CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PEDAÇOS DE SILÊNCIO

Este silêncio noturno
Esconde a nau da saudade
Que atraca no cais da memória
Logo o porto-peito invade
A certeza que o passado
Perdeu-se na tempestade.

Vai silêncio buscar longe
Lá nas águas do passado
Minha ilusão perdida
Na infância do roçado.
Meus açudes minhas grotas
O meu aboio, meu gado.

 

 

Dorme casinha de taipa,
Casinha da liberdade...
Caiu no meio real
Estás em pé de verdade
Nos pedestais da lembrança
No labutar da saudade.

 

Dorme pequeno casebre
Dorme em meu coração.
Tuas paredes de barro
De poucos chamam atenção
Só de mim q sou teu dono
Q te ergui neste sertão.

 

 

Dorme Lages, Sítio Lages,
Dorme nesta escuridão...
No lugar onde habitei
Sei que só resta o torrão
De minha casa de taipa
Tristonha na solidão...

Manoel Messias Belizario Neto on twitter

Imagens
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