CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CARTA DO PRIMO JUMENTO AO GOLEIRO BRUNO

VERSO I

CARTA JUMENTO

Bruno aqui quem vos fala
É um animal sedento
Pra lhe falar a verdade
Entalada ‘goela a dento’.
Goleiro do Fla sou eu
O seu priminho jumento.

Bruno sempre confundi
Tua origem de equinia.
Às vezes te achava jegue
Outras vezes pressentia
Que a alcunha de burro
Era a que melhor servia.

Bruno só porque o povo
Em Constância discrimina
Associando à burrice
A nossa etnia eqüina
Não deverias agir
Como este provérbio ensina.

Bruno por favor, meu primo.
Como é que um milionário
Abdica do bem bom
Agindo igual  otário
Matando a mãe do seu filho
Visando o pecuniário?

Se houve maracutaia
Por parte de Elisa ou não.
Primo não adiantava
Fugir da situação.
O mínimo a se fazer
Era pagar a pensão.

Meu primo você tem pedra
Em lugar de coração.
Um bebê recém-nascido
Abranda nossa emoção.
Só você não sentiu nada
Com a natureza do Cão.

Bruno meu primo te digo:
Tua burrice maior
Foi se juntar com amigos
De qualidade pior
Que esterco boiando n’água.
Isto só me causa dó.

Porém não sei se os piores
Eram tu ou teus amigos.
Acho que toda esta corja
Que se juntava contigo
Inclusive você, primo,
Patrocinava o perigo.

Ninguém em nossa família
Antes tinha cometido
Um crime bárbaro deste.
Nem ao menos parecido.
É uma pena, meu primo
Ver que se tornou bandido.

(CONTINUA…)

                    Manoel Messias Belizario Neto

Imagens extraídas da internet

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