CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sábado, 17 de outubro de 2015

EDUARDO CUNHA E A ILUSÃO VOLUNTÁRIA (PARTE I)

Por Manoel Belizario



Caro leitor este mundo
Hoje pertence à cobiça
Cujo patrono DINHEIRO
Não priva nem a justiça.
O político ladrão
Rouba o lucro da nação
Tenta esconder na Suíça.

Os políticos ladrões
Todos têm um ar angélico.
Jeito gentil, sedutor
De gênio maquiavélico.
Usam o nome de Deus.
O mais novo golpe seus
É o disfarce de evangélico.

O caso a que me refiro
Todo mundo é testemunha.
Falo de um tal de Eduardo
Cujo sobrenome é Cunha.
Da câmara federal
É o presidente atual
Que na lama se rascunha.

Transformado em presidente,
Transvestiu-se num vestal.
Virou-se em um paladino
De bom costume e moral.
Com sanha, gana e artimanha
Esquartejou a entranha
Do Governo Federal.

O Governo (e seus asseclas)
Também comete infração
Isso é de conhecimento
De toda a população,
Mas quem quiser atirar
Pedra deve ou não estar
Livre de corrupção?

Quem "acreditou" em Cunha
"Iludiu-se" porque quis - 
Feito Raquel Sheirazedo,
A “guardiã” do país,
Exaltando todo dia
Seu jogo de hipocrisia
O qual hoje o contradiz.




(Continua)

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