CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Faculdade inclui cordel como indicação de leitura para vestibular

Do www.ne10.uol.com.br

O cordel “Um passeio na terrinha”, do caruaruense Luciano Dionísio está, ao lado de livros de autores como Jorge Amado e Eça de Queiroz, entre as indicações de leitura propostas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e letras de Caruaru (Fafica) para os candidatos ao vestibular 2012 da instituição, que será realizado em novembro deste ano.
Segundo a direção da Fafica, a decisão de colocar a literatura de cordel como indicação de leitura para o vestibular concretiza uma aproximação do conhecimento acadêmico com o saber popular.
CORDEL - O cordel “Um passeio na terrinha” será disponibilizado para os vestibulandos na livraria da Fafica e na Banca de Revista Terceiro Mundo, que funciona na Rua da Matriz, no Centro de Caruaru.
As inscrições para o vestibular da faculdade começam no dia 17 de outubro e poderão ser feitas no site http://www.fafica.com.

Literatura de cordel é tema de exposição em Pelotas até 31 de agosto (RS)

Reproduzido de www.agencia.fecomercio-rs.org.br

Até o dia 31 de agosto, Pelotas recebe a exposição “O Cordel e o Cantador – Mostra didática sobre literatura de cordel”. As obras que compõe a mostra estão à disposição para visitação no Sesc Pelotas (Rua Gonçalves Chaves, 914), das 9h às 18h, com entrada franca. A atividade faz parte da agenda do Arte Sesc – Cultura por toda parte e das comemorações do Mês do Folclore.

A exposição pretende resgatar a literatura de cordel, reproduzindo no formato comum, onde os cordelistas/poetas populares apresentam seus trabalhos pendurados em cordões, com as capas voltadas para o público, além de destacar o papel do cantador ou repentista. A literatura de cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel. Chamam a atenção pela forma que são expostos para venda: pendurados em cordas ou cordéis, fato que deu origem ao nome dado em Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes.

São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores ou cordelistas recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. Mais informações com o Sesc local (53) 3225 6093.

Sobre o Sesc - No Rio Grande do Sul, o Sesc está presente em mais de 450 municípios com atividades sistemáticas em áreas como a saúde, esporte, lazer, cultura, cidadania, turismo e educação. Desta forma, o Sesc/RS desempenha o papel social assim como o Senac/RS o da qualificação profissional do Sistema Fecomércio-RS que atua em âmbito econômico, político e social pela constante qualificação e crescimento do setor terciário gaúcho. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.sesc-rs.com.br.

Ler por prazer no ritmo do cordel: NOVA ESCOLA responde oito perguntas sobre como trabalhar a literatura de cordel na sala de aula

Reproduzido de www.origin.revistaescola.abril.com.br

Arte popular. Foto: Gustavo LourençãoARTE POPULAR Na CEIEF Aracy Nogueira Guimarães, a professora Ana Cristina Adão transformou a literatura de cordel em conteúdo de Língua Portuguesa para sua turma de 4º ano. Os principais objetivos: ampliar o repertório dos estudantes e desenvolver na meninada o comportamento leitor.

Se você nunca pensou em apresentar literatura de cordel aos seus alunos, por considerá-la pobre ou popular demais, saiba que está cometendo um erro de avaliação. Primeiro porque popular não é sinônimo de má qualidade. Depois porque esse gênero literário é riquíssimo tanto na forma como no conteúdo. Tão rico que muitos especialistas costumam considerá-lo uma ferramenta excepcional para desenvolver na garotada o comportamento leitor.
O que faz da poesia de cordel um instrumento capaz de estimular o hábito da leitura são características que costumam encantar as crianças, entre elas a musicalidade das rimas, a temática, que geralmente remete à cultura nordestina, e as metáforas, que abrem caminho para boas discussões. Já que é assim, por que não usar o cordel para ampliar o repertório da turma? NOVA ESCOLA foi ouvir quem entende do assunto para elucidar algumas dúvidas sobre como trabalhar com a leitura desse tipo de texto.

1 Qual é a melhor maneira de ler a poesia de cordel para os alunos em sala de sala?

O ideal é que você prepare a leitura com antecedência para dar o devido destaque ao ritmo e à musicalidade proporcionados pelas rimas. Treine a entonação, lembrando-se sempre de que é recitando de modo expressivo que os cordelistas atraem compradores para os seus folhetos. O professor deve atuar como modelo de leitor, questionando as intenções do autor ao escolher determinadas expressões e ajudando na construção do sentido (leia a sequência didática). Informe-se sobre a história e a estrutura poética. Se contar com os recursos necessários, reproduza gravações de cordel em sala de aula. Assim, os alunos terão referências da relação entre o texto e a oralidade típica do gênero.

2 E os estudantes, como devem fazer a leitura?

Ler em voz alta é bom, já que o cordel está fundamentado na oralidade. "Pedir que os alunos levem cordéis para casa e leiam para seus pais é uma boa maneira de aproximá-los do gênero", diz Hélder Pinheiro, professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

3 Depois de ler, o que discutir com as crianças?

Regionalismos, metáforas e palavras que fogem da grafia-padrão, por exemplo.Fatos históricos e aspectos culturais referentes à narrativa também devem ser abordados. Se você intercalar a leitura de cordéis com a de outros gêneros literários, discuta as diferenças entre eles.

4 De que forma explicar palavras fora do padrão?

Os desvios ortográficos típicos do cordel têm origem na estreita relação do gênero com a linguagem oral. Explique que, nesse contexto, eles não são considerados erros, mas traços da fala coloquial e da cultura popular que refletem o ambiente no qual o cordel foi criado.

5 Como abordar regionalismos e metáforas?

Esses elementos refletem o diálogo do sertanejo com suas crenças e seus dilemas cotidianos. É fundamental, portanto, que você estude os cordéis que serão lidos para ajudar seus alunos a compreendê-los. Preparar um glossário de termos regionais pode ajudar bastante.

6 Quais devem ser os critérios na hora de selecionar os textos que serão lidos?

Algumas poesias de cordel têm linguagem chula ou pornográfica. Outros narram histórias violentas. "Na hora de escolher as que serão lidas em sala de aula, é preciso descartar aquelas que apresentem temática inapropriada", diz a professora Ana Cristina Adão, que trabalha a leitura de cordéis com uma turma de 4º ano na CEIEF Aracy Nogueira Guimarães em Limeira, a 150 quilômetros de São Paulo (leia o quadro acima). Ana sugere que, levando em conta a experiência das crianças, sejam selecionados textos que tratem, por exemplo, de lendas, festas regionais, acontecimentos históricos ou simplesmente fatos cotidianos.

7 Dá para trabalhar o cordel no início da alfabetização?

Sim. "A métrica e a rima despertam a curiosidade das crianças", afirma Carlos Alberto de Assis Cavalcanti, mestre em Literatura pela Universidade Federal de Pernambuvo (UFPE). Apresentá-las ao gênero por meio de cordéis mais curtos, como os escritos em quadras (estrofes de quatro versos) ou sextilhas (de seis), é a melhor estratégia. Não fragmente o cordel. Durante o processo de alfabetização, é importante que os pequenos compreendam o texto em sua integralidade.

8 Onde encontrar boa literatura do gênero?

No Nordeste, encontram-se folhetos à venda em livrarias e até bancas de jornal. Quem está em outras regiões pode comprá-los pela internet, em sites de instituições como o Centro de Tradições Nordestinas, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel e a Casa de Rui Barbosa ou de editoras como Luzeiro e Queima-Bucha. Outra possibilidade é recorrer a livros como Feira de Versos (vários autores, 136 págs., Ed. Ática, tel. 11/3990-1777, 28,90 reais) e O Menino Lê (André Coelho, 32 págs., Ed. Dimensão, tel. 31/3527-8000, 27 reais).

Peça revisita literatura de cordel (Salvador BA)

Reproduzido de www.atarde.com.br

Peça está em cartaz no Teatro Vila Velha

Peça está em cartaz no Teatro Vila Velha

Com apresentações marcadas até 21 de agosto, sempre aos sábados e domingos, o espetáculo Remendo-Remendó revisita contos e folhetos de cordel, a exemplo daqueles que narram os casos de João Grilo, personagem imortalizado por Ariano Suassuna em O Auto da Compadecida.

Remendo-Remendó se passa em uma pequena cidade do interior, no momento em que o prefeito organiza um festival de contadores de histórias e reúne as mentes mais criativas do lugar. A peça, escrita por Inácio D’eus e Cell Dantas, foi montada pela primeira vez em 2002, quando foi indicada ao Prêmio Braskem de Teatro na categoria Melhor Espetáculo Infanto-junvenil.

Evento: Remendo-Remendó
Onde: Teatro Vila Velha
Quando: Sábados e domingos, até 21/08
Entrada: R$ 20

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Show de Literatura de Cordel com o Poeta Popular Léo Medeiros

Reproduzido de theatrosaojoaodesobral.blogspot.com

SERVIÇO:

Dia 11 de agosto (quinta-feira)

19h – Show Minha Terra Meu Sertão – Léo Medeiros – Sobral-CE

Local: Theatro São João

Acesso: 10,00 e 5,00 ou 15,00 com direito ao CD

SESC-Ler de Paraíso promove O CORDEL E O CONTADOR (TO)

Reproduzido de: www.surgiu.com.br

A direção do SESC-Ler, de Paraíso do Tocantins, foi muito feliz em promover na noite de terça-feira, 9, a Mostra Literária O CORDEL E O CONTADOR, revivendo momentos de muita descontração que só este tipo de literatura é capa de produzir.
O Diretor do SESC-Ler, Paulo Cesar Patrício convidou para o evento os professores e alunos da Escola Municipal Pouso Alegre, o Diretor da Escola Estadual Deusa Moraes, o Presidente Municipal do Conselho de Cultura, o imortal Dorival Santiago e o poeta cordelista Marciano Pereira Barros.
Marciano Pereira Barros e o escritor Dorival Santiago recitaram romances de cordel de suas autorias para delírio dos presentes à solenidade.
Através do programa Mostra Literária, o SESC – Ler buscou proporcionar ao público presente um contato maior com este tipo de obras, personagens e autores literários por meio de atividades, como oficinas, leituras, debates, contação de histórias, exibição de filmes, dentre outras, que foram realizadas em torno das exposições. Essas ações proporcionaram um maior conhecimento acerca do conteúdo literário exposto e possibilitou a interação do participante com o evento e com a literatura em seus diversos âmbitos de realizações.

CTN Realiza Festival de Cordel (SP)

Reproduzido de www.ctn.org.br/festivaldecordel

CTN

O CTN - Centro de Tradições Nordestinas está promovendo, de 11/09 a 06/10/2011 o 1º. Festival de Cordel.

O objetivo de mais esta iniciativa cultural do CTN é realizar diversos eventos em que a Literatura de Cordel seja conhecida, analisada, discutida, revisitada e revitalizada.

Para tanto, tais eventos prevêem a realização de 5 oficinas de cordel, 5 oficinas de xilogravura, 4 saraus de repente e cordel, 5 sessões de cinema e um concurso de cordel.

Oficina de Cordel e de Xilogravura - Essa oficina objetiva a produção de um folheto que apresente o cordel e a xilogravura como expressões artísticas da cultura popular que influenciaram autores eruditos, cineastas, artistas plásticos e músicos. Os participantes entenderão o que é Xilogravura e a sua utilização em capas de cordel, através de exposição de folhetos de cordel, demonstração dos materiais utilizados no desenvolvimento de uma xilogravura, incluindo pesquisas a partir do desenho e elaboração de uma matriz de xilogravura em grupo. Tais trabalhos serão expostos no CTN para a visitação pública.

Saraus - serão apresentados os melhores folhetos clássicos e contemporâneos, a partir de uma criteriosa seleção representativa de gêneros e autores. Poetas e cantadores convidados declamarão folhetos de cordel e apresentarão modalidades do mundo da cantoria. Essa atividade pretende despertar o público para a leitura e, sobretudo, o interesse para a declamação e a cantoria propriamente ditas.

Sessões de Cinema - A temática é a apresentação da realidade nordestina na sua região e no Sudeste, como o filme franco-brasileiro Saudade do Futuro, muito premiado nos Estados Unidos e Europa, inédito no Brasil, e que tem como tema central a presença dos nordestinos na quarta maior cidade do mundo, São Paulo. Um debate aberto ao público será feito após cada apresentação.

Concurso de Cordel - O Concurso de Cordel tem como objetivo reunir, premiar e divulgar as melhores obras de artistas e cordel e de xilogravura atuais e de renome do Brasil, expondo-as em espaço expositivo confirmado especialmente para recebê-las.

Os 20 melhores trabalhos selecionados pela comissão técnica, formada por profissionais de renome na área das artes, serão publicados na forma de folhetos e distribuídos gratuitamente nas bibliotecas públicas de todo o país, além de terem suas obras ilustradas por xilogravuras inéditas, que passarão por uma avaliação curatorial e depois serão apresentadas e premiadas numa exposição aberta ao público.

Para participar do Concurso de Cordel,
leia o regulamento clicando aqui.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cordel de Saia informa

Reproduzido do blog Cordel de Saia: www.cordeldesaia.blogspot.com

ABLC atravessa fronteiras

Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, participará do Simpósio Internacional “Literatura de Cordel: Continuity and Change in Brazilian Street Literature”, que acontecerá em Washington D.C., nos Estados Unidos, nos dias 26 e 27 de setembro/2011.

Participarão do evento em pauta pesquisadores renomados dos Estados Unidos e de outros países, ministrando palestras sobre a literatura de cordel, abordando os temas:

- Cordel, a voz do povo

- Um retrato do século XX

- Brasil em cordel - palestra ministrada pelo presidente da ABLC/RJ

- Criatividade vernacular

- O cordel no cenário musical do Brasil.

Painel:

- O que o cordel representa para o Brasil nos dias de hoje

Mesa redonda:

- Conversão digital do cordel e preservação digital, arquivando o cordel na web

Gonçalo Ferreira da Silva afirma que participar de um evento desta natureza é fundamental para o enriquecimento e divulgação da ABLC

Texto: Assessoria de Imprensa da ABLC

(Acadêmica Dalinha Catunda – (021) 8225-0145

Acadêmica Rosário Pinto – (021) 8100-9159

cordeldesaia@gmail.com

Intensa programação durante o Salão Internacional do Livro

Reproduzido de radioculturafoz.com.br

O Salão Internacional do Livro, que está na 4° edição em Foz do Iguaçu, está fazendo a cidade mergulhar na literatura. Vários lançamentos nacionais e palestras com autores acontecem durante os 10 dias do evento literário. Sair do Salão do Livro e não levar um exemplar para casa é quase impossível, sendo que os visitantes podem encontrar obras com valores a partir de R$ 1. O Salão acontece na Praça do Mitre, no centro da cidade, diariamente das 9h às 22h.

Confira a programação

Dia 07 - Domingo

9h- Apresentação Orquestra da Fundação Cultural
10h - Panorama Latino-Americano: Encontro, Bate-Papo e Lançamento de Livros de autores do Brasil, Paraguai e Argentina. Elaboração da carta Foz/2011
15h-21h- Multiplicidade Cultural de Foz de Iguaçu. Atividades e apresentações culturais da comunidade.

Dia 08 - Segunda -Feira

9h - Apresentação do Coral da Escola Municipal Adele Scalco
9h30 - Palestra infantil: "O Fio da História", com Cléo Busatto
10h30 - Sessão de autógrafos - Cléo Busatto, no estande da Livraria Kunda
14h - Recital com Cléo Busatto
16h - Apresentação de dupla musical da Escola Municipal Jorge Amado
16h - Sessão de Autógrafos: Manual do Texto Dissertativo, com Julieta Mendonça
17h - Apresentação da Banda da Fundação Cultural
19h - A Literatura e o Cinema, com Fernando Morais
20h - Exibição do filme "Olga"

Dia 09 - Terça-feira

9h30 - A Literatura de Cordel - A História, Evolução do Cordel Moderno, Júnior do Bode
14h - Apresentação de dança da Escola Municipal Santa Rita de Cassia
16h - Contação de histórias
19h- "Responsabilidade Social e Empresarial", com Claudio Alexandre de Souza
19h30 - Recital de Cordel: "Poética de Repentista", com Júnior do Bode

Dia 10 - Quarta-feira

10h - Oficina: "A escolha do dicionário bilíngüe", com Mariana Francis
10h - Conversa com Valeria Gurgel sobre ‘‘Onde Rolam as Cascatas"
10h30 - "Dinâmicas Parapsíquicas". Com Moacir Gonçalves e Rosemary Salles
11h - Sessão de Autógrafos com Valéria Gurgel
14h-17h - Oficina "A escolha do dicionário bilíngüe", com Mariana Francis
15h- Contação de histórias
15h- Apresentação de dupla musical da Escola Municipal Frederico Engel
19h - "A Historia Incorreta do Brasil", por Leandro Narloch

Dia 11 - Quinta-feira

9h- Lançamento do projeto do Plano Municipal do Livro, Leitura e Literatura. Com Fabiano Itaúba, diretor do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca da UNIC. Coordenação: Joane Villela, Secretaria Municipal de Educação e João Adelino Souza, diretor-presidente da Fundação Cultural
9h30 Palestra: "Graciliano Ramos", como o jornalista Audálio Dantas
14h- Apresentação Musical da Escola Municipal Cora Coralina
16h - "Contos Curtos", por Edson Rossatto
16h- Contação de Histórias
19h - "A Passagem da Coluna Prestes", com Domingos Meirelles

Dia 12 - Sexta-feira

Dia da Dramaturgia
9h-21h -"O Teatro do Excluído", por Cia Experiencial de Foz do Iguaçu
9h - Espaço 1 - Em Cena: Contação da história "A borboleta azul", por Ana Maria Reckziegel
9h30- Oficina: "O ensino/aprendizagem da cultura de língua inglesa nos livros didáticos adotados pelas escolas estaduais de Foz do Iguaçu", com Dulcemara Queiroz
10h30 - Espaço 2 - Debate: "Escrevendo para o Teatro", apresentação de Luiz Henrique Dias
14h - Espaço 1 - Em Cena: Contação de histórias infantis, com Claudiara Ribeiro
15h - "O teatro de sombras de Ofélia", com Justim Garden e Moa Ferreira
16h - Espaço 2 - Debate: "Importância da Arte na Formação Humana", apresentação de Moa Ferreira
16h - Poesia: "Nenúfares sob o Luar", com a autora Andréa Cristina Lopes
17h - Palestra: "Acervos de Teatro em Escolas", com Ana Maria Reckziegel
18h - Espaço 1 - Em Cena: "Leitura", apresentação dos alunos do Núcleo de Dramaturgia do SESI
19h - Palestra "Violência Urbana e Crime Organizado no Brasil", com o jornalista Carlos Amorim
20h - Espaço 2 - Debate: "O Teatro Contemporâneo", apresentação de Luiz Henrique Dias, com a participação de Luiz Leprevost e Roberto Alvim
21h30 - Sessão de Autógrafos com Luiz Leprevost
Obs: Durante o dia todo haverá um espaço com rodas de leitura, sarau permanente e debate teatral.

Dia 13 - Sábado

9h-12h - Oficina "A Letra e a Poesia", por Ildo Carbonera
10h - Sessão de autógrafos "Obesos Insanos", com Rogério Bonato
14h-17h - Oficina de Poesia, com Cidinha Hosoya

16h - Palestra: "O Olhar do Repórter na História", com o jornalista Roberto Sander.
17h-18h - Livro: "Narrativas ítalo-brasileiras: dove è la Cuccagna?", com autor Ildo Carbonera
18h - Recital de Poesia com poetas locais
19h - Sessão de Autógrafos "Manual do Texto Dissertativo", com a autora Julieta Mendonça
19h - Sessão de autógrafos com Rosemary Salles
19h- "Jornalismo no Cinema e na Literatura", com Jorge Oliveira
20h - "A Ciência do Bem Viver - Propostas e Técnicas na Psicologia Positiva", com Mônica Portella

Dia 14 - Domingo

9h-21h - Multiplicidade Cultural de Foz do Iguaçu - Espaço Literatura e Cinema - Sessões durante a Manhã e Tarde
Encerramento do Evento

Imagem: radioculturafoz.com.br

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Cordel no salão de Foz (PR)

Reproduzido de www.gazetadopovo.com.br

Literatura de cordel, história e jornalismo irão dar o tom do 4º Salão Internacional do Livro de Foz do Iguaçu. O evento abre hoje na Praça das Nações, área central da cidade, e contará com autores nacionais e de países vizinhos. Um dos propósitos desta edição é contribuir para a formação de novos leitores.

Sueli Brandão, responsável pela organização do evento, diz que a programação deste ano é a mais ampla já feita entre as edições do salão. São 16 estandes de livrarias, sebos e editoras e dez dias de atividades, das 9 às 22h, com palestras, oficinas e lançamentos. “Queremos popularizar o livro e desmistificar o conceito de que para ler precisa ser intelectual e ter dinheiro. Vamos trabalhar com todos os gêneros com preços a partir de R$ 1”, diz.

Entre os destaques deste ano estão o escritor paraguaio Mário Casartelli, que abordará o conflito entre Palestina e Israel e o poeta e repentista Júnior do Bode de Recife. O cordel entrou na programação deste ano por estar despertando interesse do público, estimulado pela novela da Rede Globo, Cordel Encantado. Músico, poeta, caricaturista e jornalista, Casartelli é autor de uma coluna de sátira no jornal Última Hora e autor de 12 livros. Entre os jornalistas brasileiros, está prevista a participação de Domingos Meirelles, que irá falar sobre a Coluna Prestes, tema de seu livro As Noites das Grandes Fogueiras, e Carlos Amorim, autor de Crime Organizado no Brasil.

O salão também terá oficinas literárias, de contação de histórias e sobre dicionários bilíngues. Apresentações teatrais e recitais completam a programação. No dia 11 será apresentado o Plano Municipal do Livro, Leitura e Literatura – no qual são estabelecidos projetos para incentivar a leitura na cidade.

Espaço

Já consolidado e em crescimento, este ano o salão foi transferido para a Praça das Nações, um espaço maior do que em anos anteriores, em frente à sede da Fundação Cultural. A expectativa é que mais de 20 mil pessoas passem pelo salão.

Serviço:

4º Salão Internacional do Livro de Foz do Iguaçu (Praça das Nações, em frente ao Colégio Bartolomeu Mitre, Foz do Iguaçu). Até 14 de agosto, das 9 às 22h. Entrada franca.

Imagem: connect.in.com

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Xilogravura e cordel

Extraído de www.encontrodeculturas.com.br

Na oficina de xilogravura a artista argentina Julieta Warman mostrou a técnica e exaltou a literatura de cordel, típica do nordeste brasileiro

por Vanessa Martins

o Artista João Pedro Viana esculpindo sua peça de xilogravura Foto: Anne Vilela

A artista argentina Julieta Warmen trabalha com xilogravuras há mais de dez anos, fazendo a sua arte e ministrando cursos e oficinas. Além de mostrar a técnica, Julieta tem como objetivo resgatar a literatura de cordel por meio de versos cantados por grupos brasileiros de cultura tradicional, como as Caixeiras do Divino. “Na Argentina temos uma manifestação cultural muito parecida, as copleras, então trouxe também alguns versos delas para que nós pudéssemos ilustrar”, conta a artista.
Os participantes da oficina receberam versos das Caixeiras  e das copleras argentinas para utilizarem como fonte de inspiração. “O primeiro passo é o desenho, depois podemos passá-lo para a madeira através do carbono, ou copiar diretamente nela”, explica Julieta. Com o desenho pronto chega a hora de esculpir a madeira em negativo, ou seja, retirar a parte que seria o fundo e não o desenho, para que o mesmo fique em alto relevo em relação ao restante da madeira.
Depois de talhar toda a madeira, o molde está pronto e pode ser pintado e passado para outra superfície como um carimbo, papel, plástico, tecido e vários outros. “Nosso objetivo é, no final dos três dias, ter um pequeno livro com os versos e as ilustrações de cada um dos participantes”, conta Julieta, empolgada com as possibilidades do resultado.
Segundo a artista, esse molde pode ser feito de vários materiais: madeira, compensado e até plástico. As ferramentas são pequenas laminas em formas de “U” e “V”, que existem em vários tamanhos, permitindo que os traços sejam mais finos ou mais grossos, deixando o trabalho mais detalhado ou mais rústico.
O artista local João Pedro Viana também trabalha com essa técnica e conta que já tinha pensado em uma oficina assim, junto com a colega Julieta. “Nós já tínhamos pensado em um trabalho como esse antes, fico feliz de ver essa arte sendo difundida dessa forma”, conta João Pedro.
André Caminha, que participou da oficina, conta que já conhecia o que era a xilogravura pela literatura de cordel, mas nunca havia trabalhado com isso antes e, fazendo a oficina, viu que a técnica era muito interessante. “Eu trabalho como professor de história e penso em usar alguma coisa dessa oficina no meu dia a dia, para estimular os alunos a se interessarem pela história do nordeste”, explica André.
Culturas Relacionadas
A argentina Julieta Warman conta que em sua cidade natal, La Plata, a xilogravura é bem valorizada, e até bem difundida, mas o mesmo não acontece no restante do país e do mundo. “Lá tem muitos tipos de arte e a xilogravura, mesmo que não seja tão reconhecida, está em crescimento”, conta a artista que se inspira seu trabalho na cultura dos negros brasileiros.
Além do Brasil, vários outros países da América Latina têm uma manifestação parecida com a literatura de cordel, como o Chile e o México. Essa forma tão tradicional de utilizar a xilogravura sempre chamou muita atenção da artista. “Eu acho que a cultura brasileira tem muitas coisas interessantes a serem vistas e a cultura dos negros brasileiros que vivem nos quilombos tem muita semelhança com a dos argentinos do norte, como acontece com caixeiras e as copleras”, explica Julieta.

Sesc realiza Concurso de Cordel em Sousa (PB)

Reproduzido de /www.sescpb.com.br

A Literatura de Cordel é um elemento muito importante na cultura do Nordeste, são pequenos livretos que contam histórias ligadas ao povo da região. Com o intuito de resgatar e repassar os conhecimentos sobre esse aspecto cultural, o Sesc Paraíba realiza um Concurso de Cordel na unidade de Sousa, a partir desta quarta-feira, 3. Cerca de 70 alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) participam do evento, que vai até a próxima quarta, 10.
Em sala de aula, os estudantes obtiveram nesta segunda e terça, dias 1 e 2, conhecimento teórico de como surgiu a Literatura de Cordel, o que são as publicações e a forma de produzir um modelo. Com temática livre, os participantes, divididos em três turmas, terão até terça-feira, 9, para criar seus exemplares. Além do conhecimento em cordel, o concurso proporciona um maior desenvolvimento na leitura e escrita dos estudantes.
As melhores criações de cada classe serão publicadas e divulgadas na Feira de Cultura do Sesc em Sousa, que acontece no dia 28 deste mês. Assim, não só os alunos, mas também toda a comunidade poderá ter acesso aos cordéis. Além da entrega dos exemplares, durante a feira, os alunos recitarão as histórias criadas.
Mais informações sobre o concurso e outros projetos desenvolvidos pelo Sesc em Sousa podem ser obtidas pelo telefone (83) 3521-1446. A unidade fica localizada na Rua João Vieira da Silva, s/n, no Conjunto Raquel Gadelha.

Imagem: projetomvc.blogspot.com

Professora da Universidade Estadual é convidada a participar de evento sobre cordel nos Estados Unidos

Reproduzido de www.uepb.edu.br

Por Giuliana Rodrigues

Os investimentos que a Universidade Estadual da Paraíba vem realizando na preservação da literatura de cordel e na divulgação desta arte para a cultura regional têm surtido grandes resultados não apenas no Nordeste e no meio acadêmico brasileiro. A ação educativa vai muito além e agora ultrapassa as barreiras da América do Norte. Nos dias 26 e 27 de setembro, a UEPB será representada no simpósio internacional “Literatura de Cordel: Continuity and Change in Brazilian Street Literature”, numa tradução livre, algo como “Literatura de Cordel: continuidade e mudanças na literatura popular brasileira”, evento que acontecerá em Washington D.C., nos Estados Unidos.

Na ocasião, a diretora da Biblioteca Central da UEPB, professora Manuela Eugênio Maia, participará do fórum “Preserving the Past & Embracing the Future: Cordel in an eWorld”, quando discorrerá acerca da conversão digital da literatura de cordel, particularmente sobre questões relacionadas aos direitos de reprodução. O convite a Manuela Maia foi feito pela diretora da Biblioteca do Congresso em Washington, Debra McKern.

Segundo Manuela, hoje em dia, mesmo com as facilidades alcançadas através de pesquisas na Internet, ainda há imensas dificuldades em se disponibilizar o conteúdo dos cordéis na íntegra, justamente em função das limitações legais. “Isso impede a democratização da informação, que deve ser acessível a todos”, opinou. Ela aproveitará a oportunidade para expor o exemplo da biblioteca de cordéis e livros raros Átila Almeida, que funciona na UEPB em Campina Grande, mas que oferta aos usuários, através da web, a catalogação, indexação e descrição dos conteúdos dos cordéis, com sínteses dos assuntos que representam os documentos. “Só não podemos disponibilizar todo conteúdo por conta dos direitos autorais”, lamentou a professora.

Durante o evento, pesquisadores de renome dos Estados Unidos e de outros países ministrarão inúmeras palestras acerca da literatura de cordel, a exemplo de “Cordel, a voz do povo”; “Um retrato do Século XX: Brasil em cordel” (ministrada pelo diretor da Academia Brasileira de Literatura de Cordel do Rio de Janeiro, Gonçalo Ferreira da Silva) e “Criatividade vernacular: o cordel no cenário musical do Brasil”. Além disso, será realizado o painel de discussão “O que o cordel representa para o Brasil nos dias de hoje?”. Também serão abordadas em mesas-redondas questões como “Conversão Digital do Cordel” e “Preservação Digital: arquivando o cordel na web”.

Para a professora Manuela Maia, a possibilidade de participar de um evento deste porte demonstra que existe um bom trabalho sendo realizado pela UEPB em torno da memória da cultura regional, no intuito de preservá-la e divulgá-la ao mundo pela web. Além disso, a Universidade se apresenta como uma das poucas instituições do Brasil a participar deste simpósio internacional.

Imagem:marcohaurelio.blogspot.com

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Quadros e literatura de cordel (RR)

Reproduzido de www.folhabv.com.br

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Lindomar Neves Bach é um artista com múltiplos talentos. Com exposição de telas no Palácio da Cultura até o dia 26, ele lançou recentemente um livreto de literatura de cordel, trabalho em que também mostrou seu talento como ilustrador. Inspirado em diversas passagens da Bíblia Sagrada sobre temas como o amor, a fé e a paz, ele pretende alcançar o público evangélico e cristãos de uma forma geral com a obra.
A literatura de cordel é um tipo de poesia popular que usa a rima para contar histórias. E é isso que Limdomar faz em 50 páginas, através dos seus versos e desenhos. Intitulado Brasas Vivas, o livreto já está à venda na papelaria Papel Jornal, Livraria Missionária, ao lado do templo sede da Assembleia de Deus, Livraria Saber, na Major Willams, Copy Net e Pastelaria Confiança, ao preço médio de R$ 5,00. O artista já lançou outros trabalhos, como o ensaio poético Partículas, em 2007, e recentemente foi selecionado pelo Conselho de Cultura para publicar um outro trabalho através da Lei Rouanet.
O projeto da literatura de cordel começou em 2006, quando Lindomar se converteu à Igreja Evangélica. Para o lançamento da obra, ele contou com o apoio da gráfica do Povo de Deus. “Eu me baseei em historias narradas na Bíblia para criar os cordéis e ilustrei o livro, já que tenho esse dom do desenho. Já fui chargista inclusive na própria Folha”, conta.  Ele dedica o trabalho a todo público evangélico e a todos que desejam “aprender um pouco mais sobre a Bíblia através de uma literatura de fácil assimilação”. Bach assegura que a aceitação do público tem sido muito positiva.
No quesito artes plásticas, ele expõe, desde o início do mês, 14 telas no Palácio da Cultura Nenê Macaggi, seis delas já vendidas. As obras são elaboradas a partir da técnica acrílico sobre tela e ficam expostas até o dia 26, no subsolo do Palácio da Cultura. Os trabalhos abragem o regionalismo, primitivismo e impressionismo. Lindomar pinta há 24 anos.

Literatura de cordel é tema de exposição em Camaquã (RS)

Reproduzido do site: www.sesc-rs.com.br

Camaquã recebe até 31 de agosto, a exposição “O Cordel e o Cantador – Mostra didática sobre literatura de cordel”. As obras que compõe a mostra estarão à disposição para visitação no Sesc Camaquã (Rua Gen. Zeca Netto, 1085), das 9h às 12h e das 14h às 18h, com entrada franca. A atividade faz parte da agenda do Arte Sesc – Cultura por toda parte e das comemorações do Mês do Folclore.
A exposição pretende resgatar a literatura de cordel, reproduzindo no formato comum, onde os cordelistas/poetas populares apresentam seus trabalhos pendurados em cordões, com as capas voltadas para o público, além de destacar o papel do cantador ou repentista. A literatura de cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel. Chamam a atenção pela forma que são expostos para venda: pendurados em cordas ou cordéis, fato que deu origem ao nome dado em Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes.
São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores ou cordelistas recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. Mais informações com o Sesc local (51) 3671 6492.
Sobre o Sesc - No Rio Grande do Sul, o Sesc está presente em mais de 450 municípios com atividades sistemáticas em áreas como a saúde, esporte, lazer, cultura, cidadania, turismo e educação. Desta forma, o Sesc/RS desempenha o papel social assim como o Senac/RS o da qualificação profissional do Sistema Fecomércio-RS que atua em âmbito econômico, político e social pela constante qualificação e crescimento do setor terciário gaúcho. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.sesc-rs.com.br.

Imagem: protestantismoemundo.blogspot.com

Estação Cordel encerra fim de semana empolgando o público (TO)

Reproduzido de cordeldesaia.blogspot.com

A “abelha que faz mel sem esquecer o ferrão” abriu a noite deste domingo, 31, animando o público que lotou a Estação Cordel, na FLIT. O trecho da poesia faz parte do recital da cearense Dalinha Catunda, que iniciou a noite no espaço dedicado a esse segmento da cultura nordestina, dentro da FLIT.
Em sua apresentação denominada “Sertaneja, sim senhor”, a cordelista falou sobre a migração do nordestino. “Nos alforjes carregados, transporta tristeza e dor, saudades da lua cheia, das coisas do interior...”. Dalinha também mostrou em versos rimados sua percepção da natureza: “A brisa que me acaricia, meu corpo todo arrepia, e eu invoco você a participar desta dança, do vento e mulher criança, antes do anoitecer.”
A aceitação do público foi tamanha que Dalinha afirmou estar se sentindo no Nordeste. “Cordel é povão, é alegria e é isso que as pessoas do Tocantins tem demonstrado pelo nosso trabalho”, disse a cordelista. Prova disso era o motorista Vilnei Moreira, que também é músico. Evangélico, mas com um trabalho musical de uma proposta diferente, o chamado “Cowboy de Cristo” disse se inspirar no cordel. “É divertido escutar e me traz novas ideias”, afirmou.
A noite de domingo terminou na Estação Cordel com o recital musical “Cordelinho”, de Chico Salles. Também numa proposta bem humorada, o paraibano relembrou sua terra cantando, junto com o público, “Masculina”, e ainda falou da morte de uma maneira bem diferente. “Cordel é isso: o poder de resumir bem uma história e ainda divertir”, disse.
As apresentações na Estação Cordel continuam nesta segunda-feira, 1º, a partir das 19h

Publicada em 01/08/2011 por Shelsea Shasmylla em Educação
http://www.secom.to.gov.br/noticia/2011/8/1/estacao-cordel-encerra-fim-de-semana-empolgando-o-publico

Mês do Folclore: Jacareí terá Ariano Suassuna, mestre da Literatura de Cordel (SP)

Reproduzido do site agoravale.com.br

A Fundação Cultural de Jacarhey José Maria de Abreu está com uma rica programação cultural para o mês de agosto, dedicado ao Folclore. Um dos destaques especiais é a Literatura de Cordel, que vai homenagear seu grande nome, o escritor paraibano Ariano Suassuna.

O escritor paraibano estará no EducaMais Espaço Centro na sexta-feira (5), às 19h00 onde vai apresentar uma “aula-espetáculo”, evento que realiza desde 1995. Nela, Suassuna faz uma busca da identidade cultural brasileira, contando histórias de muito humor com conteúdos que retrata as raízes portuguesa, africana e indígena.

Convites – A “aula-espetáculo” com o escritor Ariano Suassuna tem entrada gratuita, mas limitada. Serão distribuídos 380 convites ao público, com retirada na Biblioteca Municipal Macedo Soares, na quarta-feira (3), das 17h às 20h.

O escritor, poeta e dramaturgo Ariano Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa – PB e é secretário estadual de Cultura de Pernambuco e membro da ABL (Academia Brasileira de Letras).  É famoso por grandes obras literárias como  O Auto da Compadecida (1955), que inspirou o teatro e minissérie de TV, e uma versão para ao cinema. Outros sucessos são: A Pedra do Reino (1970), Uma Mulher Vestida de Sol (1947),  Farsa da boa preguiça (1960) e O santo e a porca (1957), entre muitas outras.

Confira programação: 

5/8, 19h – Aula-espetáculo com o escritor Ariano Suassuna (autor do Auto da Compadecida) – Espaço EducaMais Espaço Centro – Rua Alfredo Schürig, 20, Centro

5/8, 21h30 – Show com Trem da Viração – Pátio dos Trilhos

6/8, 9h às 13h – Manhã Cultural – dança .folclórica catira e Trem da Viração – Pátio dos Trilhos

6/8 e 13/8, 8h às 12h – Oficina de aprimoramento cultural para educadores – Auditório da Secretaria Municipal de Educação – Rua Lamartine Delamare, 69, Centro

7/8, 16h – Teatro infantil “Cantos e contos da mata” – Sala Mário Lago – Pátio dos Trilhos

7/8, 9 às 20h – Festa de Santa Filomena (procissão, barracas, missa) – Participação Especial: “Caminhão da Cultura” – Estrada do Mato Dentro – bairro Varadouro

12/8, 18h – Orquestra de Viola Caipira de Jacareí – Repertório: Músicas Regionais – Pátio dos Trilhos

12/8, sessões às 20h e 22h – Uma Noite no Museu – “Causos do Seu Zé Pedro da Casa da Farinha de Ubatuba”, com Moacyr Pinto e participação dos músicos Déo Lopes e Cauíque Bonssucesso – Museu de  Antropologia do Vale do Paraíba – Rua XV de Novembro, 143, Centro

12/8, 24h – Procissão dos Mortos - direção Artística: Gutho Pelogia e Doni Bueno – Saída: Museu de Antropologia do Vale do Paraíba – Inscrições: Museu de  Antropologia do Vale do Paraíba – Rua XV de Novembro, 143, Centro

13/8, 19h – Lançamento do Edital: “Prêmio  Mestre Cultura Viva” – Sala Mário Lago – Pátio dos Trilhos

13/8, 20h – Show  “Santo de Casa” com Cia Cultural Bola de Meia – Sala Mário Lago – Pátio dos Trilhos

14/8, 16h – Musical Infantil: “Rodas e Brincadeiras Cantadas”, com Jacqueline Baumgratz e Celso Pan – Sala Mário Lago – Pátio dos Trilhos

15/8, 19h – Apresentação: “Encantos e Malassombras de Jacarehy” – Apresentação Teatral: Izildinha Costa e Alê Freitas – Biblioteca Municipal Macedo Soares – Avenida Nove de Julho, 215, Centro

18/8, 19h – Sarau “Um dedo de prosa e poesia” – Realização: Academia Jacareiense de Letras

Danças Folclóricas:     Grupo de Folia de Reis “A caminho de Belém” e Jongo “Mistura de Raças”

Museu de  Antropologia do Vale do Paraíba – Rua XV de Novembro, 143, Centro

19 a 21/8, 16h às 22h – 2ª Feira do Milho (barracas beneficentes de pamonha, cuscuz, suco de milho, bolinho caipira, bolo de fubá)

Atrações musicais e danças folclóricas

19/8, 19h – Grupo Folia de Reis – Os Filhos do Oriente; 20h -- Grupo Musical Rio Acima

20/8, 19h – Grupo de dança de São Gonçalo – São Gonçalo do Amarante; 20h -- Grupo Musical Cabelo de Milho

21/8, 19h -- Mutirão das Violas, Grupo de Catira – Os Veteranos da Catira de Jacareí; 20h – Léo e Zé Cupido

21/8, 16h -- “Mestre Durval e suas Histórias”, Grupo Boneco Vivo – Sala Mário Lago – Pátio dos Trilhos

21/8 -- 15 às 17h, Cortejo da Cobra Grande (participação Grupo de Percussão do Ponto Sapucaia) – Museu de Antropologia do Vale do Paraíba – Rua XV de Novembro, 143, Centro

22/8, 19h – Lançamentos dos livros: “Encantos e Malassombras de Jacarehy” – Autores: Elton Rivas, Ércia Turci, Maristela Lemes e Tatiana Baruel

“Mestre Calangueiro Ernesto Villela” – Autor: Alcemir Palma

“Cultura Popular do Vale do Paraíba” – Autora: Jacqueline Baumgratz

Biblioteca Municipal Macedo Soares – Avenida Nove de Julho, 215, Centro

26 a 28/8, 19h às 23h – 6º Festival de Música Sertaneja Diésis “Ranchinho” dos Anjos Gaia – EducaMais Espaço Centro -  Rua Alfredo Schürig, 20, Centro

28/8, 16h – “A Fabulosa Caravana do Seu Malaquias”, com Grupo Boneco Vivo – Sala Mário Lago – Pátio dos Trilhos

Até 31/8, 9h às 22h – “Gravuras e desenhos”, artista plástico Amilton Damas – EducaMais Espaço Centro – rua Alfredo Schürig, 20, Centro.

domingo, 31 de julho de 2011

Vídeo no YouTube: Big Brother Brasil, um programa imbecil

Reproduzido de barretocordel.wordpress.com/

ALGUNS PROGRAMAS POLICIAIS DA TV PARAIBANA: UMA PALHAÇADA DE MAU GOSTO

Por Manoel Belizario


anacleto-reinaldo-chumbo-grosso[1]


Os programas policiais exibidos pela TV brasileira são tipicamente sensacionalistas. Na Paraíba, no entanto, além de sensacionalistas alguns destes tais programas ganham uma característica a mais na escala do ridículo: a da palhaçada. Não me refiro à palhaçada circense porque esta é desempenhada por um profissional que no contexto devido cumpre muito bem com o seu papel. Refiro-me a uma palhaçada de péssimo gosto em espaço e contexto indevidos.
Os apresentadores utilizam as mais fúteis estratégias para atrair telespectadores. Samuca Duarte da TV Correio, por exemplo, é o melhor exemplo desta categoria de baixo nível. Conforme são apresentadas as reportagens enfocando os piores acontecimentos locais relacionados à violência – de preferência os casos mais grotescos – Samuca esbraveja num tom pouco convincente, deita no chão, tira paletó e gravata, ergue um cajado. Tudo para convencer o telespectador de que está indignado. Seu repórter principal ridiculariza exaustivamente os entrevistados que são geralmente jovens pobres das periferias da Grande João Pessoa envolvidos em crimes. Os repórteres secundários têm apelidos poucos comuns para programas televisivos que tratam de coisa séria – como é o caso. Samuca chega ao ponto de fazer shows em praças públicas com banda de forró e tudo. Durante estes shows ele se alterna entre festejar com o povo ( festejar o quê?) e chamar as reportagens.
Outro apresentador ridículo é Anacleto Reinaldo da TV Arapuan que usa os mais esdrúxulos palavrões em seus comentários.
Tais programas são pensados para atrair a parcela mais pobre da população. Não só pobre de alimento, mas principalmente de cultura e consciência cidadã.
São culpados por este desserviço ao povo paraibano não somente os apresentadores, mas principalmente os proprietários de TV que permitem este tipo de programa na grade de suas emissoras. Porém não nos esqueçamos de que para os empresários o que importa mesmo é o dinheiro e para ganhá-lo não interessa o nível de baixaria a que seja preciso se submeter. Ou seja, não é a cultura nem a Paraíba nem as pessoas que habitam o nosso estado que estão em primeiro lugar, mas o dinheiro. Só o dinheiro e nada mais.


Programa policial
Torce pela coisa feia:
Estupro, assassinato,
Gente pobre na cadeia
É uma festa barata
Por sobre a desgraça alheia


Porém aqui na PB
Além do acima exposto
Muito apresentador
Assume mais este posto:
De palhaço fanfarrão
Piadista de mau gosto.


Porque se o assunto é sério
Se espera seriedade.
Quando se faz sacanagem
Aumenta a barbaridade
A cultura diminui
E a inteligência evade.


Programa policial
Com teor de palhaçada
Reduz a pessoa humana
A muito menos que nada.
Empobrece mais ainda
Quem vive à beira da estrada.


Isto reflete ao país
A pobreza cultural
Imposta pelo poder
Da TV na capital.
Trazendo à população
O pensamento banal.


Isto reflete ao país
Os anseios do poder
Interessado em dinheiro
Relativiza o saber
Pois cidadão consciente
Não concorda com essa gente
Logo desliga a TV.

Estado do Gurgueia - Em Literatura de Cordel (PI)

Reproduzido de gurgueia.org.br


Autor: Raimundo Cazé

Quando alguém numa família
Se casa e vai embora
Ganha essa mesma família
Um novo braço lá fora
Torna-se mais conhecida
E sua sorte melhora

Se numerosa a família
Com os filhos todos casando
É certa a prosperidade
Pois vai se multiplicando
Fato que é comprovado
Quando os filhos vão chegando

Com base nesse fenômeno
Da vida familiar
Devo dizer aos leitores
Sem ter medo de errar
A divisão de um estado
É uma conta de somar

Não interessa saber
De onde veio a ideia
De dividir o Estado
Com a criação do Gurgueia
O importante é ganhar
Mais abelha na colmeia


Vive o sul do Piauí
Por governos esquecido
Sem ter como progredir
Ponta de um corpo comprido
De onde nunca se escutam
Seu grito, riso ou gemido

Essa parte do estado
Vivendo assim esquecida
Tem o direito sagrado
De ter sua própria vida
Basta só que um plebiscito
Lhe autorize a partida

Autorizada por lei
A divisão do Estado
Teremos rachado, eu sei
Um território emperrado
E que dividido ao meio
Ficará mais respeitado

Do território de origem
Nada será retirado
O novo estado já nasce
Como seu forte aliado
Acolhendo a mão de obra
Do pobre desempregado

O novo estado a surgir
Não tem capital erguida
Onde quer que seja a sede
Terá que ser construída
Nascerá gerando emprego
E novas chances de vida

Dará mais chances ao jovem
Formado ou em formação
Novas oportunidades
Na área de Educação
Novos cursos e concursos
Para qualquer profissão

Terá você no futuro
O orgulho de ter dado
Independência ao Gurgueia
E seus irmãos aliados
Que traçarão seu destino
Depois de emancipados

Quem sabe se o novo estado
Não será sua morada
Quando a parte de origem
Estiver congestionada?
Tudo na vida é possível
Deus não faz a coisa errada!

Votando pelo Gurgueia
Você não age no escuro
Existem muitos exemplos
De passo firme e seguro
Basta ver o Tocantins
Ter alcançado o futuro

Veja quantos municípios
O Piauí tem criado
E mostre ao menos um
Que não tenha prosperado
Toda emancipação
Trás sempre bom resultado

Não devemos reprimir
O desejo de um povo
Quem mora no Piauí
E quer um estado novo
Não se dá por satisfeito
Pisando em casca de ovo

Viver no sul do Estado
Sem ter nenhuma assistência
É eleger governantes
Sem exercer influência
Como quem não participa
Por falta de competência

Se você não conhece o sul
Sinta-se então convidado
A visitar suas terras
Sua lavoura, seu gado
Sua gente laboriosa
Trabalhando no pesado

Veja o que falta por lá
Em matéria de assistência
Seja na agricultura
Na saúde ou na ciência
E verá gente dotada
De amor e persistência

Pra crescer e prosperar
Hoje o sul do Piauí
Precisa se emancipar
E ter como decidir
Não há outra solução
Não adianta insistir

Tem que haver independência
Governo próprio e capaz
De enfrentar a concorrência
Seguir sem olhar pra trás
Agindo com competência
Ganhando e querendo mais

O estado do Gurgueia
Só depende de você
Com seu voto independente
Para ajudá-lo a nascer
Faça isso e assista
O novo estado crescer

Não negue apoio a quem sonha
Com o desenvolvimento
E precisa de autonomia
Esse importante instrumento
Que alavanca o progresso
Em todo e qualquer momento

Vote sim e se orgulhe
Do estado que vai surgir
Ele será seu vizinho
Se lá não for residir
Depois diga: eu fiz nascer
Um filho do Piauí.

Esse filho saberá
O seu voto agradecer
Acolherá em seu seio
Sua família e você
No trabalho ou moradia
E até mesmo no lazer.
FIM

(Obs: a intenção de reproduzir este cordel aqui não é apoiar a criação deste novo estado, mas mostrar a criatividade do autor ao tratar do tema se utilizando da Literatura de Cordel – Manoel Belizario)

Imagem:raimundocaze.zip.net

sábado, 30 de julho de 2011

Se cordel é seu tipo favorito de literatura, o que você procura tem aos montes na Flit

Reproduzido de secom.to.gov.br

Uma manifestação tipicamente brasileira, a literatura do cordel tem admiradores até lá nos confins, inclusive aqui na Feira Literária Internacional do Tocantins. Na Estação Cordel, bem na Praça dos Girassóis, várias pessoas, delas um mundarel, se divertem com as poesias expostas em cordões presos por uns nós. O repente também agrada ao povo, que canta junto e gargalha à beça, pedindo aos repentistas “canta de novo”, sendo prontamente atendido pelos que tem acelerador de ideias na cabeça. No início das noites de Flit, na própria Estação, poesias e cânticos, hora com eiras hora sem beiras, são entoados por muita gente, agora segue de alguns que participaram a declaração, calma gente! Os textos vêm logo aí "pra" frente.

Para Valdemar Rodrigues de Sousa, de Porto Nacional, a literatura de cordel possui um estilo próprio que cativa os leitores e pode auxiliar na educação. “Existem diversas formas de leitura e a do cordel, entendo assim, é a mais lúdica, pois é sempre ritmada, breve e deixa os recados claros. Bem utilizado, o cordel é uma maneira mais atraente para incentivar os alunos a adquirirem o hábito da leitura, ou até mesmo de educá-los. Eu mesmo já usei em sala o meu ‘cordel do trânsito’, que diz assim em um trecho: ‘o povo fala, reclama da violência, mas o que mata no trânsito é a tal da imprudência’”, exemplifica o cordelista.

Amante do cordelismo, Edivângela Gregório exalta a importância da Estação Cordel para a popularização deste estilo estritamente nacional. “Sou de Pernambuco, que é o berço do cordel, por isto venho aqui neste espaço todas as noites, primeiro por amar esta arte, depois porque estar em meio a tanta gente recitando cordéis ou cantando repentes me faz matar um pouco a saudade da minha terra. A Estação Cordel é um dos vários grandes acertos da Flit, pois envolve a valorização da cultura nacional, entretenimento e muita emoção, principalmente para os nordestinos aqui presentes”, exalta a professora que há sete anos reside em Palmas e fez questão de subir ao palco para recitar o tradicional e cômico cordel “Jesus no xadrez”, de Zé da Luz.

Cordel e outra nordestina vertente: o repente

Segundo Izaias Gomes, professor o cordelista do Rio Grande do Norte, muitas pessoas não sabem o que exatamente caracteriza um cordel, o encarando de maneira minimalista. “Eu me atrevo a dizer que 90% das pessoas têm uma visão errônea sobre o que é o cordel, acreditando que ele se resume a versinhos rimados expostos em folhetos simples, coloridos, com xilografias, e expostos em barbantes. O cordel é poesia e ele pode ser manifestado de diversas maneiras, seja em folhetos, livros ou músicas, como o próprio repente. Estou feliz por este espaço que foi dado ao cordel, principalmente por se tratar de um evento grande, internacional; assim, não só vamos ter a chance de popularizarmos o cordel como também desmistificarmos muitas coisas sobre eles”, afirma o cordelista, autor do “Provérbios populares em cordel.”

Conforme também explica o repentista Sebastião da Silva, que em dupla com o colega de profissão Severino Feitosa realizou uma cantoria de repente nordestino na Estação Cordel, o repente e o cordel caminham juntos nas estradas da cultura popular brasileira. “As culturas repentista e cordelista são muito próximas, são artes-irmãs já que possuem características semelhantes e propostas de valorização do regionalismo também. Aqui na Flit os que tiveram menos contato com ambas estão podendo aprender um pouco sobre elas, e estamos muito felizes por fazermos parte desta festa toda, que veio para se tornar uma espécie de copa do mundo da cultura nacional, tanto regional como internacional”, exalta Sebastião, que é amigo de Severino há cerca de 40 anos.

CORDEL: MÓI DE VAGABUNDO

Fonte: padrecelestinopimentel.blogspot.com

Por Marco di Aurélio

Eu num sei porque bixiga
cupim só dá em madeira
deveria dá em gente
comendo assim pelas beira
livran´esse nosso mundo
de um mói de vagabundo
que só pensa em roubalheira.

É muita cara-de-pau
um magote de safado
ter sentado numa escola
uma vaga ocupado
pra dispois passar a mão
e viver feito ladrão
e de doutor ser chamado.

Eu mesmo num sei mais não
só queria entender
como é que uma família
cum seu jeito de viver
educa o destinatário
pra virar um salafrário
que bota o povo a sofrer.

Inda fica orgulhosa
dizendo pra todo mundo
que tem um filho bonito
com saber muito profundo
e que hoje é deputado
sem saber qu´ele é safado
um eterno vagabundo.

É triste ter que ouvir
uma mãe tão enganada
defender um tribufú
das urêia encarnada
de tanto mamar na teta
de viver só de espreita
da nação arreganhada.

Eu aqui acho é pouco
o povo nunca quer ver
pra escolher deputado
que tem honra no viver
é preciso muita luta
pois o cargo se disputa
no dinheiro de correr.

Tem um ditado que diz
pro mundo ficar lascado
é preciso dois jumento
um em pé outro sentado
um dizendo como é
que ele quer o cabaré
com o outro bem calado.

Eu num sei por quanto tempo
tenho ainda de esperar
que o jumento assentado
sinta seu rabo coçar
e levante da preguiça
olhando pra injustiça
de seu jeito de votar.

Quem sabe juramentado
de um novo bem saber
cum o rabo já coçado
sem a perna se tremer
ele aprenda a lição
que é numa eleição
a chance de se eleger.

Eleger o próprio, não!
o camim mal começou
eu num sei qual o pecado
da desgraça do estupor
que malassina seu nome
já dá nele uma fome
de já ser governador.

Hôme! Lá dê-se o respeito
pegue já o seu atalho
primeiro seja eleitor
um macaco de seu galho
num queira passar os pés
você num vale dois réis
nessa mesa de baralho.

Os eleito me perdoe
ser aqui muito sincero
a maioria da casa
tanto baixo e alto clero
chegou aí de trivela
sendo hoje essa mazela
cum o mesmo lero-lero.

Mundiça! Tome vergonha
deixe de atrapalhar
um país que quer crescer
um povo que quer sonhar
com um futuro melhor
pegue lá seu fiofó
vá pro inferno coçar.

Seja sua serventia
essa sua fulerage
vá de ladeira abaixo
se for capaz de corage
o diabo que te carregue
muntado em riba dum jegue
celado de mudernage.

É esse o teu destino
num venha cum latumia
teu caso num tem remédio
quem disser que tem é fria
pois nunca vi um ladrão
ter calo no mei da mão
ou se acordar cum o dia.

Mas tu vai te arrepender
é pena ter sido tarde
o inferno vai cobrar
cada pedaço de carne
e ainda vai ter troco
e no teu buraco oco
vai ter pimenta que arde.

Eu só queria que um dia
o diabo dissesse assim:
quem tiver cum a molesta
chei de dente no fucim
comendo o que é dos outro
tem vaga pra capiroto
aqui bem junto de mim.

Eu mandava ajuntar
dum lugar que eu conheço
um balaio de ladrão
para servir de começo
juro que esborrava
de safado espirrava
o salão do endereço.

Parece que tou te vendo
cum o rabo entre as perna
acuado pelos canto
de tua casa paterna
pedindo abença o cão
dizendo ser bom ladrão
e o mundo é que num presta.

Ora se eu bem soubesse
se lá o diabo aceitava
receber antencipado
a corja que aqui roubava
eu ficaria cansado
vesgo, estrupiado
pro inferno eu empurrava.

Deixava o roçado limpo
a erva daninha morta
plantava a mãe justiça
bem no meio dessa horta
e o mundo vacinado
com um muro levantado
pra ladrão nunca ter porta.

Mandava passar um cal
no terreno da roubança
pegava aqueles dois pratos
testemunhas da lambança
derramava racumim
tocava fogo em tudim
até mesmo na lembrança.

Ficando lá de vigia
uma trinca de punhal
na hora que o mal viesse
a capada era geral
cabôco ruim num vingava
os ladrão se acabava
bem antes de virar pau.

Por certo esse país
precisa se acordar
precisa tomar vergonha
precisa saber votar
pois quem tem o seu ladrão
num reclame outro não
merece se estrupiar.

Imagem: blogdoturca.blogspot.com

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Manoel Monteiro fala dos avanços do cordel e sua utilização em sala de aula (TO)

Fonte: omelhordaamazonia.com

O ícone do cordel no Brasil, Manoel Monteiro, conversou com a equipe da Assessoria de Comunicação da FLIT nesta terça-feira, 26. Ele e Moreira de Acopiara fizeram um duelo de poesias na Estação Cordel. Manoel Monteiro falou dos avanços que o cordel teve ao longo dos anos, da sua importância como ferramenta auxiliar do professor em sala de aula e dos livros que são apreciados até pelos analfabetos.

O poeta Manoel Monteiro explicou que no Brasil três livros são lidos com frequência: a Bíblia ou um livro indicado pelo líder da igreja; os folhetos de cordel e o lunário, que as pessoas consultam para saber as condições do tempo. São exemplares que até os analfabetos sabem de cor de tanto ouvir alguém contar.

Simpático e bem humorado, Manoel Monteiro vai falando sobre a evolução do cordel nos últimos anos. Ele trabalha para cinco editoras, uma delas, a FTD, que publicou coletâneas de clássicos reescritas na forma de literatura de cordel, como o Gato de Botas, um conto de Charles Perrout. A esse fenômeno, Manoel Monteiro, denomina de maioridade do cordel.

Manoel Monteiro frisou que o seu objetivo de vida é levar o cordel para a sala de aula. Essa tarefa tem sido um sucesso. “O cordel merece um estudo criterioso de pessoas comprometidas com o conhecimento”.

Ele contou uma história verdadeira, daquelas dignas de um folheto. Há 50 anos, Manoel Monteiro havia escrito um cordel denominado “A vida do filho de Antônio Cobra Choca”. Como nesta época Manoel Monteiro fazia cordéis para vender na feira, não deu muita importância para sua produção, acabou perdendo o original e não tinha mais exemplares. Anos depois, em uma escola de Londrina, Paraná, havia passado por lá, um divulgador do cordel da Paraíba, que tinha adquirido o exemplar do tal livro e contou a história na escola. De tanto que gostaram, mandaram fazer novos exemplares e um deles chegou até Manoel Monteiro, para alegria do seu criador.

Nesta nova roupagem do cordel, Manoel Monteiro conta que o seu objetivo não é para diversão, mas para que as pessoas passem a gosta de ler, porque a poesia é uma magia que atrai pessoas.

Para ser cordelista tem que ter comprometimento com a qualidade do que se produz, é necessário ser culto, saber das normas da Língua Portuguesa, porque a linguagem coloquial não contribui para o crescimento pessoal, diz Manoel Monteiro. “O cordel é vivo, não substitui nada na sala de aula, funciona como auxiliar do professor. Os lares estão cheios de objetos eletrônicos e poucos livros. O objetivo do cordel é fazer leitores”, afirma.

Um exemplo de como a literatura de cordel está sendo utilizada em sala de aula acontece na Escola Infantil Casinha de Brinquedo, em Campina Grande (PB), onde alunos de 4 a 5 anos publicaram seu primeiro volume, com textos e ilustrações de criação das próprias crianças. Manoel Monteiro enfatiza que além de ser para alunos de todas as idades e classes sociais, o cordel não é artigo nordestino, é artigo brasileiro.

Amanhã é o último dia de exposição sobre cordel em Santa Rosa (RS)

Fonte: fecomercio-rs.org.br

Até esta sexta-feira, dia 29 de julho, o município de Santa Rosa recebe a exposição “O Cordel e o Cantador – Mostra didática sobre literatura de cordel”. As obras que compõe a mostra estão à disposição para visitação no Sesc local (Rua Concórdia, 114), das 8h às 22h, com entrada franca.

A exposição pretende resgatar a literatura de cordel, reproduzindo no formato comum, onde os cordelistas/poetas populares apresentam seus trabalhos pendurados em cordões, com as capas voltadas para o público, além de destacar o papel do catador ou repentista. A atividade faz parte da agenda do Arte Sesc – Cultura por toda parte e antecede as comemorações do Mês do Folclore, que é em agosto.

A literatura de cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel. Chamam a atenção pela forma que são expostos para venda: pendurados em cordas ou cordéis, fato que deu origem ao nome dado em Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores ou cordelistas recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

Sobre o Sesc - No Rio Grande do Sul, o Sesc está presente em mais de 450 municípios com atividades sistemáticas em áreas como a saúde, esporte, lazer, cultura, cidadania, turismo e educação. Desta forma, o Sesc/RS desempenha o papel social assim como o Senac/RS o da qualificação profissional do Sistema Fecomércio-RS que atua em âmbito econômico, político e social pela constante qualificação e crescimento do setor terciário gaúcho. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.sesc-rs.com.br.

Imagem: pilaremfoco.com.br/site/?

Melhoria no Ideb e cordel como ferramenta didática da Educação são temas da formação continuada na FLIT - (TO)

Fonte: secom.to.gov.br

Educadores de todas as regiões do Estado têm marcado presença nas palestras e oficinas que compõem a programação da formação continuada oferecida pela FLIT

Demonstrando grande interesse em se aprimorar, os educadores de todas as regiões do Estado têm marcado presença massiva nas palestras e oficinas que compõem a programação da formação continuada oferecida pela Feira Literária Internacional do Tocantins (FLIT). Durante esta quarta-feira, 27, por exemplo, os auditórios do Tribunal de Justiça (TJ) e da Assembleia Legislativa (AL), respectivamente, receberam, dentre outras atividades, uma palestra com o tema “Metas e Ações para elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)” e uma oficina sobre a utilização do cordel como ferramenta didática da educação.

Ministrada pelos professores Maria Antônia Almeida Costa e Francisco Alves Nascimento, a palestra apontou algumas ações realizadas na Escola Beatriz Rodrigues da Silva, de Palmas, que levou a unidade à melhor colocação das regiões Norte e Nordeste do Brasil e entre os 50 melhores de todo o país, conforme explica a professora Maria Antônia. “Em dois anos, intervalo entre as pesquisas, o índice do Ideb da escola subiu de 4,7, em 2007, para 7,5, em 2009. Agora nós ainda aguardamos os resultados de 2011. A nossa proposta aqui é justamente a de explanar as experiências positivas. Dentre elas estão a busca pela prática da interdisciplinaridade, a elaboração de material apostilado produzido pela própria unidade, simulados mensais e, também, reuniões mensais com os pais e os alunos, para que possamos monitorar mais precisamente o desenvolvimento educacional e cidadão de cada estudante”, exemplificou a professora.

Educando e poetizando

A oficineira Valquíria de Lima Maranhão ensinou a metodologia de utilização do cordel nas aulas de português e literatura para as professoras que se inscreveram para esta modalidade de formação continuada. Pernambucana residente em Palmas há cerca de oito anos, Valquíria Maranhão explicou que o baixo custo da implantação do projeto em unidades de ensino e o ganho que ele promove para os alunos envolvidos é um dos destaques da utilização do cordel nas salas de aula. “A partir do cordel, os alunos tomam mais gosto pela literatura, já que ele é caracteristicamente lúdico, divertido, além de possuir ritmo e um quê teatral que os cativa muito rapidamente, despertando nos estudantes o interesse maior pela leitura. Sem contar que podemos trabalhar a adaptação de obras literárias, a voz e as técnicas de plataforma, de encenação, os tornando menos desinibidos e mais comunicativos”, destacou a cordelista, que leciona Comunicação e Expressão no Centro Universitário Luterano de Palmas - Ulbra e coordena o projeto “Baú de leitura”, na Escola Estadual Maria dos Reis Alves Barros, do Taquari.

Professora de literatura do Ensino Médio do Colégio Estadual Lagoa da Confusão, no município de Lagoa da Confusão, Magnólia Gomes da Rocha disse que após a familiarização dos estudantes com a dinâmica do cordel, o desenvolvimento das aulas flui de maneira muito natural. “Eu já experimento a utilização da literatura de cordel nas minhas aulas há quatro anos, mais ou menos. No início, confesso, a resistência dos alunos complicava tudo, já que eles não eram acostumados com a metodologia. Mas isto é só no começo mesmo, e logo passa, pois o caráter lúdico e animado do cordel aguça o interesse deles e os cativa, tanto é que atualmente realizamos ótimos trabalhos juntos”, ressaltou a professora.

Clube Literário do Amazonas apresenta a Literatura de Cordel

Versos impressos em papel, que muitas vezes são pendurados em cordas ou barbantes, eis a Literatura de Cordel

Versos impressos em papel, que muitas vezes são pendurados em cordas ou barbantes, eis a Literatura de Cordel

Por Dheik Praia

jornalismoam@band.com.br

Um estilo popular de escrever poemas, onde os versos são compostos por rimas que muitas vezes acompanham a xilogravura. Geralmente, quando recitados, os poemas são acompanhados de viola, para chamar atenção dos compradores.
A origem é de Portugal, mas no Brasil também é possível encontrar grandes cordelistas, principalmente no Nordeste, representados por Leandro Gomes de Barros e João Martins Athayde.
Os cordelistas são considerados o representante do povo, responsáveis pela reprodução de suas dores e seus amores, de forma exagerada ou simplória, mas o que vale mesmo é a diversão.
Tendo como objetivo aproximar o público amazonense desse estilo de poema, o Clube Literário do Amazonas (CLAM), realiza na quinta-feira, 28, a partir das 19h, no Espaço Cultural da Livraria Valer, a Quinta-Smithiana, que destacará a Literatura de Cordel.
Na ocasião, o cearense Edvan Rafael, que tem como característica de sua produção literária o cordel, comandará o sarau apresentando obras de própria autoria e de diversos cordelistas.
Para saborear um pouco desse estilo, um poema do carioca Zé da Luz, Ai! Se sêsse!...
Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dois se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?
E se eu me arriminasse
e tu cum insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse??
Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!

Fonte: .band.com.br

A POLITICAGEM NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DA PARAÍBA

FUNDO DO POÇO Por Manoel Belizario

É sabido de todos que na gestão do ex-governador da Paraíba, José Maranhão, a atual oposição praticamente não lia os projetos e aprovava de imediato. E agora com a ferrenha oposição à construção do shopping em Mangabeira fica visível o nível de politicagem alcançada pela assembléia paraibana. Sabe-se que, uma vez construído, o shopping vai gerar mais de três mil empregos. Mas os ditos deputados insistem em fazer oposição por oposição. Afinal de contas eles estão fazendo jus ao fundo do poço milenar no qual a Paraíba foi entregue ao atual governador. Eles estão servindo à política da mesquinharia que dá ao estado a bagatela de 4° lugar no ranking dos estados mais pobres do país. Esta postura egoísta costumeiramente assumida pela maioria dos políticos paraibanos indigna e frustra aqueles que sonham em ver este estado prosperando em todos os aspectos.

O caso da construção
Do shopping de Mangabeira
Onde todo mundo vê
Que a ação é de primeira,
Porém os politiqueiros
Tapam o sol com peneira.

O papel de um deputado,
O cume de sua ação,
Deve estar sempre voltada
Em prol da população,
Mas aqui na Paraíba
Cada um quer seu quinhão.

A ação dos deputados
É altamente egoísta
Pensando no próprio bolso
Numa atitude bairrista
O povo? Ah que se dane!
Eita bando de golpista!

Porém ainda acredito,
Sei que você também sonha
Que este pensar medíocre
Nosso estado transponha
E então possa surgir
Parlamentar de vergonha

quarta-feira, 27 de julho de 2011

"O AMOR e a FÉ" este é o nome do cordel que será lançado durante o ForróAmante 2011. (Diamante PB)

Fonte: DiamanteOnline

Durante o grande evento que acontecerá na cidade de Diamante no próximo final de semana, o policial cordelista Nicário Palmeira Honorato Poeta do Oiti da cidade de Itaporanga PB, estará lançando mais uma edição de seus cordéis, com todo o desempenho ele esteve fazendo varias apresentações em toda a região.
Honorato estalará uma barraca cujo o nome é o mesmo da novela da globo que tanto esta fazendo sucesso por todo o Nordeste “CORDEL ENCANTADO”, aqueles que tem afinidade com a arte sinta-se convidado a participar deste lançamento e aos que ainda não conhece o convite também esta feito desde já.
Ai vai o convite em forma de versos.

Sou poeta com orgulho
Com prazer eu digo aqui
Sou o Cabo Honorato
Sou da Barra do Oiti
Sou filho de Araúna
Que foi uma grande ruma
De homem que tinha ai
XX
Tenho um coração partido
Partido de emoção
Amo a minha Itaporanga
Mas digo de coração
Todo dia a todo instante
Eu adoro Diamante
Com amor e com paixão
XX
Ao vale do Piancó
Ao povo do meu lugar
Vou mostrar o meu trabalho
Vou ai apresentar
Se você adquirir
Com certeza eu digo aqui
Deus vai lhe abençoar
XX
É uma historia linda
De amor e de paixão
De um gago falador
De um cego da visão
Que na vida encontrou
Na palavra do senhor
A força da salvação
Nicário Palmeira Honorato
Poeta do Oiti

terça-feira, 26 de julho de 2011

CORDEL NA FLIT (TO)

Por Dalinha Catunda

O Governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria de Educação realizará, no período de 25 de julho a 03 de agosto de 2011, em Palmas, a Feira Literária Internacional do Tocantins – FLIT.
O cordel que vem tendo um ano promissor terá um espaço especial na FLIT. Além de cordelistas, repentista e declamadores de vários Estados a ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, convidada, terá boa parte de seu colegiado participando deste evento.
O Presidente Gonçalo Ferreira da Silva, Mestre Azulão, Chico Salles Moreira de Acopiara, Manoel Monteira e eu Dalinha Catunda uma saia entre tantas calças.
Farei o recital: “Sertaneja, Sim Senhor!” Em duas apresentações, nos dias 30 e 31. Além de nossas apresentações teremos o espaço Estação Cordel na Praça dos Girassóis para expor e vender nossos cordéis
O Cordel de Saia dará mais informações no decorrer da semana.
Abaixo um poema de minha autoria para Palmas:
*
BELA DAMA DO CERRADO
Palmas, linda capital
No centro desta nação
Totalmente programada
Assim foi tua construção
Muito bem arborizada
E vendo-a fico encantada
E até faço louvação.
*
És maior em Tocantins
Mimosa flor do cerrado,
Tão jovem e tão bonita
Bem segura em teu traçado
Olhando tuas palmeiras
Relembro minha Ipueiras
Que até hoje é meu condado.
*
A Palma do buriti
Que é farta no Jalapão
E também é encontrada
Pras bandas do meu sertão.
Bela dama do cerrado,
Neste encontro bem marcado,
Roubaste meu coração.

-- Dalinha Catunda

www.cantinhodadalinha.blogspot.com

www.cordeldesaia.blogspot.com

Imagem: programacensuralivre.blogspot.com

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O SERTÃO E A DESVALORIZAÇÃO DA CULTURA POPULAR

   

Por Manoel Belizario

       Qualquer pessoa que visite o sertão hoje na perspectiva de encontrar um espaço que faça jus ao status de habitat natural da Literatura de Cordel e da cultura popular nordestina com certeza ficará decepcionado: as terras sertanejas hoje em dia,  como nunca, servem ao lixo cultural invasor de todo o nosso país.
       Lembro com muita saudade de meu tempo de criança no sitio Lages entre os anos de 1985-1990. Foi nesta época que presenciei a efervescência da cultura popular em minha região. Brincadeiras de roda, galhinho de amor, do anel, passeio, cai no poço, as leituras de livretos, recontação dos mesmos em forma histórias nas debulhas de feijão, etc.
      Com o surgimento da TV lá em meu sítio, em 1990 aí mudou-se o foco e ninguém quis mais saber de outra coisa, só das novelas que ainda me lembro que estava passando à época: Gente Fina, Mico Preto, Rainha da Sucata, etc. Ninguém tinha outro assunto para falar.
      Durante o tempo que permaneci no Sertão, na zona urbana – entre 1990-2004 sinceramente não tive oportunidade de ter um contato expressivo com as manifestações culturais populares. Conheci muito pouco do forró de raiz e a Literatura de Cordel simplesmente desapareceu.
      Foi em João Pessoa que tive oportunidade de conhecer mais a fundo as manifestações culturais do sertão e portanto passei a dar um especial valor às mesmas.
      Vejo então uma inversão de valores. Hoje a capital valoriza a cultura sertaneja e o próprio sertão a descarta ou substitui por uma cultura efêmera, medíocre, suja, o chamado lixo cultural – como o caso do forró de raiz trocado pelo eletrônico/pornográfico.

Quem visitar o sertão
Procurando por cultura
Com certeza não será
Feliz em tal aventura
Sei que é triste o que digo,
Mas é a verdade pura.

O sertão hoje está
Envolto num lamaçal
Podre e talvez sem volta:
O do lixo Cultural.
Que eleva a porcaria,
Que valoriza o banal.

Acorda sertão o teu
Forró e o de raiz
O qual foi disseminado
Pelo Jackson e por Luiz
No Brasil, onde nasceu
O cordel? Sertão me diz...

Imagem: www.overmundo.com.br

Literatura de Cordel: Por que não tornar obrigatória em todos os níveis de Ensino?

Fonte: pt-br.paperblog.com

Por Marciano Dantas

Literatura de Cordel: Por que não tornar obrigatória em todos os níveis de Ensino? - Por Marciano Dantas

A novela da Rede Globo Cordel Encantado, está tentando resgatar uma das mais belas e melhores partes da Literatura, que é a Literatura de Cordel.
A Literatura de Cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para a venda pendurados em corda ou cordéis. Surgiu em Portugal e foi introduzida no Brasil logo após a chegada dos primeiros portugueses.
Os poemas da Literatura de Cordel são escritos em forma rimada e alguns são ilustrados com xilogravuras. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola.
Antigamente, quando não se tinha, ou mesmo quando a televisão não era um meio de comunicação tão popular, os poemas da Literatura de Cordel eram bastante lidos, pois os mesmos davam mais emoção que as novelas atuais. Sem contar que esse tipo de poema, mostra um pouco da vida das pessoas.
Infelizmente, a televisão, a Internet, dentre outros, estão fazendo com que a Literatura de Cordel seja esquecida, onde se você perguntar a um jovem se ele sabe o nome de algum cordelista, dificilmente responderá, mas se perguntar o que os personagens das novelas fizeram no capitulo anterior, ou tudo o que aconteceu no último Big Brother, com certeza saberá de cor e salteado.
Se a Literatura de Cordel viesse a ser obrigatória em todos os níveis do ensino escolar, incentivaria os nossos alunos a comprarem os poemas populares, além de valorizar muitos desses poetas que são esquecidos pelo Brasil afora.
O poeta de Carnaúba dos Dantas, Francisco Rafael Dantas – França (1935/2011), escreveu o poema “QUEM SOU”, que retrata um pouco do mundo de hoje e diz o seguinte:

Eu sou um certo volume,
Que a natureza gerou,
Perambulando no mundo,
Sem saber pra onde vou,
Sou andante peregrino,
Cumpro as ordens do destino,
Fazendo o que ele ordenou!

Eu sou a destruição,
Das coisas do criador,
Estou poluindo o mundo,
Sem ouvir superior,
Odeio meu semelhante,
Sou educado, ignorante,
Sou amigo e traidor!

Comigo veio o amor,
A vingança e a maldade,
Semeei a ambição,
O orgulho e a vaidade...
Quando cheguei no poder,
Fiz de tudo sem fazer,
Longe da dignidade!

Sou leal sem lealdade,
Sei amar sem ter amor,
Sou justiça sem justiça,
Sou justo e enganador,
Sabido sem consciência,
Sou a paz com violência,
Sou critério sem pudor!

Sou o vírus da desgraça,
Sou orgulho, sou bondade,
Sou aquele pregador,
Que fala em felicidade,
Em amor e união,
Mas dentro do coração,
Só tem ódio e crueldade!

Sou quem contamino o mundo,
Sou matéria enfraquecida,
Sou bonança, sou miséria,
Sou vida matando vida...
Sou puro sem ter pureza,
Sou um nobre sem nobreza,
Sou limpeza poluída!

Sou aquele desalmado,
Que mata pelo prazer,
Sou aquele poderoso,
Brigando pelo poder...
Sou promessa sem cumprir,
Sou alegre sem sorrir,
Faço tudo sem fazer!

Sou marginal assaltante,
Estuprador, desordeiro,
Sou rico sem ter riqueza,
Sou sincero e traiçoeiro.
Sou amável sem amar,
Sou devedor sem pagar,
Só acredito em dinheiro!

Só vejo quem vai na frente,
Não olho quem vem atrás...
Sou gente odiando gente,
Dou pouco e recebo mais;
Bato palma pra quem erra,
Sou um amante da guerra,
E o inimigo da paz!

Sou covarde e traidor,
Sou corrupto e sou ladrão,
Sou criminoso assaltante,
Sem alma e sem coração,
Sou safado e orgulhoso,
Sou bandido e mentiroso,
Sou o rei da criação!

Francisco Rafael Dantas. Carnaúba dos Dantas – RN, 09 de março de 2006.

Infelizmente, o que disse o poeta Francisco Rafael Dantas nesse poema, é a pura realidade do que vemos nos dias de hoje.

Por Professor Marciano Dantas
Natal/RN