CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

domingo, 2 de agosto de 2015

JOÃO PESSOA: UMA AVENTURA NA TÁBUA DE PIRULITO OU PASSEIO EM BURACOLÂNDIA




(Por Manoel Belizario)

Quem dirige em João Pessoa
É constantemente aflito,
Temendo que a artimanha
De um buraco maldito
Lhe estrague o automotor
Assim segue o condutor
Na TÁBUA DE PIRULITO.

Buraco por todo canto
Por todo canto buraco.
Cristo, Rangel, Mangabeira
E Valentina, destaco.
Bancários, Jardim Veneza,
Geisel, Róger (que beleza!)
Que me diz hein puxa saco?

Cruz das Armas, Jaguaribe
Varadouro, Oitizeiro.
Resumindo, caro amigo:
Quase o município inteiro
Hoje vive no buraco,
Pois o gestor é velhaco,
Nos paga com o buraqueiro.

Tem a parte sem buraco
Como é que não teria?
A parte da propaganda
Ajeitam com maestria.
É maquiagem total
Que sai no comercial
Com muita categoria!

Que localidade é essa
Dizer, você poderia?
As praias dos ricos, claro!
Que outro lugar seria?
Quem for lá um só momento
Constata que o pavimento
Dali não tem fantasia.

Segue na BURACOLÂNDIA
Se arriscando o motorista.
Da solução do problema,
Não se vê nenhuma pista.
Dê de volta o pagamento.
Não se esqueça fique atento.
Temos eleições à vista!

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