CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



sexta-feira, 10 de maio de 2019

Literatura de cordel, repente e teatro enriquecem o São João de Todos em 2019 – São Luís

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Para Moizes Nobre, inclusão de novas categorias no São João é um momento especial (Foto: Arquivo Pessoal)
Mais de 400 artistas e grupos prometem animar os festejos do São João de Todos 2019, que neste ano acontece de 19 a 30 de junho nos arraiais oficiais do Ipem, Nauro Machado e Praça Maria Aragão, em São Luís. Também haverá apoio aos arraiais de bairros na capital e programação oficial em Imperatriz.
Além dos tradicionais grupos de Bumba Meu Boi e das manifestações próprias da cultura regional, este ano o edital de credenciamento das atrações artísticas incluiu novas categorias: o cordel, o repente e as artes cênicas. A ideia do edital 2019 foi ampliar a diversidade do São João maranhense.
A artista avalia que essa aproximação entre as expressões incorpora o que “nós temos de melhor” em um evento considerado por muitos como uma espécie de “cartão-postal do Maranhão”.
A pesquisadora lembra que o auto do Bumba Meu Boi por si só agrega gêneros artísticos distintos, como a dança e a performatividade teatral.
“Eu acho que é um ponto muito positivo: essa aproximação das linguagens. Mostrar o São João do Maranhão, incorporando o que nós temos de melhor, que é o nosso fazer, que é a nossa cultura”, destaca.
Reivindicação antiga
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Dayana Roberta diz que é vitória da classe artística (Foto: Arquivo Pessoal)
Mestra em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Dayana Roberta integra o Conselho Estadual de Cultura e explica que a inclusão das novas categorias atende a uma reivindicação antiga dos artistas maranhenses. Para ela, esse tipo de iniciativa aproxima “o fazer artístico da gestão pública”.
“A gestão deixa de ser só uma decisão de uma equipe, ela passa a ser uma ação participativa, uma ação de todos”, ressalta.
Quem também comemorou a novidade foi o ator, iluminador teatral, músico e cordelista Moizes Nobre. Nos palcos desde 1979, Moizes Nobre encara a inclusão do repente e do cordel no São João do Maranhão como um “momento ímpar” para os artistas destas categorias, especialmente os de São Luís, que têm como primeiro expoente o poeta cordelista Catulo da Paixão Cearense.
“A partir do momento que essa categoria passa a integrar o calendário oficial do São João do Maranhão, é um ganho muito grande para todos os repentistas e cordelistas do Estado. É muito importante estar na grade oficial da programação”, ressalta Moizes Nobre.
“Cordel mais forte”
Jornalista, poeta e compositor, Paulo Roberto Gomes Leite Vieira, ou Paulinho Nó Cego, como é mais conhecido, entrou em contato com a literatura de cordel ainda criança, no município de Pedreiras, sua terra natal. Autor de várias poesias em cordel, sempre com tom satírico e com crítica social, Nó Cego garantiu sua inscrição no edital e aguarda ansioso a oportunidade de apresentar suas rimas no São João.
“Eu achei que o Governo teve bons olhos quando incluiu o repente e a literatura de cordel no São João. Isso prova que o Cordel não morre. O cordel cada vez mais se fortalece como cultura”, frisa o poeta.
O São João do Maranhão é promovido pelo Governo do Maranhão em parceria com a prefeitura de São Luís. A programação oficial contará ainda com atrações em Imperatriz, além de apoios aos festejos tradicionais de diversos bairros da capital.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Inscrições abertas para oficinas de Cordel e Mini Livro para terceira idade (Fortaleza)

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Cordel, gênero de literatura popular bem característico do Nordeste brasileiro segue resistindo ao longo do tempo e encontra cada vez mais admiradores e renovando seus autores. E para quem sempre quis saber como construir estes versos rimados e sua publicação em formato folheto, o Instituto Chico Mota oferta oficina de Cordel para o público da Melhor Idade. As inscrições estão abertas e acontecerão em quatro encontros: dias 08, 10, 15, 17 de maio, das 14h às 16h. As inscrições são gratuitas.
Facilitado pelo cordelista Lucarocas, os participantes também aprenderão técnicas de xilogravura que ilustrarão os folhetos confeccionados pelos nas oficinas.
Inscrições abertas também para a oficina de confecção de Mini Livro com o escritor Ítalo Rovere. As oficinas acontecerão nos dias 24 e 31 de maio, das 14h às 17h. Todas atividades são gratuitas.
As atividades fazem parte do Projeto Nunca é Tarde, realizado pela instituição para formação de leitores na terceira idade.
Sobre o Instituto Chico Mota
O Instituto Chico Mota, em ativiFdade desde 2013, trabalha com inclusão cultural para a terceira idade, oferecendo diversas atividades gratuitas para o constante desenvolvimento pessoal do público idoso.
Serviço
Inscrições para oficina de Cordel e Mini Livro
Período: Até o dia das oficinas ou enquanto houverem vagas disponíveis
Horário: 09h às 17h
Endereço: Rua Desembargador João Firmino, 66 -Montese
Gratuito
Maiores informações: (85) 3393-4036

Fonte: Papo Cult

terça-feira, 7 de maio de 2019

CULTURA Biblioteca na FFP disponibiliza acervo de literatura de cordel (São Gonçalo, RJ)

 Gonçalo Ferreira da Silva é o patrono da Cordelteca/Foto: Divulgação

A Cordelteca Gonçalo Ferreira da Silva, fundada em 2007, funciona na Biblioteca da Faculdade de Formação de Professores da UERJ, em São Gonçalo. Ela recebeu o nome de seu patrono, o presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Incansável na divulgação do Cordel em nosso Estado, foi ele quem doou grande parte dos livros e está sempre presente nos eventos que a Cordelteca promove.

O espaço funciona e é dinamizado através do projeto de extensão Leitura na Cordelteca da FFP. Esse projeto, idealizado pela professora Maria Isaura Rodrigues Pinto, tem o objetivo de acionar mecanismos de operacionalização da leitura e de dinamização do acervo. O trabalho de leitura desenvolvido, atuando dentro do encaminhamento lúdico e intertextual que o próprio gênero cordel suscita, prevê a associação das narrativas dos folhetos com outras formas de expressão, como a declamação, o desafio, a dramatização, o teatro, a xilogravura e o cinema. Reveste-se, portanto, de uma função integradora de linguagem, cuja ação multicultural favorece o diálogo acadêmico entre alunos, professores, funcionários e comunidade externa.

Anualmente, a partir desse espaço, ocorre o Folheto aberto: o cordel em cena, evento realizado em parceria com a Rede Sirius (Rede Bibliotecas da UERJ), onde entre versos, rimas e cantorias, cordelistas, pesquisadores, professores e estudantes se reúnem para incentivar práticas pedagógicas e artísticas que exaltam a nossa cultura popular.

Há pouco tempo, a Cordelteca teve a alegria de receber a doação de vários cordéis do poeta da nossa cidade, Zé Salvador. Essa foi uma importante contribuição que, certamente, irá enriquecer ainda mais o acervo. A Cordelteca, que possui atualmente cerca de 2.000 folhetos, está aberta ao público para pesquisa e visitação, de segunda à sexta-feira, das 8 às 19h.

Colaboração de Rejane Rosa
Fonte: Jornal daki

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Escolas no Ceará utilizam cordel para ensinar sobre Lei Maria da Penha

Parceria entre o Instituto Maria da Penha e Secretaria de Educação do Ceará viabilizam o projeto
Foto: divulgação
Por: Mariana Lima
Criado pelo cearense Tião Simpatia, o cordel ‘A Lei Maria da Penha em Cordel’ já alcançou, em 2018, 38 escolas da rede pública de ensino no Ceará.
O projeto do cordel e a distribuição em escolas são fruto da parceria entre o Instituto Maria da Penha e a Secretaria de Educação do Ceará (Seduc). Além da entrega dos folhetos, o projeto realiza palestras sobre o tema nas escolas.
A literatura de cordel se tornou patrimônio cultural do Brasil em setembro de 2018. O cordel é caracterizado por ser impresso em folhetos e por suas ilustrações.
Popular nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, a literatura de cordel é escrita em rimas, geralmente cantadas, costume que os escritores tinham para atrair o público.

domingo, 5 de maio de 2019

Professora da UFCG tomará posse na Academia Brasileira de Literatura de Cordel (Campina Grande/PB)


A professora Rosilene Alves de Melo, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), será membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. A solenidade de posse está marcada para o próximo dia 15, no Rio de Janeiro, RJ. Ela deverá ocupar a cadeira pertencente ao folclorista Câmara Cascudo, reservada aos pesquisadores que contribuíram para o estudo e a difusão da Literatura de Cordel no Brasil.
 Lotada na Unidade Acadêmica de Ciências Sociais do Centro de Formação de Professores (CFP), campus Cajazeiras, a professora vem realizando, há cerca de 30 anos, pesquisas sobre a literatura de cordel no Brasil, sendo autora de diversos estudos, projetos de fomento ao cordel (através da criação da primeira cordelteca do CFP) e agraciada com diversos prêmios nacionais e internacionais por seus trabalhos.
 Em 2018, a professora redigiu o dossiê de registro da Literatura de Cordel como Patrimônio Cultural do Brasil e coordenou a equipe de pesquisadores do IPHAN que realizou o inventário do cordel brasileiro.
(Ascom UFCG)

sábado, 4 de maio de 2019

Presos transformam ambiente do cárcere em cordel na P1 (Pirajuí/SP)

Atividade cultural foi feita com detentos da Penitenciária de Pirajuí

                                           Literatura de cordel foram pesquisadas pelos detentos em Pirajuí

Pirajuí - Poesia, musicalidade e teatro. Reeducandos da Penitenciária I "Dr. Walter Faria Pereira de Queiróz" de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) transformaram o ambiente prisional em literatura de cordel. Em sala de aula, os internos pesquisaram sobre a cultura nordestina e desenvolveram as atividades, como produção de textos e um sarau temático com apresentações musicais e peças teatrais. A iniciativa faz parte do projeto "Grandes Clássicos da Literatura Brasileira" e envolveu professores, detentos que estudam na unidade e funcionários.
O tema, trabalhado entre os dias 5 e 17 de abril, está entre as propostas do Programa de Educação nas Prisões (PEP). Neste período, os alunos aprenderam um pouco sobre os aspectos, hábitos e costumes do Nordeste, como a caatinga, artesanato e manifestações culturais nordestinas. Como forma de expressar o aprendizado, os reeducandos confeccionaram cartazes e produziram textos de cordéis - gênero literário popular cuja principal característica é o uso de rimas. Para encerrar as atividades, a unidade prisional fez o 1.º Sarau Literário, que foi marcado por apresentações artísticas, como música, teatro e declamação de poesias.
Além de colocar em prática o conhecimento adquirido em sala de aula, o evento serve, ainda, como instrumento para o processo de ressocialização dos internos, destaca o diretor da Penitenciária I de Pirajuí, Marcos Massao. Esse tipo de poema relata os costumes e as crenças do povo nordestino e seus personagens podem ser reais ou fictícios.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Maria Alice Amorim põe a Literatura de Cordel no pódio através do lançamento do ensaio "Pelejas em rede" (Recife)

O Mercado da Madalena será palco da literatura de cordel, no Canto Sertanejo, Box 15, com lançamento do ensaio "Pelejas na rede", de Maria Alice Amorim

Certas notícias se tornam música e euforia quando sabemos que um produto cultural está sendo lançado valorizando a literatura de cordel, uma das expressões mais ricas do nordeste brasileiro. E é com esta sensação que anunciamos o ensaio "Pelejas na Rede"

A pesquisadora e ensaísta, Maria Alice Amorim, acaba de editar o livro Pelejas em Rede, que estuda as relações das poéticas de tradição de oralidade nos meios impressos e na web. A obra sai pela Zanzar Edições, da própria autora, e recebeu incentivo do Funcultura e terá seu lançamento neste sábado, 04, a partir das 11hs, no Mercado da Madalena, no Canto Sertanejo, Box 15, com uma tarde inteira de autografos.

É uma obra ensaística cujo mote é a peleja, resultado de pesquisas sobre as poéticas de tradição oral que Maria Alice Amorim vem desenvolvendo desde a década de 80. São pelejas de cordelistas e repentistas que atravessam séculos, com seus códigos e elementos poéticos sempre em processo de atualização. “São metáforas do mundo em continuidades e descontinuidades de espaço-tempo, em comunicação poética que, mesmo obedecendo a repertórios temáticos e regras formais, instaura novos modos do fazer poético e, simultaneamente, restabelece memórias seculares acionadas pela memória longa”, explica Maria Alice Amorim.

Serviço:
LANÇAMENTO DO LIVRO “Pelejas em rede”, de Maria Alice Amorim
Editora Zanzar Edições/ Recife, 2019
Sábado (4) | 11h
Canto Sertanejo/ BOX 15 (Mercado da Madalena)
Evento gratuito | Preço do livro: R$ 20
Mais informações: (81) 99774.1554 | vozdadeusa@gmail.com

Revista IEB: Literatura de cordel folclore, coleção e patrimônio imaterial (UFC, Fortaleza, CE, Brasil)

Antonio Gilberto Ramos NogueiraUniversidade Federal do Ceará 

O Seminário “Acervos de cordel, bancos de dados e patrimônio em instituições públicas: desafios e perspectivas”, promovido pelo IEB/USP (2018), foi o mote para refletir sobre as singularidades do processo de patrimonialização da literatura de cordel e os usos da cultura popular no âmbito das políticas culturais. O texto analisa o Projeto Literatura de Cordel do Centro de Referência Cultural do Ceará – Ceres (1975-1990) e pontua os desafios e perspectivas das instituições de memória do cordel numa chave de leitura que evidencie a formação de coleção de folhetos por seus colecionadores.

Edição completa em PDF

A Revista do Instituto de Estudos Brasileiros (RIEB) tem como missão refletir sobre a sociedade brasileira articulando múltiplas áreas do saber. Nesse sentido, empenha-se na publicação de artigos originais e inéditos, resenhas e documentos relacionados aos estudos brasileiros.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Literatura de Cordel é tema da programação dos Museus-Casas Literários (São Paulo)

Como parte da programação está a exposição 'O Cordel em Portugal e no Brasil', composta por mais de 100 itens e o curso 'Literatura de Cordel'



Em decisão unânime do Conselho Consultivo do Iphan, em setembro passado, a Literatura de Cordel passou a ser reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro. Compreendendo o valor dessa literatura para a formação da identidade cultural nacional, a Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, realizará, ao longo dos meses de maio e junho, uma programação gratuita integrada com atividades que explorarão a temática. Para começar, parte representativa da produção de cordéis de Brasil e Portugal, entre os séculos XVII e XX, estará presente na exposição O Cordel em Portugal e no Brasil, na Casa das Rosas, de 7 de maio a 6 de junho. Para quem quiser ter a experiência de parte da produção de um cordel, entre os dias 7 e 28 de maio, a Casa Guilherme de Almeidarealizará a oficina Xilogravura: Capa de Cordel. A proposta é que, a partir de modelos previamente escolhidos como referência, os participantes desenvolvam uma xilogravura para capa de um cordel. Entre os dias 9 de maio e 13 de junho, acontece na Casa Mário de Andrade o curso Literatura de Cordel, onde os participantes terão oportunidade de conhecer a história e tradição do gênero e desenvolver seus próprios textos e, no dia 10 de maio, a Casa Mário abre a exposição O Cordel na Pauliceia. Uma seleção de folhetos de cordel contemporânea realizados em São Paulo busca mostrar a vitalidade desse tipo de literatura entre nós. Para conferir a programação completa, que também conta com música e cinema, é só clicar nos sites dos museus-casas.