CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

COLÉGIO BERNARDINO BENTO

 

 

 

 

 

 

Primeiro peço desculpas
Acaso eu venha esquecer
De algum educador
Que me ensinara a aprender
No colégio Bernardino
Grande fonte do saber.

 

Neste verso homenageio
Os mestres grandes amantes
Do conhecimento e que
Tornaram interessante
Minha breve adolescência.
Minha vida de estudante.

 

 

No Bernardino cursei
O ensino fundamental
De 5ª a oitava série
Uma fase especial.
Já o meu ensino médio
Cursei no Lídia Cabral.

No Berna estudei com Nida,
Onélio e Maria Barbosa,
Fátima Soares e ainda,
Com  a Maria Pedrosa,
Maria Maia e Erenilda
Que me ensinou o que é ‘prosa’.

Ainda estudei com Tica
Viana e com Françuá.
Com Kilma, Creofe e Bozana
Que costumava falar
“Até tu Brutus”, se alguém
Começasse a bagunçar.
 

 

 

Com Pretinha e com Laurita
E outra Maria: a Duarte.
Estudei com dona ‘G’
Na disciplina de Artes.
Foi nesta escola que li
Sobre o Pedro Malasartes.

Neste tempo era Madrinha
Aglahé  a diretora.
Marinalda era ‘faz tudo’:
Secretária, inspetora.
Ás vezes a gente achava
Que ela era supervisora.

Alguns dos fatos marcantes:
Palestras, apresentações,
Gincanas, cantar o hino
Ante as comemorações.
Parodiando Roberto:
“Foram tantas emoções!”.

Mas uma lembrança forte
Me vem é da ‘delegada’.
Falo de Fátima Soares
Assim ela era chamada
Por nós porque a mulher
Não tinha medo de nada.
 

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Mas o nome ‘delegada’
Foi dado na ocasião
Em que a 8ª série
Trabalhou pra excursão.
Este apelido quem deu
Foi o amigo Gilsão. 

Na turma da excursão
Era uma farra danada:
Armava barraca em festa,
Em carnaval, vaquejada.
Olhe eu não me esqueço nunca
Daquela turma animada.

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Sem falar na excursão.
A festa maior ainda:
Ficamos mais de três dias
Na cidade de Olinda.
A gente saiu de lá
Até Itamaracá,
Porto de Galinhas, mar,
João Pessoa, capitá.
Meus amigos vou parar
Senão o verso não finda.

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Autor: Manoel Messias Belizario Neto

Fonte Imagens: Google; Orkuts de Damião Alfredo e Leninha

e acervo pessoal do autor

4 comentários:

  1. ola meu nome e maria de fatima faustino e queria dizer que ja tive a honra de estudar neste belo colegio pois acredito eu que quem passou por ele jamais esquecera dos belos educadores que ai existe beijos e abraço de uma ex aluna

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  2. Adorei os versos Manoel Messias. Nossa!! Por instantes revivi aqueles bons momentos que passamnos no Colégio Bernardino Bento.

    Abraço.

    Ramon Nunes

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  3. É Zé Ramon, tempos bons que somente a lembrança é capaz de resgatar!

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