CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



sexta-feira, 21 de março de 2014

O CASTIGO DA SOBERBA - obra recolhida por Leonardo Mota junto ao cantador Anselmo Vieira de Sousa (1867- 1926)

Pessoal vasculhei a internet e quase não encontro esta obra que é uma nas quais Ariano Suassuna se baseou para elaborar a peça "Auto da Compadecida".  Ainda bem que as amigas Aline da Rosa Alves e Juliana Apolo da S. M. Lopes a anexaram em sua monografia  “Auto da Compadecida em Hipermídia”, e disponibilizaram para o grande público. A partir do citado trabalho reproduzo abaixo esta tão majestosa obra: 


Agora eu passo a contar
Do que houve em algum tempo:
O Castigo da Soberba,
Que ficou para exemplo,
Foi um caso acontecido,
Não é coisa que eu invento.

Era um homem muito rico,
Tinha honras de Barão,
Tinha vinte engenho de ferro,
Em metal trinta milhão,
Doze mil vacas paridas
Nas fazendas do sertão.

A mulher deste Barão
Tinha honras de rainha,
Sessenta e cinco criadas
Para lhe servir na cozinha,
Parecia inda mais bela
Pelos cabelos que tinha.

Com vinte anos de idade
Ele tomou novo estado,
Aumentou o cabedal
Adespois de ter casado,
Que, antes de interar dez anos,
Sete vez havia herdado.

Bem conhecido e falado
Dos mais homens brasileiros,
Tanto por bens de fortuna
Como em crédito de dinheiro,
Mas não tinha nem um filho
Para dele ser herdeiro.

Era grande no respeito
Pelos bens que possuía...
Se era grande na riqueza,
Maior era em fidalguia
E, se era grande em nobreza,
Maior era em soberbia.

Seus cinqüenta anos de idade
Tinha ele já contado,
Tinha vinte de solteiro,
Tinha trinta de casado,
Esperança de ter filho
Já estava desenganado.

Quando interou cinqüenta anos,
Deu-se um certo movimento:
Seus bens, sem se saber como,
Se acabavam num momento,
Era como ridimunho
Ou tempestade de vento.

No campo os bichos de folgo
De repente se acabavam,
As plantações que fazia
Nasciam mas não vingavam,
Dinheiro que desse juro
Nunca mais lhe pagavam.

Não se passou muito tempo,
Acabou-se a tal grandeza:
Olhe o pobre acabrunhado,
Carregado de pobreza,
Desprezado dos amigos
Em quem contava firmeza!

Caiu a mulher doente,
Bastante desabilitada,
Desprezada das amigas,
Por quem era visitada,
No meio desse desprezo
Apresentou-se pejada.

Foi-se aproximando o dia
Que deu à luz o filhinho:
Nasceu em tanta pobreza
Que enrolou-se em mulambinho,
Por sua grande miséria
Foi difice achar padrinho.

Criou-se sem ir à Missa
E nunca se confessou,
Pôs os pés na santa Igreja
Só quando se batizou,
Negócio de penitência
Ele nunca procurou.

Esmola por caridade
Isso nunca que ele deu;
Deitava e se levantava,
Porém nunca se benzeu;
Viveu assim, deste gosto,
Té o dia em que morreu.

Logo assim que ele morreu,
Cobriu-se os montes dum véu,
Mas a alma como invisive,
Chegou às portas do céu,
Em tristeza amortalhada
Para dar contas de réu.

Mais de doze mil demônios
Tudo isso lhe acompanhavam,
Uns se rindo, outros soltando
Gargalhadas que rolavam,
Todos eles muito alegres
Da certeza que levavam.

-“Ô divino São Miguel,
Vosso nome escularêço,
Valei-me nesta agonia,
Nestas pena em que padeço!”
São Miguel arrespondeu:
- “Alma, eu não te conheço!”

- “Vala-me o Senhor São Pedro
Por ser Apóstolo primeiro,
Foi quem recebeu as chaves,
Que do céu é o chaveiro,
É quem pode ver as faces
Do nosso Deus verdadeiro!”

- “Alma, eu te abro a porta
Porque tu me vem rogar,
Porém não tenho poder
Pra fazer-te aqui ficar...
Tu recorre a Jesus Cristo
Que é quem jeito pode dar.”

Abriu-se as portas do céu,
A alma viu toda a alegria,
Também viu Nossa Senhora,
Jesus, Filho de Maria,
Para Quem não pôde olhar
Pelas culpas que trazia.

Curvou-se, beijou-lhe pés,
Felizmente Ele aceitou...
-“Me acudi, meu doce Pai,
Valei-me, Nosso Senhor,
Sempre vejo vos chamar
Refúgio dos pecador!”

- “Arretira-te, alma ingrata,
Vai para donde tu andaste,
Que a santa Religião
Tu nunca que procuraste:
Te dei trinta e quatro anos,
Nunca de mim te lembraste.”

- “Ai, Senhor, por piedade,
Tenha de mim compaixão,
Pelo dia em que nasceu,
Por vossa Ressureição,
Por aquele grande dia
Da vossa Morte e Paixão!”

(Cão) – “Isto era o que faltava:
MANUEL padeceu as dor,
E tu reza e caridade
Nunca fez por seu amor,
Confissão e penitença
Tu toda vida abusou.”

(Jesus) – “Alma, tu bem estás ouvindo
Esta grande acusação,
Eu, até pra defender-te
Não vejo um pé de razão,
Abre a tua consciência,
Faz a tua confissão.”

(Cão) – “Isso é só tempo perdido,
Não tem ele o que dizer,
Pois, enquanto andou no mundo,
Só tratou de te ofender,
Nunca lhe veio à lembrança
Que ainda haverá de morrer!”

(Alma)- “Ai, Senhor, se compadeça,
Nunca a vós eu quis servir,
Não sei mesmo o que vos diga
Pois não vos posso iludir
E me vejo na presença
De Quem não posso mentir.”

Disse os demônio duns pros outros:
- “Boa confissão aquela!
Agora queremos ver
Essa alma pra quem apela...
MANUEL é reto e justo,
Nós hoje carreja ela!”

(Jesus) – “Alma, pelo que me dizes
Eu não posso te valer:
Tu me viste morto de fome,
Não me deste de comer!
Tu me viste morto a sede,
Não me deste de beber!”

“Eu estava muito mortal,
Tu não foste visitar;
Tu me viste na cadeia,
Não foste me consolar;
Quando eu te vi errado,
Te mandei aconselhar.”

“Assim agora, alma ingrata,
Vai cumprir teu triste fado,
Que tu não fez pela vida
De purgar os teus pecado,
Na minha Glória só entra
Coração purificado.”

(Alma) – “Vala-me, ó Virgem Maria,
Pelo vosso resplandor,
Pelo dia em que nasceu
Pelo nome que tomou,
O nome do vosso filho
Que no ventre carregou!”

(Maria) – “Alma, já que me chamaste,
Na presença te cheguei,
Tu falaste com fiança
Neste nome que eu tomei,
No nome do meu filhinho
Que no ventre carreguei.”

(Alma) – “Ai, Senhora, Virgem Pura,
Padroeira mãe dos home,
Valei-me nesta agonia,
Nesta sorte que consome,
Sempre vejo protegido
Quem recorre a vosso nome.”

(Cão) – “Como ele está com ponta
Só pra iludir Maria,
Com tantos anos de vida
Nome dela nem sabia,
Só sabia decorado
Era praga e harizia.”

(Maria) – “Alma, tu nunca assististe,
Nem ao menos um momento,
Dentro dum lugar sagrado
Onde houvesse um Sacramento,
Que tu ouvisses meu nome
Com grande contentamento?...”

(Alma) – “Senhora, eu passando, um dia,
Numa casa de oração,
Eu, vendo o povo lovando
A vossa consagração,
Eu ouvi com muito gosto
Com meus dois joelho no chão.”

(Cão) – “Já Maria está puxando,
A coisa se desmantela,
Aquilo nunca se deu,
Vejam que mentira aquela!
Eu vi que esta mulher
Todo mundo ilude ela!”

“Ela põe-se a esmiuçar
Puxa de diante pra trás,
Pega com tanta pergunta,
Também isso não se faz,
Até aparecer coisa
Que ninguém se lembra mais.”

(Alma) – “Mãe amada, me livrai
Das grandes rigoridade,
Sei que gastei meus dias
Envolvido em vaidade,
Mas espero ser valido:
Valei-me por caridade!”

(Maria) – “Alma, o que tu me pediste
Eu não posso prometer,
Se tivesse em penitença,
Com razão eu ia ver:
Mas assim é impossível
Te salvar, sem merecer.”

(Alma) – “Rainha, Mãe Amorosa,
Esperança dos mortais,
Quem me recorre a vosso nome
Sei que não desamparais,
Eu pegando em vossos pés,
Sei que não largo eles mais.”

(Maria) – “Pois, alma, demora aí,
Enquanto eu vou consultar,
Fazer pedido a meu Filho,
Ver se eu posso te salvar,
Ver se teus grandes pecados
Têm grau de se perdoar.”

(Cão) – “Como esta tal Maria
Eu mesmo nem nunca vi:
Uns pedem por interesse,
Pedem porque é para si,
Mas ela pede é pros outros,
Não se enjoa de pedir...”

(Maria) – “Meu filhinho, aqui cheguei,
Vim te fazer um pedido
Para uma alma que chegou
Lá do mundo corrompido...
Tu, não tendo compaixão,
Pra ela o céu está perdido.“

(Jesus) – “Mas, minha Mãe, não é assim,
Todos bem podem saber:
Lá deixei as Escrituras
Contando como há de ser...
Os profetas publicando,
Foi pra todos compreender.”

(Cão) – “Isso é outro português!
Quem se engana é porque quer...
Loucura grande a do home
Que se ilude com mulher...
Nem sei como se defende
Uma alma tão lheguelhé...”

(Maria) - “Meu Filho, dê-me a resposta
Pra ciença do cristão,
Eu sei que é grande pecado
Não procurar confissão,
Porém, meu filho, o pecado
Vem desde o tempo de Adão.”

(Jesus) – “Minha Mãe, larguemo esta alma,
Foi muito ruim criatura...
Se eu chegar a salvar ela,
Muitas outra estão segura,
E eu não posso salvar
A quem a mim não procura.”

(Maria) – “Pra isto mesmo, meu Filho,
Foi vossa ressureição,
Trespassaram vós no peito,
Foi Longuim cãs suas mão,
Sofrestes muito trumento
Na vossa morte e paixão.”

“Por vossa misericórdia
Cipriano se salvou,
Vós salvaste a outros muito
Pelo vosso santo amor,
Também perdoaste Paulo,
Sendo teu perseguidor.”

“Matia estava sofrendo,
Vós avisaste num sonho
Também livraste da morte
Pai do senhor Santo Antônio
E a filha de Cananéia
Da vexação do demônio.”

“Enfim sempre perdoaste
A quem vos pediu perdão;
Longuim, por se converter,
Prostrou-se e pediu perdão,
Por isto lhe deste a vida
E também a salvação.”

“Quando os Judeus vos faziam
Grandes tormentos e horror,
Pedro, por três vez seguida,
Vos desconheceu, negou,
Mas vós lhe deste o poder
De ser vosso sucessor.”

“Meu filho, perdoe esta alma,
Tenha dela compaixão!
Não se perdoando esta alma,
Faz-se é dar mais gosto ao cão:
Por isso abissolva ela,
Lançai a vossa benção.”

“Se vós não salvar esta alma
Que aos vossos pés se apresenta,
O demônio, sabendo disto,
Agora é que bem atenta,
E eu quero que ele hoje
Réle a teste e quebre a venta.”

(Jesus) – “Pois, minha Mãe, carregue a alma,
Leve em sua proteção,
Dia às outras que a recebam,
Façam com ela união...
Fica feito o seu pedido:
Dou a ela salvação.”

(Cão) – “Vamos todos nos embora
Que o causo não é o primeiro,
E o pior é que também
Não será o derradeiro...
Home que a mulher domina
Não pode ser justiceiro!”

(Jesus) – “Os demônios se arretirem,
Vão lá pras suas prisão
Que é pra não atentar mais
A todo fiel cristão...
Quem recorrer ao meu nome,
Eu garanto a salvação.”

Agora acabei o verso
Minha história verdadeira...
Toda vez que eu canto ele,
Dez mil réis vem pra algibeira,
Porém hoje eu dou por cinco:
Talvez não ache quem queira!

quarta-feira, 19 de março de 2014

Cordel na era da preservação web

Por Michele Marques Batista
A literatura de cordel produzida em sites e blogs está sendo arquivada pela Biblioteca do Congresso Americano, Library of Congress (LC na sigla em inglês) desde 2011. O projeto tem 24 sites coletados e arquivados. Parece pouco, mas é um dos primeiros trabalhos de arquivamento web realizado com material produzido no Brasil. O material está armazenado em servidores fora do País e, por enquanto, não está acessível para pesquisa online.

O projeto de arquivamento web de cordéis, que é desenvolvido dentro de uma parceria entre a  LC e especialistas em cordel, nasceu como um desdobramento do projeto de preservação e digitalização de cordéis já realizado pela instituição americana. A LC possuiu uma das mais extensas coleções de literatura de cordel, e só perde em tamanho para algumas coleções de instituições brasileiras, como a da Biblioteca Átila Almeida. A biblioteca, que pertence à Universidade Estadual da Paraíba, possui 10.021 títulos e 15.967 exemplares sobre o tema.
Hoje, além das coleções físicas e digitalizadas de cordéis, a LC também tem armazenadas 24 sites/URLs de blogs e sites de cordel. E a diretora do Escritório da Biblioteca do Congresso Americano no Rio de Janeiro (LCRio), Debra Mckern,  não gostaria de parar nos cordéis; “seria maravilhoso ter mais instituições brasileiras envolvidas nesses projetos e mais projetos de esforços cooperativos para estreitar relações com essas instituições“. E revela, “eu, por exemplo, adoraria realizar um projeto sobre a cultura afro-brasileira”.
Mckern conversou com o Estadão Acervo sobre o projeto dos cordéis e sobre os desafios de se preservar materiais “nascidos digitais”.

Galeria de Cordeis da Biblioteca do Congresso Americano
Procurando formas de lidar com o desafio de preservar conteúdos da web – potenciais fontes históricas, documentais e artística que vem sendo produzidas na rede – a LC é membro do Consórcio Internacional de Preservação da Internet, (IIPC na sigla em inglês) e tem sido uma das instituições internacionais mais ativas na área de preservação web. Mantém diversos projetos na área. O projeto de arquivamento web de cordéis é um deles. Como os demais, o projeto também surgiu da necessidade de incluir material digital nas coleções de fontes primárias originalmente físicas. Mackern conta que percebeu que, no caso da coleção de cordéis, a digitalização do material físico não era mais suficiente para manter essa base documental atualizada, “nos dias de hoje, nessa era digital, uma parte importante desta arte já é digital”, explica.
Foi com base no primiero projeto de arquivamento web que realizou com material brasileiro que  Mackern desenvolveu o projeto dos cordéis. Esse primeiro projeto foi realizado em 2010, quando a LCRio arquivou 46 sites/URls sobre as eleições presidenciais no País. Sobre essa experiência, Mackern ressaltou a importância de se preservar essas fontes, “se um candidato assume uma posição numa semana, mas na próxima semana muda de posição, esse conteúdo seria removido do seu site. Mas com o arquivamento web esse documento contendo sua posição inicial é preservado. Algo muito importante quando se trata de preservar o conteúdo das eleições“. Também falou sobre sobre aspectos práticos que levaram a LCRio a escolher as eleições de 2010 para ser seu primeiro projeto de arquivamento web, como o fato desse material não ter reservas de copyrigth, “são partidos políticos promovendo seus candidatos , não há lei de “privacidade”“, e de ser um trabalho com uma baliza temporal objetiva, “há um início e um fim“.
Arquivamento web de cordéis.
Iniciado em dezembro de 2011, o projeto de arquivamento web de cordéis é um processo de captura de URLs, de blogs e sites de cordelistas para arquivamento, explica Debra. Esse procedimento, conhecido como crawl [em inglês coleta], é feito “umas duas vezes ao ano”, porque nos casos de cordéis digitais “o conteúdo não é tão grande”.
Colaboração e tecnologia. O diferencial deste projeto é que ele conta com a parceria de pesquisadores e especialistas em cordel. Na maioria dos casos os projetos de Arquivamento Web da LC são executados integralmente por membros da equipe da biblioteca. A  colaboração é parte vital para o desenvolvimento do projeto. São esses profissionais que submetem ao Escritório da Biblioteca do Congresso Americano no Rio os formulários com os sites candidatos à coleta. Além de detalhes como o contato do proprietário do site, esses formulários trazem em suas especificações a justificativa para inclusão na coleção da LC e a frequência recomendada para a captura desse material online. Após analisar essas informações os membros da LC determinam quais sites serão selecionados para captura e os programam no DigiBoard, um software desenvolvida  para gerenciar coleções de arquivos da web. A ferramenta atua na área de seleção e permissões. Também ajuda a equipe de curadoria na seleção de sites para arquivamento, análise de qualidade das URLs, além de facilitar o gerenciamento de permissões legais para a captura de sites.

Organograma do funcionamento do DigiBoard
Direitos autorais. O DigiBoard envia uma mensagem de e-mail automática informando a qualidade dos sites previamente selecionados para a coleta. É nesse momento que entra a a professora Manuela Maia, diretora da Biblioteca Central da Universidade da Paraíba (UEPB) e colaboradora no projeto de arquivamento web de cordéis. Ela conta que, além de averiguar se os sites dos cordelistas estão dentro dos “critérios de qualidade para arquivamento”, cabe a ela também fazer o contato com alguns desses artistas para “pedir suas permissões, para que a Biblioteca do Congresso Americano possa realizar esse arquivamento”. Manuela destacou a preocupação da instituição americana com as leis de direito autoral e seu empenho em obter e formalizar esse arquivamento através das autorizações, “sempre há a autorização legal, conforme as leis americans exigem”.
Expansão. O processo para que o arquivamento seja feito da forma correta pode ser trabalhoso. Há o problema de espaço, que faz com que ainda não seja possível disponibilizar o acesso às URLs e ao material coletado nos sites e blogs. Mackern diz que o projeto pretende tornar disponível esse conteúdo. Mas, enquanto não consegue espaço, o projeto segue guiado por uma premissa: “a posição agora é mais ou menos essa: se você está preocupado em perder algo caso não realize o processo de captura (crawl) desse conteúdo, você execute a captura. Mais tarde, pensaremos num meio de tornar isso acessível.”








segunda-feira, 17 de março de 2014

Espetáculo da Paixão de Cristo de Gravatá em 2014. Também em literatura de Cordel–(PE)


Texto do professor Carlos Fester (Prof. Carlão)

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Desde novembro de 2013 que os trabalhos para o espetáculo ao ar livre denominado, A Nossa Paixão-Gravatá, já começaram.

Muitas novidades estão previstas para 2014, surpresas a sete chaves, segundo o diretor.  A FUNDARPE já aprovou o espetáculo para este ano, na primeira eliminatória, e considera o evento de Gravatá, a terceira mais bem produzida.

O grupo ainda luta por patrocínios que representa a modernidade do espetáculo, bem como, viabiliza mudanças para que o evento não fique repetitivo.

A prefeitura de Gravatá através do secretário de turismo Fernando Resende e também do próprio prefeito  Bruno Martiniano, confirmaram desde o ano passado, que o evento de 2014  superará todas as expectativas, já que se trata da Palavra de Deus levada à população, sem esquecer também os shows profanos.

O ICETAG este ano estará lançando um folheto de cordel com fotos, contando vida de Jesus, com o aval de lideranças evangélicas, espíritas, do antigo pároco  Joselito e do atual pároco João Paulo.

O cordel, de autoria do diretor da peça e professor Carlos Fester (prof.Carlão), será comercializado para que tudo seja revertido na beleza do espetáculo em 2014, bem como, servirá para evangelização em todas as casas religiosas, pois o autor se preocupou em concluir o trabalho segundo o Novo Testamento.

Pedimos à população que colabore comprando este cordel que teve a ajuda na impressão da Prefeitura de Gravatá, Hotel Fazenda, Vila Hípica, vereador, Neto da Banca e FUNDARPE.

O Grupo também agradeceu ao Blog do Castanha por sempre divulgar as artes  e artistas .

Tenha seu nome ou comércio ligado a este super espetáculo assistido por seis mil pessoas, por noite, em três dias de evento!

Contato : ICETAG- 9732-4001-91529690

Reproduzido de http://www.acervodocastanha.com.br

sábado, 15 de março de 2014

Apcef/PE promove primeiro concurso de literatura de cordel. Trabalhos podem ser inscritos até 31 de março

 
A Apcef/PE convida seus associados a colocar inspiração no papel. É que estão abertas as inscrições para o primeiro concurso de literatura de cordel, com temática livre. Haverá premiação para os três melhores classificados.
Os trabalhos devem ser inscritos até o dia 31 de março pelo e-mail faleconosco@apcefpe.org.br. O regulamento do evento pode ser acessado pelo site www.apcefpe.org.br.
O resultado do concurso será divulgado na festa de 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Cerimônia com este objetivo ocorre na sede de Janga, em Recife (PE). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3224-5368.



quinta-feira, 13 de março de 2014

POSSE DE PEDRO BANDEIRA NA ABLC

Fonte: Blog Cantinho da Dalinha

O poeta paraibano Pedro Bandeira  passou a ocupar a cadeira de nº 35 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. A solenidade de posse ocorreu no último dia 11 de março na Confederação das Academias situada no bairro da Lapa no Rio de Janeiro.


               

A poetisa Dalinha Catunda, homenageou o mais novo membro da academia com um caprichado cordel:

 

POSSE DE PEDRO BANDEIRA NA ABLC

POSSE DE PEDRO BANDEIRA NA ABLC<br />1 <br />A Deus peço inspiração,<br />E com a musa converso<br />Para passar com meu verso<br />Nesta minha louvação.<br />No peito meu coração,<br />Já preparou seu roteiro,<br />E o santo de Juazeiro<br />Já me deu seu veredito:<br />- Cante, mas cante bonito!<br /> Pois merece o cavalheiro.<br />2<br />Sei que não sou a primeira<br />A falar deste expoente, <br />Que soube tão habilmente<br />Consagra-se na carreira<br /> É ele, Pedro Bandeira!<br />Violeiro e advogado,<br />Matuto do pé rachado,<br />Que se tornou bacharel<br />Luzindo em cada papel<br />Por ele representado.<br />3<br />Bendito foi o menino,<br />Que entre versos viveu <br />O universo conheceu<br />Do repente nordestino.<br />Junto a Manoel Galdino<br />Seu mestre e avô querido.<br />Sendo menino sabido<br />Com as rimas se entendia.<br />Gostava da cantoria<br />Por ela foi atraído<br />4<br />Filho de mãe poetisa<br />Herdeiro por natureza<br />Na alma guarda a riqueza,<br />Que todo bardo precisa.<br />Entre palavras desliza <br />Sem faltar vocabulário<br />Na mente traz um glossário<br />Onde não lhe falta a rima<br />Pelo bom verso ele prima<br />Pois é esse o seu fadário.<br />5<br />Cada irmão que Pedro tem<br />Traz na veia a poesia<br />Dádiva que contagia,<br />Uma herança do bem,<br />E junto com Pedro vem:<br />Daudeth, Antônio e João,<br />E eles com Francisco são<br />Galhos duma mesma planta,<br />Duma família que encanta<br />No canto de geração.<br />6<br />Na casa de Zé Vicente,<br />Na fazenda Mandasaia,<br />Pedro seus versos ensaia<br />Deixando o povo contente,<br />Ele de lá sai ciente,<br />Que agradou quem assistia.<br />Foi este o primeiro dia<br />Que o vate se apresentou,<br />E seu lugar conquistou<br />Como sonhava e queria.<br />7<br />Ao fazer dezesseis anos<br />Uma viola comprou,<br />esse instrumento abraçou<br />E após fazer os seus planos<br />Sem pensar em desenganos<br />Pegou firme no batente.<br />E dominando o repente<br />Dele fez sua profissão,<br />Seu lazer, seu ganha-pão,<br />Disposto, seguiu em frente.<br />8<br />Riacho da Boa vista<br />A sua terra natal,<br />Ele deixou, afinal,<br />Ao se tornar um artista.<br />A fama de repentista<br />Começou a correr chão<br />Era Pedro no mourão,<br />No martelo agalopado,<br />No galope variado,<br />Em gemedeira e quadrão.<br />9<br />Seguindo seu coração<br />A Cajazeiras deixou.<br />Em Juazeiro ficou<br />Por desejo e devoção<br />A “Padim Ciço” Romão<br />De quem se tornou romeiro,<br />Santo padre milagreiro,<br />Que mesmo sendo cassado<br />Pelo povo é adorado<br />Como santo brasileiro.<br />10<br />Com a popularidade<br />Na profissão escolhida<br />Bandeira ganhou a vida,<br />Também notoriedade.<br />Hoje é celebridade!<br />Faz rádio e televisão,<br />Homem de muita visão<br />É este paraibano<br />Que renasce a cada ano<br />Pondo projeto em ação.<br />11<br />E este cabra da peste<br />Nos louros das suas metas,<br />É o “Príncipe dos poetas<br />Populares do Nordeste”.<br />Título que o bardo veste<br />Orgulhando sua gente,<br />Que proclama alegremente<br />O vate e sua nobreza,<br />Que de posse da destreza<br />Faz da palavra um presente.<br />12<br />Assim fez sua história<br />E por muitos é amado,<br />Aplaudido e festejado<br />Nesta sua trajetória.<br />Na caminhada de glória<br />De quem lutou e venceu<br />E por isso apareceu<br />Encantando gerações<br />Sem orgulho sem senões<br />Com dotes que Deus lhe deu. <br />13<br />A imponente Academia<br />Brasileira de Cordel<br />Convoca pra seu plantel<br />O craque da cantoria,<br />Príncipe da poesia,<br />De carreira laureada,<br />Em sua intensa jornada <br />Nossa cultura ele preza, <br />Pois a cartilha que reza<br /> É popular e sagrada.<br />14<br />Mestre Gonçalo Ferreira <br />Decidido e consciente,<br />Sendo nosso presidente,<br />Convidou Pedro Bandeira<br />Pra assumir uma cadeira<br />Na casa da poesia<br />E o vate com galhardia<br />Sem escusas aceitou.<br />Colegiado aprovou<br />Com aplausos e alegria.<br />15<br />Para ser sua madrinha<br />Por Pedro fui convidada.<br />Bastante lisonjeada<br />Eu tratei de entrar na linha,<br />E cada palavra minha<br />Brotou da admiração,<br />Que inspira este cidadão,<br />Que nas pelejas da vida<br />Aos bons versos deu guarida<br />Tocando meu coração.<br />16<br />Abram alas minha gente<br />Para Pedro o cantador<br />Com seu verso tentador<br />Que bem tempera o repente.<br />Agora adentra contente<br />A morada da cultura,<br />Casa da literatura,<br />Da viola e do saber,<br />Que se alegra em receber<br />Tão importante figura.<br />*<br />Cordel e foto de Dalinha Catunda


1
A Deus peço inspiração,
E com a musa converso
Para passar com meu verso
Nesta minha louvação.
No peito meu coração,
Já preparou seu roteiro,
E o santo de Juazeiro
Já me deu seu veredito:
- Cante, mas cante bonito!
Pois merece o cavalheiro.

2
Sei que não sou a primeira
A falar deste expoente,
Que soube tão habilmente
Consagra-se na carreira
É ele, Pedro Bandeira!
Violeiro e advogado,
Matuto do pé rachado,
Que se tornou bacharel
Luzindo em cada papel
Por ele representado.

3
Bendito foi o menino,
Que entre versos viveu
O universo conheceu
Do repente nordestino.
Junto a Manoel Galdino
Seu mestre e avô querido.
Sendo menino sabido
Com as rimas se entendia.
Gostava da cantoria
Por ela foi atraído

4
Filho de mãe poetisa
Herdeiro por natureza
Na alma guarda a riqueza,
Que todo bardo precisa.
Entre palavras desliza
Sem faltar vocabulário
Na mente traz um glossário
Onde não lhe falta a rima
Pelo bom verso ele prima
Pois é esse o seu fadário.

5
Cada irmão que Pedro tem
Traz na veia a poesia
Dádiva que contagia,
Uma herança do bem,
E junto com Pedro vem:
Daudeth, Antônio e João,
E eles com Francisco são
Galhos duma mesma planta,
Duma família que encanta
No canto de geração.

6
Na casa de Zé Vicente,
Na fazenda Mandasaia,
Pedro seus versos ensaia
Deixando o povo contente,
Ele de lá sai ciente,
Que agradou quem assistia.
Foi este o primeiro dia
Que o vate se apresentou,
E seu lugar conquistou
Como sonhava e queria.

7
Ao fazer dezesseis anos
Uma viola comprou,
esse instrumento abraçou
E após fazer os seus planos
Sem pensar em desenganos
Pegou firme no batente.
E dominando o repente
Dele fez sua profissão,
Seu lazer, seu ganha-pão,
Disposto, seguiu em frente.

8
Riacho da Boa vista
A sua terra natal,
Ele deixou, afinal,
Ao se tornar um artista.
A fama de repentista
Começou a correr chão
Era Pedro no mourão,
No martelo agalopado,
No galope variado,
Em gemedeira e quadrão.

9
Seguindo seu coração
A Cajazeiras deixou.
Em Juazeiro ficou
Por desejo e devoção
A “Padim Ciço” Romão
De quem se tornou romeiro,
Santo padre milagreiro,
Que mesmo sendo cassado
Pelo povo é adorado
Como santo brasileiro.

10
Com a popularidade
Na profissão escolhida
Bandeira ganhou a vida,
Também notoriedade.
Hoje é celebridade!
Faz rádio e televisão,
Homem de muita visão
É este paraibano
Que renasce a cada ano
Pondo projeto em ação.

11
E este cabra da peste
Nos louros das suas metas,
É o “Príncipe dos poetas
Populares do Nordeste”.
Título que o bardo veste
Orgulhando sua gente,
Que proclama alegremente
O vate e sua nobreza,
Que de posse da destreza
Faz da palavra um presente.

12
Assim fez sua história
E por muitos é amado,
Aplaudido e festejado
Nesta sua trajetória.
Na caminhada de glória
De quem lutou e venceu
E por isso apareceu
Encantando gerações
Sem orgulho sem senões
Com dotes que Deus lhe deu.

13
A imponente Academia
Brasileira de Cordel
Convoca pra seu plantel
O craque da cantoria,
Príncipe da poesia,
De carreira laureada,
Em sua intensa jornada
Nossa cultura ele preza,
Pois a cartilha que reza
É popular e sagrada.

14
Mestre Gonçalo Ferreira
Decidido e consciente,
Sendo nosso presidente,
Convidou Pedro Bandeira
Pra assumir uma cadeira
Na casa da poesia
E o vate com galhardia
Sem escusas aceitou.
Colegiado aprovou
Com aplausos e alegria.

15
Para ser sua madrinha
Por Pedro fui convidada.
Bastante lisonjeada
Eu tratei de entrar na linha,
E cada palavra minha
Brotou da admiração,
Que inspira este cidadão,
Que nas pelejas da vida
Aos bons versos deu guarida
Tocando meu coração.

16
Abram alas minha gente
Para Pedro o cantador
Com seu verso tentador
Que bem tempera o repente.
Agora adentra contente
A morada da cultura,
Casa da literatura,
Da viola e do saber,
Que se alegra em receber
Tão importante figura.
*


Exposição de arte nordestina celebra 43 anos de Ceilândia–DF

 
JK Shopping promove grande encontro da literatura, música, artes plásticas e cênicas para celebrar a cidade mais populosa do DF
 
No dia 27 de março, Ceilândia completa 43 anos. A maior cidade do Distrito Federal, com mais de 400 mil habitantes, celebra mais um ano e o JK Shopping (Avenida Hélio Prates) preparou uma programação cultural intensa para valorizar as raízes históricas de seus moradores, grande parte vindos da região Nordeste. Entre os dias 14 e 30 de março acontece, na praça central do mall, a exposição “Encanta Ceilândia – Xilogravura e Cordel”, com muita poesia, artes plásticas, teatro, música, oficinas e brincadeiras lúdicas. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é livre.
A proposta é que o público vivencie, de forme interativa, lembranças e emoções do povo nordestino, de uma arte que traz todo contexto cultural e social, além de seu refinado apreço estético. Os visitantes contam com o auxílio de monitores para explicações e esclarecer as dúvidas. De acordo com o superintende do JK Shopping, Sidney Pereira, para o grupo é muito importante festejar a data, junto com a comunidade que os acolheu tão bem. “São elementos muito fortes da identidade do povo que construiu a Ceilândia. E neste aniversário queremos reforçar os laços entre a comunidade e o shopping, ressaltando o que têm de mais rico, que é sua cultura. A curadoria passou por uma criteriosa seleção, com nível dos grandes museus, que cada vez mais tem destacado espaço para a arte popular”.
Escolas, públicas e particulares, e entidades com fins educativas podem agendar visitas guiadas à exposição, como parte do projeto “Escola – Arte e Identidade”, promovendo o conhecimento histórico, cultural e social da comunidade de turmas do 4º ao 9º ano. Os horários podem ser marcados entre os dias 17 a 28 de março pelo telefone (61) 3246-8608. A expectativa é que mais de mil crianças passem pelo projeto e tenham momentos de apreciação artística e intelectual.
“Nosso objetivo é unir aprendizagem e entretenimento, para que as novas gerações compreendam melhor suas raízes e de seus antepassados. Assim elas podem se aproximar ainda mais de um povo que foi responsável pela construção de uma importante cidade da capital do país”, explica Sidney Pereira sobre a importância do projeto.
Exposição Xilogravura
Uma arte minuciosa e bem marcantes. A xilogravura consiste em uma técnica de entalhamento da madeira para ser usada como uma espécie de carimbo. É uma das principais formas de expressão que caracterizam a arte do Nordeste. Assim como o cordel, nasceu em feiras populares como uma opção barata de entretenimento. Quem passar pelo evento pode apreciar cerca de 40 obras dos mais importantes artistas, de notoriedade internacional, como os pernambucanos J. Borges, Marcelo Soares, J. Miguel, Dila, o capixaba que vive no Maranhão Airton Marinho e o cearense José Lourenço.
Cordel
Um dos elementos mais emblemáticos da literatura nordestina é o cordel. Famosa, por ser exposta pendurada em cordões, os textos trazem em forma de poesia histórias do cotidiano da região. Serão exibidas obras de expoentes da atualidadede diferentes partes do Brasil, como João Ferreira de Lima (As proezas de João Grilo), Leandro Gomes de Barros (A Batalha de Oliveiros com Ferrabrás/ A Donzela Teodora), Severino Milanês da Silva (Peleja de Severino Pinto com Severino Milanês), José Pacheco da Rocha (A Chegada de Lampião no Inferno/ A intriga do Cachorro com o Gato), João Melchiades (Roldão no Leão de Ouro), Arievaldo Viana (O Batizado do Gato), José Camelo de Melo Resende (Coco Verde e Melancia).
Destaque para o dia 27 de março, data oficial do aniversário da cidade, que será lançado um cordel que conta a história de Ceilândia. A obra é assinada pelos repentistas João Santana e Chico de Assis, que já se apresentaram em lugares como o Teatro Nacional e produziram obras para a TV, teatro e cinema, e a capa ilustrada por Jô Oliveira, artista que já recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais filatelistas com a criação do “melhor selo”. O texto conta a formação da cidade, que foi crescendo conforme a nova capital era construída: “No ano setenta e um/ Ceilândia foi batizada,/ Onze anos antes disso/ Brasília era inaugurada,/ Construída pela força/ Nordestina obstinada”.
Música
Artistas que cantam o nordeste em suas melodias e canções também fazem parte da programação, sempre das 20 às 21h. Confira a programação:
14/ 03 – (sexta) – Flomulengo
Banda brasiliense que entoa o tradicional forró pé de serra com canções de músicos consagrados como Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Elba Ramalho, Marinês e Dominguinhos.
15/03 – (sábado) – Alberto Salgado
Músico, compositor, violonista, percussionista e tocador de berimbau. Alberto Salgado é um artista de música popular brasileira, com diversos prêmios em sua carreira. Já gravou ao lado de Dominguinhos.
16/03 – (domingo) – Paraibola
A proposta do grupo é mostrar a música nordestina, que inclui xote, xaxado, xerém, baião, maxixe e maracatu, criando um repertório próprio que batizaram de forró Candango, ou seja estes ritmos falando da realidade de Brasília.
21/03 – (sexta) – Luizão do Forró
O paraibano sobe ao palco para embalar o público com o ritmo do forró pé de serra com seu inseparável acordeon. É um dos integrantes do trio Nordestinos Candangos que se apresenta no dia 29/03
22/03 – (sábado) – Carlinhos Veiga
O músico entoa em seus shows canções permeadas de regionalismo, embalados pelo som da viola caipira e viola de cocho.
23/03 – (domingo) – RAPadura Xique-Chico
O rapper inova ao misturar sua música com repente alimentado por muito coco, maracatu, forró, baião e cantigas de roda, que fazem dele o percussor de um movimento em defesa da cultura popular, integrando o rap contemporâneo à música de raiz. Já foi indicado ao VMB como aposta da MTV em 2012.
27/03 – (quinta) – Chico Assis e João Santana

A dupla de repentistas leva a música de raiz com muita melodia e poesia. Chico é potiguar e atualmente dirige a Casa do Cantador. João Santana é o único repentista nascido fora do Nordeste e já se apresentou em diversos países.
 
 
                
29/03 – (sábado) – Marcos Mesquita e Vitor Mesquita
Pai e filho violeiros, juntamente com sua banda, levam aos palcos o som da viola caipira, em sua essência, mas com influências do rock progressivo.
30/03 – (domingo) – Nordestinos Candangos
O trio de nordestinos radicados em Brasília desde os anos 70 traz música popular brasileira com características regionalistas do xote, xaxado, baião, frevo, toada e samba. Nos temas, o meio ambiente, causas sociais, belezas geográficas e das riquezas do povo brasileiro, além do amor.

Teatro
Para a criançada, o universo lúdico do teatro vem com toques de cultura popular, tanto em técnica como no enredo. Serão apresentadas peças teatrais, sempre das 16 às 17h, de duas companhias de destaque no DF.
15/03, 22/03 e 29/03 – Mamulengo Presepada – O Romance do Vaqueiro Benedito
Grupo que mistura elementos da cultura popular, em um jogo cênico que envolve atores, bonecos e música. Misturando personagens da cultura popular, com alguns mitológicos e outros simbólicos, a história se desenvolve conforme a participação da plateia.
16/03, 23/03 e 30/03 – Cia Expressão da Arena – O Conto do Baú
Grupo teatral de bonecos om histórias de literatura de cordel. A peça conta história de um menino do sertão que não pode ir à escola, pois precisa trabalhar. Sonhador, ele encontra um baú mágico e vai parar em uma terra encantada
Atividades de interação artística
Ao longo do evento serão desenvolvidas atividades interativas e educativas, nas quais o público se sinta parte do processo, totalmente de graça. Entre eles está um grande jogo de tabuleiro, colocado no chão e no qual as peças são as próprias pessoas. São colocados desafios com personagens, informações históricas e festas populares, todo ilustrado, com questões abordadas ao longo da exposição. Um momento de diversão para a família e para os alunos das escolas em visitação. Também é possível criar o próprio cordel em um painel de ímã gigante com personagens e ícones do universo da xilogravura.
Para quem quer aprender ainda mais, é possível desfrutar do “espaço leitura”, com um lounge e diversos títulos de cordel para apreciação. Já no “espaço criação” são desenvolvidas oficinas gratuitas para o visitante colocar a mão na massa e desenvolver sua própria xilogravura, conhecendo detalhadamente a técnica.
Serviço:
Encanta Ceilândia – Xilogravura e Cordel
Local: JK Shopping (Avenida Hélio Prates QNM 34 – entre Taguatinga e Ceilândia)
Data: 14 a 30/03
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: Livre
Informações/ agendamento para escolas e entidades: (61) 3246-8608
www.jkshoppingdf.com.br
Reproduzido de: http://www.jornaldebrasilia.com.br/



















































quarta-feira, 12 de março de 2014

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DA POESIA 2014 NA CASA DO CORDEL–NATAL (RN)

 

A casa do Cordel, localizada à Rua Vigário Bartolomeu, 578,
centro de Natal-RN, divulgou em seu blog a programação da instituição para a semana da poesia a qual reproduzimos. Se você é de Natal ou das redondezas não deixe de participar.

 


13 MARÇO(QUINTA-FEIRA
18H - ABERTURA DA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA SERES DO SERTÃO
POR AURÍLIO SANTOS/PB. LOCAL : CASA DO CORDE

14 DE MARÇO(SEXTA FEIRA)
8H30 - MESA DE VIVÊNCIA SOBRE O CORDEL( COM POETAS,
POETISAS E ADMIRADORES). LOCAL: CASA DO CORDEL
15H - ASSEMBLÉIA DO MOVIMENTO CORDELISTA. LOCAL: CASA DO CORDEL
18H - SARAU EM HOMENAGEM ÀS MULHERES NO CORDEL
ENCERRAMENTO COM FORRÓ DA GENTE. LOCAL: CASA DO CORDEL

15 DE MARÇO(SÁBADO)
9H - CAFÉ COM CORDEL (SARAU, MÚSICA, LANÇAMENTO DE
CORDEIS)
OBS: O CAFÉ SERÁ VENDIDO A PREÇOS POPULARES COMO
CONTRIBUIÇÃO

casadocordel@hotmail.com
84-9954-6865

Reproduzido de http://casadocordel.blogspot.com.br/