CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Fundação de Cultura de Caruaru abre concurso de literatura de Cordel

Fonte jornalextra.com.br via site

A Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru em parceria com o Pontão de Cultura da Feira de Caruaru (IPHAN e Ministério da Cultura) e Academia Caruaruense de Literatura de Cordel abriu inscrições para o 1º Concurso de Literatura de Cordel do Pontão de Cultura, com o tema “A Feira e suas Mercadorias”.

Os interessados deverão levar seus trabalhos em duas vias de folha de A4 digitada em um envelope fechado contendo informações do autor (amador ou profissional) como nome, endereço, telefone, e-mail, cópia do RG, cópia do CPF, comprovante de residência, título do trabalho inscrito e pequena biografia (até 10 linhas). Os cordéis devem ser de no mínimo oito e no máximo 12 estrofes de seis versos (sextilha) obedecendo ao formato da métrica, rima e oração do cordel.

Os três melhores cordéis serão apresentados no próximo dia 29 de dezembro, na Casa de Cultura José Condé onde será avaliado por uma comissão julgadora. O melhor cordel levará o prêmio de R$ 1.500, o segundo colocado, receberá o valor de R$ 1.000 e o terceiro colocado levará R$ 500,00. O regulamento do concurso está disponível no site da Prefeitura de Caruaru: www.caruaru.pe.gov.br .

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ministra Ana de Hollanda entregou ontem, 7, em Fortaleza, o Prêmio Mais Cultura Patativa do Assaré

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, premiou nesta quarta-feira, 7, os contemplados pelo Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel – Edição Patativa do Assaré. O MinC investiu R$ 3 milhões na iniciativa, que beneficiou 200 projetos na área de pesquisa, produção e difusão do cordel e linguagens afins. Na cerimônia, realizada em Fortaleza, Ana anunciou que o ministério já está preparando a segunda edição do edital para 2012. Também participaram do evento o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, o diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC, Fabiano dos Santos Piúba, o chefe da representação do MinC no Nordeste, Fábio Lino, a secretária de Cultura de Fortaleza, Fátima Mesquita, a secretária-adjunta de Cultura do Ceará, Maninha Moraes, o assessor-especial da presidência do Banco do Nordeste, Paulo Mota, e o representante da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Arievaldo Viana.

“Com esse edital podemos afirmar em alto e bom tom que a literatura de cordel virou assunto de política pública no Brasil”, disse Ana de Hollanda. A ministra entregou o certificado de premiação aos primeiros classificados em cada uma das quatro categorias do edital: Criação e Produção, Pesquisa, Formação e Difusão em suas respectivas subcategorias. Para os premiados, a ministra disse que “o trabalho de produção artística deles enaltece a cultura brasileira”.

O prêmio recebeu 618 inscrições, sendo 449 projetos classificados. Trata-se da primeira iniciativa do MinC para este segmento da cultura popular e que vem ressaltar a importância da literatura de cordel como patrimônio imaterial brasileiro. A premiação atende também à demanda do setor, quando da realização do Seminário de Políticas Públicas do I Encontro Nordestino de Cordel, em Brasília, em 2009. “Esse programa aponta na direção do que quer a presidenta Dilma Rousseff e a ministra Ana de Hollanda, de que se promova a cultura em todos os cantos do Brasil, reconhecendo a diversidade das expressões culturais do nosso país”, disse Galeno Amorim.

A categoria Criação e Produção foi a que recebeu a maior quantidade de inscrições (323) e também a com mais contemplados – 100, sendo 80 para folhetos e 20 para outras obras. Nesta categoria foi destinado um montante de R$ 1 milhão para a produção de livros, folhetos de cordel, CDs e DVDs, distribuídos entre novos trabalhos e reedições de obras esgotadas. O projeto de José Mauro de Alencar Correia – “O Canto do Patativa” – foi o primeiro colocado na categoria Criação – Produtos Artísticos e também foi a iniciativa que obteve a maior pontuação em todo o edital (96). O projeto consta de um livro, com 13 poemas de Patativa do Assaré, e um CD, com a declamação destes textos, além de uma biografia do mestre cordelista, em formato de cordel. “Este prêmio é um incentivo fundamental, acha visto que o cordel é a literatura-base brasileira”, diz Correia.

A área de Pesquisa recebeu prêmios no valor global de R$ 250 mil, com 10 agraciados. Já o segmento de Difusão teve 40 projetos contemplados – sendo 30 de iniciativas novas – com investimento total de R$ 900 mil.

Outros R$ 850 mil foram destinados para projetos de Formação – sendo 10 iniciativas já existentes e 40 novas. Afonso Fernando Alves de Oliveira foi um dos vencedores nesta categoria, com o projeto “Método canavial”, uma oficina de capacitação na área de produção cultural, para moradores da zona rural de Vicência (PE). Com o prêmio, durante cinco meses, ele capacitará 35 pessoas – oriundas de assentamentos rurais, comunidades quilombolas e grupos de artistas – ajudando-os a elaborar projetos culturais, ou seja, futuros vencedores de prêmios como o Edital Mais Cultura de Literatura de Cordel. Ele destaca que a iniciativa do MinC reconhece um importante nome da poesia popular, Patativa do Assaré, além de celebrar o cordel e a poesia popular, os grupos de coco, emboladores e repentistas. “É um prêmio que revela a cultura do interior do Brasil e cria uma grande produção de livros, de filmes, de capacitações”, diz.

O Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel visa divulgar e estimular a produção literária e demais expressões culturais neste segmento, bem como valorizar e apoiar a propagação da cultura popular, estimulando a geração de renda para poetas e demais artistas que atuem no campo da Literatura de Cordel e linguagens afins. Segundo Fabiano dos Santos, o prêmio confirmou o princípio de Patativa do Assaré, de que ainda temos muito o que cantar, além de criar espaço para que a cultura brasileira seja exercitada.

A cerimônia de entrega da premiação contou com a presença da Banda Dona Zefinha, que musicou poemas da literatura de cordel.

(Fonte: Ascom/MinC via www.cultura.gov.br)
(Fotos: Jarbas Oliveira – Ascom/MinC)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Poeta do Cordel leva as emoções de Vasco x Fla para a tradicional literatura nordestina

POR MARCIA VIEIRA

Rio - O clássico entre Vasco e Flamengo atravessou as quatro linhas e chegou à literatura de cordel. A pedido do MARCA BRASIL , o cordelista Gonçalo Ferreira da Silva engoliu em seco a antipatia pelo Flamengo e datilografou em uma antiga máquina de escrever os versos do cordel para o duelo Vasco x Flamengo, sobre a campanha dos rivais até o jogo de hoje.

Versos que o fizeram lembrar as suas fortes raízes vascaínas. Cearense de Ipu, Gonçalo herdou do pai o amor pela Cruz de Malta. Paixão que começou em uma inusitada transmissão de rádio nos anos 40.

“Meu pai conseguiu um rádio velho, que demorava 30 segundos para começar a falar. A primeira frase do locutor foi: ‘O Olaria arrasou o Vasco da Gama por...’. Antes que ele desse o placar, meu pai desligou o rádio. Ele não teve estrutura emocional para ouvir o resultado. Eu tinha 7 anos e nunca me esqueci da paixão dele pelo Vasco”, relembra o poeta, que só ficou sabendo do resultado muito tempo depois. “Vi em uma revista que o placar foi 3 a 1, mas isso só 10 anos depois”, recorda o atual presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Nas estantes da biblioteca da Academia, em Santa Teresa, o que não faltam são cordéis sobre futebol. “Tenho um do Garrincha, outro do Pelé. E tem até cordel de humor sobre a discussão entre o Pelé e o Maradona. Temos várias coleções sobre futebol”, avisa o cordelista aos interessados.

Com a mesma alegria que fala sobre a poesia popular nordestina, Gonçalo revela muita confiança na conquista do título. “Vai ser 2 a 0, com gols do Bernardo. Gosto da cara dele de garoto danado”, comenta, soltando uma gargalhada longa.

Quando é questionado sobre a zoação dos rivais sobre a fama de vice do Vasco, o cordelista desconversa. “Eu digo que nesta questão de bacalhau e urubu sempre dá bacalhau”, diz, exibindo com orgulho a camisa cruzmaltina e provocando ainda mais. “Eu só tenho duas alegrias na vida: uma quando o Vasco ganha e a outra quando o Flamengo perde”.

CORDEL DO FLAMENGO

No Ninho do Urubu
há uma antiga crendice,
que pode até ser verdade
ou simplesmente tolice,
que o Vasco é predestinado
ao título de apenas vice.

O Flamengo com contrato
de dois reforços de luxo
parecia ter de fato
muita bala no cartucho,
mas jogou todas as fichas
em Ronaldinho Gaúcho.

Com Ronaldinho e Thiago
Neves era natural
que Vanderlei Luxemburgo,
o treinador genial,
levasse o Mengo à conquista
do título nacional .

O Flamengo começou
a atual temporada
por muitos jogos invicto,
até que numa rodada
desandou deixando a sua
torcida desesperada.

Por ter um time mesclado
de excelentes valores,
alcançou bons resultados
deixando seus torcedores
certos de que chegará
à Copa Libertadores.

Autor: Gonçalo Ferreira

CORDEL DO VASCO

O ano de 2011
começou mal para o Vasco,
porque cada adversário
transformava-se em carrasco,
prometendo um ano como
um verdadeiro fiasco.

Sucediam-se as derrotas
logo no Cariocão,
e o Gigante da Colina,
sem força de reação,
parecia um candidato
à Segunda Divisão.

Porém na Copa do Brasil
o Gigante despertou,
e já com o apelido
de trem-bala que ganhou,
agigantou-se e o torneio
cobiçado conquistou.

Foi exatamente contra
seu mais terrível rival
que o técnico Ricardo Gomes
teve o AVC e ficou mal,
e os cruz-maltinos sem
seu treinador principal.

Cristóvão assumiu o cargo
com tamanha eficiência 
parecendo que os atletas
redobraram a resistência
aliando a energia
à soberba competência .

Autor: Gonçalo Ferreira

Reproduzido de www.dia.ig.com.br

Imagem: supervasco.com

sábado, 3 de dezembro de 2011

UFPB disponibilizará Museu de Cultura Popular na internet

O acervo do Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular da UFPB reúne a tradição nordestina, especialmente a paraibana

A memória da cultura popular paraibana poderá ser acessada de qualquer parte do planeta, por meio do site www.museunuppo.com.br. Assim, denominações únicas como barca, cambinda,índios de carnaval, pontões, babau, dentre outras, reunidas com outras manifestações da tradição oral, tomarão rumos da Paraíba para o mundo, através de uma simples visita virtual.

O lançamento do Projeto de Disponibilização do Museu de Cultura Popular Nuppo – Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ocorre nesta quarta-feira (7), às 11h. O projeto é coordenado pela professora Alice Lumi Satomi.

O objetivo geral do Projeto de Disponibilização do Museu de Cultura Popular Nuppo é ampliar e dinamizar o acesso ao seu acervo, banco de dados e pesquisas, tanto para a consulta pública in loco quanto pela Internet.

Segundo a coordenadora, Alice Satomi, o projeto se concretizou graças ao patrocínio da Petrobras e retoma a concepção de “acervo vivo”, de pesquisas gerando mais pesquisas. A visita virtual além de ampliar o acesso e consulta aos acervos, permitirá a constante atualização e intercâmbio do banco de dados, prossegue Alice.

Ela informou que o Nuppo reúne parte expressiva da tradição popular nordestina, especialmente a paraibana. “Este terreno fértil e ainda pouco afetado pela cultura de massa tem atraído pesquisas quase que ininterruptas, desde o início do Século XX, destacando-se: Rodrigues de Carvalho, na década de 10; Mário de Andrade, nas décadas de 20 e 40; Simeão Leal, nos anos 50; Altimar Pimentel, na década de 60; Tenente Lucena, Osvaldo Trigueiro e Roberto Benjamin, anos 70; René Vandezande, Maria Ignez e Marcos Ayala, na década de 80; Idelette dos Santos, anos 90; e, na última década, Carlos Sandroni”.

Ainda segundo Alice, boa parte dos trabalhos desses pesquisadores encontra-se no Nuppo, mas os documentos e registros em fita magnética (rolo e cassete) estavam correndo riscos irreparáveis. “O ponto de partida foi o acervo sonoro constituído de duzentas fitas magnéticas de rolo, contendo registros da cultura popular paraibana entre as décadas de 60 e 80, que podem ser de grande valia para novos estudos em áreas inter e multidisciplinares (antropologia, literatura, sociologia, comunicações, educação), especificamente para a etnomusicologia”.

Museu abriga 1.107 peças artesanais

Situado no prédio da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba, sendo um setor da Coordenação de Extensão Cultural (COEX), vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PRAC), o Nuppo surgiu em 1978, com o objetivo de “registrar, preservar e promover o folclore regional”, segundo Osvaldo Trigueiro, o primeiro coordenador.

De acordo com o projeto, o Museu de Cultura Popular exibe uma parte do seu acervo material e a coleção completa soma 1.107 peças artesanais: 658 peças utilitárias (trabalho, lamparinas, cozinha, brinquedos, rendas, instrumentos musicais e adereços cênicos), 249 peças decorativas (em cerâmica, madeira, metal, fibras e recicláveis) e 200 folhetos de cordel.

Em relação ao conteúdo e temática o projeto subdividiu a coleção em cinco séries: a) ciclos de vida – artesanatos utilitários, religiosos e decorativos, cantigas de trabalho, lazer e reza; b) prosas, versos e desafios – literatura de cordel, contadores de estórias, cantadores, repentistas ou emboladores; c) Brincantes – cavalo marinho, coco, ciranda, pastoril, congos, reisado, pontões, barca, cambindas; d) música instrumental – pífanos, rabeca, índios de carnaval; e) minorias sociais – juremeiros, negros Caianas, índios Potiguara.

A biblioteca disponibiliza para consulta local uma coleção de mais de 1.410 títulos entre livros, revistas, anais, boletins, monografias, dissertações e teses dos quais 1/3 versam sobre a tradição oral nordestina. Uma publicação notável do Nuppo é a coletânea de contos populares, resultado da Jornada de Contadores de Estórias da Paraíba, organizadas por Altimar Pimentel, Myriam Gurgel Maia e Ivaldo Nóbrega.

A sala áudio visual abriga o arquivo documental, contendo o acervo imaterial, com mais de dois mil testemunhos: documentos e entrevistas textuais, 1.730 registros iconográficos (fotos, slides, fitas vídeos e DVDs) e 514 itens sonoros, entre fitas magnéticas, discos em vinil, CDs. Todo esse material foi recolhido, sobretudo na Paraíba, pelos coordenadores e pesquisadores ao longo das três décadas de existência.

Os acervos têm atingido, principalmente, o público local com a exposição permanente do acervo museológico e exposições temporárias, organizadas por temáticas ou calendário da cultura popular.

“Através do projeto acreditamos que o Nuppo alcançará um novo vigor, não somente junto à comunidade acadêmica – ampliando a percepção, recepção e pesquisa da cultura popular – mas também para a própria comunidade que gerou as fontes para o nosso acervo”, conclui Satomi.

Mais informações no Programa de Pós-Graduação em Música (etnomusicologia), telefone:

(83) 3252.1445.

Reproduzido de www2.ufpb.br

Docente da UEPB é convidada a participar de um projeto da Biblioteca do Congresso Americano

A professora do curso de Arquivologia e diretora da Biblioteca Central da Universidade Estadual da Paraíba, Manuela Eugênio Maia, foi convidada para atuar em um projeto da Biblioteca do Congresso Americano, localizada em Washington, Estados Unidos.

O convite é para que a professora da UEPB seja membro da Equipe do Projeto de arquivamento da Literatura Brasileira de Cordel Online, cujo principal papel é selecionar sites e blogs para arquivamento e fornecer informações de contato com os proprietários dos sites.

De acordo com a professora Manuela, a colaboração da mesma nessa iniciativa deverá ocorrer à distância, por meio de teleconferências, Internet e telefone. A docente destaca a importância deste convite no sentido de reforçar a presença da UEPB no cenário internacional e demonstra o reconhecimento ao trabalho desenvolvido na área de cordéis.

“É a consolidação de um trabalho que estamos desenvolvendo há mais de cinco anos e que tem contado com o apoio da instituição, com investimentos que devem prosseguir, pois hoje já somos referência nesta área, que é o ‘carro-chefe’ de nossa biblioteca”, analisa a professora Manuela.

Recentemente, a professora Manuela Maia participou do fórum “Preserving the Past & Embracing the Future: Cordel in an e-World”, evento que ocorreu nos Estados Unidos e reuniu pesquisadores de renome americanos e de outros países, para discutir acerca da literatura de cordel. Na ocasião, a docente estabeleceu diálogos com representantes da Biblioteca do Congresso Americano, instituição cultural mais antiga dos EUA com um acervo de mais de 32 milhões de livros, que ficaram interessados em conhecer o processo de registro no banco de dados do acervo de cordéis da UEPB.


A Biblioteca Átila Almeida

Com um trabalho voltado à preservação da cultura regional e memória do povo paraibano e nordestino, a Universidade Estadual da Paraíba tem se destacado em todo país e no âmbito internacional através do setor de cordéis da Instituição, com um acervo considerado um dos maiores do mundo neste tipo de publicação.

Adquirida pelo Governo do Estado em 2003 e posteriormente doada à UEPB, a Biblioteca que pertenceu ao professor Átila Almeida também é detentora da maior coleção de cordel da América. Assim, a Biblioteca Átila Almeida configura-se como uma valiosa opção aos pesquisadores e interessados em consultar obras raríssimas, cordéis, periódicos e jornais. Todos os volumes integravam a coleção do professor Átila, que nutria verdadeira paixão pela literatura popular.

Desde 2004, a UEPB passou a ter total responsabilidade pelo material, com sua guarda, conservação e manutenção. Em meio aos volumes doados, foram encontradas caixas com documentos pessoais de Átila Almeida, que no futuro serão disponibilizados para possíveis pesquisas.Ao todo o acervo de córdéis da biblioteca é composto por mais de 10 mil títulos, dentre eles, a obra do músico, cordelista e rabequeiro Beto Brito “Bazófias de um cantador pai dégua: o maior cordel do mundo”, com 384 páginas.

A lista completa com os nomes dos títulos catalogados pela Átila Almeida está disponível no portal http://biblioteca.uepb.edu.br/ . Ao clicar no link “Biblioteca de Cordéis” e, logo em seguida, em “Acervo”, o usuário poderá ter acesso tanto a Lista de Títulos como a Lista de Autores do Acervo de Cordel.

Juliana Marques

Reproduzido de: biblioteca.uepb.edu.br

Imagem: somosnoeis.blogspot.com

Poeta Palmares lança novos livros de cordel em Gurupi - TO

O evento é promovido pela Academia Gurupiense de Letras (AGL) e pela Igreja do Evangelho Vivo, acontece a partir das 19h30, no templo da igreja

O poeta e cantador Antônio Farias - o poluar e Palmares, lança hoje em Gurupi, dois livros de literatura de cordel: ABC da Criança e Lamentação de um Gato. Na mesma oportunidade também estará lançando o CD de forró gospel A Renovação da Fé.
O evento é promovido pela Academia Gurupiense de Letras (AGL) e pela Igreja do Evangelho Vivo, acontece a partir das 19h30, no templo da igreja, localizado na Rua S-5, esquina com a Rua S-22, do Setor Sol Nascente, em Gurupi.
Palmares tem 62 anos e mora em Gurupi desde 1979. Era analfabeto, mesmo assim, declamava seus versos para que alguém escrevesse e, dessa forma, registrasse seu trabalho num caderno. Em 2004 matriculou-se num curso de alfabetização e aprendeu a ler e escrever e, depois deu prosseguimento a seus estudos. Neste ano colou grau pela Universidade da Maturidade (UMA), em Gurupi.

Reproduzido de:www.surgiu.com.br

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

UNILA - Universidade Federal da Integração Latino-Americana realiza I Seminário de diálogos em arte e interculturalidade – Foz do Iguaçu - PR

I Seminário de Diálogos em Arte e Interculturalidade apresentará Literatura de Cordel e Coplas Argentinas

coplas.emanuely.jpg

Fonte: www.unila.edu.br via twitter @unila

SALGUEIRO 2012 - CORDEL Branco e Encarnado

Samba concorrente para o carnaval do Salgueiro 2012 com alusivo criado por Victor Lobisomem.
Samba enredo de autoria de Dudu Botelho, Tiãozinho do Salgueiro, Rodrigo Raposo, Anderson Benson e Luiz Pião

Cordel branco e encarnado
Povo arretado e trovador
Óxente! De repente chegou Salgueiro
Versando poesias de amor
De nobre aliança, herança
Encantaria cruzou o mar
Palavras riscam o céu, o oriente também é inspiração
Os leques de linda paixão
Se abrem pra gente versar

NO FORRÓ DO VIRGULINO, ARRASTA PÉ
DANÇA ATÉ O CONSELHEIRO, À LUZ DE LAMPIÃO
PÕE O SEU LAÇO DE FITA, É BEM MAIS BONITA A MARIA
A DESFILAR NA ACADEMIA

Sertão afora
Tem mula sem cabeça, caipora
Lobisomem vá de retro
Não entendo pra que tanto rebuliço, isso...
Nem me apavora, me agarro a imagem de Nossa Senhora
Sou romeiro não é de hoje
Devoto de "Padim Padi Ciço"
Misturo zabumba, pandeiro
Cavaco e violeiro
Sensacional!
Versos do nordeste brasileiro
Que os poetas do Salgueiro transformam em carnaval

MEU SAMBA EMBALA A COROAÇÃO
EM NOITE DO RIO, LUAR DO SERTÃO
A NOSSA CULTURA A SE ENCONTRAR
EM UMA MISTURA SINGULAR
É LITERATURA POPULAR

Fonte: www.youtube.com

Equipe potiguar produz documentário sobre a Literatura de Cordel no Nordeste

Em fase de captação de imagens e depoimentos, Cordelíricas Nordestinas é patrocinado pelo Ministério da Cultura através do edital Patativa do Assaré

Foto: Caminhos, Comunicação & Cultura

A Literatura de Cordel é o tema do documentário Cordelíricas Nordestinas, projeto desenvolvido pelo coletivo de produtores independentes Caminhos Comunicação & Cultura, que está a todo vapor em fase de gravações. O projeto é financiado com recursos do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel do Ministério da Cultura, na edição 2010, que homenageia o poeta Patativa do Assaré.

O Cordel é uma arte popular caracterizada por uma seqüência de versos que se encadeiam para contar uma história, e geralmente é divulgada em folhetos amarrados em cordões, em bancas de revistas ou nas feiras livres. No documentário, essa arte será retratada com o objetivo de valorizar a riqueza das raízes populares brasileiras de maneira lírica, valorizando as vozes de quem produz e pesquisa o cordel.

O documentário destaca a figura do poeta sertanejo e os diversos aspectos que compõem a Literatura de Cordel. A tradição do Cordel, as normas técnicas, a métrica, a poética, as xilogravuras, entre outros aspectos serão evidenciados através de depoimentos de cordelistas e também de pesquisadores da cultura popular com foco no cordel nordestino.

Cordelíricas Nordestinas vai ressaltar também a história do Cordel, uma arte originária da trovadoresca Europa medieval, que há muito tempo foi incorporada e ressignificada se constituindo numa das identidades do povo sertanejo. O desafio é retratar artisticamente a literatura de cordel, abrindo caminho para o reconhecimento da linguagem em todas as suas formas, seja escrito, recitado, cantado e encenado.

O ritmo das gravações segue adiantado. A equipe já entrevistou diversos nomes representativos do cordel no Rio Grande do Norte e de outros estados nordestinos, como Medeiros Braga, cordelista paraibano que publicou vários livros e mais de 80 títulos em cordel, e a dupla pernambucana de violeiros Iranildo Vila Nova e Valdir Teles, famosa pelos seus versos de improviso.

Os poetas potiguares Crispiniano Neto, que escreve versos há cerca de 20 anos, e Antônio Francisco, um dos cordelistas de grande destaque no Nordeste, também participam do documentário. A equipe já ouviu alguns repentistas como os potiguares Mundoca Dantas e José Ribamar, e o pernambucano José Edinaldo dos Santos, mais conhecido como o Ceguinho Aboiador. No Rio Grande do Norte as gravações foram realizadas em Acari, Mossoró e Serra do Mel e agora a equipe se prepara para gravar em Natal, Parnamirim e Santo Antônio do Salto da Onça.

Foto: Caminhos, Comunicação & Cultura

Com previsão de lançamento para o próximo ano, o documentário Cordelíricas Nordestinas vai contribuir para a valorização da cultura popular através da difusão do vídeo no Estado. Serão feitas mil cópias do vídeo e está garantida a distribuição em todos os municípios potiguares. Além disso, o projeto contempla uma versão voltada para o público surdo, com o uso da Língua Brasileira de Sinais – Libras. Os produtores da Caminhos, Comunicação & Cultura também estudam a possibilidade de contemplar os deficientes visuais, com o uso da audiodescrição, que consiste em inserir narrações nas cenas em que não há diálogos ou falas.

Mais informações pelo e-mail bmpw@hotmail.com

Fonte: www.cultura.gov.br

Aluno de Buriticupu lança livro de literatura de cordel - MA

literatura-de-cordel-foto

Na trilha de nomes de grande expressão da literatura de cordel, como Patativa do Assaré, Mestre Azulão, Cego Aderaldo e Jessier Quirino, foi que o estudantes do curso superior de Biologia, do Campus Buriticupu, Isaías Neres Aguiar, publicou na semana passada, o livro de literatura de cordel intitulado 'O temido sargento Furrupa e o valentão Fogoió'.

A publicação conta, em ritmo descontraído, com bom humor e linguagem popular as aventuras e desventuras de dois lendários personagens da recente história do município de Buriticupu.

Ambientado na década de 70 em um simples povoamento rural do Maranhão e com a ditadura militar sendo o pano de fundo dos fatos, foi nesse clima propício que o Sargento Furrupa colocou em prática todas as bizarrices que se tem registro por essas bandas, como se pode notar nas encomendas de morte de colonos, prisões, torturas físicas e psicológicas, espancamentos e, até mesmo, execuções sumárias.

Em meio ao universo de colonos ávidos por justiça social surge o valentão Fogoió que desafia, com muita audácia e uma peixeira na cintura, toda estrutura da segurança pública da colônia de Buriticupu, sobretudo põe em questão o até então poder absoluto do Delegado Furrupa.

O lançamento movimentou a rotina da Praça da Cultura em Buriticupu, que contou com a presença de inúmeros estudantes da rede pública e privada do município, além de professores, autoridades políticas locais, populares e colonos que testemunharam os fatos registrados nessa obra, como o senhor Moisés Medrado. Houve apresentação da Banda da cidade.

"O desfecho da estória entre o poderoso sargento e o anti-herói popular só será revelado através da leitura integral da obra, mas nós deixamos o aperitivo para que todos leiam essa significativa manifestação da cultura popular maranhense", acrescentou o professor Joildo Oliveira.

Sobre a literatura de cordel

Literatura de cordel é um gênero literário popular escrito quase sempre na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos. Remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais, e mantém-se uma forma literária popular no Brasil. O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes.

Fonte: www.ifma.edu.br

Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel entrega certificado aos primeiros colocados

Fortaleza será sede, na quarta-feira, 7/12, da solenidade para entrega do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel. O evento premiará os melhores nas categorias Criação e Produção (Folheto de Cordel e Produtos literários e artísticos); Pesquisa; Formação (Iniciativa existente e Nova Iniciativa); Difusão (evento existente e novos eventos). A programação contará também com uma apresentação artística de cordelistas, violeiros e emboladores.

www.blogdogaleno.com.br

Imagem: luizberto.com

Waldick Soriano é tema de cordel – Salvador BA

O jornalista e cordelista Zezão Castro lança nesta quinta-feira (1º), às 19 horas, na loja Mídialouca (Rua Fonte do Boi, Rio Vermelho), o cordel "Waldick Partiu da Terra pra Cantar no Firmamento ou Vida, Obra e Raparigagens de um Romântico Profissional".

Na ocasião, o guitarrista Luciano Souza apresenta músicas de seu segundo CD, "Olhando o Acordar da Esperança".

O cordel, que narra a vida do cantor Waldick Soriano, tem xilogravuras de Gabriel Arcanjo e foi selecionado pelo Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010.

Fonte: www.atarde.com.br