CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

OUÇA E CANTE A “CANÇÃO DA FLORESTA”

Composição: Sebastião Dias

Intérprete (?) (Ajude-nos indicando o nome)

 

(UM DOS MAIS BELAS POEMAS,

DIGO COM TODA CERTEZA,

FEITOS POR UM "EU POETA"

EM PROL DA MÃE NATUREZA.

Manoel Belizario)

 

Tombam árvores, morrem índios
Queimam matas, ninguém vê
Que o futuro está perdido
Uma sombra e não vai ter
Pensem em Deus, alertem o mundo
Pra floresta não morrer

Devastação é um monstro
Que a natureza atropela
Essas manchas de queimadas
Que hoje vemos sobre ela
São feridas que os homens
Fizeram no corpo dela

REF: Use as mãos, mude uma planta
Regue o chão, faça um pomar
Ouça a voz do passarinho
A floresta quer chorar
A natureza está pedindo
Pra ninguém lhe assassinar

Quando os cedros vão tombando
Dão até a impressão
Que os estalos são gemidos
Implorando compaixão
As mãos do homem malvado
Desmatou sem precisão

Mas quando Deus sentir falta
Do pau que já foi cortado
O homem talvez procure
Por a culpa no machado
Ai Deus vai perguntar :
"E por quem foi amolado ?"

Fauna e flora valem mais
Do valor que o ouro tem
A natureza é selvagem
Mas não ofende ninguém
Ela é a mãe dos seres vivos
Precisa viver também

Ouça os índios, limpem os rios
Façam a Deus esse favor
Floresta é palco de ave
Museu de sonho e de flor
Vamos cuidar com carinho
Do que Deus fez com amor

Fauna e flora valem mais
Do valor que o ouro tem
A natureza é selvagem
Mas não ofende ninguém
Ela é a mãe dos seres vivos
Precisa viver também

Ouça os índios, limpem os rios
Façam a Deus esse favor
Floresta é palco de ave
Museu de sonho e de flor
Vamos cuidar com carinho
Do que Deus fez com amor

domingo, 25 de julho de 2010

CORDEL: TOM E MACICLEY: UMA HISTÓRIA DE AMOR

No dia 25 de junho de 2010 os amigos Tom e Macicley trocaram alianças de noivado. Tom tinha me pedido já há algum tempo um cordel que relatasse desde o início do namoro até aquele momento. Fiz uns versos e coloquei tudo num livreto de cordel. A ornamentação do ambiente foi toda em estilo sertanejo com sanfona, ferro de engomar em brasa, folhetos de cordel e etc. Tudo muito bonito. Pedi ao casal para compartilhar o cordel deles com vocês e eles me deram aval. Leiam e se gostarem podem deixar um comentário.

TOM E MACICLEY FOTO

Falar de coisas bonitas
Com poesia e calor
Quase sempre emociona
Quem ouve, o receptor.
Principalmente se o tema
Está voltado pro amor.

Como a história a seguir
Que me proponho a narrar
A qual envolve um casal
Craque na arte de amar.
Namoraram oito anos
E agora eles vão noivar.

A história deste amor
Tem início em dois mil
E dois quando Marcicley
Em Timbaúba surgiu
Numa festa de São João.
Foi ali que Tom a viu.

E iniciaram um namora
Na ‘fulô’ da mocidade.
Ele tinha dezessete.
Já ela tinha a idade
De 15 anos, porém
Morava em outra cidade.
Movidos pela paixão
E pelo amor lancinante
Decidiram namorar
Mesmo que fosse distante.
Ele só pensava nela
E ela nele a todo instante.

Voltando pra João Pessoa
Marcicley ficou surpresa.
Assim que entrou em casa
Encontrou por sobre a mesa
Uma carta que dizia
“Para a mais linda princesa”.

Abriu a carta em silêncio
Escondendo a emoção.
A carta dizia assim:
“Marcicley minha paixão
Sempre que penso em você
Bate forte o coração”.

“Nunca senti por ninguém
O que sinto por você.
A coisa melhor do mundo
Foi vir a te conhecer.
E agora que encontrei
Não quero mais te perder.”

E assim quase todo dia
Chegava correspondência
Na casa de Marcicley.
Ia compensando a ausência.
Até que um dia Tom disse:
Acabou-se a paciência.

Foi aonde estava o pai
E disse: “meu pai eu sei
Que eu vou contrariá-lo,
Porém hoje a maior lei
Que rege meu coração
É chamada Marcicley”.

“Digo isso, meu bom pai,
Porque estou indo agora
Embora pra João Pessoa.
A cidade onde ela mora.
Se não for sei que enlouqueço
Penso nela toda hora”.

O pai ficou revoltado
Disse: “Tom, como é que é?
E os cursos do CEFET
E da UFPE?
Tom respondeu: “deixo tudo
Pelo amor desta mulher.”

“Vou morar em João Pessoa
A tão verde capital
Lá não ficarei parado
Fiz vestibular no qual
Passei. Então vou cursar
O Serviço Social.”

Ao dizer isto partiu
As terras paraibanas.
Chegando aqui o começo
Não foi fácil, mas quem ama
Supera a dificuldade
Numa luta quase insana.

Marcicley sentiu no peito
A maior felicidade
Porque agora moravam
Ambos na mesma cidade.
Tom também sentia o mesmo
Como reciprocidade.

Com a chegada de Tom
O amor fica mais intenso
Mais profundo, firme e forte.
Transforma-se em mar imenso.
A presença dela aplaina
Qualquer sentimento denso.

Hoje é data especial
Deste amor relatado.
Veio a paquera, o namoro
E agora vem o noivado
Mais uma fase importante
Pra um casal apaixonado.

Todos ficamos felizes
Vendo o amor se fazer
Concreto em duas vidas
Entrelaçadas porque
Quem rega a planta do amor
Bons frutos irá colher.

Com o noivado se fecha
Mais um ciclo cujo som
Nas vozes dos convidados
Soam Marcicley e Tom
Como dois protagonistas
Do amor sincero e bom.

E nós como expectadores
Deste romance real
Pedimos a Deus que sempre
Abençoe este casal
Dando a ele compreensão,
Paz, saúde e a direção
Da união ideal.

Imagem cedida pelo casal

sexta-feira, 23 de julho de 2010

CORDEL: O CASO ELIZA SAMÚDIO E O MACHISMO TOTAL

                         Autora: Salete Maria

O caso Eliza Samudio
Que tem chocado o Brasil
Emerge como prelúdio
De um grande desafio:
Exortar nossa Justiça
Pra deixar de ser omissa
Ante o machismo tão vil!

Trata-se de um momento
De grande reflexão
Pois não basta só lamento
Ou alguma oração
É hora de provocar
Propondo um outro olhar
Sobre processo e ação

Saiu na televisão
Rádio, internet e jornal
Notícia em primeira mão
Toda manchete é igual:
Ex-amante de goleiro
(Aquele cheio de dinheiro!)
Sumiu sem deixar sinal

Muita especulação
- discurso de autoridade-
Uns dizem que é armação
Outros dizem que é verdade
Polícia e delegacia
Justiça e promotoria:
Fogueira de vaidades!

Mei-mundo de advogados
Investigação global
Cada um no seu quadrado
Falando em todo canal
Subjacente a tudo
Um peixe muito graúdo:
Androcentrismo total!

A mídia fala em Bruno
Eliza e gravidez
Flamengo, orgia e fumo
-esta é a bola da vez!-
Tem muito 'especialista'
Em busca de alguma pista
Pra ser o herói do mês

E a história se repetindo
Mudando apenas o nome
Outra mulher sucumbindo
Sob ameaça dum homem
Uma vida abreviada
Cuja morte anunciada
A estatística consome

Assim é a violência
Lançada sobre a mulher
Ela pede providência
E cara faz o que quer
Mas a Justiça, que é lerda,
Machista, 'fazendo merda'
Vem com papo de mané

E oito meses depois
Da 'denúncia' inicial
Que é o feijão com arroz
Do distinto tribunal
Nadica de nada existe
Mas autoridade insiste
Que isto, sim, é normal:

“A culpa é do Instituto
Que não mandou o exame”
- isto soa como insulto
e daqueles mais infame-
Não era caso de urgência?
-tenha santa paciência!-
Para que serve um ditame?

A moça buscou amparo
Na Justiça do país
Agiu correto, é claro
E esperou do juiz
O tal reconhecimento
Sobre o pai do seu rebento
Tendo a vida por um triz

Também fez comunicado
Ao campo policial
Dizendo que o namorado
Praticou crimes e tal
Buscou as vias legais
Enfrentou feras reais
Terá sido este o seu mal?

Mesmo com a delegacia
Dita especializada
E com toda a apologia
De uma Lei avançada
Faltou ter a ruptura
Com aquela velha cultura
De que a mulher é culpada

E o cumprimento legal
No caso, muito importante
Seria mais um arsenal
Para enfrentar o gigante
Mudar a mentalidade
De nossas autoridades
É fator preponderante

E para que isto ocorra
Entre outra alternativa
Antes que mais uma morra
E o caso fique à deriva
É preciso compreender
Que Justiça é pra fazer
Enquanto a mulher tá viva!

Sei que nada justifica
Que haja tanta demora
E enquanto o caso complica
A vítima 'já foi embora'
Sem medida protetiva!
Sequer prisão preventiva!
Quanta inoperância aflora!

Se o exame era necessário
À elucidação do crime
O Estado-perdulário
Neste campo fez regime
Ficando no empurra empurra
No velho: ''mulher é burra,
e joga no outro time”

Todo crime tem problemas
De toda diversidade
Assim como há esquemas
Também há dificuldades
Mas pra mim é evidente
Que o machismo presente
Premia a impunidade

Machismo compartilhado
Por gente de toda cor
Do goleiro ao empregado
Do primo ao executor
Autoridades também
Implicitamente têm
Um machismo inspirador

Cada 'doutor' se expressa
Centrado no garanhão
É o mote da conversa:
Fama, grana e traição
Ao se referir a ela
Falam da menina bela
Que fez filme de tesão

Falta a compreensão
Da questão relacional
Gênero, classe, profissão
Cor e status social
O processo é narrativa
Que emerge da saliva
Falocêntrica-legal

E ainda que alguns digam
“Oh, Eliza, coitadinha”
E suas doutrinas sigam
Desvendando pegadinhas
A escola dogmática
Do direito-matemática
Perpetua ladainhas

Processo judicial
Só serve para punir?
Havia tanto sinal...
Não dava pra prevenir?
E a tal ação civil?
Alimentos deferiu?
Para o bebê consumir?

É um momento de dor
Para a família dos dois
O caso é multifator
Não basta dar nome aos bois
A lógica policial
Cartesiana e formal
Festeja tudo depois

Por isso se faz urgente
Conjugar gênero e direito
Pois um trabalho decente
Que surta algum efeito
Não se limita a julgar
Mas também a estudar
O cerne do preconceito

Homens que matam mulheres
Em relações de poder
Isto tem se dado em série
Mas é preciso entender
Que subjaz ao evento
Um histórico comportamento
Que vai construindo o ser

A nossa sociedade
Apesar da evolução
Reproduz iniquidade
E também muita opressão
Homem que bate em mulher
- E “ninguém mete a colher” -
Sempre foi uma 'lição'

Aprendida por goleiros
Delegados, professores
Motoristas, marceneiros
Pedreiros e promotores
Garçons e malabaristas
Médicos e taxistas
Juízes e adestradores

Por isto em nossos dias
De conquistas sociais
De novas filosofias
Direitos especiais
Não podemos aceitar
Justiça só pra apurar
Crimes tão excepcionais

Que a Justiça também
Sirva para (se) educar
Chega deste nhém-nhém-nhém
Deste eterno blá-blá-blá
A Lei Maria da Penha
Existe pra que não tenha
Tanta morte a lamentar!!!

Texto: http://culturanordestina.blogspot.com/2010/07/o-caso-de-eliza-samudio-retratado-em.html

Imagem: http://meridiametal.com/marischmitz/wp-content/uploads/2010/03/machismo.png

terça-feira, 20 de julho de 2010

FESTA DAS NEVES 2010- PROGRAMAÇÃO SHOW DE BOLA

Ei pessoá quem quiser

Prestigiar festa dez,

Destas que parecem contos

Narrados por menestréis,

Siga no mês de agosto

Para o ponto de Cem Réis

 

Falo da Festa das Neves:

Barata, bonita e boa

Feita pela prefeitura

Da capital João Pessoa.

Abaixo, a programação.

Vamos lá. Não fique à toa.

 

PROGRAMAÇÃO DO PONTO DE CÉM RÉIS

30/07 (sexta-feira)

Luzinete

Caronas do Opala

Roberta Miranda

31/07 (sábado)

Kaká Santa Cruz

Lucas Sales

Beatles Abbey Road

01/08 (domingo)

João Linhares

Capim Cubano

Clube do Balanço

02/08 (segunda-feira)

Diana Miranda

Carlito

Nando Reis

03/08 (terça-feira)

Forró Zoar

Gracinha Teles

Nonatos

04/08 (quarta-feira)

Nayá

Unidade Móvel

Paralamas do Sucesso

05/08 (quinta-feira)

Léo Almeida

Omelete

Odair José

Fonte: http://www.fatospb.com.br/conteudo.php?id=3444

Imagem da internet

sábado, 17 de julho de 2010

CARTA DO PRIMO JUMENTO AO GOLEIRO BRUNO (verso II. Leia tb o verso I )

 

jumento1[1]

Bruno  você que ganhava
400 mil reais
Por mês e agora lascado
Vai apodrecer atrás
Das grades de uma cadeia.
Porque não pensou, rapaz.

Bruno você perdeu tudo
O que tinha de uma vez.
Teu filho quando crescer
Quando souber do que fez
Jamais vai te perdoar.
Apodreça no xadrez!

Bruno meu primo escute
O clamor deste parente:
Assuma o crime que fez.
Não dê uma de inocente.
Todo mundo sabe, primo
Que você é delinqüente.

Meu primo a casa caiu.
Aconselhe Macarrão.
Diga que conte a polícia
A verdadeira versão.
Assim vocês pelo menos
Diminuem esta tensão.

Diga ao Bola, o assassino,
Que entregue os restos mortais
De Elisa, porque meu primo
Ninguém não agüenta mais.
Meu primo quem sabe Deus
Te livra do Satanás.

Porque de Bangu eu sei
Que ninguém vai te livrar.
Nem você nem seus amigos,
Pois todos têm que pagar
Por toda a perversidade,
Primo, vocês vão penar.

Primo aí neste hotel,
Neste chalé em Bangu,
Em vez de comer lasanha
Sushi, salada, peru
Agora vai desfrutar
De feijão com ovo cru.

Eu prefiro meu capim
Porém prezo a liberdade.
Sou um jegue pobre, mas
Tenho muita dignidade.
Por onde passo me aplaudem
Por minha idoneidade.

Primo meu  então responda:
Qual dos dois é o jumento.
Eu por aqui no roçado,
Você por aí detento.
Eu com o meu nome limpo,
Você com o seu nojento?
(Fim)

Manoel Messias Belizario Neto

Imagens extraídas da internet

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CARTA DO PRIMO JUMENTO AO GOLEIRO BRUNO

VERSO I

CARTA JUMENTO

Bruno aqui quem vos fala
É um animal sedento
Pra lhe falar a verdade
Entalada ‘goela a dento’.
Goleiro do Fla sou eu
O seu priminho jumento.

Bruno sempre confundi
Tua origem de equinia.
Às vezes te achava jegue
Outras vezes pressentia
Que a alcunha de burro
Era a que melhor servia.

Bruno só porque o povo
Em Constância discrimina
Associando à burrice
A nossa etnia eqüina
Não deverias agir
Como este provérbio ensina.

Bruno por favor, meu primo.
Como é que um milionário
Abdica do bem bom
Agindo igual  otário
Matando a mãe do seu filho
Visando o pecuniário?

Se houve maracutaia
Por parte de Elisa ou não.
Primo não adiantava
Fugir da situação.
O mínimo a se fazer
Era pagar a pensão.

Meu primo você tem pedra
Em lugar de coração.
Um bebê recém-nascido
Abranda nossa emoção.
Só você não sentiu nada
Com a natureza do Cão.

Bruno meu primo te digo:
Tua burrice maior
Foi se juntar com amigos
De qualidade pior
Que esterco boiando n’água.
Isto só me causa dó.

Porém não sei se os piores
Eram tu ou teus amigos.
Acho que toda esta corja
Que se juntava contigo
Inclusive você, primo,
Patrocinava o perigo.

Ninguém em nossa família
Antes tinha cometido
Um crime bárbaro deste.
Nem ao menos parecido.
É uma pena, meu primo
Ver que se tornou bandido.

(CONTINUA…)

                    Manoel Messias Belizario Neto

Imagens extraídas da internet

terça-feira, 13 de julho de 2010

REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO

VERSO IV

polvo[1] 

Eu vou fazer minha parte
Que é contra o treinador
Do Brasil farei com que
Leve pouco jogador
Bom de bola. Isto ajuda
Ele a ser o perdedor.

Já vocês façam o seguinte,
Sigam os conselhos meus:
Cheguem perto do senhor,
Digam que os votos seus
Sobre a copa é que “a voz
Do povo é a voz de Deus”.

Assim os santos fizeram,
Porém um santinho novo
Fez uma inversão na fala
Ao invés de dizer povo
O danadinho falou
Foi mesmo a palavra polvo.

Por isso um polvo profeta
Deus fez logo aparecer.
O diabo hipnotizou
O polvo pra ele dizer
Somente quem o diabo
Desejasse vir vencer.

Já a parte do Brasil
O diabo acertou em cheio:
Dunga teimoso quenem
Uma mula num rodeio
Levou muito jogador
Ruim para o grande torneio.

Por isso que o Brasil
Jogou feio e muito mal
Perdendo a copa do mundo
Numa quarta de final.
Dunga serviu ao diabo
Por ter um gênio fatal.

Já Paul, o polvo profeta,
Somente por artimanha
Do Cão deixou para trás
Seu país, a Alemanha.
O Cão disse “esta é por Hitler
Me copiar na campanha”.

Já Holanda, disse o diabo,
Também não deve vencer
Porque copiaram a mim
Liberando tudo ao ser
Humano que agora quer
Ir pra lá quando morrer.

Então só sobra a Espanha
Para ser a vencedora.
Não porque ela mereça,
Mas por não ser portadora
De nenhuma desavença
Que a fizesse traidora

Na opinião do Diabo.
E assim vence o torneio.
O Brasil, este, coitado,
Jogou mal e jogou feio,
Até hoje se perguntam
A que foi que o Brasil veio?

Assim que Deus descobriu
A falcatrua do insano
Condenou o pobre polvo
A viver só mais dois anos
Por ele ter sido servo
Do anjo do desengano.

Então todo brasileiro,
Inclusive o Manoel
Belizario, desde já
Vai apelando ao céu
Que não escute o diabo.
Aquele infeliz incréu.

 

Ó céus, vem aí a copa
Próxima, no nosso Brasil.
Deixem os santos de fora.
O diabo e todo covil.
Pois só assim venceremos
E o hexa levantaremos
Com um time nota mil.

copa-2014-logo-fifa[1]

Manoel Messias Belizario Neto

FIM

Fonte imagem: Internet

segunda-feira, 12 de julho de 2010

REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO

diabo

VERSO III

O Cão entrou de fininho
Foi até São Gabriel
Que presidia a sessão
Num auditório do céu.
Gabriel disse o que diabo
Tu que aqui ‘Lucifel’.

O capeta disse eu ia
Ver se ganhava uma alma
Porém de longe escutei
Gritos, sorrisos, e palmas
Então decidi subir.
Vocês precisam de calma.

Deixe eu dar uma palavra,
Porque tenho a solução.
Gabriel deu o aval,
Mesmo com a reprovação
De São Pedro e São Miguel
Fazendo maior sermão.

O Cão disse: camaradas
Deixemos as diferenças
De lado neste momento
De copa não importa a crença
Nem cor nem religião.
Ouçam-me com paciência.

Todos sabemos que Deus
Tem o seu apadrinhado.
O Brasil porque tem mais
Católicos do seu lado.
Temos que traçar um plano
Para isto ser mudado.

Manoel Messias Belizario Neto

(continua)

(Imagens da Internet)

domingo, 11 de julho de 2010

REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO

ceu 

Verso II

Muitos santos concordaram
Com o apelo de Benedito.
Mas Frei Galvão disse assim:
O torneio é mais bonito
Quando o Brasil leva a taça.
É ou não é, Expedito?

Começa uma discussão
Parecendo o congresso
Ou senado brasileiro
Quando termina o recesso
Ou quando há interesses
No tramitar de um processo.

Teve um santo que pulou
Se eu fosse Deus, bem ligeiro,
Castigava o Brasil
Deixando-o em derradeiro
Para acabar com a história
Que Jesus é brasileiro.

Outra coisa o Brasil
Já foi campeão demais
É melhor outro país
Levar o troféu. Tomás
De Aquino diz parece
Uma obra do Satanás.

Quem deve ganhar é Itália
Disse isso e a confusão
Cresceu generalizada
Enquanto sorria o Cão
Espiando da janela
Aquela reunião.

Manoel Messias Belizario Neto

(continua) 

Imagens da internet

sábado, 10 de julho de 2010

REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO

VERSO I

 

Antes da copa do mundo
Houve um congresso no céu
Para decidir quem era
Que levaria o troféu.
Foi um anjo que contou
Tudo a este Manoel.

O primeiro a falar
Ali foi São Benedito
Que Disse: quem deverá
Levar o troféu predito
É alguém da bela nação
Negra. Ouçam o meu grito.

A África do Sul merece
Porque é acolhedora
Esbanja alegria e charme
Que a tornam merecedora.
É grande tributo à África
No passado, sofredora.

Vós que estais aqui presente
Minha razão não engana.
Que  vença qualquer nação
Desde que seja africana
Ficarei muito feliz
Se em primeiro for Gana.

Manoel Messias Belizario Neto

(continua) 

Fonte Imagem

http://globoesporte.globo.com/Esportes/foto/0,,15951738-EX,00.jpg