, e com a falta de renovação, o que levou alguns estudiosos com tendências paternalistas a apregoarem, no fim dos anos 1980, a morte da literatura de cordel. 

Mas o cordel, felizmente, não morreu. E ressurgiu forte, na última década do século XX, graças a uma nova geração que soube preservar a temática tradicional, ao mesmo tempo que, aceitando novos desafios, incorporou a poesia popular à literatura infantil e juvenil, levando-a para a sala de aula. Dessa geração, a atual, fazem parte Antônio Carlos da Silva, o Rouxinol do Rinaré, Klévisson Viana, Nezite Alencar, Arievaldo Viana, Antônio Barreto, Moreira de Acopiara, Fábio Sombra, Varneci Nascimento, Dideus Sales, João Gomes de Sá, Arlene Holanda e o autor deste livro, Marco Haurélio. Com a devida vênia da geração anterior, com que aprendemos muito, composta por nomes como João Firmino Cabral, Mestre Azulão e Manoel Monteiro.

E o desafio dessa geração, a nova, a nossa geração, é levar o cordel a todos os públicos, sem desprezar a tradição, a coluna em que essa arte se sustenta, mas também sem fugir às lutas impostas pelos novos tempos. É preciso, também, buscar uma nova definição para esse gênero, para além dos estereótipos e das significações restritivas dos que, sob o pretexto de defendê-lo, quase o mataram.

É o que proponho neste livro. 

Do livro: Marco Haurélio. Literatura de Cordel: do sertão à sala de aula. São Paulo, Paulus, 2013

Fonte: Site Vermelho.org

POETA ANTONIO BARRETO LANÇA O LIVRO "BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL E OUTROS CORDÉIS" - SALVADOR


Fundação Pedro Calmon/SecultBA, juntamente com a Quarteto Editora, tem o prazer de convidar a todos para o evento de lançamento do novo livro do cordelista baiano Antonio Barreto.   

Big Brother Brasil, um programa imbecil e outros cordéis não é apenas mais uma reunião de folhetos, por diversas razões: primeiramente por se tratar de uma belíssima edição. AQuarteto Editora procurou dar aos textos do autor um tratamento editorial luxuoso, o que reitera a importância do gênero como referência cultural.

Esse não é mais um lançamento de folhetos de cordel também porque Barreto não é apenas mais um cordelista. O poeta de Santa Bárbara, mais que denunciar e satirizar as dores do dia-a-dia, consegue fazê-lo com muita reverência às metrificações que regem e caracterizam o gênero, recuperando, assim, uma tradição trovadoresca rigorosa, ao tempo que cumpre tudo isso com muito frescor e vitalidade.

O início da noite do dia 16 de maio promete ser muito descontraído  não apenas pelo livro que é lançado, mas porque será  animado pela música do Grupo Tapuia, que traz a fina flor do cancioneiro nordestino para alegrar o evento.

Big Brother Brasil, um programa imbecil e outros cordéis (FPC/ Quarteto Editora, 2013) é o volume 5 da Coleção Estante de Bolso e chega para ratificar a importância do texto alegre e irreverente na formação do leitor.

Compareça e leve a família!

Reproduzido de: Leituraelivro.blogspot.com 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Poesia Portão Cultural tem Roda de Leitura e mostra sobre cordel - CURITIBA (PR)


(foto: Divulgação)
Redação Bem Paraná com assessoria
A literatura de cordel chegou ao Brasil no século 18 e tornou-se popular principalmente na Região Nordeste do Brasil
A literatura de cordel, que é a poesia popular impressa e divulgada em folhetos ilustrados com a técnica de xilogravura, bastante conhecida no nordeste brasileiro, ganha destaque em espaços do Portão Cultural, com Roda de Leitura e a exposição “Xilogravuras e Cordéis”. As sessões gratuitas da Roda de Leitura acontecem às 9h e às 14h de terça e quinta (14 e 16) e às 10h de sábado (18), na Casa da Leitura Wilson Bueno. Na Sala Célia Neves Lazzarotto do MuMA – Museu Municipal de Arte, pode ser apreciada até o dia 30 de junho de 2013 a mostra que reúne mais de uma centena de xilogravuras e folhetos de cordéis, pertencentes à coleção Poty Lazzarotto.

Nascida em Portugal, a literatura de cordel recebeu esse nome em razão de ser exposta ao povo amarrada em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas. Os textos são ilustrados com imagens obtidas na técnica da xilogravura, na qual os desenhos são gravados na madeira para posterior reprodução.

A literatura de cordel chegou ao Brasil no século 18 e tornou-se popular principalmente na Região Nordeste do Brasil, porém a tradição do barbante não se manteve. Atualmente, os pequenos livros – geralmente de baixo custo e vendidos pelos próprios autores – podem ser encontrados em lonas ou malas expostas em feiras.

Centrados na importância da manifestação artística popular da literatura de cordel, os mediadores da Roda de Leitura – Emanuele Assini, João Henrique Morais e Lucas Buchile – desenvolverão os trabalhos em três etapas: a leitura musicada do texto de cordel, o momento de conversa sobre as impressões do texto e as imagens da obra abordada e a produção de uma imagem por meio da técnica de gravura, utilizando materiais alternativos, com recortes e colagens. Destinada a crianças com idade a partir de oito anos, cada sessão de Roda de Leitura terá duração de duas horas, oferecendo 30 vagas. A participação é gratuita.

Acervo – A exposição “Xilogravuras e Cordéis”, que toma conta da Sala Célia Neves Lazzarotto do MuMA – Museu Municipal de Arte, coloca ao alcance do público mais de uma centena de xilogravuras e folhetos de cordéis, pertencentes à coleção Poty Lazzarotto. Produção típica do Nordeste, em especial nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará, a literatura de cordel, que se utiliza da xilogravura para ilustrar os textos, hoje também está presente em outras regiões, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

A xilogravura é uma linguagem gráfica milenar, incisiva e simples. No Brasil é ligada de maneira peculiar à tradição dos cordelistas. Nesta exposição é possível contemplar parte da produção de artistas brasileiros que utilizam a técnica da xilogravura como meio de expressão, enriquecendo a estética da arte brasileira, em especial da arte popular nordestina.Podem ser conferidos trabalhos de artistas como Mestre Noza, João Martins de Athayde, Antônio Batista, José Costa Leite, Dila, Manoel Apolinário, J.Borges, Ciro Fernandes, Hamurabi Batista, Damásio Paulo, Delarme Monteiro Silva, entre outros que são ligados particularmente à estética do cordel. Também integram a mostra obras dos artistas Newton Cavalcanti, Calasans Neto, Emanoel Araújo, Marcelo Grassmann, Hansen Bahia, nos quais se verificam temas relacionados à vida do povo do Nordeste brasileiro, além de criações de Oswaldo Goeldi, que foi um dos precursores na utilização da linguagem da xilogravura no Brasil.

Serviço:
Local: Casa da Leitura Wilson Bueno

Endereço: Portão Cultural – Av. República Argentina, 3.430 – Portão

Data e horários: dias 14 e 16 de maio de 2013 (terça e quinta), às 9h e às 14h; e dia 18 de maio de 2013 (sábado), às 10h.
Preço: Entrada franca.

Reprodução do Site: Bem Paraná

Alunos de escolas municipais participam de Curso de Literatura de Cordel - Teresina



Alunos do curso de cordel. Curso acontece até o dia 17 de maio.
Os alunos da Escola Municipal Elias Ximenes do Prado Júnior participam do Curso de Literatura de Cordel promovido pelo SESC, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semec).
O curso teve início na última segunda-feira (06) e segue até o dia 17, contemplando 35 alunos do 5º ano da escola. As aulas são realizadas na sala de leitura. ‘Redescobrindo o Cordel’ é o tema abordado pelo jornalista e poeta Pedro Mendes Ribeiro, ministrante das aulas, que permite aos alunos entrarem em contato com a cultura popular de forma criativa, estimulando-os a refletir sobre a linguagem oral e escrita e despertando neles o gosto e o prazer pela leitura e escrita.
Pedro Ribeiro conta que o curso de Cordel, além de preparar os alunos para a vida, é uma excelente oportunidade para que as crianças entrem em contato com um estilo literário bem diferente. “Trabalhamos a construção de rimas perfeitas, que fazem com a criança aguce o raciocínio e a torna mais apta a construir frases coesas e versos bem elaborados”, explica.
No decorrer das aulas, os alunos irão conhecer mais sobre o cordel e escrever versos, criando intimidade com sílaba tônica, separação silábica, construção de rimas e formação de pequenos versos.
Para a aluna Maria Clara da Silva, que demonstra grande atenção e concentração ao participar do curso, essa é uma oportunidade única, que ajuda a conhecer em cada aluno o lado poético e o seu lado de escritor, “Acho que vamos todos sair daqui poetas”, destaca Maria Clara.
Durante o período do curso, os professores também terão momentos com o ministrante para discutirem neurolinguística. Os docentes estão satisfeitos com o desenvolvimento do aprendizado dos alunos que passaram a frequentar o curso. “Acho que os alunos aprendem a ser mais criativos, espontâneos e, de forma simples, entram em contato com a leitura e a escrita", declara Maria José, professora da escola.
Para a diretora Maria de Fátima Feitosa é bastante visível o entusiasmo das crianças logo no primeiro dia do curso. “Os alunos demonstram interesse em participar, sempre fazem perguntas e ficam abismados com os versos feitos de forma repentina. Essa atitude revela o quanto o conteúdo a ser trabalhado em sala de aula precisa ter significado e está bem próximo da realidade dos alunos, o que é notável no cordel”, afirma Maria de Fátima.
No encerramento, que acontece dia 17, será realizada apresentação de cordel com os repentistas profissionais e leitura de trabalhos feitos pelos alunos, como os versos com quadra, sextilha, para toda a comunidade.

Fonte: Site 24 Horas Piauí

terça-feira, 14 de maio de 2013

LITERATURA DE CORDEL É TEMA DE SEMINÁRIO EM IRECÊ - (UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA)


POPULAR – Literatura de cordel é tema de seminário em Irecê
 - Literatura de Cordel: A Arte Cultural Popular em Múltiplas Linguagens no Território de Irecê é o nome do seminário que objetiva resgatar o interesse da comunidade acadêmica e das cidades que compõem o Território de Irecê sobre a manifestação cultural do cordel, gênero literário típico do Nordeste brasileiro. Trazendo à pauta esta expressão popular que se origina dos relatos orais e se imprime em folhetos repletos de rimas e xilogravuras, o evento apresenta a alunos e professores do Campus XVI da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) um vasto universo de temas de pesquisa no campo das Letras. Desta maneira, explorando diversidades, significados e relações com a contemporaneidade, pretende-se aproximar a universidade da realidade artística da região e desta produção literária que representa o trabalho de poetas que se espalham por toda a Bahia.
  • Campus XVI da UNEB (Irecê)
  • 74 3641-1862 | sandrogoliver@hotmail.com
  • 22/5 a 24/5; Inscrições até 15/5
  • Grátis
  • UNEB
  • http://www.unebirece.org
  • FONTE/REPRODUÇÃO: SITE AGENDA CULTURAL BA

Literatura de Cordel é destaque na Culturando - SESC CE


A página Culturando desta quinta (9) traz em destaque a literatura de cordel, linguagem utilizada no projeto “Sesc Cordel vai à escola”, que beneficia alunos de escolas públicas da Região do Cariri.

A literatura de cordel como recurso para a educação é tema também da Coluna Opinião, assinada pelas bibliotecárias Deusimária Dantas e Andréa Duarte, do projeto “Sesc Cordel vai à escola”.
Você confere ainda matéria sobre o espetáculo “Fabulosa”, que traz ao palco uma reflexão sobre o bullying entre crianças. O espetáculo está em cartaz no Teatro Sesc Senac Iracema nos dias 12, 19 e 26 de maio.
A coluna “Vem por ai” traz a programação de projetos desenvolvidos nas Unidades do Sesc Ceará.
Culturando

Fonte: Site SESC CE

segunda-feira, 13 de maio de 2013

João Rodrigues dá Oficina de Cordel a Professores de Reriutaba - CE


No último dia 30 de abril, terça-feira, o Cordel avançou mais um passo em Reriutaba.
A convite da Coordenadora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II das Escolas Municipais de Reriutaba, Janielle Furtado, João Rodrigues deu uma Oficina de Cordel aos Professores deste segmento.
Apesar da forte chuva que caiu a partir do meio-dia de terça-feira, quase 20 professores compareceram.
A sala estava decorada com cordéis pendurados, cartazes, mesa coberta com chita e mais cordéis e outros livros referente ao assunto estavam sobre uma faixa de chita no chão.
A Oficina foi dividida em duas etapas: na primeira, a parte teórica do Cordel; na segunda, veio a parte prática, quando os professores, divididos em grupos, produziram suas estrofes e declamaram, para o deleite dos participantes. Músicas e vídeos também foram inseridas na Oficina.
De lá, os professores saíram entendendo as principais regras do Cordel: rima, métrica e oração. Tiveram também várias dicas de como trabalhar o Cordel em sala de aula -  a principal razão da Oficina.
No final, João Rodrigues mostrou como montar um folheto de 8 páginas no Word, para que os professores montem, com os alunos, seus próprios cordéis em sala de aula.
A Oficina começou às 13:45h e terminou às 17:00h.




Fonte: Blog do Riacho

domingo, 12 de maio de 2013

Campanha da PUC-Rio inspirada no cordel

No dia 16 de abril, a DBD – Divisão de Bibliotecas e Documentação da PUC-Rio, iniciou uma campanha de preservação do seu acervo.


A campanha foi inspirada na Literatura de Cordel e foi chamada “Cordel da Preservação nas Bibliotecas da PUC-Rio”.

O Lançamento da campanha contou com a presença do presidente da ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva que discorreu sobre a preservação do livro e sobre a história do cordel. Contou também com os cordelistas e repentistas, Zé Maria de Fortaleza e Tião Simpatia que fizeram ótima apresentação fazendo repente sobre o mesmo tema.

A palestra foi rica em informações, saí de lá bem mais informada sobre como manusear corretamente um livro para que este não chegue à degradação.

Zé Maria de Fortaleza e Dalinha Catunda
Dalinha Catunda e Gonçalo Ferreira
Tião Simpatia e Dalinha Catuunda

Texto de Dalinha Catunda fotos de Erinalda Villenave.

Fonte: Blog Cordel de Saia

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Casa de José Américo inicia processamento do acervo de Cordel–João Pessoa (PB)

O projeto "Acervo Inicial de Literatura de Cordel Leandro Gomes de Barros", desenvolvido pela Fundação Casa de José Américo, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, encontra-se no final da quarta etapa, que corresponde ao processamento técnico do acervo adquirido. O projeto tem o objetivo de formar um acervo especializado em literatura de cordel e obras literárias afins, para preservar a memória da cultura popular regional e disponibilizá-lo ao público.

Elaborado pela equipe da Biblioteca Dumerval Trigueiro Mendes e do Departamento de Pesquisa, ambos setores da Fundação Casa de José Américo, o projeto foi iniciado em julho do ano passado e está sendo desenvolvido em cinco etapas sucessivas: pesquisa, seleção, aquisição, processamento técnico e elaboração de um catálogo.

A etapa atual, que é o processamento técnico, é a parte da indexação ou identificação do assunto dos folhetos. A coordenadora do projeto e diretora da Biblioteca Dumerval Trigueiro Mendes, Nadígila Camilo, explicou que ela é realizada através da leitura textual para definir o assunto de cada folheto. Os folhetos adquiridos se encontram em variados formatos, tanto nos tradicionais, como também, em forma de revista em quadrinhos, livros de literatura infantil, para o incentivo do hábito de leitura.

Nadígila explicou que o formato de livro é usado como instrumento pedagógico no ensino de várias disciplinas: Português, História, Geografia e outras. Acrescentou que como objeto de estudo científico, o cordel vem sendo pesquisado nas diversas áreas do conhecimento. Segundo ela, até agora já foram processados tecnicamente 3.048 folhetos e catalogados 554 autores das diversas regiões do Brasil. Foram adquiridos folhetos antigos considerados clássicos e raros e também de novos autores.

Paralelamente, a equipe de execução elabora um catálogo para divulgar todo o acervo adquirido através do projeto. O material vai indicar uma dimensão da produção de cada cordelista. Através da realização deste projeto, a Fundação Casa de José Américo pretende recuperar os folhetos de cordel existentes e captar obras que tratam sobre o assunto, organizando-os para guarda permanente, com o objetivo de preservar, divulgar e disponibilizar para a pesquisa e estudos científicos.

O projeto recebe assessoria científica da professora e pesquisadora do Departamento de Ciência da Informacao da Universidade Federal da Paraíba, Beth Baltar, que desenvolveu um sistema de classificação baseada na semântica discursiva para indexação de folhetos de cordel, objetivando a minimização da subjetividade na recuperação da informação. O sistema está sendo aplicado na indexação dos folhetos que constituem o Acervo de Cordel.

O Acervo de Cordel é organizado na Biblioteca Durmeval Trigueiro Mendes, unidade de informação que integra a Fundação Casa de José Américo. Nadígila informou que os cordelistas podem fazer a doação de exemplares.

Leandro Gomes de Barros - A escolha do nome do projeto é uma homenagem ao cordelista paraibano Leandro Gomes de Barros, pioneiro na Literatura de Cordel, no formato impresso. No contexto da História da Cultura Nordestina, é considerado o patrono da literatura popular em verso.

Paraibano de Pombal, ele nasceu em 19 de novembro de 1865, foi o primeiro a publicar, editar e vender seus folhetos. Uma das características marcantes é que seus impressos tratam de uma grande diversidade de temas universais que abordam assuntos variados, desde a descrição da vida nordestina de sua época, reclamações sobre o governo, crítica à carestia, às guerras e ao desregramento da sociedade, sempre em tom de sátira e ironia. Leandro faleceu no Recife, no dia 4 de março de 1918.

Fonte: Site Governo PB Jus Brasil

Imagem: Blog Cultura Nordestina

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Projeto "Cordel Vôvó Legal" produzirá livretos em literatura de cordel sobre fatos históricos do município de Cariré (CE)


FOTOS/Divulgação/CRAS SEDE




Projeto "Cordel Vôvó Legal" vem promovendo em conjunto com as equipes das localidades contempladas, algumas "rodas de conversas" bem interessantes, com o objetivo de continuar a realizar a produção textual com os idosos, enfocando fatos históricos de cada uma delas, utilizando alguns versos de quatro estrofes. 


Os participantes do projeto pertencem aos grupos da Terceira Idade Cidadã de Anil, Arariús, Jucá, Juré e da Sede, os quais são mantidos pela Prefeitura Municipal de Cariré, através da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), em sintonia com os CRAS da Sede e Zona Rural de Anil.
FOTOS:Vicente J.Rodrigues / Cariré em Revista

Flávio Braga Martins
"Com a finalidade de facilitar a sondagem dos assuntos referentes às pesquisas históricas,  os idosos ficaram divididos em equipes, levando-se em conta que alguns deles têm dificuldades em ler e escrever. O importante é que os membros do Projeto "Cordel Vôvó Legal" se mostraram bem interessados com as produções textuais, incluindo as entrevistas e palestras relacionadas às temáticas", segundo nos informou Flávio Braga Martins, articulador do Projeto "Cordel Vôvó Legal".

Segundo informações de Flávio Braga Martins, que também é coordenador do CRAS da Sede, "após a conclusão das palestras, entrevistas e produções textuais, serão publicados livretos em forma de literatura de cordel, contando as histórias das localidades pesquisadas pelas equipes da Terceira Idade Cidadã.

Fonte: Blog Cariré em Revista