CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sábado, 17 de julho de 2010

CARTA DO PRIMO JUMENTO AO GOLEIRO BRUNO (verso II. Leia tb o verso I )

 

jumento1[1]

Bruno  você que ganhava
400 mil reais
Por mês e agora lascado
Vai apodrecer atrás
Das grades de uma cadeia.
Porque não pensou, rapaz.

Bruno você perdeu tudo
O que tinha de uma vez.
Teu filho quando crescer
Quando souber do que fez
Jamais vai te perdoar.
Apodreça no xadrez!

Bruno meu primo escute
O clamor deste parente:
Assuma o crime que fez.
Não dê uma de inocente.
Todo mundo sabe, primo
Que você é delinqüente.

Meu primo a casa caiu.
Aconselhe Macarrão.
Diga que conte a polícia
A verdadeira versão.
Assim vocês pelo menos
Diminuem esta tensão.

Diga ao Bola, o assassino,
Que entregue os restos mortais
De Elisa, porque meu primo
Ninguém não agüenta mais.
Meu primo quem sabe Deus
Te livra do Satanás.

Porque de Bangu eu sei
Que ninguém vai te livrar.
Nem você nem seus amigos,
Pois todos têm que pagar
Por toda a perversidade,
Primo, vocês vão penar.

Primo aí neste hotel,
Neste chalé em Bangu,
Em vez de comer lasanha
Sushi, salada, peru
Agora vai desfrutar
De feijão com ovo cru.

Eu prefiro meu capim
Porém prezo a liberdade.
Sou um jegue pobre, mas
Tenho muita dignidade.
Por onde passo me aplaudem
Por minha idoneidade.

Primo meu  então responda:
Qual dos dois é o jumento.
Eu por aqui no roçado,
Você por aí detento.
Eu com o meu nome limpo,
Você com o seu nojento?
(Fim)

Manoel Messias Belizario Neto

Imagens extraídas da internet

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