CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

domingo, 21 de março de 2010

O FISCAL E A LAGARTA

Leandro Gomes de Barros




Estava Um Dia Uma lagarta
Debaixo de hum pé de fumo
QUANDO vista Uma Levantou
Viu UM fiscal do consummo.
Disse Consigo Uma lagarta:
Hoje eu me desarrumo.

O fiscal perguntou logo
Insecto, o Que estás roendo?
A lagarta perguntou-LHE
Fiscal, Fazendo Que andas?
- Aperriando o commercio
Tudo Tomando e comendo.

Disse o Imposto fiscal n º:
O Governo me nomeia
A lagarta respondeu-LHE
Voce Precisa É Cadeia,
Para o traje Perder
De andar roubando de meia.

Disse o Governo: o fiscal
Não puderá se manter,
Sem procurar o Imposto
De Quem Comprar e vender,
Agricultor e Artista
Pagam Por dever justo.



- LC6087

Data: 1917
Coleção Digital: folhetos Raros - Poemas Completos

Fonte imagem: http://cordelsp.zip.net/images/lenadroGomes.jpg

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