CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

ÁPICE E DECLÍNIO DE NOSSOS IMPÉRIOS



(Por Manoel Belizario)

Correndo em busca da vida
Usando como suporte
Vontade, coragem, garra
E por assessora a sorte
(A vitória é garantida)
Uma mão segura a vida
E a outra sustenta a morte.

É certeza ter sucesso
Quando o esforço é redobrado;
De um pódio que toca o céu
Requer descer com cuidado;
Na queda se dobra o peso;
Pra cada segundo aceso
Outro igual é apagado;

Não adianta no salto
Alto andar com segurança,
Pois uma queda brutal
Não vai sair da lembrança.
Se viver é perigoso
Então para o orgulhoso
Não há nenhuma esperança.

Viver é realizar-se
Nas alegrias alheias;
Viver é dar às ideias
Liberdade e não cadeias;
Muita gente já morreu
E achando que enviveceu
Anda sem sangue nas veias.

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