CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

BOICOTE NO CURRAL DO PODERIO

Por Manoel Belizario

Quem não age como GADO
Ou passeia livre em trote
Conhece ou conhecerá
Um BOI, novilho, garrote
Treinado pra perseguir,
Em silêncio te ferir:
 Falo, leitor, do BOICOTE.

O BOICOTE ao se expressar
Não quer ser contrariado.
Pensar com a própria cabeça
Em sua agenda é vetado.
Ele monta seu curral
Quem ali não for igual
Por ele é encurralado.

Foge do independente
Feito o demônio da cruz.
Teme que a ideia livre
Venha ofuscar sua luz.
Vale-se dos poderosos
São gestos sujos, sebosos
Que à sua prática conduz.

Se um independente chega
À redoma de poder
Do BOICOTE o mesmo logo
Trata de se precaver.
Dá seu jeito, prejudica,
Forja provas, falsifica
Para vê-lo escafeder.

Na presença da pessoa
O BOICOTE é invisível.
Seu porta-voz é gentil,
Calmo sincero, sensível.
Coitado do BOICOTADO
Muitas vezes enganado
Por um papo de alto nível.

Se você tem mente livre.
Se és um ser independente
Saibas que muito BOICOTE
Encontrarás pela frente.
Não temas, enfrente o BOI
Pois ele vencido foi

Outrora por muita gente.

Imagem original em www.seagro.go.gov.br

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