CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

MEU SERTÃO PARTICULAR


Por Manoel Belizario

O meu sertão não é esse,
O do Funk Ostentação.
Em meu sertão quem impera
É Luiz, Rei do Baião.
Em meu torrão legendário
Por eu ser o proprietário
Tomo esta decisão:


Não toca forró de plástico
Nos festejos de São João.
Essa ondinha de Didjeis
Não combina com o Sertão.
A regra sou eu quem diz
Só o forró de raiz
É furunfado em meu chão.

Meu sertão particular
Desprovi de amargura.
Ninguém nele é dependente,
Escravo de prefeitura.
O prefeito é voluntário.
Para receber salário
Trabalha na lida dura.

Medicina em meu sertão
SÓ POSSUI DOUTOR CUBANO
Seres que nos tratam como
Se deve agir com um humano.
Os doutores elitistas
Sumam-se de minhas vistas.
Meu lugar não é tirano.

Expulsei de meu sertão,
Por falar em tirania,
Tamanha alienação
Que ao pobre silencia.
Sertanejo junto a nós
Ganhou vez e hoje tem voz
E até promove anarquia.

Dizem que sou Lampião
Outros que sou Conselheiro.
Promovo libertação
Meu sertão é verdadeiro.
Se quiser nele morar
Corra logo para cá
Não chegue por derradeiro.


Imagem I  pt.wikipedia.org; Imagem II;cultmagazine.com.br
Imagem III;obarbeiro.com.br;Imagem IV www.dana2.com.br

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